Dilma e Serra trocaram cumprimentos chochos, formais. Mas lembra-se do que McCain disse ao reconhecer a vitória de Obama, nos EUA?

Achei chochas, formais, secas — e, portanto, vazias –, as manifestações que trocaram entre si publicamente, na noite passada, os dois candidatos à Presidência, a presidente eleita Dilma Rousseff e o candidato derrotado, o tucano José Serra.

Ah, como eu gostaria de ver, um dia, “neste país”, o que acontece nos países civilizados.

Fico só num exemplo marcante: a reação do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, senador John McCain, do Arizona, quando ficou clara que a vitória nas eleições de 2008 caberia ao então senador democrata por Illinois Barack Obama.

McCain, conservador, filho e neto de almirantes de quatro estrelas, ex-piloto de combate da Marinha americana durante a guerra do Vietnã que teve seu caça-bombardeiro abatido em 1967 perto de Hanói, no então Vietnã do Norte, foi capturado e gramou oito anos de prisão e torturas — um durão de almanaque, portanto — fez uma leal, mas dura campanha contra Obama.

Opôs-se ao adversário em praticamente tudo: a estratégia de Obama para as guerras do Iraque e do Afeganistão, a criação de um seguro-saúde estatal, o programa sobre mudanças climáticas, a questão dos suspeitos de terrorismo presos na base militar de Guantánamo, em Cuba… A lista é longa.

Na noite de 4 de novembro de 2008, porém, quando ficou claro que a maioria do eleitorado americano optara pela renovação que Obama significava — 69,4 milhões de votos (52,9%) contra 59,9 milhões (45,7%) –, McCain, o rival implacável, proferiu a célebre frase:

— Até agora, ele era meu adversário. Agora, ele é meu presidente.

Vejam bem, ele não reconheceu simplesmente a vitória do oponente, nem disse que a partir daquele momento ele era o “presidente dos Estados Unidos”. A expressão foi: “Ele agora é meu presidente”.

Quando atingiremos esse nível de civilidade e de espírito democrático?

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  • Jose Luis Bettio

    A Dilma está aguardando as palavras do Mccain,talvez o Serra não tenha lido sua coluna, ou mora nos EUA

  • Celinha/Marília-SP

    Caro Setti, é bonito ver a civilidade, em qualquer idioma. No Brasil, só quando as campanhas não descambarem para o baixo nível, quando os detentores do poder não usarem recursos públicos, a máquina e cooptarem aliados para se manterem com a caneta na mão e, finalmente, quando a qualidade entre os candidatos não estiver separada por um abismo. Esse dia chegará?

    É a pergunta que fiz no post… Tomara, né, Celinha? Abraços

  • Marco

    No dia em q a incivilidade não for mais premiada nas urnas, caso típico como acabou de ocorrer “neztepaiz”.

  • Orfeu

    Provavelmente o dia em que os adversário fizerem uma campanha “leal”, sem um presidente que use a maquina publica despudoradamente, sem que os tribunais superiores arrastem ou se omitam de decisões relevantes, sem que as mistificações sejam ampliadas pela midia acrítica e por aí vai…

    Um loooooongo caminho. Mas a luta continua!!!!

  • Mauro Lima

    Depois de um elevado baixo nível de campanha seria até uma hipocrisia da parte de José Serra se isso acontecesse, a postura de Serra foi a correta, dizer que vai ficar de olho, papel de oposicionista e esperar que se cumpra o que foi prometido.

  • Gilberto Alves

    Na minha opinião, os eleitores brasileiros precisam se comportar menos como espectadores de um jogo de futebol (onde toda catarse é permitida, como xingar a mãe do juiz, cobrar penaltis onde eles não existem e vice-versa). Além disso, discutir mais lucidamente nossas diferenças regionais. Não somos um país dividido entre Norte e Sul, como querem muitos acreditar. Ainda que o fossemos, deveríamos buscar a civilidade no convívio com o diferente e proporcionar melhores condições de capacitação educacional e profissional para os muitos talentos desperdiçados deste enorme país. Abraços

  • samara

    NUNCA.
    Com tantas pessoas que não se importam com a corrupção, as mentiras e falta de educação, vamos continuar dando um dinheirinho pros carentes e mantendo os olhos bem fechados. A corrupção e a falta de impunidade é o pior dos males desse pais e com a aprovação dessa impunidade nas urnas o que nos resta fazer é continuar envergonhados.

  • jose ribeiro

    Muito feliz a sua lembrança. Me lembro de como me marcou esta frase do candidato derrotado. Tenho a opinião de que a democracia ( e suas consequencias ) é feita por etapas. Saímos da ditadura para a democracia de direito mas não chegamos ainda à democracia de fato.
    A democracia de fato é quando ( na minha opinião ) além da sociedade se guiar por regras democraticas , os individuos passam a ter atitudes democraticas. Isso leva tempo.

  • Antonio

    Talvez porque não seja normal nos Estados Unidos um presidente deixar de ser presidente para se tornar, como disse FHC, um chefe de facção.

    O Presidente Lula não foi meu presidente nos últimos anos.

    A Presidente Dilma não começa com meu reconhecimento. Pode ser que venha a tê-lo. Vai depender de como ela agir. Se for para fazer o mesmo que LUla fez nos últimos anos, obrigado. Não estará falando para mim.

  • Fernando

    OLHA SETTI, VOCES DA REVISTA VEJA TEM QUE ENGOLIR ESSA! E FICAR CALADINHOS. MAIS UMA VEZ A DEMOCRACIA CALOU A OCA DE VOCÊS!!. PARABÉNS A DEMOCRACIA. AGORA A VEJA IRÁ RESPONDER SEUS PROCESSOS NA ESFERA CIVIL E CRIMINAL, POR FALAR TANTAS MENTIRAS DURANTE A ELEIÇÃO CONTRA O PT.

    Caro Fernando,

    Não seja tão severo comigo. “Engolir” por quê? Aceito democraticamente o resultado das urnas, como sempre aceitei — até quando o Maluf venceu eleição para prefeito de São Paulo, nos anos 90, disse isso para mim mesmo. É decisão do povo, tem sempre que ser respeitada. Dilma é a presidente da República Federativa do Brasil e ponto final.

    Respeito a presidente eleita, como democrata que sou. Mas vou criticá-la e cobrá-la sempre que achar que é o caso, como venho fazendo com todos os presidentes desde que comecei a escrever artigos de opinião, durante o governo do general João Figueiredo (1979-1985).

    Os abusos do presidente Lula durante a campanha eleitoral, porque eles ocorreram, foram comentados à exaustão neste blog. Fui criticadíssimo por isso, chamado de tucano, disso e daquilo, até de ser “contra o Brasil”.

    Mas ganhar limpamente eleições é a expressão universalmente aceita para dizer que um candidato ganhou sem fraudes, sem violar a lei, sem irregularidades. A Justiça Eleitoral não impugnou qualquer passo do pleito.

    Se as eleições tivessem sido acompanhadas, digamos, por observadores internacionais neutros, desses que monitoram eleições em países problemáticos, elas teriam sido consideradas limpas.

    As questões morais existem, sim, e serão muito discutidas como vêm sendo, neste blog. Do ponto de vista legal, as eleições foram limpas.

    Abraços

  • SergioD

    Ricardo, calma. Um dia chegaremos a esse nível de civilidade. Falando sobre os EUA, gostaria de propor um post para você. Um post que tentasse fazer uma comparação entre o radicalismo de nossa campanha eleitoral e o que está ocorrendo na campanha para o Congresso dos EUA, principalmente a atuação do TEA Party. Deixo uma pergunta para você, não sabendo se é especializado em política dos EUA: os americanos não estão sendo exigentes demais para com o Presidente Barac Obama em função do tamanho do pepino que ele herdou? Um abraço

    Respondendo a sua pergunta: estão, sim. O problema é que, com 10% de desempregados e a economia ainda andando devagar, não há prestígio que aguente muito tempo. Acredito muito na liderança, no caráter e nos princípios de Obama e acho que ele vai atingir boa parte de seus objetivos — aliás, já conseguiu vitórias admiráveis, como conseguir que o Congresso aprovasse um sistema nacional de saúde.

