Desafio aos leitores: quem é o autor desse discurso?

Por ordem: Bernardo Cabral, Chico Pinto, Gastone Righi, Hermano Alves, Mario Covas, Márcio Moreirea Alves, Paulo Brossard e Nelson Carneiro

Amigos do blog, 1968 foi um ano quentíssimo na política, com grandes manifestações populares contra o regime militar e muita ebulição no Congresso, sobretudo quando o governo, de acordo com a Constituição da época, pediu licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves, do MDB do então Estado da Guanabara, por ter supostamente feito um discurso “ofensivo às Forças Armadas”.

O trechinho do discurso abaixo foi proferido nesse ano, na Câmara dos Deputados, por um dos expoentes da oposição de então — toda concentrada no MDB, partido autorizado pelo regime. Para dificultar o teste, introduzimos na lista um deputado que se elegeu depois de 1968.

Ouça o trecho aqui e tente acertar quem foi o deputado que fez o discurso, a saber:

1. Bernardo Cabral (AM)

2. Chico Pinto (BA)

3. Gastone Righi (SP)

4. Hermano Alves (GB)

5. Mario Covas (SP)

6. Márcio Moreira Alves (GB)

7. Paulo Brossard (RS)

8. Nelson Carneiro (RJ)

Ouça — e vote!

 

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69 Comentários

  • Altamiro Martins

    Bem, pelas referências dessa época, pelo timbre de voz (já tive uma conversa acidental e absolutamente prosaica com a pessoa) e o inconfundível sotaque carioca, só pode ser o MM Alves.

    Vários tinham o inconfundível sotaque carioca, inclusive o deputado Hermano Alves.

  • Renata Covas Lopes

    Márcio Moreira Alves

    Ah, você não vale, né, Renata?…

    Estou brincando. Obrigado pela visita.

    Abração

  • Altamiro Martins

    Prezado Setti,

    O seu blog usa a mesma plataforma de publicação e está sob o mesmo portal, no entanto, ao contrário do que ocorre na caixa de comentários dos seus “vizinhos” (Lauro, Augusto etc.), o avatar do comentarista não é exibido (é óbvio que me refiro àqueles comentaristas que teem avatar). Creio que seja apenas o caso de pedir ao pessoal da área técnica para habilitar o recurso, procedimento fácil e rápido, caso você queira.

    Obrigado, caro Altamiro. Não sei há relação entre uma coisa e outra, mas a habilitação do avatar está sendo feita, por sua sugestão, a qual agradeço.

    Um grande abraço.

  • Márcio Moreira Alves, sem dúvida.

  • A voz é de carioca. Nelson Carneiro?

  • Nelson Carneiro nasceu na Bahia, mas fez carreira política no RJ…Quando ele fala as grandes causas exemplares, é bem carioquês.

    De fato, o falecido deputado e senador era baiano, mas fez toda a carreira política no Rio.

    Abração, cara Marcia.

  • @LeoTeclas_

    Mario Covas

  • Gabriela Zanchettin

    Mario Covas.

  • @LeoTeclas_

    xii errei, Marcio Moreira Alves em 12 de dezembro de 1968, em Sessão Plenária da Câmara dos Deputados

  • Altamiro Martins

    Caramba, o pessoal é eficiente mesmo. Em questão de segundos os avatares foram habilitados. Parabéns. Acho que assim, com a “cara” dos comentaristas, fica mais simpático.

    Você tem toda razão. Estou achando interessantíssimo.

    Um abração e, de novo, obrigado pela sugestão.

  • Tina

    Covas?

  • Depois de transcrever o discurso e pesquisar, descubro que foi o Márcio Moreira Alves.Não pensei que pista estaria no seu texto.

  • Ricardo, eu estou me sentido como aquelas pessoas que contam o final do filme. Mas, aqui vai o discurso na íntegra…rsrs Gostei do desafio. Coloca outro.

    Oi, Marcia, obrigado. Cortei seu link senão todo mundo vai acertar e o teste perde a graça.

    Abração

  • Ururau Irado

    É o Marcinho, cujo discurso os milicos usaram como pretexto para o infame AI-5.

