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Manifestação de protesto em julho passado: os independentistas (portando a respectiva bandeira) tomaram conta

Barcelona, uma das mecas mundiais da arquitetura e do design, assiste já há seis anos, impassível, à destruição de um dos marcos da cidade: a majestosa praça de touros de Las Arenas, belo exemplar do chamado estilo árabe inaugurada há 110 anos, foi quase inteiramente demolida para dar lugar a um shopping center. O edifício do empreendimento, cujas obras se atrasaram por falta de dinheiro, só manterá, da velha arena, a fachada.

Não se trata apenas, como parece, de um problema comercial ou de arquitetura. Por trás da iniciativa há um sinal simbólico, como tantos outros que um visitante atento pode perceber em Barcelona e pela região da Catalunha afora, de que o nacionalismo catalão está vivo e com saúde. Arenas e touros são coisas da Espanha, parece dizer a obra em Las Arenas. Nós somos diferentes – somos catalães, e não espanhóis.

Esse tipo de raciocínio, encontrável em toda parte e a cada momento, não é mero jogo de palavras, nem somente expressão de uma bravata regionalista: a hostilidade ao governo central e à própria idéia de que a Catalunha é, sim, parte da Espanha há meio milênio cresce de tal forma na região mais rica e a segunda mais populosa do país que, nas eleições catalãs que se celebram neste domingo, 28, poderão estar no governo dirigentes políticos que contemplem, no horizonte, a independência completa de Madri.

LIMITES QUE FORAM ULTRAPASSADOS

Fala-se muito do nacionalismo basco em razão dos atos terroristas do grupo ETA (iniciais de “Pátria Basca e Liberdade”, no idioma basco), que em 40 anos de atividades criminosas já causaram a morte de quase mil espanhóis. A ETA, porém, não tem o menor apoio popular, pelo contrário: alguns de seus atentados já levaram milhões de cidadãos bascos às ruas, em protesto.

O problema do nacionalismo catalão, sem qualquer travo de apelo à violência, é seu grau de disseminação. Até o governo regional em final de mandato, apesar de liderado por um socialista, José Montilla, como o do primeiro-ministro José Luís Rodríguez Zapatero, embarca gostosamente na onda, com atitudes como a insistência para que o catalão – já considerado com base na Constituição democrática de 1978 idioma oficial da região, ao lado do espanhol, que é a língua nacional e obrigatória – seja também equiparado ao espanhol como um dos idiomas oficiais da União Européia.

Como se se referissem a dois países diferentes, o presidente da Generalitat (governo autônomo), os políticos catalães em sua maioria e a imprensa local referem-se a “relações entre a Catalunha e a Espanha” quando quer que se mencionem as tratativas com o governo central. Enquanto grupos radicais, principalmente de jovens, pregam abertamente o independentisme da Catalunha, autoridades e políticos catalães, em palavras e atitudes, costumavam deter-se a milímetros disso.

Esses limites foram ultrapassados ao longo deste ano.

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“Uma nação pode ser destruída, mas nunca derrotada”, diz o cartaz. Muitos catalães se consideram parte de uma nação, que não a Espanha

PLEBISCITOS E UM PROTESTO CONTRA O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

Em primeiro lugar pela realização de plebiscitos informais, por iniciativa de independentistas, em 160 pequenas cidades da Catalunha — espertamente, escolheram-se cidades em que a Esquerda Republicana da Catalunha ou outros partidos ou grupos pró-independência estejam no governo. O comparecimento raramente superou os 30%, mas, entre os que votaram, em geral a faixa dos favoráveis à ruptura com a Espanha situou-se acima dos 85%.

Em segundo lugar, pela sentença do Tribunal Constitucional da Espanha, emitida em junho, após quatro anos de ruminações e em consequência de uma ação do Partido Popular, segundo a qual são inconstitucionais meia centena de artigos do Estatut da Catalunha — espécie de Constituição da Comunidade Autônoma da Catalunha, aprovado por seu Parlament e, depois, devidamente podado de excessos escandalosos pelas Cortes, o Parlamento espanhol.