    Boa idéia, a do post comparativo com o Tea Party. Vou ver se consigo. Abração

  • Geraldo

    Caro Setti,
    Ficam algumas constatações desta campanha e uma delas é aquela que talvez esteja na gênese da terceira derrota consecutiva da oposição em eleições presidenciais.
    Em uma eleição desta natureza, um é eleito para ser o governante, o condutor, enfim, o número 1.
    O outro perde a eleição, mas automaticamente deveria assumir o seu papel, que é o de ser oposição.
    Os quase 44% dos brasileiros que votaram em Serra sabiam. de antemão, que estavam votando para seu futuro presidente ou para a formação de uma oposição consistente, fiscalizadora e propositiva.
    As oposições ficaram disformes e sem conteúdo nesses últimos 8 anos, tomadas de assalto pela espantosa popularidade do futuro ex-presidente, paralizadas.
    O presidente, pessoa extremamente inteligente e perspicaz, viu a oportunidade para passar sobre as oposições o seu rolo compressor, sem ética, sem nenhum pudor ou compromisso com a verdade, sem pidedade, mas extremamente eficaz.
    Mais do que ter expectativas em relação ao que fará (ou não) a nova presidente, para mim ficam as atenções sobre como vai se comportar a oposição nestes próximos 4 anos.
    Espero, sinceramente, que Lula desça a rampa do Palácio do Planalto em 01/01/2011, para nunca mais voltar.
    Só tentará se Dilma fizer um mau governo, o que ninguém deseja como brasileiro. Afinal, ela agora também é a minha presidente, gostando ou não.
    Para 2014, seja contra Dilma, seja contra Lula ou Marina, a oposição só terá alguma chance se começar a fazer desde já o que se espera dela; oposição.
    O mesmo McCain que você citou é um dos líderes da oposição que, 2 anos após a eleição de Obama, recuperará a maioria no Congresso.
    A tarefa de Dilma não será fácil, mas a da oposição talvez seja pior, não por estar em minoria, mas por não saber como fazer.
    Pelo menos , até agora, não soube.
    Grande abraço

  • Luiz Pradines

    Ôpa, Ricardo. Eis-me de novo por aqui. Onde moro, seis horas a mais que o horário de Brasília, passei o dia todo ruminando a derrota do meu candidato.
    Serra não era o meu candidato ideal. Aliás, nenhum político brasileiro do PSDB o seria. Talvez Alckmin, se tivesse um pouco mais de espírito guerreiro. Aécio definitivamente não o será se quiser levar adiante a política de apaziguamento com o PT. Enfim, vamos ao meu comentário sobre o seu post.
    Se eu fosse o Serra, seria difícil repetir o gesto de McCain. O Gepetto da Dilma passou a campanha inteira – e os anos anteriores também – burlando a legislação, usando a máquina pública a seu favor e conduzindo uma campanha de mentiras e engodos. Seu esforço fez a mera disputa política atingir o nível pessoal, quando reagiu com sarcasmo ao ataque dos esquadrões petistas no infame caso da “bolinha de papel”.
    Como você acha que o Serra reagiria depois de tudo isso?
    McCain era implacável, mas Lula foi desleal. Não há como condescender com o PT. Lula nos tratou como inimigos. Merece a frieza de tratamento, respeito democrático e protocolar. Ele que se prepare para o bom combate agora. Certo, Alckmin e Aécio?

  • Natale

    Sr. Setti, bom dia!
    Dilma, eleita a presidenta do Brasil, para a alegria da petezada…
    Continuo,com um pouco de imparcialidade que me faz muito bem, não, ou sera tudo esquecido e imperará novamente a impunidade, como por exemplo: Onde estarão os MPE e o MPF, para esclarecer os casos dos DOIS NOVOS PC FARIAS, como La Mama(Erenice) e o Paulo Preto?
    Mais de 30 governantes de outros países já se manifestaram e cumprimentaram a Presidente eleita do Brasil, até às 21:35 de 31/10/2010.
    Mas o candidato derrotado, a mais de 90 minutos e anunciado(às 20:04) pelo Tse, não reconhece a derrota e desprovido de qualquer atitude democrática e republicana, mostra o seu trajeto ao ostracismo político.
    Um retrato perfeito de que fooram as campanhas; abarrotadas de obscurantismos, calhordisses, hipocrisias e infâmias.
    Serra, reconheceu a derrota às 22:39, e confirma que perdeu para uma estreante, rídiculo, não?José Serra manteve o padrão sórdido que empreendeu em sua sólida campanha.
    No mundo inteiro, o candidato derrotado fala primeiro ao público e dá parabéns ao vitorioso.
    Aqui no Brasil, José Serra, que até hoje não admite ter perdido a eleição de 2002, deu-se ao direito de falar depois de ouvir discurso da vencedora.
    Uma vez calhorda, sempre calhorda.
    Parabéns pelo seu blog!

  • Ricardo

    Primeiro o Brasil ainda não é um país civilizado e segundo as eleições não foram civilizadas a começar pelo ainda presidente do Brasil. Não preciso detalhar porque disse isto, não? Você disse que houve lisura no pleito mas o que vi é que houve covardia e mal uso da máquina pública, um escarnio.

  • Marcos Appelt

    Mas como reconhecer um presidente onde a corrupção está no DNA? não seria ser omisso dizer q ao ser meu presidente, eu tb seria a favor da corrupção? há diferenças de cultura entre BR e EUA, pq lá sabemos como são tratados os q cometem deslizes com o dinheiro do povo.

  • Anonimo

    Caro Ricardo
    Creio que Nunca!
    Não enquanto tivermos a mentalidade da esquerda carnívora alimentando partidos socialistas.
    Quando o PT e que tais souberem ganhar talvez aprendam a perder.

  • Mirian

    Setti, me desculpa, você consegue imaginar um presidente norte americano fazendo campanha para seu candidato? Consegue imaginar o uso feroz e desrespeitoso da máquina pública em prol de um candidato acontecendo nos EUA como vimos aqui? Inclusive com o uso do avião presidencial, transformado em meio de locomoção para viabilizar comícios em todo o país. Consegue imaginar o sistemático desrespeito à Legislação Eleitoral por parte de um presidente americano? Pois eu não consigo, visto que a Instituição da Presidência é respeitadíssima nos EUA, o que não aconteceu aqui. Aqui na República da Banania a Instituição da Presidência foi tratada como um empreguinho borucrático com começo e fim de expediente. Oras, faça-me um favor Setti. O nível de civilidade a que vc se refere acontecerá aqui, quem sabe em alguns séculos, quando o Brasil for realmente um País justo na EDUCAÇÃO de seu povo.

  • Abreu

    Ricardo,

    Obama e McCain foram adversários ferrenhos, porém leais — dentro das possibilidades de uma eleição do porte das norte-americanas.
    É totalmente impossível comparar as realidades da disputa lá havida com a que aqui vivemos.
    Não nos permitimos ingenuidade — que no final termina aparentando “outra coisa”.
    Caso Serra declarasse o mesmo que MCcain, pior do que capitulação política, seria um desrespeito e deslealdade para com seus eleitores.
    Aliás, quem quer que defenda algo parecido, desrespeita a inteligência de quem repudia os atuais eleitos, porque não são repudiados apenas por questões políticas, mas por questões éticas.
    Neste sentido é que tal como Lula jamais me representou, Dilma et caterva também não o farãp, pois não dou procuração para bandidos me representarem.
    Desculpe-me — Você vive dizendo que alguns dos seus leitores são deselegantes, mal educados, etc., ao comentarem seus escritos — mas (aou menos eu) não posso aceitar tamanha frouxidão crítica.
    Dilma foi eleita pela maioria, MAS NÃO É MINHA PRESIDENTE. Ela presidirá a nação, mas não me representará.
    Saudações,

  • Não concordo contigo!
    O Serra foi execreado na campanha!
    Fora o fato do presidente dizer que o Serra sairá menor dps da eleição
    Ah..dá licença né?
    O Serra tem todo o direito de ficar magoado, aginal um homem HONESTO TRABALHADAOR E DECENTE com uma vida pública de 40 anos, ser derrotado por um poste, uma marionete?

