Image
Guillermo Farinas na sua casa em Santa Clara, Cuba (Foto: Javier Galeano/AP)

Coerente com sua política de “direitos humanos”, o governo de Cuba impediu que o dissidente Guillermo Fariñas viajasse a Estrasburgo, na França, para receber o o Prêmio Sakharov 2010 de Liberdade de Pensamento, com o qual foi agraciado pelo Parlamento Europeu.

Conforme post que publiquei em outubro passado, Fariñas, que já realizou 23 greves de fome em protesto contra a tirania do governo, considerou o prêmio um reconhecimento internacional à causa dos presos políticos da ilha.

Na ocasião, ele voltou a acusar o regime cubano de  “assassinato”, disse que Lula é “cúmplice da ditadura sanguinária de Raúl e Fidel Castro” e condenou a atitude do presidente de, ao visitar Cuba logo após a morte de outro dissidente por greve de fome, num dos momentos mais infelizes de sua política externa, comparar os opositores da tirania cubana aos criminosos comuns trancafiados nas cadeias brasileiras.

Com a proibição da viagem, o site de VEJA realizou significativa reportagem mostrando como a ditadura cubana a um só tempo restringe ao máximo as viagens de seus cidadãos ao exterior e ganha dinheiro com isso. O custo de um passaporte, ao final de um inferno burocrático, é equivalente a três meses do salário médio de um trabalhador.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezoito + quatro =

5 Comentários

Ismael em 16 de dezembro de 2010

O meu coração já não pulsa, mas repulsa de tanta dor ao perceber tamanhas manobras pífias das esquerdas, tirânicas e ditatoriais, usam a democracia de modo escandaloso e mentiroso, justamente para solapá-la.Nunca imaginei que viria justo no Brasil a repetição nazi facista renascente em todos os detalhes.

Antonio Skoldharougs em 16 de dezembro de 2010

Não adianta condenar a ditadura cubana vestindo uma calça jeans Calvinklain, uma camisa Dijon, sapatos Sansonites, meias Speed e óculos RayBan, tudo ‘Made in China’, China que é a ditadura comunista mais ferrenha do mundo, só acompanhada da Coréia do Norte. Ao comprarmos os produtos da China, alem de falsificados e de pessima qualidade, ainda estamos contribuindo com a manutenção da tirania comunista naquele país, que adianta condenar uma ditadura e financiar outra?. Aposto que muitos dos que se revoltam com o regime cubano, fazem isso rodeado de quinquilharias Made in China dentro de suas casas, todas essas quinquilharias que compramos, pagam as contas do sangrento comunismo chinês. Eu não compro nada Made in China. (apesar de comerciante de jóias), a primeira coisa que procuro em um produto, é a sua origem, se for Made in China não compro. Não quero ser conivente nem financiador do regime ditador e autoritário de Pequim. Cinco mil chineses morrem anualmente em levantes contra o governo central e nos quem pagamos a compra das balas e salários de soldados, ao adquirir os péssimos produtos chineses aqui vendidos.

Luiz Antonio em 16 de dezembro de 2010

Fico imaginando se Cuba estivesse no continente. quantos habitantes teria hoje? Alguns políticos brasileiros, que hoje desfrutam do poder, ainda endossam a política do fascínora. É o fim.

wilson em 15 de dezembro de 2010

A OEA tão sequiso com o esporte de direitos humanos mas para Cuba temos um tipo de ECA ideológico que passa ao largo desta atividade esportiva.

Ismael (Arquiteto) em 15 de dezembro de 2010

Vê-se pela foto que Guilhermo Farinas é um burguês, e talvez agente da CIA. Sua tez branca e pálida e seus olhos azuis são indício claro, desculpe pelo trocadilho, que esse indivíduo passa horas longe do sol tropical de Cuba. Onde estaria ele? o que estaria fazendo?(sic) um amigo me informa que estava preso...

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI