Ronaldo Caiado, a partir de 2015 senador pelo DEM de Goiás, era em 1989 o líder máximo da União Democrática Ruralista, entidade defensora dos interesses dos proprietários rurais e da propriedade privada, que não raro mantinha enfrentamentos com grupos políticos de esquerda radical e invasores de terras.

Caiado, integrante de uma dinastia política de longo predomínio em Goiás no passado, seria mais tarde eleito para cinco mandatos como deputado federal até chegar ao Senado. Tentou o governo de Goiás, em 1994, e não foi eleito.

Em 1989, porém, ele aspirava a iniciar uma carreira política já pelo teto, candidatando-se à Presidência. Nesta entrevista ao programa “Roda Viva” da TV Cultura, apresentado pelo saudoso jornalista Jorge Escosteguy, perguntei a ele como alguém que fala em renovação dos hábitos políticos — uma de suas bandeiras — se candidatava por uma legenda de aluguel, o à época pequeno e insignificante PSD.

Ele se esquivou, alegando que o PSD não lhe havia feito nenhuma imposição, como seu partido anterior, o PDC. E voltou a falar em “novo tipo de política”.

Os outros entrevistadores eram Alex Solnik (Folha da Tarde), Marco Antonio Rocha (TV Record), Carlos Tramontina (TV Globo), Jorge Caldeira (Istoé/Senhor) e Fernando Mitre (TV Bandeirantes).

(Assista a mais trechos do programa aqui)

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