O fato de o tribunal ser palco de uma luta política para preenchimento de vagas de ministros já com mandato vencido lhe retirou a credibilidade, e a decisão, tomada por 6 votos a 4, provocou uma revolta na Catalunha que incluiu até o centenário jornal de centro-direita La Vanguardia, cujo proprietário é um conde.

Em terceiro lugar, por uma colossal manifestação popular de protesto contra a decisão do Tribunal, realizada em julho, que reuniu, segundo diferentes cálculos, de 800 mil a 1,5 milhão de pessoas em Barcelona, a capital catalã — e a que eu, por acaso, assisti com minha mulher, Marcia. Os independentisas de vários matizes, que, segundo pesquisas de opinião pública, não passam de 20% da população, sobretudo jovens, muitos deles equivalentes aos “cara-pintadas” que se mobilizaram pelo impeachmente do presidente Fernando Collor no Brasil, em 1992, acabaram tomando conta da manifestação e ela se tornou o que não era — um ato pró-separação da Espanha.

Isso levou o líder da coligação nacionalista conservadora Convergencia i Unió (Ciu), Artur Mas, provável novo presidente da Generalitat, a falar num tom jamais ouvido da boca de nacionalistas moderados:

— Já não há solução para a Catalunha dentro da Constituição.

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Jovens pró-independência: os “caras-pintadas” da Catalunha

UMA GRANDE AUTONOMIA, MAS PARECE POUCO

Curiosamente, para quem não está envolvido no clima emocional da disputa entre a Catalunha e o governo central, a Constituição de 1978 e leis posteriores concederam uma grande autonomia à região. A Catalunha tem poderes sobre uma vasta gama de temas, de educação e saúde a meio ambiente e segurança pública.

A própria Polícia Nacional espanhola, em processo gradual, se retirou do território catalão, cedendo lugar aos Mossos d’Escuadra, peculiaríssima designação da polícia local, fundada no nome de uma milícia catalã de dois séculos atrás.

Para muitos catalães, porém, esse grau de autonomia parece muito pouco. Em tudo e por tudo, quando se trata da Catalunha se fala em “nação” ou de algo “nacional”. Há em Barcelona um Museu Nacional da Arte Catalã, e um Museu Nacional da História da Catalunha – belo museu, por sinal, em que curiosamente o intento oficial de divulgar a milenar história da região para o mundo é feito quase que exclusivamente no idioma catalão, com algumas poucas concessões ao espanhol.

Prefere-se, portanto, um idioma local, exótico, falado por 10 milhões de pessoas (além dos catalães, os habitantes do vizinho principado de Andorra, uma parte dos habitantes das vizinhas comunidades de Aragón e Valencia, e algumas comunidades do sudoeste da França, sendo que nas ilhas baleares falam-se três diferentes dialetos do catalão) a uma língua de curso mundial, que 400 milhões de pessoas dominam, é oficial em dezenas de países e a quarta mais falada no mundo (após o chinês, o inglês e o hindi).

SÓ DUAS HORAS SEMANAIS DE ESPANHOL NAS ESCOLAS

O capítulo do idioma e da educação é especialmente dramático. Os governos nacionalistas catalães eleitos desde 1980 – de centro-direita até 2003, e desde então uma coligação dos socialistas com diferentes parceiros, atualmente um partido nacionalista e outro independentista – impulsionaram a todo vapor o ensino da língua catalã e espremeram ao mínimo possível o espaço destinado ao idioma de Lope de Vega e Cervantes, que jamais é chamado de “espanhol”, e sempre de “castelhano” — como se fosse apenas o idioma da região de Castilla y León e Castilla La Mancha, duas comunidades autônomas que formam o núcleo duro da Espanha milenar.

Em boa parte da vida escolar pré-universitária, o jovem catalão típico tem apenas duas horas de espanhol por semana, às vezes menos. Causa espanto ao visitante que, civilizados como são os catalães, vários de seus principais políticos travem uma luta titânica no Parlament para não elevar de duas para três horas semanais o ensino do espanhol. Ou seja, há forças poderosas lutando para que não se ensine melhor às crianças um instrumento fundamental de comunicação.