  • Hermano Alves,do então estado d Guanabara.

  • @dotoraus

    Tiririca, digo, Marcio Moreira Alves

  • SergioD

    Ricardo, inconfundível, deputado Márcio Moreira Alves. Saudade de seus artigos posteriores no GLOBO.
    Grande abraço

  • wilson

    O tom lebra um pouco o Righi.

  • Márcio Moreira Alves. Esse discurso serviu de pretexto para Costa e Silva editar o AI-5 e com ele houve o recrudescimento do regime militar no Brasil, que manteve o congresso fechado por quase um ano. Eu me lembro bem deste episódio e do impacto causado entre os estudantes, pois na época fazia Ciências Sociais na USP.

  • Roberto P. Pedroso

    Caro Ricardo,
    É o ex-deputado federal Márcio Moreira Alves

  • Perola

    Pelo sotaque sobram o Hermano Alves e o Marcio Moreira Alves.Da voz e maneira de falar do Nelson Carneiro eu me lembro e não é ele.E esse é o discurso do Marcio Moreira Alves que tanta confusão trouxe na época,não há erro.

  • Márcio Moreira Alves.
    Lí sobre isto a pouco tempo no livro “De volta ao começo-Raízes de um PSDB militante, que nasceu na oposição” de Raul Christiano. Vou colocar o parágrafo: “Tomando como pretexto a recusa do Congresso em autorizar a licença para que o deputado Márcio Moreira Alves fosse processado, devido a um discurso sobre as divergências das Forças Armadas no 7 de setembro, o general-presidente baixou o Ato Institucional número 5, no dia 13 de dezembro de 1968, suspendenso vários direitos, individuais e coletivos, inclusive o habeas corpus, cassando mais de trinta parlamentares do MDB e prendendo outros, além do líder Mário Covas.”
    🙂

    Sem dizer se você acertou ou não, cara Daniela, faria uma pequena observação sobre o trecho do livro de Raul Christiano. O presidente da ditadura na época era o marechal — e não general — Costa e Silva. E o tema do discurso do deputado Márcio não era exatamente sobre divergências nas Forças Armadas.

  • Karla

    Marcio Moreira Alves.
    Depois da cassação, Mario Covas foi à Tribuna.
    Pouco depois, uma noite prolongada tomou conta do território nacional.

    Depois de que cassação, Karla? Eu estava lá, como jovem repórter. Quando o deputado Márcio Moreira Alves foi cassado, o Congresso já tinha sido fechado e Covas não podia ter usado a tribuna.

    Abração

  • Alcides

    Caro Setti,
    não adianta despistar em resposta aos comentários…o discurso é de Márcio Moreira Alves.

  • Lucia s

    Márcio Moreira Alves, de saudosa memória.

  • Lucia s

    A voz parece de Gastoni Righi.

  • Lucia s

    O discurso do Márcio foi entusiasmado, juvenil, arrasante na irritação, nada parecido com a voz pós tumulo, que mostra a derrota da casa do povo.

  • Obrigada Ricardo, farei a correção no meu livro. Me tira a dúvida, por favor, se não foi um discurso sobre as divergências das Forças Armadas (que é o que diz o livro), foi sobre o que? A licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves foi apenas por ter sido um discurso “ofensivo”?

    Querida Daniela, fica difícil resumir o discurso. Ele criticava duramente os abusos cometidos por setores das Forças Armadas e chegava a propor que as jovens brasileiras não namorassem jovens militares. Você encontra a íntegra facilmente pelo Google. Desculpe não ser mais específico.

    Abração e… volte sempre.

  • Picheu

    R7, eesa é fácil, afinal em 68 eu já tinha um aninho!
    O vozeirão é do Gastoni Righi.

  • M. de Moura Filho

    Márcio Moreira Alves é quem discursa.

  • Expedito

    É o Deputado Márcio Moreira Alves!

  • cacalo

    hermano alves

  • Carlos Costa

    Acho que foi o lulla, depois de quatro doses….,com todo respeito.

  • João Augusto

    Marcio Moreira Alves,com certeza, e vivo,ao menos em minha memória. Penso que a política seria bem melhor se ainda tivessesmos gente como ele, Mario Covas, Ulisses… Mas, o povo prefere o que está por aí, fazer o que!

