Participei de edição do “Aqui entre nós” de 18 de agosto de 2014 ao lado de Reinaldo Azevedo, Marco Antonio Villa e a apresentadora Joice Hasselmann. O primeiro assunto tratado por nós foi a entrevista que a presidente Dilma, candidata à reeleição, concedeu a William Bonner e Patricia Poeta, da TV Globo, no Palácio da Alvorada.

Criticamos a escolha do local e o critério de Dilma de decidir, à seu bel prazer, quando responde “como presidente” e quando não (em referência a pergunta sobre mensaleiros).Defendemos que Bonner conseguiu “apertar” mais os outros candidatos, Aécio Neves e Eduardo Campos, em suas respectivas entrevistas aos mesmos jornalistas.

Outra pauta debatida foi o aparente uso político da morte de Eduardo Campos – enterrado um dia da antes do programa – pela campanha de Marina Silva, que assumiu a candidatura do líder do PSB. Relembrei das “incontáveis vezes” em que cortejos fúnebres foram explorados pela política e alertei para a postura de Marina.

“Ela posa como uma pessoa que está fora disso aí – não tenho nada a ver com essa política, etc…”, disse. “Isso é ruim para a democracia, porque passa para os jovens a ideia de que o status quo todo, Constituição e instituições, tem que ser jogado no lixo. Ela, na verdade, faz muito parte ‘isso aí’, tanto que a manobra de ela ingressar no PSB com o único propósito de ser candidata – porque não conseguiu registrar a Rede – é  uma manobra típica da velha política que ela combate”.

Comentei também o posicionamento estratégio de Aécio diante do novo cenário eleitoral. “A intenção do Aécio parece ser mais bater na presidente Dilma e deixar a Marina de lado, o que me parece inteligente”, opinei. “Mas ele precisa expressar mais indignação”.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

7 + dezesseis =

TWITTER DO SETTI