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A mais famosa “Cracolândia”, no centro de São Paulo: metrópoles não são território exclusivo do crack há muito tempo (Foto: Nelson Antoine – Fotoarena)

Amigos do blog, quantas vezes vocês têm visto as mais altas autoridades da República abordar o problema, gravíssimo, como vocês verão abaixo, da disseminação do consumo do crack por todo o país?

Quais importantes discursos ou projetos no Congresso Nacional têm vindo à tona sobre a questão?

O que se prometeu (nada) na última campanha eleitoral para enfrentar esse mal terrível?

Enquanto vamos de queda de ministro em queda de ministro, enquanto a oposição se comporta como barata tonta, enquanto os diversos setores da sociedade não elegem o problema como prioridade a ser enfrentada e enquanto o uso do crack continua, burramente, a ser visto sobretudo como uma questão de polícia, e não de marginalização e de saúde, essa tragédia brasileira vai de mal a pior.

Leia no site de VEJA.

E também confira abaixo.

Da Agência Brasil

Pesquisa mostra que consumo de crack começa a substituir o de bebidas alcoólicas

Daniella Jinkings – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A facilidade de acesso e o baixo custo do crack estão fazendo com que a droga se alastre pelo país. Uma pesquisa divulgada hoje (7) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que o crack está substituindo o álcool nos municípios de pequeno porte e áreas rurais. Nos grandes centros, uma pedra de crack custa menos de R$ 5.

Quase todo o país afetado

Dentre os 4,4 mil municípios pesquisados, 89,4% indicaram que enfrentam problemas com a circulação de drogas em seu território e 93,9% com o consumo. O uso de crack é algo comum em 90,7% dos municípios. “Verificamos que o uso de crack se alastrou por todas as camadas da sociedade, a droga que, em princípio, era consumida por pessoas de baixa renda, disseminou-se por todas as classes sociais”, aponta a pesquisa.

Investimento irrisório para um problema de saúde pública

 

Cracolândia-batida-policial

O custo efetivo das ações de combate ao crack e outras drogas nos municípios chega a mais de R$ 2,5 milhões. De acordo com o CNM, faltam profissionais capacitados e verbas destinadas para a manutenção das equipes e dos centros de atenção que deveriam estar disponíveis aos usuários.

O relatório mostra que 63,7% dos municípios enfrentam problemas na área da saúde devido à circulação da droga. A fragilidade da rede de atenção básica aos usuários, a falta de leitos para a internação, o espaço físico inadequado, a carência na disponibilidade de remédios e a ausência de profissionais especializados na área da dependência química são os principais entraves apontados pelos gestores municipais.

A questão da segurança pública

Em relação à segurança pública, os principais problemas estão relacionados ao aumento de furtos, roubos, violência, assassinatos e vandalismo. Existem ainda apontamentos em relação à falta de policiamento nas áreas que apresentam maior vulnerabilidade.

Outra questão revelada pela pesquisa é a fragilidade da rede de Proteção Social Especial e do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) que tem como objetivo trabalhar as demandas dos usuários de drogas. Estes serviços são deficitários em 44,6% dos municípios.

Controle fronteiriço deficitário

De acordo com a pesquisa, um dos grandes problemas é a falta de controle das fronteiras do país. “O efetivo policial é pequeno, mal remunerado e pouco treinado para enfrentar a dinâmica do tráfico de drogas.”

Outro fator relevante, segundo o CNM, é o papel que as indústrias produtoras de insumos utilizados para o preparo do crack desempenham. “A grande questão é a fiscalização da venda desses produtos, que atualmente é feita de maneira insuficiente.”

A primeira pesquisa da CNM, divulgada em dezembro do ano passado, mostrou que 98% dos municípios pesquisados confirmaram a presença do crack em sua região. Em abril, a confederação lançou o portal Observatório do Crack para acompanhar a situação dos municípios, com informações sobre o consumo, os investimentos e os resultados das ações de combate à droga.

