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Palestinos protestam em Gaza contra a morte de Osama bin Laden

A Casa Branca informou que ainda está sendo estudada a possibilidade de divulgação de fotos do terrorista Osama Bin Laden, localizado e morto na segunda-feira por um comando antiterrorista de forças especiais da Marinha dos Estados Unidos, o Seal Team 6.

A hesitação, segundo o porta-voz Jay Carney, se deve ao fato de que a divulgação poderia ser “incendiária” e de as fotos serem “repulsivas”. O governo americano não gostaria, igualmente, de que uma sepultura em terra para o terrorista se tornasse um local de peregrinação para radicais muçulmanos.

O Pentágono diz ter fornecido à Casa Branca três séries de imagens: fotos do corpo do terrorista atingido por um tiro no olho direito, vídeos da cerimônia em que o corpo foi jogado ao mar do porta-aviões Carl Vinson no norte do Mar da Arábia e imagens do interior da mansão onde Bin Laden vivia em Abbottabad, a 50 quilômetros de Islamabad, capital do Paquistão.

Não sei, não, mas seria melhor despertar as manifestações supostamente temidas pelo governo americano e passar por cima desse excesso de sensibilidade com fotos que, seguramente, devem ser repulsivas para o cidadão comum.

Divulgação “incendiária”? Bem, as consequências não seriam provavelmente diferente do que serão entre os partidários da “guerra santa” aos Estados Unidos e a alguns aliados ocidentais com a própria execução de Bin Laden — tanto é que as forças de segurança americanas e de vários países estão em estado de alerta.

Criar um mito? Ora, Bin Laden já é um mito para milhões de muçulmanos radicais — basta viajar por países islâmicos para constatá-lo.

Quanto ao argumento de não criar um local de peregrinação, não tem propriamente bons antecedentes: dele lançaram mão várias ditaduras militares em relação a inimigos.

Senão, vejamos:

* Ocorreu na Argentina, em 1955, quando os chamados “gorilas” que derrubaram o ditador Juan Domingo Perón sumiram com o corpo embalsamado de sua falecida mulher, Evita, exposto e cultuado como o de uma santa na sede da Confederação Geral dos Trabalhadores, em Buenos Aires;

* Ocorreu na Bolívia, em 1967, quando a ditadura do general René Barrientos deu sumiço no corpo de Ernesto “Che” Guevara depois que o mítico guerrilheiro foi localizado e morto nas selvas; o corpo, sem as mãos, só seria localizado e sepultado em Cuba 20 anos depois;

* Para ficar com só mais um exemplo, ocorreu no Chile, em1973, quando os golpistas do general Augusto Pinochet sepultaram em sigilo em Viña del Mar, a mais de 100 quilômetros de Santiago, o corpo do deposto presidente socialista Salvador Allende, que teria se suicidado durante o golpe no Palácio de la Moneda. A sepultura não tinha lápide e os parentes próximos — únicos que sabiam onde estava o corpo — precisaram rumar para o exílio. Allende só seria enterrado com dignidade em Santiago já com o Chile redemocratizado, em 1990.

No caso de Bin Laden, com absoluta certeza setores islâmicos radicais e o forte antiamericanismo existente mundo afora providenciarão uma campanha para plantar dúvidas sobre o fim do assassino de milhares de pessoas, e uma interrogação incômoda, e muito negativa, acabará perdurando sobre um fato crucial na luta antiterrorista.

É preciso divulgar as fotos e calar já essas vozes.

Leia mais aqui. Se tiver curiosidade, a informação oficial da Marinha dos Estados Unidos sobre o funeral de Bin Laden no mar está — infelizmente apenas em inglês — neste link.

