Grécia: a crise começou com uma fraude

Manifestantes durante conflito com a polícia no centro de Atenas, Grécia

A crise grega que está nas manchetes, inclusive do site de VEJA, tem mil explicações, amigos do blog, mas seu olho do furacão começou com uma fraude, uma maracutaia inacreditável praticada pelo partido conservador Nova Democracia, que governou a Grécia por seis anos, até 2009.

Vencedor das eleições, o novo primeiro-ministro do Partido Socialista (Pasok), Giorgos Papandreu, constatou em poucos dias que seus antecessores haviam maquiado escandalosamente as contas públicas para os parceiros da União Europeia e o Banco Central Europeu (BCE). O verdadeiro déficit públic do país, de gravíssimos 15,7% do PIB, era mais do que o dobro do informado pelo governo anterior.

O déficit verdadeiro era a conta que chegava para ser paga pela gastança do governo do antecessor de Papandreu, Kostas Karamanlis (2004-2009), que, em vez de atuar dentro das possibilidades do Orçamento e, mais, equacionar o que restava de déficit devido aos investimentos na preparação das Olimpíadas de 2004 pelo governo socialista que o precedeu, preferiu continuar torrando dinheiro público – e mentir.

Bola de neve de desconfiança e um brutal ajuste fiscal

A desconfiança dos mercados para com a Grécia, a partir daí, diante do temor de que os empréstimos ao governo e às empresas gregas não seriam quitados, fez rolar uma bola de neve que explodiu nas mãos de Papandreu.

O primeiro-ministro conseguiu realizar um brutal ajuste fiscal, o mais severo já feito por um país da zona do euro desde o estabelecimento da moeda comum, em 2000, e baixou em 5 pontos percentuais o rombo. A essa altura, porém, os cortes orçamentários e outras medidas restritivas haviam levantado um turbilhão de protestos na sociedade, que foram num crescendo tal que, apenas nos últimos 15 meses, houve 22 greves gerais no país.

A União Europeia, o BCE e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – que muitos chamam de troika, ressuscitando a velha palavra da extinta União Soviética – socorreram a Grécia há um ano com um empréstimo de 110 bilhões de euros (algo como 250 bilhões de reais), mas o atoleiro grego não melhorou, e o Papandreu necessita de mais 60 bilhões de euros (140 bilhões de reais).

Privatizar o banco estatal, serviços de águas, portos e até um cassino

Para tanto, as exigências da troika são severíssimas. Depois de baixar os 5 pontos percentuais no déficit, em dois anos, Papandreu agora precisa derrubá-lo de 10,5% para 7,5% até o final deste ano.

Para fazer frente ao total da dívida grega antes desses 60 bilhões, que supera 142% do PIB (só para comparar: a do Brasil bate nos 40% do PIB) e é de 328 bilhões de euros (750 bilhões de reais, uma enormidade para um país das dimensões da Grécia), o programa para o qual Papandreu precisa obter o consenso das principais forças políticas, e que o levou a reformar seu gabinete, consiste em basicamente dois pontos:

1. Corte de gastos de mais 28 bilhões de euros num país que já está no osso e que podou investimentos em saúde, educação e infraestrutura

2. Privatizações que obtenham de 50 a 60 bilhões de euros, para reduzir a sufocante dívida pública e que incluem o banco estatal Caixa Postal de Poupança, os portos de Atenas (Pireu) e Salônica, a segunda maior cidade grega depois da capital, os serviços de abastecimento de água das duas cidades, a empresa telefônica nacional, OTE, que já tem como sócio minoritário o gigante alemão Deutsche Telekon, e até o cassino de Atenas, que pertence — vejam só — ao governo.

Diante desse quadro dificílimo, quem começou tudo, o partido Nova Democracia, não tem colaborado em nada. Pode ser que Papandreu venha a obter para as medidas duras e mesmo um governo de união nacional, caso em que ele próprio disse que cederia seu cargo em prol de um acordo. Mas as palavras de Antonis Samaras, líder da Nova Democracia, ditas ainda esta semana são de uma hipcrisia aterradora: “Não estou disposto a apoiar uma politica que arrase nosso país”, afirmou.

Ele ignorou o fato de que foi o governo antecessor de Papandreu, de seu próprio partido, quem iniciou esse processo de derrocada do país com uma fraude.


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44 Comentários

  • Roberto Sterling

    Assim como no Brasil, Setti, se Serra tivesse ganho a eleição se surpreenderia com as maquiagens que o Apedeuta fez para criar o Brasil maravilha !

  • Hummmm. Uma sensaçào de deja vú…

  • Marco

    Amigo Setti: Na cultura grega a briga entre Apolo X Dionísio. Parece q vai prevalecer a de Apolo !
    Abs.

  • Marco

    Amigo Setti: Karen Praetzel (15:18) vc é parente do Jornalista gaúcho Alexandre Praetzel, hoje na Band de SP ?
    Abs.

  • Pedrão

    Isso nos assusta muito. Se até em países do ‘velho mundo’ existem maracutaias, qual a esperança nossa quando o PT entregar o governo? Teremos recuperação? O novo presidente terá equipe capaz de retornar o país à situação de 2002? E ainda temos a dúvida de por quanto tempo o PT continuará nos assaltando. Pelo jeito, se sair a copa aqui, o Brasil ficará totalmente quebrado. É uma pena. Espero que STF julgue inconstitucional a roubalheira pleiteada pela Organização Criminosa-PT

  • duduvieira10

    Meu prezado RS;
    Certamente! aquí, lá, acolá é tudo a mesma coisa, não existe mágica na Economia, e nas finanças públicas, alguém sempre paga a conta. O dinheiro não cai do céu, e não dá em árvore e não aceita desaforo. No campo da Política e da Economia é preciso manter a lucidez. Atenciosamente,

  • sinisorsa

    Prezado, você leu esse artigo do El Mundo de hoje? Impressionante! http://www.elmundo.es/elmundo/2011/06/19/internacional/1308472242.html
    Particularmente, eu acho que esses mentirosos e trapaceiros deveriam ser chutados pra fora da zona Euro. Aliás, eles também mentiram e apresentaram dados estatísticos falsos pra entrar na união econômica e monetária da UE. Falar em honestidade com eles equivale a pedir peras al olmo, ¿verdad?