  • Rafael Martins

    Infelizmente a Dilma é nossa presidente. Não é torcer contra, nem má-vontade. Não a considero preparada para o cargo, assim como também não considero Lula. Falta visão de longo prazo no governo brasileiro, e isso inclui a adoção de medidas impopulares, como o prolongamento da idade para a aposentadoria. O que eu vejo é um aumento desproporcional dos gastos públicos em relação a produtividade do país. Mas, aparentemente, a maioria dos brasileiros pensa somente no seu jantar, esquecendo que os nossos filhos e netos podem ficar sem o jantar deles no futuro.

    Então, parabéns aos petistas, vocês venceram outra vez. E o congresso continua a serviço de vocês.

  • JOSÉ CARLOS WERNECK

    A resposta que Serra deve dar quando for perguntado

    Sempre quando acabam de serem divulgados os resultados de uma eleição costuma-se perguntar ao candidato derrotado:
    -A que o Sr atribui sua derrota neste pleito?
    Quando isto acontece me vem à memória, uma entrevista, do senador Milton Campos, a que assisti ainda menino,quando acompanhava meu pai,jornalista do extinto “Correio da Manhã”.
    Cercado por inúmeros repórteres, logo após ter sido derrotado por João Goulart, para o cargo de vice-presidente da República (naquela a época podiam concorrer individualmente, não havendo a chapa obrigatória), o grande político mineiro foi perguntado, por um jornalista:
    -Dr. Milton, a que o senhor atribui sua derrota nesta eleição?
    Calmamente, Milton Campos respondeu:
    Ao maior número de votos recebidos pelo meu adversário, o Dr. João Goulart.
    Dessa maneira simples, pragmática e objetiva, o candidato derrotado, calmo, elegante e sereno, como sempre se conduzia, em toda sua de vida, encerrou a entrevista..
    Foi a mais preciosa e singela lição de Democracia, que recebi em toda a minha vida e da qual nunca me esqueci.
    Na qualidade de eleitor de José Serra, por quem trabalhei espontaneamente e anonimamente durante toda a sua campanha é essa a resposta que eu gostaria que ele desse a todos os que lhe perguntassem, quais foram as razões de sua derrota para a já presidente Dilma Roussef.
    Gostaria, que José Serra, com a dignidade com que se conduziu em sua campanha, na qual recebeu um significante número de votos, erguesse a cabeça e serenamente respondesse:
    -Atribuo minha derrota ao maior número de votos, obtidos por minha adversária, a hoje presidente eleita Dilma Roussef, a quem desejo um Governo de muito sucesso em prol de todo o povo brasileiro!
    É assim que funciona a Democracia, regime, repleto de defeitos, mas que até agora não se inventou nada melhor.
    Passada a luta, as mágoas, e por que não, até mesmo a raiva dos derrotados, inclusive a minha é hora de amanhã, já acordar comemorando a vitória maior, que é a vontade da maioria e o triunfo da Democracia!
    Parabéns José Serra pelos milhões de votos obtidos. Parabéns presidente Dilma Roussef, a primeira mulher presidente da República da História do Brasil. Sinceros votos de muita saúde, paz, e felicidades e de um excelente Governo, para o País e seu bravo povo.
    Afinal o Brasil merece!E muito!

  • Paulo Bento Bandarra

    O dia em que os candidatos são aquilo que dizem e não postes ou que escondem a sua história. Não podemos agora, de uma hora para outra, achar que tudo correu normal e dentro da ética e da lei. Que a Casa Civil não foi transformada em um covíl de criminosos ao longo dos oito anos de governo Lula!

  • JT

    Caro Setti,

    Cumprimentos calorosos não podem ser cobrados do Serra em relação à Dilma. Até 2002, no íntimo de cada um, Serra, Obama e McCain alimentavam o sonho (ou a fantasia) de ser presidente um dia. Isso só ocorreu para a Dilma em 2003, quando Lula buscou ela em Porto Alegre para assumir um posto em Brasília.

    Entenda que, para o Serra, esta pode ter sido sua última chance de se eleger. O Lula perdeu três eleições seguidas para presidente, mas era jovem o suficiente para tentar de novo. O Serra terá idade avançada para um candidato de ponta e provavelmente estará fora do jogo político, sem um mandato nos próximos dois anos.

    McCain perdeu para Obama, é verdade, mas Obama tinha brilho próprio. Nos Estados Unidos, conseguir ser candidato uma única vez já é uma vitória. Ninguém se lança candidato nos EUA pinçado por outro. Mos EUA, qualquer candidato eleito é um franco merecedor.

    Seja sincero Setti: você vê algum merecimento próprio na Dilma?

    Agora, temos que torcer para ela, com certeza. Que ela faça os eleitores da oposição perceber que ela pode sim, ser uma boa presidente. Que ela surpreenda o Brasil de verdade, ganhe luz própria e ensine para o Lula algumas coisas que ele não quis aprender com o FHC.

    Abraços,
    JT

  • Bruno

    Setti, com esta turma do PT náo dá para ter simpatia. Eles sáo psicopatas.

  • Seilon

    O meu constrangimento é maior do que quando o meu Palmeiras caiu pra segunda divisão.O PSDB não tinha o direito de perder pra Dilma!Foi um vexame!Um papelão!

  • Douglas Correa

    Seria muito bom que isso viesse a ocorrer , porem isso é reflexo da campanha sordida feita pelo PT e principalmente pelo presidente Lula. Despolitizou a campanha , transformou-a em um plebiscito , pobre x rico , nodestino x sulista etc . Zombou da justiça, das instituições , atacou a honra de um monte de gente etc. Nem ganhar o PT sabe , pois com a eleição praticamente ganha Lula , Marco Aurelio Garcia , Candido Vaccarezza ainda atacaram Serra. Depois de tudo isso da para ser civilizado e agir como McCain? Obviamente se o fizesse seria hipocrisia e corroboraria com a ideia que o importante é ganhar independente dos metodos.Se coloque no lugar de Serra ? O discurso do Serra e prova do que ocorreu nessa eleição.

  • Luiz Pereira

    Ricardo, bom dia,

    É verdade, as palavras de McCain foram exatamente as que vc reproduziu.
    De lá para cá Obama continua presidente do senador McCain. Só que McCain tem lhe sentado a borduna onde julga pertinente, fazendo uma oposição implacável.
    Serra poderia ter sido mais assertivo em seu cumprimento? Sem dúvida.
    Ele e a oposição serào mais assertivos?
    Tenho dúvidas.

    Abs.,
    Luiz Pereira

  • Licínio Miranda

    Ora, Ricardo, o que esperava?

    O PT cometeu CRIMES investigando dados sigilosos de familiares de José Serra e de pessoas próximas a ele. O “presidente” da República utilizou toda a estrutura do Estado em benefício de uma campanha eleitoral, em seguidos atos crimonosos, que afrontaram a lei da maneira mais desavergonhada.

    Você esperava o que? “Oh, Dilma, espero que seja uma boa presidente! Parabéns!”??

    É o mesmo que a vítima de um assalto agradecer ao bandido por não ter a matado.

    E não concordo também com o seu outro “post” em que ela venceu de maneira limpa e que por isso merece respeito. Coisa nenhuma! Não vou sair por aí pedindo o impedimento dela, pois foi eleita pela maior parte dos brasileiros. Mas não peça para ter respeito para a maior farsa na história deste país. Qual o mérito dela? NENHUM.

    Estão todos achando que ao menos ela será uma boa administradora, pois “tem fama de competente”. Que fama? Isso é mais um mito criado pela campanha dela, ora! Essa mulher é a típica funcionária pública mediocre que passou a vida inteira se alimentando de favores políticos para ter um emprego.

    E diabos, ela nunca lutou contra a ditadura! Ser financiada por Moscou para derrubar uma ditadura militar em favor de transformar o Brasil num satélite ditatorial da URSS não é motivo de orgulho nem aqui e nem em lugar nenhum!

    E não se preocupe, corrupção desenfreada não irá faltar. E eles NÃO IRÃO DEIXAR DE LADO o tão ambicionado projeto de construção de um Estado autoritário. Marque minhas palavras. Não irão.