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38 Comentários

OSEIAS em 09 de maio de 2011

ELE NÃO DEVIA MORRER

elen brito em 05 de maio de 2011

sinceramente eu não acredito que bin laden morreu,acho que o governo americano inventou essa história só para abafar o caso de que "o grande terrorista não está entre nós",se realmente morreu deveria divulgar as imagens do bin laden,o terrorista agora deve está gostando de ver seu nome na midía,isso na verdade para ele era um hobby.E para concluir, a velocidade de mudar de assunto na mídia é muito rapido,a pouco tempo estavam falando do grande esperado casamento do príncipe com a plebeia.Coitado! nen teve sucesso com o seu nome na mídia perdeu para o bin laden.A mídia é uma merda!

Raphael Oliveira em 05 de maio de 2011

Guerrar é preciso, viver não é preciso. A indústria bélica estadunidense tá aí pra isso mesmo. Aguardamos agora a invasão do Irã. Os EUA eram os mais interessados em capturar o ex-colega, Bin Laden, deveriam expor as provas dessa baixa. E terrorista é um termo vago, afinal, até o Assange foi acusado de terrorismo. Podemos ser acusados também, levantando tais questões.

Marcelo Lemes em 05 de maio de 2011

Sera que os Estados Unidos esta mais seguro? Finalmente acabou esta guerra? quem realmente esta ganhando esta guerra?, vejas os gastos e a divida dos Estados Unidos no sit: www.usdebtclock.org sao numeros nada animados.

Nilson Ferreira Marques em 05 de maio de 2011

Eu não sou a favor de terrorista, mas acreditar nesses Gringos é difícil, as notícias são todas desencontradas, referente a morte de Bin Laden.Eu não estou acreditando nessa morte de Bin Laden. Quem é mais terrorista: Bin Laden ou Estados Unidos?,eles assassinam,invadem Países sem mais sem menos e todo mundo batem palmas, nós, brasileiros, devemos ficar atentos com esses Gringos. Qual a diferença de Obama e Osama?. Só Deus sabe.

Lucia R. em 04 de maio de 2011

Não é a Débora 12:01 Parabéns Excelente essa matéria: "A segunda morte de Osama Bin Laden" (por Paul Craig Roberts) Somente uma obs: segundo notícias Tv e jornais, a casa não tinha internet nem telefone, é uma casa grande longe de ser uma mansão, pelo que se vê nas fotos bem precária, bagunçada. Abs.

luisa soares em 04 de maio de 2011

Sinceramente...Nao da pra acreditar no que certas pessoas comentam aqui. Entao tem gente pensando que o MUNDO eh uma farsa? Meu Deus, que excesso de desconfiança. Pensaram no horror que seria pra Obama e sua turma,caso ele ousasse inventar isso? Sinceramente, sejamos realistas. A propria filha de Osama ja falou que o pai foi morto em sua frente.... Entao ate a filha eh uma farsa??????? Eh duro engolir certos comentarios.Esse povo eh o mesmo que diz que o Monstro do Lago Ness existe, e que Elvis nao morreu. hehehee

Ricardo Magalhaes em 04 de maio de 2011

Eu penso que os americanos não tem que provar nada,pois tudo que vier a acontecer sera de sua propria responsabilidade,com foi assim ate agora. O mundo,pelo que vi,pouco fêz para ajudar os americanos nessa empreitada,sempre com temor de um revide por parte daqueles malucos. A declaração de que Osama foi morto ja é o bastante para que se acredite ser verdadeiro o fato. Até porque,se fôr mentira, os proprios americanos saberiam dos riscos de uma aparição do defunto na televisão fazendo um discurso antiamericanismo. Mentir por que? Acredito que o tempo ira dirimir essas duvidas bobas que a imprensa fica divulgando e que sempre partem de pessoas notoriamente contrarias à politica dos EUA. Onde esta a opinião de nossos governates à respeito disso tudo? Calaram-se,em sinal de luto pela morte do irmão camarada?