  • Paul

    Como somos o ” pa’is maravilha do lula” vamos fazer a copa e olimpíadas sucessivamente; temos tudo de bom para isso, como bons hospitais, estradas, portos, aeroportos, uma boa renda para ir aos estádios, uma industria crescente e comércio crescente com produtos chineses, vai ser um futura glorioso. Tudo feito com o dinheira do povão.

  • mariana

    até quando vamos nos colocar uma venda sobre nossos proprios olhos diante de tanta corrupção, até nosso país acabar porque a riqueza nele existente vai ser pouco para tornar milhonarios tantos politicos acessores e mais tantos cargos comicionados que eles colocam na politica. Quando que nós iremos reagir contra isso, quando não tiver mais chance.

  • mariana

    população brasileira vamos por favor acordar. O problema do nosso país e de tantos outros é nós mesmos as classes menos favorecidas pq não olhamos as coisas com clareza.Não importa quem vai ou não governar nosso país nem um politico vai aprovar lá no senado redução de seu sálario, muito pelo contrário. vejam PMDB PFL PT PSOL estão todos lá ganhando cargos todos unidos, vence um vence todos eles entram de qualquer forma. Isso é uma verdadeira demostração de união.Nós a maioria não somos nem um pouco unidos

  • Ismael

    Mesmo que Karamanlis tenha falsificado indicadores oficiais, foge à lógica que a Grécia pudesse honrar os empréstimos que tomou. Primeiramente,por que um país com bons indicadores precisaria de tamanha dinheirama de bancos franceses e alemães? Acho que banqueiros, conservadores como são, deveriam ter ficado mais atentos. Se não houve zêlo, deve ter havido conivência se não desvios propositados.

  • pedro simon bolivar

    e para dar nomes aos bois, o banco responsável pela farsa chama-se goldman sachs e o executivo principal do banco à época o ilustre mario draghi.
    olha onde o draghi está hoje em dia…..

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigos,

    Há 22 anos, que se completam na 3ª-feira, eu estava com um grupo de operários, estudantes e desempregados no centro da cidade onde nasci, Flint, Michigan, para anunciar que o estúdio Warner Bros, de Hollywood, afinal comprara os direitos para distribuir meu primeiro filme, “Roger & Me”. Um jornalista perguntou: “Por quanto você vendeu?”

    “Três milhões de dólares” – respondi com orgulho. Houve um grito de admiração, do pessoal dos sindicatos que me cercava. Nunca acontecera, nunca, que alguém da classe trabalhadora de Flint (ou de lugar algum) tivesse recebido tanto dinheiro, a menos que um dos nossos roubasse um banco ou, por sorte, ganhasse e grande prêmio da loteria de Michigan. Naquele dia ensolarado de novembro de 1989, foi como se eu tivesse ganho o grande prêmio da loteria – e o pessoal com quem eu vivia e lutava em Michigan ficou eufórico com o meu sucesso. Foi como se um de nós, afinal, tivesse conseguido, tivesse chegado lá, como se a sorte afinal tivesse sorrido para nós. O dia acabou em festa. Quando você é trabalhador, de família de trabalhadores, todos cuidam de todos, e quando um se dá bem, ou outros vibram de orgulho – não só pelo que conseguiu ter sucesso, mas porque, de algum modo, um de nós venceu, derrotou o sistema brutal contra todos, sem mercê, que comanda um jogo cujas regras são distorcidas contra nós.

    Nós conhecíamos as regras, e as regras diziam que nós, ratos de fábricas da cidade, nunca conseguimos fazer cinema, ou aparecemos em entrevistas na televisão ou conseguimos nos fazer ouvir em palanque nacional. Nossa parte deveria ser ficar de bico calado, cabeça baixa, e voltar ao trabalho. E, como que por milagre, um de nós escapara dali, estava sendo ouvido e visto por milhões de pessoas e estava “montado na grana” – santa mãe de deus, se preparem! Um palanque e muito dinheiro… agora, sim, é que os de cima vão ver só!

    Naquele momento, eu sobrevivia com o salário-desemprego, $98 por semana. Saúde pública. Meu carro morrera em abril: sete meses sem carro. Os amigos me convidavam para jantar e sempre pagavam a conta antes que chegasse à mesa, para me poupar do vexame de não poder dividir a conta.

    E então, de repente, lá estava eu montado em três milhões de dólares. O que eu faria do dinheiro? Muitos rapazes de terno e gravata apareceram com muitas sugestões, e logo vi que, quem não tivesse forte senso de responsabilidade social, seria facilmente arrastado pela via do “eu-eu” e muito rapidamente esqueceria a via do “nós-nós”.

    Em 1989, então, tomei decisões fáceis:

    1.Primeiro de tudo, pagar todos os meus impostos. Disse ao sujeito que fez a declaração de rendimentos, que não declarasse nenhuma dedução além da hipoteca; e que pagasse todos os impostos federais, estaduais e municipais. Com muita honra, paguei quase um milhão de dólares pelo privilégio de ser norte-americano, cidadão desse grande país.

    2.Os 2 milhões que sobraram, decidi dividir pelo padrão que, uma vez, o cantor e ativista Harry Chapin ensinou-me, sobre como ele próprio vivia: “Um para mim, um para o companheiro”. Então, peguei metade do dinheiro – e criei uma fundação para distribuir o dinheiro.

