Candidato do PL à Presidência, Guilherme Afif Domingos era desconhecido fora de São Paulo. No entanto, surpreendeu com uma campanha vigorosa, comícios muito concorridos e um resultado bastante satisfatório — ficou à frente de ninguém menos do que o Senhor Diretas, deputado Ulysses Guimarães (PMDB), e de nomes conhecidos como o do ex-vice-presidente Aureliano Chaves (PFL).

Esta edição da série “Eleições 1989”, do “Roda Viva”, da TV Cultura, levada ao ar no dia 10 de agosto de 1989, trazia Afif como entrevistado. À época no Jornal do Brasil, participei do time de jornalistas convidados, ao lado de Alberto Tamer (SBT/O Estado de S. Paulo), Carlos Tramontina (TV Globo), Alex Solnik (Folha da Tarde), José Carlos Bardawil (Istoé/Senhor) e José Marcio Mendonça (TV Bandeirantes/Jornal da Tarde). A apresentação foi de meu amigo Augusto Nunes.

Questionei o candidato sobre sua ligação com Paulo Maluf e sua hesitação, mesmo enquanto representante da formação liberal, em falar em demissão de funcionários públicos e outras medidas favoráveis ao enxugamento da máquina do Estado.

Afif contou sobre o início de sua colaboração com Maluf, na ocasião da “puxada de tapete” dada em Laudo Natel, e explicou que os dois seguiram caminhos diferentes quando, em suas palavras, o ex-governador biônico preferiu continuar “acoplado ao sistema”. Com relação à sobrecarga do funcionalismo estatal, disse: “vamos definir o papel do Estado. Qual é autarquia que fica, qual não fica. As que não ficam, fecham”.

(Assista à íntegra do programa aqui)

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