  • Chico Lima

    Setti.
    Nossa democracia é muito jovem e nossos políticos ainda são muito bairristas, em parte, porque nós eleitores incentivamos esse tipo de comportamento.
    Lembro-me que há alguns anos (mais de 10, com certeza), tramitou no Congresso um projeto que continha um pacote de incentivos ao Estado de S. Paulo na área de informática, objetivando tornar o Brasil mais forte na concorrência frente a países como Índia e Coréia do Sul, por exemplo. Esse projeto, simplesmente, não vingou, pois, a maior parte do Congresso entendeu que criaria um abismo muito grande entre S. Paulo e os demais Estados nesta área. Ou seja, melhor ficarmos todos atrasados a termos 1 mais adiantado e pronto para puxar os demais rumo ao pleno desenvolvimento de uma área.
    Ora bolas, existem áreas nas quais S. Paulo não é tão boa quando Pernambuco ou Maranhão e eu não vejo mal algum em se incentivar o desenvolvimento dessas áreas nesses Estados. Veja que o pensamento bairrista tem o poder de destruir projetos de envergadura estratégica para o nosso país.
    Infelizmente, esse tipo de pensamento se propaga em todos os setores, inclusive na questão da oposição limpa e leal que deve ser a tônica em qualquer democracia.
    Fazer oposição não significa vetar a tudo e a todos que estão do lado oposto; significa, sim, estar vigilante e ser inteligente no trato das questões públicas. Estamos um pouco longe disso no Brasil.

  • Nélio

    Setti, o discurso de Serra ao final da apuração foi acertado; na prática não é bem assim. Discursos candentes foram a tônica da oposição nesses últimos oito anos. Mas não tiveram correspondência em ações. Os símbolos dessa período são Sérgio Guerra e sua retórica condoreira em um rosto de “zumbi com sono” e Arthur Virgílio e sua contundência verbal de poodle. Revisemos o Mensalão: chegou-se em um momento que a situação política de Lula rumava para a insustentabilid ade. Nesse momento surgiu o caso Azeredo. Aí o PSDB optou por desconsiderar seus eleitores, protegendo seu malfeitor de estimação e perdendo o discurso da ética, como era óbvio. Mas o governo tinha Márcio Thomaz Bastos e evoluir para a versão “todo mundo faz” foi um pulo. As oposições ficaram devendo à Nação a obrigação de ter defenestado um picareta do poder. Essa história me lembra o livro “A marcha da insensatez” de Barbara Tuchman. Virgílio e Guerra com certeza não o leram. Voltando ao assunto: creio que está passando da hora de as oposições se livrarem daqueles líderes mornos, garantia de decepções futuras e calibrar sua atuação pelo reconhecimento dos seus eleitores, que realmente trabalham e pagam os impostos que sustentam tudo o que estão fazendo com o Brasil, com a omissão dessa oposição morna e envergonhada. O reconhecimento da vitória do adversário político não é a aceitação automática dos seus pontos de vista. A história do Sen McCain ficaria completa com a narrativa da atuação política deste após a eleição de Obama.

  • A. Ferreira

    Caro Ricardo Setti,
    Seu desejo é o meu também. Uma democracia forte e civilizada. Porém quando o próprio mandatário da nação promove um espetáculo grotesco numa campanha de cerca de 15 meses(!), permeada de ilegalidades, zombando das instituições democráticas às nossas custas a última coisa que gostaria de ver é uma oposição conformada.
    Para mim foi um alento, principalmente o discurso de José Serra. Quem sabe agora, finalmente, a oposição seja OPOSIÇÃO.
    Abraços

  • Zé de Tremembé

    Pois é Ricardo,
    Assisti a uma das mais baixas campanhas eleitorais da minha vida. A justiça eleitoral que celeremente puniu governadores que cometeram crimes eleitorais nas eleições passadas, ficou imóvel diante do espetáculo perpetrado pelo presidete Lula e seus petistas. Aqueles foram crimes “de jardim da infância” perto dos de agora.
    Estamos vivendo uma situação de esgarçamento das instituições. Justiça e Polícia Federal passaram a servir o governo do PT e não mais ao país.
    Impossível comportamentos civilizados pois, estes supõe ser das duas partes… uma delas já está no “vale-tudo”

  • Charles A.

    Como o Sr.mesmo diz,Sr. Setti:”fez uma LEAL, mas dura campanha contra Obama.” A do Serra foi leal mas não foi dura,a da Dilma-lulla foi dura,desleal e desonesta!Ora, Sr. Setti,não dá para comparar;aqui há uma constante ameaça à democracia com dossiês, mentiras,aparelhamento do estado e de estatais,desmantelamento das instituições,atentados à liberdade de imprensa e religiosa,tentativas de tomar o poder absoluto , com o presidente atual e seu partido sempre dispostos a exterminar os adversários…Lá é democracia, aqui é outra coisa insensata que quer se parecer com ela…que tal PTcracia?Ou seria melhor bolivarianocracia,chavescracia ou fidelcracia?Ou ainda melhor, irãcracia!

  • Lucius

    A comparação não cabe, Setti. Não dá pra comparar o obama e a campanha dele, com a Dilma e o PT e a sujeirada que fizeram durante toda essa eleição e até mesmo antes dela, se o senador republicado tivesse sido vitima de pelo menos metades das sacanagens pelos quais Serra passou duvido muito que tivesse se comportado assim tão “civilizadamente”. abs

  • Rodrigo

    E quando a oposição será oposição, a exemplo do partido Republicano em relação a Barack Obama?

  • Carlos Emannuel

    Que mania voces tem de querer ser iguais aos americanos.Pais civilizado é o nosso Brasil,que temos liberdade!!!

  • Marco

    Caro R. Setti: Tbm acho,no mínimo com boas maneiras !
    Abs.

  • Lúcia Helena

    Prezado Ricardo

    Devo discordar de vc. A questão é muito menos sobre o Serra não saber perder (e não acho que não tenha sido democrático em seu discurso) e muito mais sobre o PT e o Lula não saberem ganhar (é só considerar o que esse senhor disse sobre o candidato derrotado com 44% dos votos válidos). Fica muito difícil a oposição chegar a esse ” nível de civilidade” quando a situação comporta-se dessa forma pequena e mesquinha.
    abs

  • Antônio

    Ricardo, sou um grande fã e acompanho o blog religiosamente. Eu morava nos Estados Unidos na época, e acompanhei todo o processo eleitoral que resultou na eleição de Obama. São situações diferentes. Como mencionastes, McCain fez uma oposição dura a Obama, porém leal. É possível afirmar o mesmo sobre Obama. Bateu forte em McCain, mas dentro dos limites republicanos. No entanto, a campanha que Dilma fez contra Serra foi tudo, menos leal: abuso escancarado do poder público, dossiês contra Serra e sua família, um sem número de mentiras a respeito do candidato tucano, e por aí vai. Todas essas artimanhas hão de continuar assombrando a presidente-eleita. A eleição de Obama também era extremamente simbólica, sendo ele o primeiro negro eleito presidente. McCain tinha plena consciência sobre o papel que ele desempenhava na história, e que ele seria julgado com base na mensagem enviada a seus eleitores em relação a como se comportar a partir daquele momento. Logo, a necessidade de uma mensagem inequívoca, buscando a união da nação em torno do novo líder. Dilma foi a primeira mulher eleita presidente do Brasil, ok, mas o principal fato histórico que cerca esse momento é o total desrespeito às instituições republicanas, o perigo de mexicanização da política brasileira, os ataques constantes às liberdades de imprensa e religiosa e o desrespeito ao estado de direito. Se o poder central conseguiu elejer uma figura que até 2 anos atrás era desconhecida de grande parte da população, tem um passado nebuloso que até hoje não foi devidamente explicado, e cuja grande virtude é a de ter sido ungida pelo atual presidente para o cargo, então é justo supor que, se não houver um trabalho efetivo da oposição, o poder central poderá elejer qualquer um para dar continuidade ao seu projeto de poder. Serra, até que outros emerjam, é o principal líder de 44 milhões de eleitores que disseram “não” à Lula, ao petismo e à Dilma. Ele será julgado em relação ao tom que irá imprimir desde o início na nova relação governo-oposição. Se a política não for novamente inserida no debate das grandes questões nacionais, sem dúvida a oposição irá ser derrotada novamente em 4 anos. E foi essa a mensagem que Serra passou aos 44 milhões de brasileiros que confiaram nele. Que a mensagem das urnas foi ouvida, que eles não serão abandonados à sua própria sorte, e que podemos contar com ele para nos dar voz e visibilidade. E é essa contribuição, que o ex-governador promete e que será fundamental para o equilíbrio de forças no Brasil e a contínua luta de sobrevivência das instituições republicanas, que será o seu legado. Grande abraço.

