Não houve golpe contra a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, comento no programa “Sem Edição”, da TVEJA. Neste dia 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados autorizou o processo de impeachment da presidente Dilma pelo Senado, e, como convidado, participei de debate com com Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo e o apresentador Silvio Navarro. Este vídeo traz o último bloco do programa.

“As duas soluções que tínhamos diante de nós não eram agradáveis: uma era a continuação do desastroso, catastrófico e corrupto governo da Dilma Rousseff; outra era um governo novo, formada por pessoas de um partido pouco confiável, em torno de um vice-presidente que não é a melhor flor do orquidário da democracia [Michel Temer] “, afirmo, quando a votação se aproxima do final. “Mas tudo foi feito de acordo com a Constituição e com as leis. Essa conversa fiada e horrorosa, feita aos berros, de menos de uma minoria, que é menos de um terço da Câmara, de que é golpe, é golpe, golpe, ideia de um marqueteiro maligno, não encontra respaldo em nada”.

Na conclusão do programa, falo sobre o saldo final do dia: “não estou feliz pelo estado em que o país chegou, mas estou feliz, sim, pelo fim de uma era de gente totalitária, liberticida, que pretendia calar a boca da imprensa, que pretendia calar a boca da oposição, que pretendia tolher as liberdades públicas, que estabeleceu política externa horrorosa e vexatória de alianças com países párias da comunidade internacional e que mentiu, enganou o povo, assaltou os cofres públicos”.

Falei em “impeachment” neste post, embora se trate apenas de autorização da Câmara para o processo no Senado, porque ninguém no país ignora que, ultrapassada esta fase, Dilma será afastada.

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