  • Marco

    Caro R. Setti: Tentando não continuar invicto, vou d Márcio M. Alves.
    Abs.

  • Celinha/Marília-SP

    Setti, só sei que o sotoque não é do Covas…rsrs Vou de Gastone Righi.

  • Diocleciano

    Como sou de 83 fica difícil saber de quem é o discurso.
    Mas lendo algumas coisas aqui sobre o Moreira Alves vejo que sua biografia não é tão irretocável: Ele apoiou o golpe contra João Goulart e só depois mudou de lado. Agiu do mesmo modo que Carlos Lacerda.

  • Laizis

    Discuros de Mario Covas

  • Marco Antônio de Almeida

    Gastone Righi

  • Acredito que seja Moreira Alves.

  • Silene Silva

    O discurso foi proferido por Mário Covas.

  • Lilian

    Setti,
    É um carioca!
    Vou pesquisar mais… Abraços!

  • amaral louro

    provavelmente a voz semelhante de hermano alves dificil pois quando jovem não gostava de politica anos 70

  • carlos nascimento

    A voz é do deputado Márcio Moreira Alves.
    (OPINIÃO)
    Sou fã entusiasmado desse tipo de enquete, penso que a COLUNA deveria elaborar obrigatoriamente, toda semana, um desafio, com a seguinte rotina: deveria ser postada sempre às quartas-feira e o resultado liberado nas segundas-feira, iria provocar uma grande motivação no meio da web.

    Obrigado pela sugestão, caro Carlos.

    Abração

  • Eu fico com o discurso de Gastone Righi

  • Carlos

    Nelson Carneiro

  • Aldo Matias Pereira

    Ricardo,
    Com certeza Márcio Moreira Alves. Se não me engano esse trecho fez parte de seu pronunciamento que resultou em sua cassação.

  • roberto

    Marcio Moreira Alves.
    Começou aí o pesadelo do AI 5.
    Abraços ao grande JORNALISTA (com maiúsculas,o que tá difícil)Ricardo Setti.

    Muito obrigado pelo elogio, Roberto. Espero poder merecer.

    Abração e volte sempre.

  • Ricardo

    Márcio Moreira Alves.
    O discurso que serviu de pretexto para o AI 5 foi em 02/09/68 e foi considerado ofensivo pelos militares. O do seu desafio é de 12/12/68 e foi sua defesa sobre o pedido de cassação.
    Acertei?
    Abraços
    Ricardo

    Caro Ricardo, xará, não posso dizer nada agora. A resposta do teste virá na terça-feira.

    Abração

  • SELENE

    Em 1968 Mario Covas era líder do MDB. O seu discurso teve um grande efeito de argumentação que mudou as regras do jogo.

  • Adriana Rolando

    Caro Ricardo,
    O texto é de Márcio Moreira Alves, dia 12 de dezembro de 1968.
    A íntegra é bastante interessante, considerando o temor político da época, o conteúdo…
    Sabe, embora tenha nascido em 1969, tinha vontade de ver isso tudo de perto.
    A impressão que tenho é que os homens eram mais apaixonados, vocacionados para política, e os ideais, as vezes extremos, eram considerados vida / morte, liberdade!
    Mais do que tesão, segundo Roberto Freire autor do livro: “sem tesão, não há solução”, falta o espírito capaz de promover mudanças, embora se tenha muito para escarafunchar. Faltam homens com vontade de dizer verdades e não pactuar com nulidades, ajoelhados e carregados de cinismo porque estão levando uns trocados. Na verdade, o que falta, são aqueles que não se vendem, não se corrompem e não se deixam corromper…
    Abraços, caríssimo.

    Difícil discordar de seu comentário, cara Adriana. É por aí, mesmo.

    Grande abraço e volte sempre.

  • Darci

    Gastone Righi.
    Sou leitor assiduo da coluna,pena que são poucos os jornalistas que escrevem a verdade,como voce.

    Muito obrigado, caro Darci, mas tenho felizmente muitos colegas que fazem isso que você elogia.

    Um abração e volte sempre.