marcello fonttes em 04 de maio de 2011

Acho que as coisas são simples... . Àqueles que se alimentam emocionalmente nas teorias conspiratórias não aceitarão argumentos que embora lúcidos e embasados no "bom senso" sinalizam que não há nenhuma necessidade de satisfazer a curiosidade fútil e mórbida da população que deseja e se excita com a visão de um cadáver que tristemente ficou célebre por viver e agir como uma "besta". O mundo não é justo, nem celebra culto a verdade. As pessoas no dia à dia também, reguardando-se os relativismos, não apresentam virtudes que ora cobram das autoridades norte americanas. No contexto mundial vivendo-se os valores que ao mundo permeia e a que todos alegremente se entregam, seria impossível identificar a "verdade dos fatos" mesmo que eles mordessem o calcanhar de cada um dos insatisfeitos. A morte deve ser deixada àqueles que envolvidos diretamente no acontecimento deverão prestar culto a própria consciência. O governo norte americano deve dedicar suas energias em localizar novas fontes de riscos ao povo que tem sob a sua responsabilidade e compartilhar com os países que prezam e defendem a liberdade, a livre iniciativa, a propriedade privada, informações que possam prevenir e evitar novas manifestações dos fanáticos, para quem a morte é um negócio vantajoso, mesmo quando eles morrem. Se Bin Laden está vivo - como querem alguns - então, já está morto, porque nunca sairá de onde estiver e, se já estiver morto, então deixou de ser um alvo, um pêso e deixou também de ser uma despesa. De qualquer forma ele deixou de ser...Não me alegro com a morte dele, mas também não a lamento, tenho certeza que o quantum de perversidade no planeta ficou um pouco menor com a ausência de mais um monstro.

José de Ribamar Sá Bogéa em 04 de maio de 2011

O maior erro do Ocidente é ignorar os métodos que o terror islâmico utilizam no Ocidente para intimidar os ocidentais. O método do "politicamente correto" transforma o Ocidente em cobaia dos objetivos da teocracia islâmica de querer dominar os países ocidentais. Eles utilizam várias vias para dominar o Ocidente, entre, estas vias, é por meio do terrorismo. Eles sabem que os ocidentais devotos do valor da vida, para eles, a morte é um meio, se for por Alá e a religião islâmica, estarão no paraiso com Maomé. As fotos devem, sim, ser divulgadas. São chocantes? Ora, as pessoas não esperam mais senão o que a vida lhes aguardam. Divulguem, já.

Antonio Carlos Sforza em 04 de maio de 2011

Bin Laden pode estar vivo! Se a CIA já tinha certeza da localização do terrorista, seria da maior estupidez simplesmente matá-lo. Então a melhor forma seria capturá-lo vivo, atirando em partes não vitais, pois o prêmio seria muito maior: o fim de toda a Al Qaeda!!! Todos mentem, desde as informações contraditórias dadas pelos participantes do "evento", os criadores de fotos falsas, o funeral no mar e até o próprio presidente dos EUA. O fim justifica os meios, seria essa a razão de um presidente mentir para o mundo. Quanto ao Bin Laden, se não estiver muito ferido, será torturado até entregar os mecanismos e membros da Al Qaeda. Seu fim também é certo como dos prisioneiros especiais de Guantanamo.

Kowalski em 04 de maio de 2011

Eles mostraram a prisão e a execução de Saddan Hussein. Por que não mostrar o Osama morto?! Estranho, muito estranho...

Grace Olsson em 04 de maio de 2011

Ricardo, nao sei ao certo, mas, acho que é loucura dos Estados Unidos fazer encontros e mais encontros pra celebrar essa morte.Mas uma vez que a morte se deu que mostre como ela se deu. Os radicais vao continuar achando que podem fazer e acontecer. Estamos, todos, Ricardo, reféns do medo. Essa manha, eu disse ao meu marido que MALDITA HORA EM QUE DEIXAMOS O BRASIL. Ele fala que isso ébobagem, que a Escandinávia nao vais er aatada. mas como dizer que NAo, se estamos rodeados de pessoas que rangem os dentes para os americanos?