    3.O milhão que sobrou, foi usado assim: paguei todas as minhas dívidas, algumas que eu devia aos meus melhores amigos e vários parentes; comprei uma geladeira para os meus pais; criei fundos para pagar a universidade das sobrinhas e sobrinhos; ajudei a reconstruir uma igreja de negros destruída num incêndio, lá em Flint; distribuí mil perus no Dia de Ação de Graças; comprei equipamento de filmagem e mandei para o Vietnã (meu movimento pessoal, para reparar parte do mal que fizemos àquele país, que nós destruímos); compro, todos os anos, 10 mil brinquedos, que dou a Toys for Tots no Natal; e comprei para mim uma moto Honda, fabricada nos EUA, e um apartamento hipotecado, em New York City.

    4.O que sobrou, depositei numa conta de poupança simples, que paga juros baixos. Tomei a decisão de jamais comprar ações. Nunca entendi o cassino chamado Bolsa de Valores de New York, nem acredito em investir num sistema com o qual não concordo.

    5.Sempre entendi que o conceito do dinheiro que gera dinheiro criara uma classe de gente gananciosa, preguiçosa, que nada produz além de miséria e medo para os pobres. Eles inventaram meios de comprar empresas menores, para imediatamente as fechar. Inventaram esquemas para jogar com as poupanças e aposentadorias dos pobres, como se dinheiro dos outros fosse dinheiro deles. Exigiram que as empresas sempre registrassem lucros (o que as empresas só conseguiram porque demitiram milhares de trabalhadores e acabaram com os serviços de saúde pública para os que ainda tinham empregos). Decidi que, se ia afinal ‘ganhar a vida’, teria de ganhá-la com meu trabalho, meu suor, minhas ideias, minha criatividade. Eu produziria produtos tangíveis, algo que pudesse ser partilhado com todos ou de que todos gostassem, como entretenimento, ou do qual pudessem aprender alguma coisa. Meu trabalho, sim, criaria empregos, bons empregos, com salários decentes e todos os benefícios de assistência médica.

    Continuei a fazer filmes, a produzir séries de televisão e a escrever livros. Nunca iniciei um projeto pensando “quanto de dinheiro posso ganhar com isso?”. Nunca deixei que o dinheiro fosse a força que me fizesse fazer qualquer coisa. Fiz, simplesmente, exatamente o que queria fazer. Essa atitude ajuda a manter honesto o meu trabalho – e, acho, ao mesmo tempo, resultou em milhões de pessoas que compram ingresso para assistir aos meus filmes, assistem aos programas que produzo e compram meus livros.

    E isso, precisamente, enlouqueceu a Direitona. Como é possível que alguém da esquerda tenha tanta audiência no “grande público”?! Não pode ser! Não era para acontecer (Noam Chomsky, infelizmente, não aparece na lista dos 10 programas mais vistos da televisão; e Howard Zinn, espantosamente, só chegou à lista dos mais vendidos do New York Times, depois de morto). Assim opera a mídia-máquina. Está regulada para que ninguém jamais ouça falar dos que, se pudessem, mudariam todo o sistema, para coisa muito melhor. Só liberais babacas, que vivem de exigir cautela e concessões e reformas lentas, aparecem com os nomes impressos nas páginas de editoriais dos jornais ou nos programas da televisão aos domingos.

    Eu, de algum modo, encontrei uma brecha na muralha e meti-me por ali. Sinto-me abençoado, podendo viver como vivo – e não ajo como se tudo fosse garantido para sempre. Acredito nas lições que aprendi numa escola católica: que se você se dá bem, maior a sua responsabilidade por quem não tenha a mesma sorte. “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.” Meio metido a comunista, eu sei, mas a ideia é que a família humana existe para partilhar com justiça as riquezas da terra, para que os filhos de Deus passem por essa vida, com menos sofrimento.

    Dei-me bem – para autor de documentários, dei-me super bem. Isso, também, faz pirar os conservadores. “Você está rico por causa do capitalismo!” – eles gritam. Hummm… Não. Não assistiram as aulas de Economia I? O capitalismo é um sistema, um esquema “pirâmide” que explora a vasta maioria, para que uns poucos, no topo, enriqueçam cada vez mais. Fiz meu dinheiro, à moda antiga, honestamente, fabricando produtos, coisas. Nuns anos, ganho uma montanha de dinheiro, noutros anos, como o ano passado, não tenho trabalho (nada de filme, nada de livro); então, ganho muito menos. “Como é que você diz defender os pobres, se você é rico, exatamente o contrário de ser pobre?!” É o mesmo argumento de quem diz que, “Você nunca fez sexo com outro homem! Como pode ser a favor do casamento entre dois homens?!”

    Penso como pensava aquele Congresso só de homens que votou a favor do voto para as mulheres, ou como os muitos brancos que foram às ruas, marchar com Martin Luther Ling, Jr. (E lá vêm a Direitona, aos gritos, ao longo da história: “Hei! Você não é negro! Você nem foi linchado! Por que está a favor dos negros?!”). Essa desconexão impede que os Republicanos entendam por que alguém dá o próprio tempo ou o próprio dinheiro, para ajudar quem tenha menos sorte. É coisa que o cérebro da Direitona não consegue processar. “Kanye West ganha milhões! O que está fazendo lá, em Occupy Wall Street?!”. Exatamente – lá está, exigindo que aumentem os impostos cobrados dele mesmo. Isso, para a Direitona, é definição de loucura. Todo o resto do mundo somos muito gratos que gente como ele se tenha levantado, ainda que – e sobretudo porque – é gente que se levantou contra seus pessoais interesses financeiros. É precisamente a atitude que a Bíblia que aqueles conservadores tanto exaltam por aí exige de todos os ricos.

    Naquele dia distante, em novembro de 1989, quando vendi meu primeiro filme, um grande amigo meu disse o seguinte: “Eles cometeram erro muito grave, ao entregar tanto dinheiro a um sujeito como você. Essa grana fará de você homem perigosíssimo. É prova do acerto do velho dito popular: “Capitalista é o sujeito que vende a você a corda para enforcar ele mesmo, se achar que, na venda, ele pode ganhar algum”.

