Nesta edição do programa “Roda Viva”, que a TV Cultura levou ao ar em 10 de abril de 1989, o governador da Bahia, Waldir Pires, do PMDB, era o entrevistado. Participei da bancada de jornalistas convidados, ao lado de João Carlos de Paula (VEJA), Carlos Tramontina (TV Globo), Mauro Chaves (O Estado de S. Paulo/Rádio Eldorado), Cecília Pires (Jornal da Cultura), Izalco Sardenberg (Visão), Alex Solnik (Folha da Tarde) e Clóvis Rossi (Folha de S. Paulo). Meu amigo Augusto Nunes era o apresentador.

Pires respondeu a pergunta minha sobre a viabilidade ou não de seu companheiro de partido, Dr. Ulysses Guimarães, como candidato à presidência da república.

“Ulysses foi um grande comandante em todo o processo na luta da resistência”, disse Pires. “Quando eu voltei do exílio, Ulysses já estava no MDB, que tinha lá sua caminhada. Ninguém duvida da capacidade de Ulysses de representar esta linha e os interesses do partido”.

Vale ressaltar que na convenção da legenda, que se realizaria 19 dias depois, Pires concorreu com Guimarães para ver quem seria o presidenciável pemedebista, e perdeu.

Por coerência, em nome da unidade do partido, renunciou ao governo da Bahia — duramente conquistado às forças do cacique Antonio Carlos Magalhães — para ser vice de Ulysses. E foram, como se sabe, derrotados de forma fragorosa, nem chegando ao segundo turno. As tramoias de ACM contra Pires na Bahia, aliás, foram tema de minha seguinte pergunta. Vejam mais no vídeo.

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