BBTHCRUZ em 04 de maio de 2011

Querido jornalista, adoro você e acompanho e twitto sempre suas postagens. Quanto a querer provas sobre a morte de Osama, eu devo dizer que também gostaria, pois até agora não engoli essa de jogarem o corpo no mar, depois de lavá-lo e colocá-lo em lençol branco, como manda as leis mulçumanas. Estou achando essa história o próprio "samba do crioulo doido". Daqui há pouco se os EUA disserem que existe Papai Noel, vamos ter que acreditar também? Acho que inclusive Obama vai ter que se explicar muito a ONU e ao resto do mundo, pois a ficha agora está caindo em todos. Acho que Osama seria muito mais útil vivo do que morto, pela quantidade de informações que ele tinha, era um verdadeiro arquivo vivo. Se mataram, será que foi por medo do que ele poderia falar? Não sei não..... Cara Beth, obrigado pelas suas boas palavras. Em minha modesta opinião, o ideal seria o Bin Laden ser levado a julgamento, perante todo o mundo. Abração

Angelo Losguardi em 04 de maio de 2011

"Jotavê 04/05/2011 às 16:16 E a segunda pessoa que foi levada de helicóptero? Alguém aí tem notícias?" Ouvi dizer que essa segunda pessoa ajudou o osama a chegar na Fenda do Bikini, terra do Bob Esponja rsrsrs

Angelo Losguardi em 04 de maio de 2011

Setti, O antiamericanismo não é racional. Não está interessado em colher bons argumentos do outro lado. Divulgar essa foto seria um presente pra radicais islâmicos. E os antiamericanos esquerdistas logo passariam a acusar os EUA de outra coisa. Sempre é assim.

veiaco em 04 de maio de 2011

A foto que deve ser divulgada é jogando o corpo envolto por um lençol ao mar. Se alguém duvidar, que o corpo é o do Bin Laden, com certeza é o mesmo que acha que as torres ainda estão lá e que o 11 de setembro é invenção de americano.

adriano em 04 de maio de 2011

É um belo exemplo de agilidade na justiça: 10 anos investigando, 1 minuto julgando e 1 segundo executando. Parabéns! Obama deu sorte que capitão Nascimento não é americano, senão já poderia se candidatar a presidente. E com uma grande economia pro estado utilizando sacos plásticos e cabos de vassoura. Viva a democracia e a imprensa ocidental!

lea em 04 de maio de 2011

Acho que o governo americano não deveria divulgar as fotos. Além de ser uma exposição mórbida que poderá causar as mais diversas reações, a turma do "Elvis não morreu" vai continuar inundando a midia com suas especulações e acusações de farsa do mesmo jeito. Acho que não devem ceder às pressões de ter que provar coisa alguma.

Vera Scheidemann em 04 de maio de 2011

Decisão difícil essa. Não gostaria de estar na posição do Obama nesse momento. Vera

Jotavê em 04 de maio de 2011

Sobre a morte, é claro que eles não estão mentindo. Sobre os motivos do sumiço dado ao corpo, acho que estão, sim. Jogaram ao mar porque o tiro deve ter arrancado parte da cabeça dele. E a "segunda pessoa" que foi levada de helicóptero? Alguém aí tem notícias?

Dawran Numida em 04 de maio de 2011

Olha, a única forma de sanar quaisquer dúvidas, seria apresentar Bin Laden vivo. Antes, ele só aparecia em vídeos ou fotos divulgadas pelo seu grupo ou em gravações, que não se sabia ao certo ser dele ou não. Como, óbvio, é impossível mostrá-lo vivo, deveriam bastar as fotos das pessoas assassinadas por atentados a ele atribuídos e assumidos por ele em comunicados. Seria um inconveniente, dar-se mais visibilidade a Bin Laden morto do que às vítimas que suas declaradas práticas provocaram.