    Atenciosamente,

    Michael Moore

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Do G1

    Taxa de desemprego na Espanha sobe para 21,5% no 3º trimestre
    No segundo trimestre, a taxa ficara 20,89%.
    Total de desempregados alcançou 4,97 milhões no período.
    A taxa de desemprego na Espanha atingiu 21,5% da população economicamente ativa do país no terceiro trimestre deste ano, apesar da agitada temporada de verão para o turismo local. No segundo trimestre, a taxa ficara 20,89%.

    Pessoas fazem fila para entrar em centrais de emprego em Sevilha (Foto: AFP)
    Quase 147 mil vagas de trabalho foram eliminadas entre os dois trimestres e o total de desempregados alcançou 4.978.300, a maior cifra desde 1996.

    De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), os setores de construção civil e serviços foram os que registraram o maior aumento do desemprego. Além disso, segundo o INE, há forte discrepância dentro do país; enquanto a taxa de desemprego na região de Navarra, ao norte, é de 11,7%, na Andaluzia, ao sul, ela chega a 30,9%.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Por Marcos Costa
    Da BBC Brasil

    Acordo dá fôlego à Grécia mas não resolve problema da dívida

    Daniela Fernandes
    De Paris

    O ajuste rigoroso das contas gregas retarda a recuperação do país, segundo analistas

    A redução pela metade da dívida grega em poder dos bancos, como prevê o acordo firmado por líderes europeus, dará novo fôlego à Grécia, mas não irá resolver a situação econômica do país, avaliam especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

    Para os analistas, as medidas de austeridade fiscal adotadas pelo governo grego – como reduções de salários, demissões de funcionários públicos e aumento de impostos – impedem a retomada do crescimento econômico do país, tornando mais difícil a saída efetiva da crise.

    A dívida total da Grécia é de 350 bilhões de euros. Desse montante, a parte detida por bancos e fundos de investimento privados é de 200 bilhões de euros.

    Segundo o acordo obtido por líderes europeus na madrugada desta quinta-feira, esses credores privados aceitaram cortar em 50% o montante da dívida em seu poder, o que representa 100 bilhões de euros.

    “O corte alivia em parte a situação da Grécia porque diminui os encargos com os juros da dívida”, disse à BBC Brasil o economista Elie Cohen, diretor do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França.

    “Não digo que isso não adianta nada, mas o corte não vai resolver os problemas da Grécia, que enfrenta uma forte recessão e adotou medidas que deprimem ainda mais a atividade econômica”, afirma Cohen.

    “Os europeus deram um pequeno balão de oxigênio para a Grécia, mas o país ainda vai ficar em apneia alguns anos”

    Eric Heyer, do Observatório Francês de Conjunturas Econômicas

    Segundo ele, a Grécia é “insolvente” e a situação atual não permite relançar a economia do país.

    “A redução da atividade provocada pelos planos de rigor torna mais difícil sair da crise”, diz ele.

    Limite da dívida

    O acordo firmado por líderes europeus prevê que a dívida grega passe dos atuais 160% do PIB para 120% do PIB em 2020.

    “Mesmo se o governo grego cumprir suas promessas, realizar as reformas e privatizações e conseguir aumentar a arrecadação de impostos, o país ainda terá uma dívida de 120% do PIB em 2020. Isso é insustentável”, afirma Cohen.

    Ele lembra que esse percentual corresponde também à dívida atual da Itália em relação ao PIB, que é de 120%.

    Já o presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou em um discurso na TV, na noite desta quinta-feira, que o fato de a dívida grega atingir 120% do PIB em 2020 é algo “aceitável”.

    Grécia deve 350 bilhões de euros; credores privados aceitaram cortar 50% da dívida

    “Os europeus deram um pequeno balão de oxigênio para a Grécia, mas o país ainda vai ficar em apneia alguns anos”, diz Eric Heyer, diretor do departamento de análises do Observatório Francês de Conjunturas Econômicas.

    “Para sair dessa espiral, a Grécia vai precisar adotar pacotes de austeridade alucinantes. Não é possível imaginar que um país como a Grécia possa absorver seus déficits no momento em que há uma grave recessão”, afirma.

    Crescimento

    Para Heyer, se houvesse crescimento no restante da zona do euro, poderia haver uma saída mais rápida da crise grega.

    “Mas todos os países europeus, com exceção da Alemanha, da Áustria e da Holanda, terão de lançar novos planos de rigor. Não haverá crescimento na Europa, mas sim uma recessão quase generalizada”, afirma Heyer.

    “Mesmo se o governo grego cumprir suas promessas, realizar as reformas e privatizações e conseguir aumentar a arrecadação de impostos, o país ainda terá uma dívida de 120% do PIB em 2020. Isso é insustentável”

    Elie Cohen, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França

    Segundo Cohen, a única saída para a situação na Europa seria que a Alemanha aceitasse arcar com os custos da crise, o que o país não aceita.

    O cientista político Eric Toussaint, diretor do Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, afirma que a Grécia é “incapaz” de enfrentar a crise da dívida e também diz que a recessão, que diminui as receitas fiscais, vai continuar devido às medidas de austeridade.

    Toussaint diz que no caso da moratória argentina, em 2001, o país fez o contrário: aumentou os salários e criou programas sociais de renda para estimular o crescimento econômico, o que permitiu uma saída mais rápida da crise, afirma.