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7 Comentários

Roberto Santana em 11 de novembro de 2011

Seria de suma importância começar tratar esse problema de cima pra baixo, começando a enquadrar esse indio de araque Hevo Morales denunciando ele na ONU, esse camarada está destruindo nossa juventude, está escrito na cara dele, ele quer que o Brasil se exploda, aqui em Bertioga esta fora de controle

patricia m. em 09 de novembro de 2011

Quando vi essa foto da Cracolandia, me deu medo! Que medo andar no meio desses malacos, heim. Ali, so com uma bazuca nas maos. Parece cena de Mad Max.

*Mari Labbate* EMAS44 em 09 de novembro de 2011

A Cracolândia é uma questão de Polícia, de Educação e de Saúde! O Bolsa-Família não resolveu? Que estranho! FHC, em vez de contribuir para a solução desse problema, apenas APARECEU, hipocritamente e erradamente! Se fosse um REAL EDUCADOR, teria tido Sensibilidade Suficiente, para colaborar de maneira adequada. Como cidadã e educadora, ofereci-lhe ajuda de forma mais abrangente e nem fui recebida por esse senhor, que transformou o seu Instituto em uma fortaleza inacessível. Com a sua inserção no sistema, somente atrapalhou, pois conseguiu dividir a opinião pública. As Autoridades deveriam consultar os Professores da Rede Oficial de Ensino, as primeiras vítimas, para adotarem medidas eficientes! Esses Profissionais da Educação devem ser RESPEITADOS! Já está faltando mão-de-obra especializada para os dois lados da MOEDA!

Kaos em 08 de novembro de 2011

Ah, e tem que prender os grandes traficantes que financiam o tráfico de drogas e lavam o dinheiro, ou seja, certos empresários, políticos, donos de igrejas e outros intocáveis. PF e RF neles!!!

Kaos em 08 de novembro de 2011

Alcione escreveu ..."nem que seja encontrando a morte". Realmente a dependência química é a PIOR doença que pode acometer uma pessoa e destruir também sua família. A frase da Alcione parece pesada, mas para muitas mães e pais é um ALÍVIO quando ela chega. Quem conviveu ou convive com um dependente químico sabe do que estamos falando. Ele vira um animal quando quer a droga, no sentido mais agressivo da palavra. EDUCAÇÃO para as crianças e adolescentes!!! Nunca experimentem estas drogas. Nunca!!!

ALCIONE em 08 de novembro de 2011

A droga acaba com a vida do usuário e da sua família e não acredito em nenhum tratamento eficaz. Não importa o quanto um governo invista, se o drogado não desejar parar... Por isso chego a pensar que o melhor é deixá-lo com seu vício. Se não vejamos, o governo (nós...) vamos pagar um Spa onde a "dondóca" vai passar vários meses se tratando, com um custo astronômico, e o infeliz, ao sair dali, a primeira coisa que faz e procurar um traficante! O que o governo pode fazer é intensificar as campanhas nas escolas, por meio de programas ou projetos, onde professores, o ano todo, desenvolverão projetos de campanha contra o uso de drogas. Intensificar o combate ao traficante, perseguido-o implacavelmente. É muito fácil descobrir um traficante. É só seguir um viciado. eles (os viciados) se acham tão inteligentes, e são, mas a droga os torna burros, que eles, na ânsia de se drogar, não se cuidam e levam direto as policia até as bocas de fumo. Aí é só dar o flagrante. Fazendo isso, combatendo o tráfico no ponto de venda (as nossas fronteiras são enormes perto de 23 mil Km, entre mar e terra, mais pelo ar, por meio de aviões, para patrulhar isso é muito, quase impossível. Quem aguentaria, ao passar por alguma fronteira, ser abordado todas vez e ficar horas e horas em cansativas revistas no seu carro? Então, o viciado é dar palestras, cursos, acompanhamento ANTES de se viciar. DEPOIS... é deixar que quando ele chegar ao fundo do poço certamente vai parar de se drogar, nem que seja encontrando a morte. Abraço.

Vera Scheidemann em 08 de novembro de 2011

O crack é uma ameaça perigosíssima e eu tenho sérias dúvidas sobre se as autoridades brasileiras estão a par desse perigo. Espero que estejam e façam mais do que estão fazendo agora. Vera

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