    Caro Antônio, obrigado pela contribuição que seu excelente comentário presta à discussão dos temas nacionais no blog. Certamente as situações são e eram muito diferentes. Na verdade, como você terá lido no post, eu lamentei que não sejam mais semelhantes do que diferentes…

    Um abraço

  • Esron Vieira

    É com isto que eu sonho. Todo país civilizado começa com amor próprio. quem não respeita a sí mesmo não consegue ser respeitado. Se existe algum atalho pra isso tudo, este atalho é a educação. No dia em que meu país receber investimentos em educação, maior que pagamentos de juros ( não falo em calote e sim gerenciamento), veremos que nossos governantes, são realmente educados. A auto estima interna será grande e não nos ridicularizaremos a nós mesmos, por ter um só olho e se sentir melhor que o que não tem nenhum. Todos terão dois olhos.

  • J.Henrique

    Caro Ricardo Setti, um dia, e ninguém sabe quando, chegaremos à civilidade. Porém, o caminho é longo, tortuoso e cheio de obstáculos. McCaim tem razão ao dizer “meu presidente”, demonstração não só de civilidade, mas de civismo, republicanismo, equilibrio entre o ser e o domínio de si próprio. Mas, voce sabe, as sementes são lançadas, voce, o Augusto, o Reinaldo, e tantos outros “jornalistas semeadores”, estão fazendo seu trabalho, e o que é boinito nisso tudo é que voces semeiam idéias, que, postas em execussão, servirão ao conjunto de toda a sociedade, e não ao ideal de um conjunto desconexo que posto em prática nos remete ao primitivismo fisiológico, o que o ser humano tem de mais mediocre. Pensei que ia ficar mais triste, mas já passou, vamos em frente,semeando dando bons exemplos, sendo especiais na vida uns dos outros, sendo necessários, para servir e sermos servidos. Ricardo, tenho comigo que o despreendimento cria dentro de nós a sabedoria, que por sua vez gera a bondade, num grande círculo construtivo, vamos agora apoiar sua Exma. Presidente(a)Dilma Roussef, afinal nós somos semeadores civilizadores não é mesmo? Hoje vou passear lá na minha terra natal, vizinha da sua Jacarézinho, tá quase na época de manga espada…alguém há muitos anos plantou um monte de pés de manga na estrada Jacarézinho /Ribeirão Claro e agora nós vamos usufruir do despreendimento de alguém, que não sabemos quem foi. Semeou bem. Um abraço, bom feriado. Ah…minhas irmãs mais velhas compraram o enxoval lá na casa Setti….bons frutos também. José Henrique Baggio

    Obrigado pela visita e pela lembrança tão simpática da Casa Setti de Jacarezinho. E a região de Ribeirão Claro é uma beleza, aquelas montanhas, aquela bela represa. Velho e bom Paraná. Aproveite e um abração.

  • Paulo

    quem sabe esse nivel serah atingido quando a maquina governamental nao for usada para violar sigilos fiscais de familiares de oponentes. Quando presidentes de estatais nao se manifestarem de maneira, digamos, pouco lisongeira ao candidato da oposicao. Ou ainda quando o presidente tiver comportamento semelhante ao de FHC em 2002.

  • wilson silva

    Isso acontecerá quando o presidente de plantão não fizer uso desbragado da máquina pública, por exemplo. Dá pra ser civilizado com um presidente que agiu como o lula fez,durante anos, para fazer sua sucessora? Fala sério, Setti… E ainda tem “cientista politico” dizendo por aí que o lula saiu maior destas eleições!! Só se for o maior cara de pau, hehehe

  • richard smith -

    Quando atingiremos, caro Ricardo? Talvez quando o PT e o modo petista de fazer “política” for erradicado!

    Um outro dia, numa prova de algo que achei semelhante ao “outroladismo” sempre denunciado por nosso amigo Reinaldo Azevedo, você disse que a campanha de dilma chegava ao fim, com baixarias, com também a de Serra. Como?! Pode-se comparar a avalanche de safadezas, crimes e outros quejandos tão típicos das assembléias sindicais “engajadas” (e das convenções e convescotes no Bangú 1, imagino) praticados pelo PT com a campanha morna e anodina dos trouxas do PSDB (só faltou a japona cheia de colantes das estatais!)?!

    Depois você se esqueçe de um detalhe: McCain era candidato DA SITUAÇÃO e, lealmente, reconheceu a vitória do candidato da OPOSIÇÃO. Você imaginaria algo assim aqui, com o PT cumprimentando Serra?! Você viu os comentários do “Rei do Tártaro” e do Dutra ontem, após a confirmação da vitória, acerca de Serra?

    Então, por favor, não misture as coisas. Não podemos tratar autoritários, proto-ditadores e democraticidas como se fossem pessoas normais, já fizeram isso em 1926 na Itália e em 1933 na Alemanha. Aliás, mais próximamente, ainda nesta década, na Venezuela.

    Um abraço.

    Pois é, Richard, é por isso que eu perguntei: quando chegaremos lá? Você tem razão. Obrigado por seu comentário.

    Abração

  • lidia

    Sem perder o meu espirito democrático, direi sempre que ela Dilma é a presidente do Brasil, ela não representa a minha vontade, eu escolhi o outro candidato e perdi, o que lamento,mas, nem por esta causa direi o contrario: MINHA PRESIDENTE. Repito: eu não a escolhi, mas tenho de aceitar o fato. Respeito e defendo a democracia. É o que penso.

  • Ed>

    Atigiremos esse nível de civilidade e de espírito democrático quando tivermos um presidente que possa ser chamado de civilisado e democratico. A coisa é simples.

  • Silvia

    Antes dos cumprimentos chochos, a civilidade deveria ter estado na campanha.
    Civilidade é não mentir, não usar a máquina pública, não afrontar a lei, ou seja, tudo o que a candidata, seu partido e o atual presidente não fizeram.

  • Santos

    O senhor esperaria o que de quem foi massacrado pela truculência verbal do Lula e sua turma? Quebra de sigilo dos familiares, não ter tido a solidariedade do PT quando foi vítima de agressão, etc. Sinceramente, acho que o Serra é um cavalheiro. O discurso dele foi perfeito se colocado no contexto da eleição brasileira deste ano. Se tivesse feito um discurso diferente passaria para nós, seus eleitores, que era cínico ou oportunista. Isto ele não é. Sai desta eleição como um herói.

  • J. andrade

    Êita… complexo de vira-lata mais uma vez??? Eles são eles, nós somos nós… e não somos melhores nem piores, somos o que somos. Quanto à civilidade, lá tem pena de morte, tem tortura oficial, tem revista nos aeroportos com apalpadas nos seios e virilha, etc. (http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/10/explosivos-enderecados-sinagogas-reforcam-temor-americano-de-ataques.html). Sou mais o Brasil.

  • lavinia

    ESPERO QUE DILMA SEJA MAIS CIVILIZADA QUE LULA.QUEM SE DÁ O RESPEITO,RESPEITADO É.EM TODA SOCIEDADE EXISTE ORDEM HIERÁRQUICA.DEPENDE DE COMO UM CHEFE CONDUZ SEUS SUBORDINADOS.AQUELE VELHO DITADO AINDA VALE:”OS BONS EXEMPLOS DEVEM VIR DE CIMA”.

  • Priscila

    O outro lado também é verdadeiro: quando teve a oportunidade para atingir a Sarah Palin pela gravidez de sua filha adolescente, a posição de Obama foi de que “família não entra na briga”. Infelizmente não foi o que vimos aqui com a quebra do sigilo da Mônica Serra.

  • JOSÉ CARLOS WERNECK

    Prezado Setti.Lendo agora meu comentário sobre a vitória da agora presidente Dilma Roussef,creio que me estendi demais.Mas realmente,apesar de ter votado e trabalhado por Serra,sempre acho que uma eleição livre e soberana é uma grande festa cívica e uma conquista que tem sempre como vitoriosa a Democracia.Cordialmente,
    Werneck.