  • alberto santo andre

    O BRASIL ESTA SENDO CARREGADO PELA CHINA E EM CNTRA PARTIDA ESTA SENDO USADO PELA ARGENTINA QUE FUGINDO AS REGRAS QUE COM UMA INFLACAO BEIRANDO OS TRINTA POR CENTO AINDA NAO AFUNDOU DEVIDO A BOMBA ANTI NAUFRAGIO CUSTEADA PELO BRASIL ,ATE QUANDO VAMOS NAVEGAR NAO SABEMOS ,HOJE JA TEMOS UMA DIVIDA TOTAL DO GOVERNO DE CERCA DE 60% DO PIB, E NOSSO PIB SENDO RESULTADO DE 48%DE FINANCIAMENTOS DE VENDAS.

  • ALCIDES BENEVIDES

    ESTE ACONTECIMENTO COM A GRECIA SERVE PARA PROVAR QUE QUANDO O POVO NÃO SABE ELEGER NÃO SÓ COLOCA EM RISCO O SEU PROPRIO PAIS MAIS O MUNDO. NO MEU MODO DE VER OS GRANDES ECOMONISTAS MUNDIAS ESTÃO EQUIVOCADOS QUANTO A SOLUÇÃO DESTE PROPLEMA ,ESTÃO COMPRANDO UM PROBLEMA (DIVIDA) QUE NÃO E SEU E SIM DA GRECIA, BASTA FAZER UM BLOQUEIO FINANCEIRO AJUDA HUMANITARIA PARA POPULAÇÃO SE MANTER ENQUANTO HOUVER CRISE E UMA INTERVENÇÃO ADMINISTRATIVA E CRIAR LEIS E E SANCIONALAS CONTRA O CRIMA DE CORUPÇÃO E COLARINHO BRANCO , DO MODO QUE ESTÁ CRISE SENDO TRATADA VAI ACONTECER UMA CATASTROFE MUITO GRANDE PORQUE MUITAS ECONOMIAS DA EUROPA ESTÃO TÃO FRACAS COMO DA GRECIA SÓ QUE MASCARADAS. A MAIORIA DOS GOVERNANTES
    ESTÃO PREOCUPADOS COM SEUS EGOCENTRISMOS , EGOISMOS,EM ESTADO DE COLERA E NÃO PREOCUPADOS REALMENTE COM A POPULAÇÃODE SEUS PAISES E DO MUNDO,
    QUANDO ELES ENCHERGAREM A RESPONSABILIDADE QUE TEM COM AS GERAÇÕES FUTURAS E QUE ESTÃO PRESIDENTES E PRIMEIROS MINISTROS E QUE NÃO O SÃO PARA SEMPRE,
    QUEM SABE AS COISAS COMEÇARAM A MUDAR.
    ALCIDES BENEVIDES-

  • Roberto

    Não consigo entender porque a Europa seguiu na contramão da descentralização? A idéia de distribuir ao invés de concentrar tem se mostrado mais produtiva no que diz respeito às redes de computadores – e redes são parte do imaginário humano, a bem dizer da tecnologia.
    Porque trabalhar por uma Europa unificada, centralizada, se a distribuição na tomada de decisões tem se mostrado eficiente?
    Porque recolher impostos federais se os estados podem recolhê-los e gerir sua própria administração?

  • Ailton

    Caro Alberto Santo André

    Brasil passou a vida inteira a ser carregado pelos EUA, e o que resultou? o que conseguimos?

    Só conseguimos Falencias, quebradeiras, abandonos de indústrias, fuga de empresários, em suma, ao se dedicar exclusivamente ao comércio com os EUA, o Brasil conheceu a sua ruina nba decada de noventa!

    Peo menos agora exportamos U$300 bi anuais, temos um PIB de U$2.28tri, reservas de U$400bi so conseguida depois de 1972, expulsamos o FMI do nosso meio, fincamos nossa bandeira no meio do coração desse órgão promotor da miséria e fome a paises em desenvolvimento, com o Brasil de FHC sua maior vítima
    Vide o México, eles são o quintal dos EUA, hoje, caro Alberto, estão tão ou mais quebrados que os Estados unidos, se Brasil ainda tivesse aquela politica de comércio, fatalmente estariamos quebrados, tal qual a década de noventa, com o presidente FHC e seu Premiê Serra.

    abraços!

  • Ailton

    Engraçado como no regime Neoliberal, ao menor sinal de crise, há uma debandada geral da indústria, parques fabrís abandonam rapidamente o país que os acolheram por anos e em tempos de prosperidade, recentemente lí uma notícia que 18% das fabricas já haviam deixado o velho continente europeu e que a BMW não faria diferente, ela deixaria a Europa rumo ao Brasil, isso depois de 110 anos de Alemanha. (ainda acho que eles estão de olho em um mercado que produziu 33,7 milhões de veílculos em nove anos,).
    No sistema Neoliberal o que menos importa é o país, talvez seja por não ser Neoliberal desde 2003, que o Brasil se tornou a SEXTA POTÊNCIA ECONÔMICA do MUNDO, não somos mais Neoliberais como fomos na era FHC e por essa razão, viviamos constantemente quebrados, falidos e arruinados, viamos as nossas melhores industrias se retirarem rumo ao cone sul do continente ou mesmo para o México.
    Com o sistema progressista, o estado cria formas de manter os empreendimentos aqui dentro, tomam decisões firmes de baixar impostos, ajuda a fomentar o consumos interno, criam um dos maiores consumo interno do planeta, e assim dão condições para empresas crescerem, mesmo em tempo de crise lá fora.
    Vejam que o mundo neoliberal está a beira do abismo, do colápso(EUA e Europa) se já não estiverem falidos, e mesmo assim, o Brasil está a crescer 3% aa.
    lembro que o Brasil dos tucanos sempre cresceu negativamente. oscilava entre zero absoluto e 1.8%aa, esse foi o quadro nos oito anos de tucanário.

  • eduardo

    .
    esse aílton ou é burro ou é um cafajeste, ou ambos.
    Com certeza é pago por alguma ONG ligada a alguma estatal para “opinar” nos sites como esse.
    .
    Reclama de globalização, privatização e dos EUA. Sugiro que elle proceda da seguinte forma :
    1) pare de beber seus vinhos chilenos;
    2) Abandone seu celular
    3) Faça a tomografia dos seus parentes num tomografo “made in iran”.
    .

  • eduardo

    e mais, o seu aílton pode tambem passar a se utilizar do CIRANDÃO da EMBRATEL para se conectar a internet. Se elle não sabe o que é isso eu explico e posso desenhar até : Cirandão seria o nome da WEB TUPINIQUIM onde a Embaralhatel teria o MONOPÓLIO das conexões …. kkkkkkkkkkk

    só rindo desses vermelhóides !!!

    Isso me faz lembrar da COBRA COMPUTADORES : Quando o mundo já estava quase abandonando os disquetes de 3 1/2 e partindo para os flashs, a COBRA anunciava com a ajuda do PELE em uma campanha milionária seu grande feito : O PC COM DISQUETE DE 5 1/4 !!!!

    KKKKKKKKKKKK

    Vai se catar seu aílton !!!!!!
    .
    O mundo só não está melhor devido aos patifes como o sr.
    .

  • Ailton

    Caro Eduardo, sim! talvéz você precise desenhar e muito, é que, da forma que escreve, fica dificil qualquer compreensão lógica as pessoas que entende de escrita padrão.
    Vamos lá! Não sei bem o que tem a ver informática no Brasil com quebradeira da Europa e EUA, mas, tentarei ver com uma ótica compreensiva:

    1º)-Contra fatos reais, não há origem familiar que conteste as opiniões emitidas por minha pessoa, caro Eduardo, obrigado por enxergar em mim, muito do que é a sua mãe, esposa e filhas.
    2º)-Quanto ao que falei! Já observou que tudo dito por mim são fato reais? (Ou eu estou enganado?) e Europa e os EUA estaão bem em suas economias? Só eu que não vejo isso?
    3º)-Por acaso é uma invenção ou inverdade de minha parte, que o Brasil só mantinha comércio com os EUA e por essa razão, só vivia quebrado falido e arruinado com isso cheio de dividas com o FMI e bancos internacionais(divida externa)?
    4º)- Então! Não somos a sexta potência economica, à frente do Reino Unido? os jornalistas de economia internacionais são mentirosos?
    5º)-Irã! o que pouco sabem é que o Brasil de FHC foi o segundo maior exportador de armas pesadas para o país persa(Irã), Fernando Cardoso chegou a exportar U$6.0bi em um único ano, só ficou atrás da Russia, enquanto durante o governo do Lula, o nosso Brasil não vendeu um cartucho de escopeta se quer. Caro Eduardo, os calhordas costumam associar Lula ao Irã, porém FHC foi o maior armador do país do “eixo do mal”(rotulo de Busch filho, aos 3 paises que não lê na cartilha americana.)

    Passar bem.

  • wagner

    Infelizmente sinto que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Grécia. Muitos investimentos em estádios super faturados, quevirarão elefantes brancos. Muita bolsa família e trocentos outros subsídios se somando à conta pública ficará insustentável no final da década.

  • Ailton

    Wagner

    Você parou na decada de noventa! Esse quadro era muito comum naqueles anos noventa
    O Bolsa familia por exemplo, é cópiado por vários países, inclusive os Estado Unidos, eles, com a sua atual crise gerada pelo governos dos Bush’s (pai e filho), mantém 40 milhões de flagelados, mniseráveis mnesmo e por incrivel que pareça, o mesmo número de arruinados deixado por FHC como herança ao Lula, o Bolsa família, caro Wagner, só existe por Lula encontrar essa orda de miseráveis deixado pelo tucanário, era criar o auxilio ou deixar 40 milhões morrer de fome, ele optou pelo mais humanamente correto.
    Na Europa existem programas identicos desde a segunda guerra mundial.
    A Argentina foi a primeira da America do Sul a criar tal programa, lá desde 1988 cada membro da família que reside na mesma casa recebe U$50,00

    Vamos nos interar do que falamos por aí;

    Um grande abraço e passar bem!!!!

  • Ailton

    Ainda ao nobre Wagner.

    Somos a sexta potencia economica mundial, existe anos-luz de diferença nas duas economias, há um abismo entre a economia brasileira e economia grega.
    Como comparar quem exporta U$180.0 em media anuais e em 2011 exportou U$300.0bi anuais além de possuir uma reserva de moedas internacionais de U$400.60bi, com quem exporta apenas U$1.8bi ao ano e ainda possui uma divida de U$14.0bi com o FMI e não encerra por aúi!, esses U$14.0bi são nossos, dinheiro que o Brasil emprestou ao FMI para salvar a Grécia
    Realmente, não tem como comparar o pujante Brasil petista com a decadente Grécia neoliberal.
    Um dia viviamos como a Grecia vive hoje, quebrado, falido e arruinado por ter um governo neoliberal no periodo de oito anos.

  • junior

    q ridicolo bando de ***** ***** ******

  • RONALDE

    Dilma e Mantegha estão fazendo o mesmo com o Brasil em 2013.

  • Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões.

    Que isso???!!!
    Todos sabem que crises são alimentadas por pilantras e elas irão acontecer de qualquer forma em algum momento.
    Agora defender a pilantragem como regra de vida só sendo pelos bandido de esquerda que só encontram espaço aqui no Setti. Em nem nenhum outro blog da Veja eles podem postar as suas merd*.
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  • joca.

    Se a moda pega! A agentina já recebeu um “cartão amarelo” do FMI, por causa de tal prática.Os jornais europeus já estão de orelha em pé com ogoverno petista daqui.No caso do Brasil é uma tremenda cara de pau1. maquiam e ainda revelam como são feitas as manobras contábeis!Só resta saber até quando vão ter espaço de manobra.Oh governo de trancos e barrancos!

  • Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões.