Paulo Bento Bandarra em 04 de maio de 2011

Veja que interessante. A Rússia mata, mutila, tortura e pinta e borda na Chechênia, no entanto ela nunca vira assunto, a não ser de rodapé quando faz atentado dentro da mesma.

Seilon em 04 de maio de 2011

Tem que ser muito antiamericano pra acreditar que o Governo Obama cometeria uma estupidez de mentir sore a morte do Bin Laden. Se isso acontecesse,o líder terrorista faria questão de gravar um vídeo desmentindo o Governo Americano,e aí seria o fim de Obama. Acho que os USA não deve correr o risco de incendiar ainda mais os jihadistas só pra dar satisfação aos que o odeiam;não vale a pena. Se não querem acreditar na morte dele,paciência.O fato é que ele morreu e é isso o que importa.

Diocleciano em 04 de maio de 2011

A semente do medo por Mauro Santayana -Os Estados Unidos celebram a morte de bin Laden, e um ex-embaixador brasileiro considerou-a “espetacular”. É melhor ver a morte de qualquer homem, bom ou mau, como a morte de parte de nós mesmos. Como no belo poema em prosa de Donne, any man’s death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee. A morte de qualquer homem me diminui, disse o poeta, porque sou parte da Humanidade, e, por isso, não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por você. Todos nós morremos um pouco, quando as Torres Gêmeas vieram abaixo, e todos nós morremos quase diariamente com os que tombam e tombaram, na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, na Costa do Marfim, no Realengo, em Eldorado dos Carajás, na Candelária e nas favelas brasileiras. Os americanos comemoram nas ruas a morte de bin Laden, enquanto nos países muçulmanos outros oram pelo homem que consideram mártir. Como parte da Humanidade, talvez não nos conviesse a euforia pela execução sumária de bin Laden, nem a consternação por sua morte. Os atentados de Nova Iorque – de resto, nunca assumidos de forma cabal pelo saudita – foram crime brutal contra a Humanidade, bem como todos os atos de terrorismo, ao longo das duas últimas décadas. Mas a vingança exercida pelos comandos norte-americanos não pode ser aplaudida. Foi um ato de guerra, cometido contra a soberania do Paquistão, desde que ao governo de Islamabad não foi solicitada autorização prévia para a operação – segundo informou o diretor da CIA, Leon Panetta. Isso nos leva a outra leitura de John Donne: não pergunte que povo foi atingido pela intervenção militar norte-americana. Todos nós fomos atingidos, não só por essa operação bélica e pela agressão à Líbia, mas também, no passado, pela intromissão, política, militar, econômica, das elites que controlam o governo de Washington, desde a guerra de anexação de territórios soberanos do México, movida pelo presidente Polk, em 1846. O México perdeu a metade de seu território, e os Estados Unidos ganharam mais de um quarto do que já ocupavam no norte do hemisfério. Essa vitória excitou a voracidade imperialista dos Estados Unidos, mais tarde explícita no fundamentalismo do “Destino Manifesto”. Devemos ser cautelosos quando procuramos entender o momento atual. Comentaristas internacionais, sob o calor destas horas, tentam pensar nas conseqüências imediatas, e há os que discutem se o homem morto em Abbottab (o nome da cidade é homenagem ao general James Abbott, que serviu nas forças de ocupação da Índia no século 19) é mesmo bin Laden – que começou a sua vida de combatente como aliado dos norte-americanos contra os soviéticos, no Afeganistão dos anos 80. Tenha sido ele, ou não, importa pouco. Osama era apenas um símbolo, na clandestinidade imposta pelas circunstâncias. O que importa, e muito, é o que virá a ocorrer não nos próximos dias, que serão de pausa e perplexidade, mas nos próximos meses e anos. O perigo maior, e desdenhado, é o de que o conflito atual, iniciado com a ocupação da Palestina por Israel, se transforme realmente em guerra declarada entre os países capitalistas ocidentais, que se identificam como cristãos, e os muçulmanos. Quem definiu a agressão como cruzada foi Bush, ao afirmar que Deus o havia convocado a matar Saddam. E conforme o livro clássico de Essad Bey, todos os movimentos no Oriente Médio, entre eles a ocupação judaica da Palestina, se fazem na busca da posse de seu petróleo. No passado, o saqueio se fazia em nome da “civilização” e, hoje, se faz também em nome da “modernidade”. No fundo do regozijo, há sementes de medo. Esse medo é muito mais poderoso do que foi o saudita, de 54 anos e, segundo informações não desmentidas, a um tempo amigo e sócio dos Bush nos negócios de petróleo.