  • Isabel

    “Quando atingiremos esse nível de civilidade e de espírito democrático?”
    Em 2050, se, com muito empenho, a nação amadurecer através do único milagre possível: educação básica de qualidade para toda a polulação.
    Ainda estamos engatinhando. Ainda temos um presidente – ovacionado pela cultura da ignorância – que não conhece a própria história: achar que Maurício de Nassau é um deputado pernambucano é apenas um exemplo de nossa desenvoltura no rebolation.
    Um povo sem história é um povo morto.

  • Jefferson

    Ola Ricardo, eu acho que não tem como comparar a eleição nos EUA e as eleições no Brasil. Nos EUA não foi usada a chamada Máquina Pública e também nos EUA não existe esta coisa única do Brasil em que a verdade vem daqueles que contam a melhor mentira.

    Voce está comparando o depois da eleição sem levar em conta o antes.

    Moro nos EUA e sou brasileiro, e sei bem como funcionam e não funcionam as campanhas dos dois países. Bem diferentes.

    Amigo Jefferson, eu não estou comparando, eu estou invejando… Abraços

  • Leonor

    Ricardo, será que na eleição dos Estados Unidos teve quebra de sigilo fiscal, produção de dossiês, discursos inflamados sobre a extirpação dos “inimigos” e invocação da ira divina contra os que ousaram ser contra? No momento em que se tem inimigos em vez de opositores, fica difícil fazer bonito, não é mesmo?
    Acho que pra gente chegar nesse nível de civilidade, barbaridades como as que eu mencionei aí em cima precisam, essas sim, ser extirpadas do cenário político nacional…

  • Francisco de Taubaté

    Por mais quatro longos anos não terei um presidente, evitarei ao máximo pronunciar ou escrever seu nome. Isso até o dia em que alguém realmente honesto, civilizado ao estilo e nível de Fernando Henrique Cardoso for eleito para o cargo. Da mesma forma que foi com o sapo barbudo pinguço, será com a dita-cuja. NÃO TENHO PRESIDENTE!

  • ivne

    Dilma não é Obama,e sua campanha foi gritantemente desleal.O aparelhamento do estado e o servilismo de grande parte da imprensa em relação ao PT,as quebras de sigilo,os ataques pessoais à Serra,a desconstrução sistemática da realidade dos grandes governos de FHC e do próprio Serra,enfim…Dilma,assim como Lula,não tem a estatura moral para ser a presidente de Serra.

  • Paulo Bomfim

    Setti, ok, a eleição nos EUA foi dura e tudo o mais (o “tudo o mais” são os detalhes que desconheço, hehe). Mas duvido que os postulantes tenham, de qualquer parte, mentido, de quantas formas forem possíveis, utilizado a máquina do governo (Obama não era da situação, então…) e tenham tratado da política de forma tão suja quanto os adversários de Serra.
    Por essas e por outras, não acho muito correto comparar as duas eleições.
    Abração.

    Ei, Paulo, eu não comparei. Eu disse que gostaria de… Releia o post, se tiver tempo.

    Abração e aproveite o feriadão.

  • Canuto

    Ricardo, apesar de ter votado na Dilma, óbvio, o Serra foi sereno e respeitoso e quando ele virou-se ao geraldinho e falou que ele jamais o abandonou, na verdade ele quis dizer a todos nós que o FHC nunca se aproximou, ele foi delicado pra dizer que o FHC foi medroso, não acha ?

    Me parece, Canuto, que medroso foi ele, ao se esconder da herança positiva de FHC.

  • Luiz Carlos Muniz

    Caro Ricardo Setti, existe uma grande diferença entre lá e aqui. Lá McCain disse isso porque o presidente eleito também achava que dali em diante era presidente de todos os americanos e não somente dos que o elegeram. Aqui, Lula (e agora provavelmente Dilma) sempre achou que era presidente apenas da sua turma e não da turma do contra…

  • Wagner

    Resumo da Ópera (bem a calhar):
    E agora, José?

    A festa acabou,

    a luz apagou,

    o povo sumiu,

    a noite esfriou,

    e agora, José ?

    e agora, você ?

    você que é sem nome,

    que zomba dos outros,

    você que faz versos,

    que ama protesta,

    e agora, José ?

    Está sem um cargo,

    está sem discurso,

    está sem carinho,

    já não pode beber,

    já não pode fumar,

    cuspir já não pode,

    a noite esfriou,

    o dia não veio,

    o bonde não veio,

    o riso não veio,

    não veio a utopia

    e tudo acabou

    e tudo fugiu

    e tudo mofou,

    e agora, José ?

    E agora, José ?

    Sua doce palavra,

    seu instante de febre,

    sua gula e jejum,

    sua biblioteca,

    sua lavra de ouro,

    seu terno de vidro,

    sua incoerência,

    seu ódio – e agora ?

    Com a chave na mão

    quer abrir a porta,

    não existe porta;

    quer morrer no mar,

    mas o mar secou;

    quer ir para Minas,

    Minas não há mais.

    José, e agora ?

    Se você gritasse,

    se você gemesse,

    se você tocasse

    a valsa vienense,

    se você dormisse,

    se você cansasse,

    se você morresse…

    Mas você não morre,

    você é duro, José !

    Sozinho no escuro

    qual bicho-do-mato,

    sem teogonia,

    sem parede nua

    para se encostar,

    sem cavalo preto

    que fuja a galope,

    você marcha, José !

    José, pra onde ?

  • Vortech

    Sei lá Setti, eu acho que NÓS chegaremos neste nível assim que não houver mais quebra de sigilo fiscal, contar mentiras o tempo todo, inflar números da economia etc, etc, etc…

    Daí eu acredito sim que podemos nos aproximar disso ?!

    Vortech

  • cesar

    A candidata e o partido dela nao tem grandeza,moral e tampouco qualidade para 46 milhoes de brasileiros!!
    Que a oposicao respeite os votos que teve…
    Falar em civilidade eu um pais que nao tem mais ministerios ou estatais mas comites partidarios soa bastante estranho.As instituicoes duramente construidas estao em fragalhos ,e nada indica que serao reconstruidas.Diante desse quadro, Jose serra foi demasiado polido EM NAO DENUNCIAR ESSE TRISTE ESTADO A QUE ESTAMOS SUBMETIDOS!

  • Polski

    Atingiremos esse nível de civilidade e de espírito democrático quando a eleição se comportar dentro dos requisitos exigidos e não quando um lado tudo pode . É simplesmente só isso !
    Se assim fosse , estou convicto que o Serra diria : Ela agora é minha presidenta !

  • verde

    daqui 4 anos!

  • Rubens Vaz

    Boa noite Ricardo,
    Eu acho que atingiremos esse nível quando todos nós, a começar pelos candidatos e pelo presidente que vai sair olharem para nossa constituição como o instituto supremo do país. Estendendo um pouco, no filme Frost/Nixon, o ex-presidente desaba finalmente quando diz ao entrevistador, David Frost: Têm momentos em que a decisão de um presidente dos EUA está acima da lei. Foi a pá de cal na figura de Nixon. Já, nós, ainda vamos levar algum tempo para nossos cidadãos entenderem o tamanho crime que é violar nossa constituição.
    Abraços

  • JT

    Acabo de ver a entrevista de Dilma “Paz e Amor” Rousseff ao Jornal Nacional. Como eu suspeitava, ela sequer vislumbrava ser presidente antes de assumir cargos em Brasília. Quando Lula a indicou para candidata, a princípio ela considerou “que não era bem por aí”.

    Esta foi a derrota mais amarga para Serra. Em 2002 ele perdeu para Lula, de quem ninguém duvida que era a pessoa mais obstinada em chegar à presidência. Agora Serra, com mais de 40 anos de vida pública e vários cargos eletivos nas costas, perdeu para a “ungida de Lula”.

    Não meus caros, não cobrem do Serra cumprimentos entusiastas em relação à Dilma. Respeitemos a sua amargura.