    Amigo Setti revisões em:
    O verdadeiro déficit “públic*’ e,
    Antonis Samaras, líder da Nova Democracia, ditas ainda esta semana são de uma “hipcrisia”
    Abraço a Todos
    Osvaldo Aires

  • Corinthians

    Analisemos a situação.
    Vemos que na Grécia a coisa tem um nome –> FRAUDE.
    Aqui no Brasil maravilha de cartório, que inclui o sistema contra desastres naturais como o que vimos em Xerém, a coisa tem outro nome –> CONTABILIDADE CRIATIVA.
    Viva o marketing!

  • moacir

    Prezado Setti,
    Sou casado com uma cidadã portuguesa,nossos quatro filhos tem dupla nacionalidade.Um deles mora e trabalha em Londres.Passamos,todos os anos, entre 2 a 3 meses na Europa.E a metade desse tempo em Portugal.
    A crise é terrível,principalmente para os jovens.Temos sobrinhos deixando as famílias para atrás,para trabalhar em Toronto,Doha,Zurique,Londres etc.NÃO TEM EMPREGO!
    No entanto,nenhum português que eu conheça,acharia
    justo que os industriosos trabalhadores alemães,que se aposentam aos 68 anos,paguem as contas dos simpáticos gregos que, em alguns casos,
    chegam a se reformar antes dos 50 anos. A Alemanha vai ajudar e tem ajudado,até porque não tem escolha,precisa de mercados consumidores para seus produtos industrializados.A Merkel precisa ser firme,e me desculpem os contrários, eu a admiro.
    As regras da TROIKA são duríssimas,é bem verdade,e
    de uma forma geral todos os países europeus precisam gerar crescimento em vez de só cortar gastos,mas quando as contas ficam vermelhas em minha casa, a solução primeira é rever gastos,repensar
    o orçamento,cortar custos mesmo que soframos,guardar na gaveta os cartãos de crédito
    e, já aconteceu,vender bens:carros,terreno,quadros.
    A Nova Democracia grega assim como o Partido Socialista em Portugal,fingindo que em vez de causadores da crise em seus países com suas desenfreadas gastanças,são hoje os arautos das soluções,não parecem convencer.É triste ver a Grécia vender seu Banco,Pireus,e o Cassino enquanto
    Portugal coloca a venda sua eletricidade,aeroportos,estaleiros e a TAP.
    Perdem sua soberania,não discuto,mas não deveriam
    antes nãoter perdido (- sempre visando votos no único horizonte que políticos parecem ter neste mundo:
    as próximas eleições-) o discernimento ao acreditarem que a UE chegaria a cavalo para estender a mão e que as as contas
    não precisariam fechar no azul,e que o futuro de pelo menos 2 gerações não estaria sendo hipotecado
    De resto a política econômica da UE precisa ser revista.Quer um exemplo pequeno mas típico? A frota
    pesqueira de Portugal.Era excelente.Então alguém em Bruxelas concluiu que o peixe seria mais barato para Portugal,apesar daquele mar enorme do seu lado direito,SE IMPORTADO.Desde então,e são longos anos,os pescadores parados e inativos recebem o dinheiro dos ex-peixes na forma de subsídios do governo.E a frota pesqueira portuguesa se encontra sucateada.Pode?
    E a Seguridade Social de todos os membros da UE,
    se continuar concedendo os mesmos benefícios a uma população reformada cada vez mais idosa , a uma população jovem cada vez mais desempregada e/ou emigrada,e a populações imigradas cada vez mais fertéis ,vai estourar como uma bolha de sabão.
    Finalizando,os empregos perdidos nas fábricas,na agricultura,nas centrais de tele-marketing etc não vão voltar:é mais barato transferí-los num mundo globalizado para novos espaços onde custo de mão de obra e de tributos são muito mais atrativos.Esse é o vasto mundo.Muito prazer.
    Terão que ser diminuídos DIREITOS adquiridos ,com muita luta pelos europeus:salários,carga horária,idade de aposentadoria,tamnho das reformas.
    Vai ser um Carnaval,tirar o mofo de velhas prateleiras.
    Onde estão as soluções de crescimento propostas por Hollande em campanha? Além de que Depardieu e
    Bardot mudaram de passaporte,você escutou alguma outra resposta a crise?
    Mexer nesses vespeiros não será tarefa fácil.Graves reformas terão que ser feitas.Multidões irão às ruas.
    E apesar de apreciar os protestos,nessa hora seria melhor,todo mundo tomar água com acúcar e conversar direitinho.
    Pelos jovens, hoje expatriados ,vendo os filhos crescer pelo Skype.

  • Anderson

    Caro Ailton,

    assim como você 99% da população brasileira é alienada e manipulável ainda acreditam que o Brasil melhorou, em quê ? você enche a boca pra falar que o Brasil é a sexta maior economia do mundo então eu te proponho o seguinte: desligue a televisão e vá às ruas, observe atentamente a tudo que se passa.E depois tire suas conclusões.
    Não temos educação de qualidade,não temos moradia digna, não temos saúde, todo tipo de serviço público que você vê nas ruas é de má qualidade.quando se fala em economia crescente logo se pensa em prosperidade E não é o que se vê
    Você também fala que as montadoras de veículos estão se desligando dos seus países de origem para se instalarem aqui no Brasil…isso é verdade, mas não porque o brasil é a sexta potência mudial e sim porque os únicos que pagam preços absurdos em “carroças” somos nós.Pesquise e verá que em 2008 quando começou a crise nos EUA todas as montadoras pelo mundo entraram em recessão somente aqui no nosso País é que eles tiveram lucro,e absurdo por sinal.
    O que nós pagamos em um Honda Civic por aqui daria para comprar um Camaro nos EUA e ainda sobraria dinheiro.é só pesquisar não estou mentindo em nada
    E só para deixar claro não sou de direita nem esquerda,até mesmo porque isso não existe aqui no Brasil essa oposição entre eles é falsa.Estão todos do mesmo lado são todos representantes legítimos das multinacionais.