Paulo Bento Bandarra em 04 de maio de 2011

Acho que não mudaria nada. Não é pelas virtudes que a vítima cultivou no mundo que ele é idolatrado. Veja se há protesto contra o filho do Kadaffi ou o bombardeio ao seu lar?

Diocleciano em 04 de maio de 2011

Enquanto isso os EUA continuam praticando terrorismo de estado contra vários povos e países. Esse tipo de terrorismo sim, é perigoso. Porque é feito de modo que não parece terrorismo, sob disfarce de legalidade.

EX-PETISTA em 04 de maio de 2011

... Foram tantos tiros no corpo do infeliz que ficou parecendo uma peneira............como mostrar um corpo assim, você tá doido ???????

Nêssa em 04 de maio de 2011

E mais uma vez, os EUA achando que o resto do mundo é burro! Até parece que eles iriam fazer um ritual e jogar o corpo no mar. Se é que mataram (duvido muito) o Osama mesmo, nao jogariam fora o TROFÉU com a infundada justificativa de respeito religioso... Que respeito que tiveram em matá-lo à queima roupa?? desarmado... (historinha contada pelo governo americano)Agora nao estao querendo mostrar as fotos porque sao muito pesadas?? Pára né? O governo americano (para reeleição do Obama) já deve ter contratado algum cineasta dos bons para produzir esse suposto filme do ritual e as fotos do Osama morto.. Tipo o filme da suposta chegada do homem à Lua. Homens parecidos com o Osama.. se candidatem a dublê do mesmo!!

Silvio em 04 de maio de 2011

Os Estados Unidos estão corretos. Não devem mostrar foto coisa alguma. Até os correligionários de Bin Laden têm atestado sua morte.Que mais prova se precisa. Uma foto iria imortalizá-lo,torná-lo um super Che Guevara, e estaria estampada nas camisetas usadas por idiotas metidos a humanistas.Já tem vereador ( em Anápolis) que deseja celebrar a morte do terrorista, dizendo ser ele também um filho de Deus (blog do Augusto Nunes).Não deve ficar nada desse rato desequilibrado, cujo objetivo na vida não era exterminar os americanos, era muito maior, queria eliminar todo o ocidente,do qual fazemos parte, porque em sua loucura nos julga infiéis pelo modo de vida que levamos.Modo este que inclui liberdade,democracia,direito à propriedade,liberdade religiosa,etc.. Morreu tarde!

Angellus Domini em 04 de maio de 2011

Divilgar ou não agora é tarde. O mito e a duvida ja foram semeadas junto com o corpo que, dizem, foram lançados ao mar. O mito ja esta criado, e graças a erros de estrategia, Osama permanecera vivo.

