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A Grande Assembléia Nacional, o Parlamento da Turquia: até agora, deputadas não podiam usar calças compridas (Foto: Hurryietdailynews.com)

A Turquia, país muçulmano próximo ao Ocidente que se moderniza rapidamente, mantém há seis longos anos negociações para fazer parte da União Europeia.

Para se encaixar no vasto caderno de exigências da UE, governo e o Parlamento turcos vêm progressivamente alterando a legislação e as instituições do país, e têm feito um grande esforço em terreno movediço para um país que já esteve várias vezes sob ditadura militar: os direitos humanos e os direitos civis.

Mas o direito elementar de uma mulher, ainda por cima deputada, usar calças compridas na Grande Assembléia Nacional, o Meclis, o Parlamento, de 550 membros, só foi adquirido agora.

A deputada Safak Pavey agora poderá esconder a prótese de sua perna (Foto: Hurriyetdailynews.com) Assim mesmo pela luta pessoal da deputada Safav Pavey (foto), do oposicionista Partido Republicano do Povo, que há anos perdeu parte da perna e do braço esquerdos num acidente de trem e queria ter o direito de manter oculta sua prótese. As 78 deputadas do Parlamento (14% do total) exerceram grande pressão para mudar a regra arcaica e discriminatória.

Por aí se vê que a Turquia e o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, do Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), islâmico moderado, há oito anos no poder, ainda têm um longo caminho a percorrer para equiparar os direitos de seus cidadãos aos da União Europeia.

A Turquia, país de 78 milhões de habitantes, 95% muçulmanos, é uma República laica desde sua fundação, em 1922, pelo ex-general Mustafá Kemal Attatürk — reverenciado “pai da pátria” –, sobre os escombros do Império Otomano, derrotado na I Guerra Mundial (1914-1918) e esfacelado depois dela. Curiosamente, como República laica, proíbe, no Parlamento e em outros edifícios públicos, o uso do tradicional pano com que as mulheres muçulmanas cobrem os cabelos, o baçörtüsü.

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Turismo Hospitalar em 11 de novembro de 2011

Mas calça comprida é mais conservador do que saias, ainda que longas. PS : Caro Ricardo Setti, eu gostaria de trocar informações e opiniões com os outros participantes do blog. Pelas regras vigentes, posso incluir o meu e-mail em um futuro comentário ? As calças compridas, por alguma razão misteriosa -- talvez por delinearem as formas das mulheres -- são constantemente objeto de implicância pelo machismo. Eram proibidas em tribunais brasileiros, por exemplo, até recentemente. Quanto a divulgar seu email, por mim, não há problemas. Abraços

José de Araújo Madeiro em 10 de novembro de 2011

Repassamos para Ricardo Setti: Reinaldo Azevedo, Então, o partido dos maconheiros da USP vai conseguir, finalmente, implantar a Ditadura do Proletariado no Brasil, com o dinheiro bancado da Wall Stret, a ser dividido pela Macunaímica Dilma Rousseff, cujo tesoureiro será Antonio Palocci e o Zé Dirceu será o Ministro do Banco Central. Felizmente, o Brasil chegará ao Nirvana do Socialismo e dará um exemplo aed eternum para toda humanidade. Mas, o socialismo não estava morto com a Queda do Muro de Berlim? Abs, Madeiro

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