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2011 Mercury Hybrid Milan: combinação de gás e energia elétrica

Mais uma grande marca de automóveis que a crise econômica devora: acabou o Mercury, lançado em 1939, que a Ford parou de produzir neste mês, como prometera em junho. O Mercury é outro  tradicional carro que os americanos vêem desaparecer, depois do fim dos 84 anos de história da marca Pontiac, da General Motors. (Leia post).

Concebidos para terem mais potência, luxo e estilo do que os mais básicos Ford, mas sem chegar aos top de linha Lincoln, concorrente do Cadillac da GM, os Mercury e suas dezenas de modelos satisfizeram a milhões de americanos e de consumidores em todo o mundo durante décadas. Progressivamente, porém, foram se tornando automóveis e utilitários quase clones dos próprios Ford. Perderam a personalidade e o público: se em 1999 foram vendidos meio milhão de veículos Mercury, no ano passado o número ficou abaixo de 100 mil.

Mas na memória de muita gente, e com colecinadores e museus,  permanecerão modelos como o Capri, o Comet, o Maraude, o best-seller Cougar, o Park Lane, o Monterey, o luxuoso Grand Marquis.

 

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8 Comentários

JOSÉ CARLOS WERNECK em 28 de maio de 2012

Foi num Mercury que aprendi a dirigir.Um grande carro produzido pela Ford.Realmente uma pena.

Edú em 07 de dezembro de 2010

Quem já dirigiu um Mercury jamais esquece.Uma pena.

Lilian em 05 de dezembro de 2010

Setti, Eu não fiz propósito! Jesus! Eu não a reconhecí! Eu preciso selecionar melhor os vídeos que vejo, a "catiguria". Desculpas! Abraços! Lilian, eu sou um fisionomista daqueles... Pois lá está a moça, bela e formosa, como se nada tivesse acontecido. Abraços

Lilian em 05 de dezembro de 2010

Setti, (risos) a cor do meu cabelo não ajuda! (de carro para P*%#) Neurônios, agora organizados! Abraços! . Irritada por ter sido questionada sobre a pensão que recebia com verbas de empreiteiras, a jornalista Mônica Veloso (ex-amante do presidente do senado, Renan Calheiros) abandonou a entrevista. http://www.youtube.com/watch?v=_XZ20EbhkWI

Lilian em 05 de dezembro de 2010

Setti, Eu estou aprendendo a apreciar. Mercury 1951, dois carros no Brasil e 17 em todo o mundo. http://www.youtube.com/watch?v=LsdwTx9tXS8 Sensacional, cara Lílian. Que beleza de carro, não? Agora, você viu quem é a apresentadora? Aquela amante do Renan Calheiros -- ela que vá ter bom gosto assim lá longe, não? -- que se aproveitou do escândalo todo surgido quando ela apareceu com uma filha dele (que é casado) e virou "artista". Este é o Brasil...

Estanislau em 05 de dezembro de 2010

Caro Setti, A extinção da Mercury era de certa forma esperada, embora seja sempre um pouco triste assistir à morte de marcas que fizeram parte de nossa vida. Acho que, no caso dos carros Mercury, o problema fundamental é que eram construídos majoritariamente sobre a plataforma de veículos da linha Ford, dos quais se diferenciavam por detalhes mínimos, quase imperceptíveis, de acabamento. Eu mesmo tive uma "station wagon" Mercury Sable que era idêntica em quase tudo à Ford Taurus. O "Mercury" Capri que você mostra nas imagens é na realidade versão americana do Ford Capri europeu, carro que ficou famoso nas pistas de toda a Europa. Pela ausência de uma personalidade claramente perceptível é que a imagem da Mercury se foi gradualmente dissipando, até desaparecer por completo agora. Em contrapartida, a Mercury deixou um grande legado nas competições de "stock car" nos EUA. Veja mais em http://www.nascar.com/2010/news/opinion/06/01/retro.racing.maumann.mercury.history/index.html Abraços, Estanislau Você tem razão nas duas coisas, caro Estanislau. Não mencionei a questão dos stock cars EUA porque não são tão conhecidos por aqui, são essencialmente americanos. Quanto à falta de diferenciação com os Ford, é a pura verdade -- mas isso ocorreu com o passar do tempo. Nas primeiras décadas, o Mercury foi concebido -- e assim se deu -- como um carro intermediário entre os Ford e os Lincoln, tal como está no post. A indiferenciação com os Ford nos últimos não poucos anos acabou matando a personalidade dos Mercury. Vendiam-se meio milhão de carros Mercury em 1999 nos EUA. No ano passado, não passaram de 100 mil. Um abração e volte sempre por aqui.

jfaraujo em 04 de dezembro de 2010

Os americanos sempre entenderam muito de carros, a exemplo do Camaro, do Mustang, dos Chrislers, dos Pontiacs. O problema das montadoras americanas é que elas não fazem publicidade como as européias e asiáticas, só querem vender nos EUA, acham que o resto do mundo não deveria comprar seus carros. Não apenas isso, caro Araújo. Antes da brutal crise que obrigou o presidente Obama a lançar uma boia para a GM e a Chrysler -- a velha e boa Ford, que aliás tem um membro da família no comando, Bill Ford II, não levou 1 centavo porque não precisava --, as empresas automobilísticas americanas sofriam de gigantismo: grandes demais, gordas demais, com funcionários demais, benefícios demais e custos de produção muito altos. Além do mais, fabricantes europeus, como a Mercedes-Benz, e asiáticos (japoneses e coreanos), passaram a ter alta qualidade tecnológica e de acabamento mesmo em modelos mais baratos, graças a empresas mais bem geridas. Obrigado por seu interesse. Abração

Carlos Vendramini em 04 de dezembro de 2010

Eu era vidrado em um antigo Mercury Cougar vermelho de um vizinho. Era muito lindo.

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