Não é a Débora em 04 de maio de 2011

A segunda morte de Osama Bin Laden por Paul Craig Roberts, terça-feira, 3 de maio de 2011 -------------------------------------------------------------------------------- Se ontem fosse 1º de abril e não 2 de maio, a notícia de que Osama bin Laden havia sido morto durante um tiroteio no Paquistão e rapidamente "enterrado no mar" poderia ter sido facilmente descartada como mais um trote do dia da mentira. No entanto, da maneira como a notícia vem sendo recebida, é realmente preciso aceitá-la como mais um evidência de que o governo americano possui uma crença ilimitada na ingenuidade de seus súditos. Apenas pense. Quais as chances de uma pessoa que sofria de doenças renais, que necessitava de diálise e que, mais ainda, sofria de diabetes e pressão baixa, ter sobrevivido dentro de esconderijos montanhosos por uma década? Se Bin Laden era capaz de adquirir equipamentos para diálise e para os tratamentos médicos que sua saúde delicada exigia, será mesmo que a remessa de todo esse equipamento não poderia ser rastreada, apontando sua localização? Por que demoraram dez anos para encontrá-lo? Considere também as alegações, repetidas exaustivamente por uma mídia triunfalista que celebrava a morte de Bin Laden, de que "Bin Laden utilizou seus milhões para financiar campos de treinamento terrorista no Sudão, nas Filipinas e no Afeganistão, enviando 'guerreiros sagrados' para fomentar a revolução e lutar junto a forças fundamentalistas muçulmanas no Norte da África, na Chechênia, no Tajiquistão e na Bósnia." São muitas atividades para apenas meros milhões financiarem. Com tamanha competência administrativa, talvez os EUA devessem tê-lo nomeado diretor do Pentágono... Porém, a questão principal é essa: como Bin Laden conseguia movimentar seu dinheiro? Qual sistema bancário o estava ajudando? O governo americano sempre consegue confiscar os ativos de pessoas e até mesmo de países inteiros, como ocorreu mais recentemente com a Líbia. Por que não conseguiu fazer isso com Bin Laden? Será que ele simplesmente andava carregando saquinhos com $100 milhões de dólares em moedas de ouro e enviava emissários para distribuir os pagamentos? Era assim que ele financiava suas operações vastas e amplamente distribuídas pelo mundo? A notícia de ontem exalava todo o odor característico dos eventos cuidadosamente ensaiados antes de serem encenados. O cheiro forte estava impregnado nas notícias triunfalistas e carregadas de inebriantes exageros nacionalistas, com manifestantes balançando bandeiras e gritando "USA, USA". Será que há algo mais por trás disso? Os americanos estão tão encantados com a morte de Bin Laden que nem sequer pararam para pensar por que informações que teoricamente vinham sendo coletadas há anos demorariam tanto para finalmente descobrir que o alvo estava supostamente morando em uma construção de mais de um milhão de dólares, equipada com aparelhos de comunicação de última geração, e próxima à Academia Militar Paquistanesa! Supostamente, o "criminoso mais procurado do mundo" não ficava entrando e saindo de esconderijos, movendo-se de um lugar para o outro em montanhas desoladas, mas, sim, estava abrigado em alojamentos luxuosos em plena luz do dia. Ainda assim, não obstante sua óbvia localização, a CIA levou anos para encontrá-lo, após supostamente ter obtido informações da localização de Bin Laden por meio de prisioneiros mantidos em prisões secretas. Após o suposto cadáver ter sido jogado no mar para "respeitar as tradições islâmicas" — lembre-se que, com Saddam Hussein, igualmente islâmico, não houve hesitação em mostrar fotos de seu corpo —, nada mais resta senão a palavra do governo americano, o qual mentiu sobre as armas de destruição em massa e sobre as conexões da al-Qaeda, sobre os reatores nucleares e a bomba atômica do Irã, e, de acordo com vários especialistas, sobre o 11 de setembro. Devemos acreditar que repentinamente o governo passou a falar a verdade ao anunciar a morte de Bin Laden? Não há dúvidas de que o presidente Obama está desesperado por uma vitória. Ele cometeu o erro básico, tipicamente tolo, de recomeçar a guerra no Afeganistão. Após uma década de infindáveis batalhas, os EUA estão em um impasse, um genuíno beco sem saída. Para muitos, a situação era de derrota. As guerras dos regimes Bush/Obama arruinaram financeiramente os EUA, gerando déficits orçamentários monstruosos e um dólar em contínuo e permanente declínio. E as eleições presidenciais já serão no ano que vem. As várias mentiras e enganações criadas pelos últimos governos, como as tais "armas de destruição em massa", trouxeram terríveis consequências para os EUA e para o mundo. Porém, nem todos os enganos são os mesmos. Lembre-se: o único motivo apresentado para invadirem o Afeganistão era capturar Bin Laden. Agora que o presidente Obama declarou que Bin Laden foi morto com dois tiros na cabeça — disparados por forças especiais americanas operando em um país independente sem permissão para tal — e "enterrado" no mar, não há mais motivos para que a ocupação do Afeganistão continue. É possível que o acentuado declínio do dólar nos mercados internacionais tenha forçado o governo americano a fazer alguns reais cortes no orçamento, os quais só poderiam advir da interrupção de algumas de suas várias guerras sem fim. Enquanto o dólar ainda não havia chegado a esse ponto insustentável, Osama Bin Laden, que muitos especialistas acreditavam já estar morto há anos, teve uma ótima serventia como o perfeito bicho-papão, sempre sendo invocado para manter a população em estado de permanente alerta e, com isso, garantir ótimos lucros para o complexo industrial-militar americano. Paul Craig Roberts foi assistente do Secretário do Tesouro dos EUA durante o governo Reagan e editor associado do The Wall Street Journal. Durante as duas últimas décadas, especializou-se em relatar e denunciar abusos governamentais. Seu livro, The Tyranny of Good Intentions, documenta como os americanos perderam a proteção de seus direitos fundamentais. --------------------------------------------------------------------------------

