Santiago do Chile, abril de 1966: em plena época de ditaduras militares por toda a América Latina, o presidente democrata-cristão Eduardo Frei sanciona uma ousada lei de reforma agrária.

Frei (1964-1970) fez um governo reformista e reformador, mas não conseguiu eleger seu sucessor, Radomiro Tomic, ex-deputado, ex-senador e ex-embaixador nos EUA , da ala mais à esquerda do partido.

Com 28,4% dos votos, ficou em terceiro lugar. O marxista Salvador Allende, com 36,6% dos votos, foi o vencedor, superando por estreita margem o ex-presidente liberal Jorge Alessandri, que obteve 35,2% da votação.

Sem maioria absoluta, Allende precisava negociar o apoio da Democracia Cristã no Congresso para ser confirmado.

O Jornal da Tarde me enviou ao Chile para cobrir essa encrenca.

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