  • Reynaldo-BH

    Setti, sou seguidor fiel do Augusto Nunes. Eu e mais uma penca de mineiros que já tivemos o prazer de te-lo por aqui. Convite que estendo a você, naturalmente. Seria um orgulho para nós. Mas, discordo do “espírito” de seu comentário, mesmo concordando na utopia (será?) do que descreves. McCain não foi alvo de mentiras ou insinuações sobre um futuro não dito pelo opositor. Não teve o passado tentado ser re-escrito, nos moldes stalinistas. Não teve o sigilo fiscal de filha violado por Obama. (ou o contrário, tanto faz!). Obama não foi agredido na campanha, com Bush ridicularizando a tentativa de agressão (já imaginou o escândalo?). Bush não foi à TV (lá, em propagandas pagas!) para satanizar Obama e qualificá-lo como “um dos contras”! Enfim, creio que enquanto o Poder executivo continuar acreditando que tudo pode e tudo faz (dane-se o ordenamento jurídico ou o estado de direito!), enquanto um presidente do Brasil ignorar que está em funções em nome de todo uma nação e não de um partido, dificilmente um opositor poderá ir além de um protocolar “parabéns”! E aqui entre nós, já foi muito! O Brasil está dividido como Lula incentivou: “nós” x “eles”, seja lá o que isso queira dizer! A declaração de Serra foi só o resultado de tudo que Lula palntou. E que Dilma terá que colher! ABRAÇOS!

    Grande Reynaldo, vai ser um prazer visitar BH um dia e confraternizar com amigos do blog.

    Concordo com seu comentário. Meu post foi no sentido de “ah, como seria bom se no Brasil…”. Era isso.

    Um abração

  • Susana

    Desculpe mas voce foi muito infeliz nesta colocação. Espero que publique isto no seu blog ou até mesmo responda meu comentario. Vivi varios anos em paises “civilizados” como voce diz, os EUA e na Europa. Mas como diz o leitor Polski, aqui até as eleições “saem” do nivel democratico e legal. Um presidente que banca o cabo eleitoral, um partido governista que coloca a maquina governamental (e todos os seus recursos: fisicos, materiais, humanos, financeiros!) a serviço da campanha da sua candidata! Então que país é este? Voce considera esta campanha “CIVILIZADA”??? E, concluindo, claro que o Serra não pode se comportar como McCain já que a Dilma não chega nem aos pés do Obama: nunca foi eleita para absolutamente nada! E não vai ser pelos resultados das urnas – que denota a ignorancia daqueles que foram manipulados por este governo e apesar dos inumeros escandalos, corrupçoes e postura ditatorial do PT no governo – que segundos depois um candidato estadista (e vencedor de varias eleições em seu CV politivo) vai se dobrar a esta pseudo-candidata, já que o verdadeiro “candidato” nestas eleições foi o proprio “ex-” presidente. Aguardo respostas.

    Oi, Susana, acho que você leu meio depressa demais o meu post.

    Tudo o que eu mostro ali é como eu gostaria de que fosse diferente do que foi, de que estivéssemos num nível que permitisse ocorrer o que ocorreu entre McCain e Obama nos Estados Unidos.

  • elionier

    SERRA NÃO PERDEU A ELEIÇAO PQ CAUSA DE AECIO NEVES, NEM PERDEU P DILMA. ELE PERDEU P UM LULA SEM ESCRUPULOS COMO PRESIDENTE QUE ABUSOU DO SEU CARGO NESSAS ELEIÇOES, PERDEU P OS BOLSAS FAMILIAS, P OS Q OCUPAM CARGOS COMISSIONADOS, P OS PROUNI, P OS BOLSISTA DE FEDERAIS, P A MILITANCIA DO PT. ALGUEM DUVIDA Q ELES VÃO CONTINUAR AUMENTANDO ESTA COMPRA DE VOTOS? VÃO CONTINUAR GANHANDO ELEIÇOS, A MENOS HAJA UM cpi E DILMA CAIA.
    SABE COMO ERA A PROPAGANDA NO PT AQUI NA MINHA CIDADE?-VOTE EM DILMA P VC CONTINUAR COMPRANDO TV, DVD, ETC. QUEM CONSEGUE RESISTIR A UM DISCURSO DESSE?
    SERRA FOI O GRANDE VENCEDOR, POIS QUEM VOTOU NELE FOI PORQUE É LIVRE.
    SETTI, PENSO Q A IMPRENSA, O PSDB, O DEM DEVERIA FAZER UM LEVANTAMENTO DOS NUMEROS DE ELEITORES DE DILMA: 40 MILHOES SAO DO BOLSA FAMILIA E QTOS SAO DO PROUNI E DOS OUTROS PROGRAMAS? DAÍ SABERIAMOS QTOS NÃO SÃO BENEFICIADOS E APROVAM ESTE GOVERNO.
    SUGIRO Q SEUS LEITORES LEIAM A ENTRVISTA DE FHC NA VEJA, ELE É DEMAIS: SABE RECONHECER O QUE LULA FEZ DE BOM E DIZ QUE O MINIMO Q LULA DEVIA FAZ ERA TER ALGUM RECONHECIMENTO, MAS A INVEJA DEIXA?

    Caro Elionier, de faro a entrevista de FHC vale a pena ser lida. Um abração.

  • eduardo infantini

    Procedimento parecido com o de Mc.Cain, aqui não seria possível.A participação de Lula como Cabo Eleitoral,a meu ver criminosa,e os escândalos financeiros na Casa Civil e Min.de Minas e Energia, nos EEUU, implodiriam a candidatura Dilma.

  • RitaZ

    Setti,
    primeiro respondo: Acho que só quando partidos “incivilizados”, como o PT por exemplo, não quiserem mais o poder e se conformarem em ser só oposição.
    Segundo, quero fazer uma observação: você escreve que é uma maravilha, leio tudo aquí no blog e reparei numa característica sua e que acho que todo dono de blog deveria ter, você deixa sua opinião no texto, sempre bem clara e finaliza quase sempre com uma pergunta, esse particular que deixa seus leitores muito animados em comentar e faz do seu blog uma delícia, fora o fato claro de sua interação, sempre muito civilizada (he,he), com seus leitores. Acredito que essa característica vem do fato de você ser verdadeiramente imparcial.
    Um gde abr,
    Rita

    Obrigado, cara Rita. Abração

  • Josué

    NUNCA, CARO RICARDO. O QUE FAZ UM CIDADÃO TER ESSE TIPO E ATITUDE É SUA FORMAÇÃO CULTURAL, RELIGIOSA E O RESPEITO PELAS INSTITUIÇÕES. ENQUANTO FORMOS O PAÍS O CARNAVAL, SEREMOS ASSIM.

  • Fernando

    Ricardo o EUA é uma democracia a 234 anos até antes de 1776 eles já possuiam mais liberdades do que os habitantes da Inglaterra além das experiências em votação para outros cargos. Ou seja copiamos algumas coisas e ficamos devendo em outras mas para quem já teve Getúlio Vargas, Janio Quadros…

  • Annie

    Quando tivermos uma educação básica primorosa e educação política para todos os jovens e uma eleição digna, sem fraudes, sem abuso político e da máquina política. E, acima de tudo, quando houver um Presidente eleito digno desse ato. Em suma quando formos um país sério e que se leva a sério.

  • João Fernando

    Acho que é muita pretensão querer que sejamos iguais aos outros.
    Não somos melhores nem piores.
    Somos, apenas, diferentes.
    Cada um na sua.

  • Roberto

    Eu acho que não faz sentido exigir-se civilidade de apenas um lado. Ou os dois têm, ou os dois estão liberados para não ter. Na minha opinião, várias décadas se passarão antes de o PT aprender o que é democracia, civilidade, etc.
    Em relação aos Estados Unidos, a democracia lá tem mais de 200 anos. A nossa tem 20 e poucos…

    Você tem toda razão, Roberto, quanto à “juventude” da nossa democracia. Mas meu post não pretendeu exigir civilidade apenas de um lado., nos casos de Dilma e Serra. Se você fizer a bondade de reler…

    Um abração

  • Lúcio

    Espere um pouco, caríssimo Setti, vc nao pode comparar Barack Obama com Dilma. Obama é um Estadista e venceu uma eleição LIMPA. Dilma mentiu o tempo todo: “Serra vai privatizar a Petrobrás e o Pré-Sal”, “Serra privatizou a CSN”, “Serra falou mal do bolsa-família”. Em suma: ela se elegeu ludibriando o povo desinformado!!!

    Não comparei os dois, caro Lúcio. O tom do post é “ah, que bom seria que…”. E não seria, mesmo? Um abração.

