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Imigrantes ilegais do Haiti com o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, José Henrique Corinto de Moura (Foto: Secretaria de Comunicação / Acre)

Amigo do blog, veja só o tipo de situação que, nos grandes centros do país — não apenas no Sudeste ou no Sul, mas também nas grandes cidades do Centro-Oeste e do Nordeste — as pessoas nem imaginam que esteja acontecendo.

Imigrantes clandestinos no Acre… vindos do Haiti! E já são mil.

Na notícia abaixo, da Agência Senado, não está incluída a informação, divulgada pelo ex-governador e atual senador Jorge Viana (PT-AC), de que os pobres imigrantes acabam sendo esfolados e indo bater no longínquo interior do Acre pelas mãos de máfias de especialistas nesse tipo de “trabalho”.

Da Agência Senado

A situação de quase mil imigrantes haitianos que estão vivendo ilegalmente no Acre será debatida em audiência pública na terça-feira (20) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

A comissão vai discutir a existência de uma nova rota de imigração ilegal do Haiti para o Brasil. Por essa nova rota, os haitianos deixam a capital haitiana, Porto Príncipe, e atravessam o Mar do Caribe até chegarem ao Panamá. De lá, seguem para o Equador e depois para o Peru.

Dos portos de Lima, os grupos seguem de ônibus, táxi e até mesmo a pé, pela Rodovia Transoceânica, rumo ao Brasil. Eles vêm se instalando em Brasileia, cidade distante cerca de 200 quilômetros da capital do Acre, Rio Branco.

Segundo o senador Jorge Viana (PT-AC), autor do requerimento juntamente com Anibal Diniz (PT-AC), desde fevereiro os haitianos estão vivendo em situação precária, mesmo com a assistência básica que o governo estadual tem oferecido.

Para ele, trata-se de uma crise humanitária que chegou ao ponto crítico e que somente poderá ser resolvida com a intervenção do governo federal, que tem a competência legal para tratar do assunto.

Para o debate foram convidados Andrés Ramirez, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota; e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, [general] José Elito Carvalho Siqueira.

(…)

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5 Comentários

Jurema em 20 de dezembro de 2011

Fico triste ao ler comentários como o que foi feito a respeito do Acre. É, no mínimo, indelicado se falar do que não se conhece. Conheço o Brasil inteiro e há três meses tive a oportunidade de conhecer algumas cidades do Acre e confesso que fiquei feliz com a organização, a limpeza e a civilidade encontradas por onde passei. Há pessoas que pensam que o Brasil se resume à região sudeste. Quanto à questão dos haitianos só tenho a lamentar. Abraços Ricardo. Pois é, cara Jurema. Infelizmente o racismo, o preconceito, as tendências fascistoides, a incapacidade de conviver com a convivência, a intolerância e outras pragas estão, também, presentes em alguns leitores do blog. O bom é ver que a grande maioria não é assim. Abraços

Rafael em 20 de dezembro de 2011

Este fenômeno ocorre em quase todos os países com economia forte. Já é comum ver bolivianos, paraguaios, colombianos espalhados pelo território brasileiro, trabalhando nas áreas em que os brasileiros não mais querem trabalhar. Ex? Uma diarista brazuca cobra em média R$ 100,00. Uma paraguaia que mora aqui por perto faz por R$ 75,00, está sempre empregada e com grana, compra todos itens aqui no Brasil e aquece nossa economia. Estes são "nosso mexicanos", comparando nosso problema ao do nosso irmão mais velho.

Marco em 20 de dezembro de 2011

Amigo Setti: Não entendi o aspecto enigmático disso e seu efeito cotidiano, e da necessidade de um aspecto regulativo para esse tipo de movimento q ocorre no mundo, se um problema fundamental ou choque q embotara num empurrão ou choque do q vem de fora.É apenas um movimento em uma direção para onde ir e não para onde ir, q busca uma mera relação d melhor condição. Não sei pq todo esse embaraço. Ou melhor sei talvez eles não possam votar no partido. Ou não são imóveis q nem o partido. Abs. Ps: Tu tinha razão o problema era no meu computador, espero q tenha resolvido.

Sergio em 20 de dezembro de 2011

Que tal entregarmos o Acre para eles? País independente, livre de encargos. Poderia resolver o problema deles e ,quem sabe, o nosso. Caro Sergio, publico seu comentário, mas devo registrar meu horror diante da forma como você trata uma parte do território e do povo brasileiros.

Geneuronios em 20 de dezembro de 2011

É o mesmo caso das INVASÕES que acontecem na beira de estradas federais e estaduais. É TUDO planejado por bandidos que sabem que um dia as áreas invadidas serão recuperadas e os "invasores" contratados receberão indenizações do governo dando comissões para os seus "patrões". Da noite para o dia instalam-se casebres, um fogão, uma mãe e uma criança e pronto ... NINGUÉM mais tira. É só olhar as favelas na beira das estradas.

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