  • Gostei do desafio, antes passava batido. Não tem mais?Prometo que não vou mais contar o final do filme.

    Espero que não, né, Marcia? E, sim, tem mais. Sempre teremos desafios de diferentes naturezas. O próximo será musical.
    Abraços

  • Mara

    Nelson Carneiro

  • Millemiglia

    Se não estou enganado o discurso foi proferido por Mário Covas.

  • Elcio Raffani

    Mário Covas.

  • Karla

    Agradeço-lhe a delicadeza da correção acertada e atenta!
    Mas recordo-me de que foi Mário Covas quem fez um discurso considerado “antológico” contra conceder a licença para, se não me engano, processar Márcio Moreira Alves.
    A negativa teria levado a desatar o processo de fechamento do Congresso.
    Aproveito o instante para sugerir a retomada desse momento ao mesmo tempo grave, mas altaneiro, protagonizado por Mário Covas, explicando-nos tal passagem com o seu costumeiramente inteligente e erudito comentário. Especialmente porque, como dizia um certo noticiário, você era “testemunha ocular da história”.
    Saudações!!!

    Obrigado pelo email gentil, Karla. Você tem razão: o discurso do Covas contra a concessão da licença foi um dos grandes momentos do Congresso em décadas, e a emoção que passou ajudou o resultado que, efetivamente, foi a negativa daquele Congresso que, mesmo espremido pela ditadura, teve coragem e dignidade para recusar a licença para processar o deputado Márcio.

    A recusa foi, efetivamente, o pretexto para o regime endurecer de vez, com o malfadado Ato Institucional número 5.

    Pretendo escrever sobre isso quando houver um “gancho”, algum fato ou data importante que nos leve a recordar o episódio, tá?

    Um abração

  • Pelo sotaque carioca voto em Nelson Carneiro,porém,não o conheço.Desta lista o único que reconheceria pela voz é Mário Covas.

  • Luiz Antonio Resende

    Gastone Righi

  • Marco

    Acredito reconhecer as vozes de Brossard, Covas e Gastone. Chico Pinto lá ainda não havia chegado. Não parece o estilo do Bernardo. De Hermano Alves não tenho referências. Fico entre Carneiro e Márcio Moreira, e pelo pouco q me lembro da voz do Senador divorcista, opto pelo M. M. Alves.

  • luiz fernando

    Márcio Moreira Alves.

  • Lilian

    Setti,
    Não tenho certeza, Márcio Moreira Alves (GB).
    Abraços!

  • abel

    o marcito

  • abel

    essa voz é do marcito

  • Heli Roberto da Silva

    O discurso foi proferido por Márcio Moreira Alves, o sotaque carioca é inconfundível!
    FORMIGA-MG

  • Heli Roberto da Silva

    Sendo mais preciso: o discurso foi proferido na tribuna da Câmara aos 12/12/1968.O trecho está entre 1:09min e 1:32min do discurso.Aliás, foi tema de um documentário dirigido pelo jornalista Paulo Markun,ao qual recomendo, exibido pela TV Câmara.Nele também está um brilhante e memorável discurso de Mário Covas na defesa do parlamento.Coisa que hoje os Tiriricas, os Sarneys, os Renans, os Jucás e o Collores são incapazes de fazer.Uns por incompetência e despreparos outros porque MORALMENTE não podem mesmo…
    FORMIGA-MG

  • Mauro Pereira

    Caro Ricardo Setti.
    Acompanho em gênero, número e grau o comentário do Heli Roberto.

  • aze

    Setti, Márcio Moreira Alves fez o discurso. Vivi profunda e intensamente esse momento histórico. Lembro-me, inclusive, que estava trabalhando no gabinete de um ministro no exato momento em que a Câmara negou licença para ele ser processado. Soube através do meu chefe que entrou na sala dando a notícia. E mais não conto… hehe. Gosto muito dos seus desafios. São retrospectos históricos interessantíssimos. Obrigada, aguardo o próximo.

  • carlos nascimento

    Está na hora de soltar o resultado a galera anda ansiosa e já está querendo novo TESTE.

    Calma, Carlos. Logo teremos o resultado e novo(s) teste(s).

    Abração