  • Ricardo dias andrade

    Bem, essa eleição foi meio vergonhosa, acusações de um lado para o outro.

    Mas desejo muita sorte a presidente, que faça o país virar a noruega!.

    No mais,o resultado dessa eleição poderia ter sido bem pior, já imaginou josé dirceu ou palocci como candidatos caso não tivessem descoberto o mensalão? haha

  • Hélio Pimentel

    Mas a eleição do Obama foi justa. Essa coisa de que o que vale é o resultado, não a lei, é coisa de ditadura.

  • KARLOS

    Usar a Mentira, Dissimulação, Truculência, Recursos do Governo ( Humanos, Materias e Financeiros ), Recursos dos Sindicatos, Recursos dos ditos Movimentos Sociais, o Presidente da República em tempo integral como Cabo Eleitoral, Constranger os Meios de Comunicação é: desonesto, criminoso, inconstitucional, ilegítimo, incivilizado e antidemocrático. Fazer oposição a isso, é: honesto, legal, constitucional, legítimo, civilizado e democrático.

  • Marcello

    Nunca, enquanto os candidatos forem desse nível. Minha presidente a Dilma não é, é da república. Se um dia vier a encontrá-la, o máximo que terá de mim é a educação.

  • Filipe

    O comportamento d Lula na vitória de FHC em 94 foi bem pior. Em 1998, logo após a segunda vitória, o sr Tarso Genro lançou uma campanha golpista do Fora FHC. Quem precisa refletir sobre essas questões são os petistas.

  • Dawran

    Seria interessante. Mas o cumprimento protocolar foi adequado.

  • sinisorsa

    Eu queria comentar o que o Reynaldo-BH disse, por que acho que há alguns fatos que foram esquecidos nesse correr do tempo:
    “McCain não foi alvo de mentiras ou insinuações sobre um futuro não dito pelo opositor. Não teve o passado tentado ser re-escrito, nos moldes stalinistas.” Lembram-se de que McCain foi adversário interno do GWB, sendo o último o vencedor da disputa e, eventualmente, ganhador da faixa presidencial em 2001? O que foi que o time do GWB espalhou sobre McCain? McCain tem uma filha adotiva que nasceu em Bangladesh, e que virou alvo de todo tipo de boatos caluniosos, inclusive de ser realmente filha do McCain com uma prostituta; a mulher do McCain era viciada em barbitúricos por causa do “pulso fraco” do marido; ah, sim, o McCain foi acusado de ser gay! E também de estar envolvido em tramóias com advogados de uma grande empresa; o pavio curto dele foi usado como pretexto pra tachá-lo de “emocionalmente instável”. Tudo isso foi fogo amigo, coisa forjada pelos próprios repúblicanos, exemplos últimos de civilidade. O que fez McCain? Not only he bit the bullet, but also the dust.
    “Bush não foi à TV (lá, em propagandas pagas!) para satanizar Obama e qualificá-lo como “um dos contras”!”
    Já o John Kerry foi satanizado, tachado de vira-casaca e de covarde, apesar de ter ganhado uma medalha Purple Heart por heroísmo no Vietnam, enquanto o vagaba do GWB fugia do serviço militar com todas as forças e uma muito bem-vinda ajuda do seu papi. Lembram-se daquela propaganda que dizia que os lobos atacariam os EUA se o seu líder fosse um fraco? Pois é, a civilidade republicana deu ao GWB o segunto turno na Casa Branca. E o Kerry? Not only he bit the bullet, but also the dust.
    Mês passado tive a oportunidade de conversar com um californiano que me perguntou se no Brasil existe o mesmo tipo de “incompatibilidade de opiniões” que existe nos EUA, e que, segundo ele, é fonte de tensão e fricção tão grandes, que a convivência entre habitantes de alguns Estados está sendo prejudicada. Bem, no Brasil não tinha isso, até que o **** boquirroto que mora no Planalto decidiu abrir um fosso entre “nós e eles”. Os oportunistas de plantão que bebem da mesma fonte da Fox News se multiplicam como esporos. Antes de responder ao californiano, eu refleti alguns momentos. Civilidade. O que é isso? Como foi que chegamos a um nível tão baixo. E o que é pior… bom, sim pode piorar mais um pouco. Até por que o respeito pelo cargo de Presidente da República Federativa do Brasil foi arrastado na lama e pisoteado com força e com vontade, tudo em nome da eleição de uma marionete, que talvez devesse ser chamada de presidente “biônica”, como nos anos de chumbo.
    Quanto ao Serra, como político ele tem que fazer o que o McCain e o Kerry fizeram, tem que cumprimentar e soar honesto, ainda que por dentro sinta de outra maneira. Porque é assim que gente decente faz, porque gente decente não tem que se pautar pelas ações do boquirroto de plantão. Porque um dia é da caça, o outro do caçador.

    Ótimo comentário o seu, Sinisorsa. Rico e informativo. Em relação à sujeirada anti-McCain nos Estados Unidos, bem, lama em camapanha eleitoral não é privilégio do Brasil, não é mesmo?

    De todo modo, admirei a forma como o candidato republicano reagiu à vitória de Obama, como aliás sempre ocorre com o candidato derrotado, de uma ou outra forma, neste grande país.

    Abraços

  • BRASILEIRO

    O nível de civilidade e espirito democrático, só sera possivel, em qualquer campanha eleitoral, for limpa, sem usar a máquina como Lula fez, inclusive saindo do cargo que milhões de brasileiros lhe deram, para fazer campanha.
    Serra, é um homem educado e de qualidades homéricas, não utiliza de cinísmo para impressionar. Serra é aquilo que sempre demostrou.

  • Reynaldo-BH

    Ao sinisorsa, das 18:49.
    Obrigado pelas bem colocadas posições. Algumas delas, eu desconhecia, confesso. Outras acompanhei. O que quis alertar – e certamente potr falha minha, não ficou claro! – é que GWB não foi o “ponta-de-lança” das baixarias a que você se referiu. Pode até ter sido o mentor, sabe-se lá! Mas não teve o desplante de, abandonando o que o Sir Ney de triste memória e negro presente, chamava de “liturgia do cargo”! Eu chamo de respeito à Cosntituição e ao Estado de Direito. O que agride a cidadania mais elementar e o presidente de um país – no caso, o meu! – colocar o candidato por mim escolhido (por derivação, à mim mesmo) como “da turma do contra que quer o mal do Brasil”! Isto é inusitado, e creio aqui, nos USA, em qualquer país que possua um grau mínimo de respeito à democracia. Assim concordo literalmente com o “arrastar na lama” a faixa presidencial. Talvez por isto Serra tenha sido tão formal e tão pouco “histórico” nos cumprimentos. Se um presidente americano se portasse como Lula em 2010, não tenho certeza de um discurso, do perdedor, mais intenso que um mero parabéns! No mais, vamos à caçada! ABRAÇOS.

  • Fatima

    Eh CONSTRANGEDOR afirmar que dilma eh a presidente do Brasil, imagine falar como McCain. NEM PENSAR!

  • Hermes

    Caro Ricardo:seu texto é bem claro,como sempre.Nos EUA,um presidente com o comportamento do lula, acabaria com aquela roupinha laranja,algemado nos pulsos e tornozêlos,antes de passar uma longa temporada em uma boa prisão federal,com tudo pago.

  • Mary

    Senhor Ricardo Setti:
    Muito boa a sua alusão ao comportamento do Senador John McCain. A eleição democrática pressupoe a aceitação do resultado e congratulações à vontade da maioria.
    Ainda não chegamos lá, mas convenhamos, fizemos progressos.
    Não que eu considere elegante a postura de Serra ou correto o que aconteceu no Rio de Janeiro e em Curitiba.
    Com certeza o senhor deve conhecer melhor do que nós muitos casos de violência (física), ameaças, tentativas de homicídio e assassinatos com motivos políticos assombrando as campanhas.
    Por outro lado, Fernando Henrique transmitiu a faixa a Lula de maneira bastante e educada e elegante. Concorda?
    Historicamente, melhoramos, não melhoramos?
    Saudações.

    Ainda bem que melhoramos, cara Mary. Mas ainda falta muito…
    Abraços

  • Perola

    Respondendo à sua pergunta:com esse time que temos aqui fazendo política,vai demorar!!