Marcos em 04 de maio de 2011

O fato que realmente interessa não é mostrar a foto de Osama e sim que os EUA conseguiram uma desculpa a mais para fincar os seus pés na Palestina e no Irague que por curiosidade são países estratégicos para uma possível invasão ao Irã e um outro fato o Irague é um dos maiores produtores de petróleo e vamos ver um outro fato o mundo Árabe está em crises políticas e ficando mais forte em relação a antigamente, temos um alta no petróleo, existe vários fatores a mais, o que realmente importa são os bastidores da Geopolítica Global.

Luiz Carlos em 04 de maio de 2011

Setti, quantas pessoas foram mortas pelas forças aliadas no Iraque e no Afeganistão até hoje? Será que dá mais gente que as que morreram no WTC? Será que tem taxa de câmbio, do tipo 1 americano vale 20 árabes/pashtuns? Caro Luiz, se contarmos as vítimas civis, certamente foram mais.

Marco Antonio Loss em 04 de maio de 2011

Não muda nada o q penso, mas tá bom demais: mostrou-se respeito com a crença e o cadáver do assassino q ele não mostrou com as vítimas do 11/09. Ele não pensou na tumba ou nos rituais religiosos dos mortos nas torres, Pentágono ou no avião q caiu.

Ronaldo em 04 de maio de 2011

A melhor saída, ao meu ver, seria apresentar em uma reunião fechada as fotos para líderes religiosos. Islâmicos de todas as tribos, Católicos, Judeus e outros. Por volta de uns 20. Eles confirmariam o que viram. Sem alarde, sem 'publicismo'.

Roberto em 04 de maio de 2011

Caro Ricardo, se o Osama está vivo ele que dê provas disto, acho que compete a ele se apresentar em vídeo com uma edição do NYT de uma data posterior a sua morte. E mesmo que os EUA apresntem as fotos, os antiamericanos continuarão a gritar que é montagem, que não é o Osama, ou vão arrumar outra desculpa para continuar com as suas abobrinhas.

Agilmar Machado Filho em 04 de maio de 2011

O governo americano, para acabar com essa polêmica, publica ou não as fotos, poderia dar uma data futura, tipo 11 de Setembro de 2015 para a publicação. Acabaria com esse suspense todo.

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