  • Matheus

    Essa crise não se passa de uma conspiração da elite bancaria que controla o banco central europeu por que? Na verdade essa crise foi feita para derrubar todos os bancos da Europa , para criar um só banco central e estatal ao mesmo tempo.

  • Norma Gontijo

    Deixo meu comentário, por estar farta de tanta hipocrisia neste capitalismo selvagem.
    Vivi na grécia por 5 anos, entre 1986 e 1991, e conheço bem o povo grego.
    São um povo que prezam a família, os amigos e a natureza, vivem da pesca e do comércio, principalmente o textil, depois que entraram na zona do euro, começaram os problemas, pois não estavam preparados para enfrentar situações politicas que jamais entenderiam, como corrupção e manipulação por parte dos politicos envolvidos na zona do euro.
    Se estivem com sua moeda, o Dracma, tenham a certeza que estariam a vida deles humilde, mas prazerosa.
    Fui de viajem de férias com meu filho em dezembro/2011 até salônica, e não reconheci a velha grécia, as pessoas estão tristes,as cidades estão mal cuidadas, realmente o sistema monetário sabe como destruir qualquer cultura, ali o mal está instalado.
    O brasil,veste uma máscara, pois se olharmos em volta veremos, que o Rico fica mais Rico, e o pobre fica na esperança e na falsa ideia de que algo de bom vai acontecer algum dia.
    Mas nada mudou, a saúde, as escolas públicas, as telecomunicações, está tudo igual a qualquer governo anterior.
    A corrupção está chegando a um patamar insustentável, até quando o povo brasileiro vai continuar abaixando a cabeça para este governo que se instalou como o herói do povo? Quando na verdade são apenas lobos vestidos em pele de cordeiro, instalaram a monopolia das telecomunicações, o serviço de internet do Brasil é o pior e mais caro do mundo, e este é só um exemplo, pois se todos pudessem ver a fundo o que realmente está acontecenco neste país, seriamos como os europeus que lutam de unhas e dentes contra o sistema corrupto e insano que está instalado hoje na europa.
    Se nos unirmos, talvez um dia teremos um país justo, verdadeiramente democrata, e não demagogo.
    Democracia, seria o governo brasileiro, prestar contas aos cidadãos, pois os impostos no brasil são tão abusivos, que com o que arrecadam seriamos país de primeiro mundo, poderiamos dizer com orgulho,estamos entre as primeiras potências mundiais, somos o celeiro do mundo, mas como? nem a reforma agrária neste país funcionou, e a corrupção corre solta, todos saem impunes.
    Mas acredito que um dia tudo isto virá a tona, e os brasileiros vão despertar para uma nova realidade, a de que nós fazemos do nosso país o paraíso ou o inferno, isto só depende de nós.

  • Cau Marques

    Cumpanhêro Ailton, quais foram as medidas programadas pelo governo Socialista para controlar a situação? Medidas DA ORTODOXIA ECONÔMICA: corte de gastos, e PRIVATIZAÇÕES.E aí?
    Concordo com a leitora Norma: o Euro foi, e está sendo, a grande desgraça para muitos países da Europa. Países com perfis econômicos tão diversos, precisam de moedas com cotações diferenciadas.

  • EDSON GOMES

    O que queres dizer com esta reportagem? Premonição?

  • nedinho

    Perguntar não ofende.
    Quem começou a bola, pelo que entendi e ficou em apenas citado de passagem parece que foi o governo anteanterior “equacionar o que restava de déficit devido aos investimentos na preparação das Olimpíadas de 2004 pelo governo socialista que o precedeu…”. Ou seja houve uma herança negativa do governo socialista, e os conservadores deixaram correr frouxo até a corda arrebentar no desgoverno atual.
    E mais, soube que havia milhares de aposentados indevidamente que mamavam até um décio quarto salário entre outros desvairios.

  • Bruno Sampaio

    Tem um outro país aqui na América Latina fazendo a mesma coisa. Torrando dinheiro público como se não houvesse amanhã. Quando a conta chegar ( e ela SEMPRE CHEGA), aí vão botar a culpa nos malvados empresários, nos Estados Unidos, nas “zelites”, etc, etc, etc.

  • Thisi

    Déficit maquiado e gastos públicos com investimentos em Olímpiadas… some-se Copa do Mundo e petrolão, qual será o resultado?

  • alberto santo andre

    apenas atitulo de informaçao a divida bruta total do brasil e de quatro trilhoes de reais ,ou oitenta por cento do pib ,os quarenta por cento,citados sao da divida liquida ,que segundo alguns economistas na realidae e muito maior ,pois ja nao se confiam mais nos dados do banco central.

  • Klie

    “Aceitaram” devolver. ACEITARAM. Agora o dinheiro volta pros cofres do pT (porque ‘público’ hoje significa “do pT”). E fica todo o dinheiro “limpinho” pra ser dividido para os “juiz” e o ‘cumpanhêrus’, mais uma sobrazinha para incrementar a “plantação” do lulinha. Acham mesmo que vai ser fácil assim, que vão rir aos baldes dos otários brasileiros que trabalham e pagam esses CANALHAS, SAFADOS, PILANTRAS.

  • JB Figueiredo

    A Grecia e aqui. Itamar e FHC engoliram os pepinos que vinham desde o periodo final do Geisel. Entregaram a economia saneada ao molusco apedeuta que, atraves do Meireles, manteve o status quo durante o primeiro mandato e ajudado pela China curtiu uma de genio de Garanhuns. A Dilma conseguiu a proeza de fazer tudo errado o tempo inteiro e quebrar o Brasil igual a lojinha de bugingangas que ela faliu. A entrevista com o ministro do TCU demonstra como estao mentindo e o fato de que o Brasil esta falido. Em breve nao vai mais ser possivel maquiar os numeros e a coisa vai explodir.