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Ministra Maria Isabel: filha e neta de ministros do Supremo

A presidente Dilma Rousseff, que já nomeou 1 dos 11 integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) — o ministro Luiz Fux, que tomou posse no dia 3 do mês passado, após a aprovação de seu nome pelo Senado — ainda poderá designar pelo menos mais 2 ministros até o final de seu mandato, a 1º de janeiro de 2015: os ministros Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto se aposentam no ano que vem por atingirem a idade-limite de 70 anos, respectivamente em setembro e em novembro.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), porém, é que a presidente realmente poderá fazer a festa — com a diferença de que, nessa corte, os ministros não são de livre nomeação, mas surgem de listas tríplices votadas pela magistratura, pelo Ministério Público e pela Ordem dos Advogados. Ela poderá designar nada menos do que um terço (11) dos 33 ministros até o final de seu mandato, começando pela vaga que surgirá no mês que vem, com a aposentadoria do ministro Hamilton Carvalhildo.

Outras 4 vagas já esperam nomeação em razão de sucessivas aposentadorias, de forma que a corte, para funcionar, convocou 4 desembargadores de tribunais de Justiça dos Estados.

A última designação para o STJ foi feita ainda no Lulalato, a da ministra Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, 48 anos, que comou posse em agosto do ano passado.

A ministra, por sinal, constitui caso único na magistratura brasileira: está no Superior Tribunal de Justiça, a segunda corte mais importante do país, e é filha e neta de ministros do Supremo Tribunal Federal. Seu pai é o ministro aposentado Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti, e seu avô o pai deste, o falecido ministro Luiz Gallotti.

A brasiliense Maria Isabel, porém, não chegou ao STJ só pelo sobrenome, tendo sido antes procuradora da República e desembargadora federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília.

Veja seu currículo.

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Nenhum comentário

Jose carlos em 25 de abril de 2011

E ainda dizem que existe autonomia entre os poderes! Coitado do Montesquieu...

Not funny em 25 de abril de 2011

Está cada dia mais escancarada a farsa da justiça tupiniquim. Num sistema farsesco como esse nem os otários mais acreditam que exista justiça, os bandidos formais e informais tem convicção disso. Dai a corrupção e criminalidade galopante por todos os lados.

lll em 25 de abril de 2011

Tem um monte de STF no lugar de STJ.

duduvieira10 em 25 de abril de 2011

Meu prezado R. Setti; ...Elementar meu caro, não sabia que a capitania hereditária chegou ao poder Judiciário!!,,, de pai para filho desde 1.500.

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