Não há levantamentos disponíveis, mas multiplicam-se evidências de que diminui gradualmente a compreensão e o domínio do espanhol pelas novas gerações. Sem contar que, no ensino de história, figuras nacionais espanholas, como o próprio rei Juan Carlos I, o grande impulsionador da democracia após a morte do ditador Francisco Franco, em 1975, têm seu papel reduzido a quase zero. (Isso ocorre também em pequenos detalhes: a grande praça Rei Juan Carlos I, em Barcelona, é identificada em todos os sinais de trânsito como praça “Juan Carlos I”, sem a palavra “rei”).

DE ESQUERDA OU DE DIREITA, OS GOVERNOS PISAM EM OVOS

Diante desse tipo de erupção nacionalista, o governo central sempre pisou em ovos desde a restauração da democracia. Embora os diversos reinos que compunham a atual Espanha tenham sido unificados num só país em 1492, quando os exércitos dos reis católicos Fernando e Isabel terminaram de expulsar os mouros que dominaram boa parte da Península Ibérica desde o século VIII, surtos desse sentimento nunca deixaram de ocorrer.

A breve República (1931-1936), sensível às raízes históricas do país, aplacou esses surtos com a atribuição de grande autonomia às diversas regiões. Derrocada a República depois dos três anos da Guerra Civil (1936-1939) vencida pelos nacionalistas do generalíssimo Francisco Franco, a ditadura fascista implantada pelo caudillo (1939-1975) sufucou-os com mão de ferro, a ponto de proibir sob pena de cadeia o ensino e mesmo o uso público de idiomas como o catalão, o basco e o galego. Para Franco, era dogma de fé que a Espanha só seria forte como um Estado unitário.

Seu sanha centralizadora abateu-se com especial rigor sobre a Catalunha até porque, durante a Guerra Civil, foi ali que suas tropas encontraram a resistência mais feroz. Mais tarde, durante seu longo reinado de poder absoluto, ao lado de medidas repressivas como a morte, prisão ou banimento de líderes nacionalista, Franco aproveitou-se da industrialização da Catalunha e da conseqüente carência de mão-de-obra local para, sem alarde, estimular a migração de habitantes de outros quadrantes da Espanha, especialmente a Andaluzia, de forma a diluir a coesão étnica e cultural da região.

O background histórico do país levou a Constituição de 1978 a ser generosa na atribuição de autonomia às diversas províncias, de forma tal que a Espanha ostenta um grau de descentralização política e administrativa dificilmente encontrável entre as grandes nações. Mesmo assim, há um constante impulso por uma autonomia ainda maior em certas regiões, especialmente a Catalunha.

O trauma dos 36 anos de franquismo e o temor puro e simples de rupturas tolhe iniciativas e até simples palavras de censura mais explícitas do governo central – seja ele de esquerda, como o atual de Zapatero, seja de direita, como o anterior de José Maria Aznar (1995-2003), do Partido Popular. Zapatero apoiou desde o início o novo Estatuto catalão e ficou em situação incômoda com a poda que lhe foi aplicada pelo Tribunal Constitucional.

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O primeiro-ministro Zapatero: posição incômoda

VAIA AO HINO E TRADUTORES NUM ENCONTRO EM QUE TODOS FALAVAM ESPANHOL

Assim, o governo finge que não vê, por exemplo, manifestações ostensivas em estádios de futebol, em que inevitavelmente serão erguidas faixas com os dizeres (em catalão, naturalmente): Catalunya no es Espanya. A mais ruidosa delas deu-se em 2009, no final da Copa do Rei, reunindo em no estádio de Mestalla, em Valência, as equipes do Athletic Bilbao, basca, e do Barcelona, catalã. Centenas de militantes nacionalistas catalães organizados levaram e distribuíram apitos entre torcedores do Barcelona, e ocorreu um inédito apitaço no momento da execução do Hino Nacional da Espanha, além de uma também raríssima vaia ao rei, aplaudido, porém, pela maioria dos valencianos presentes.

Os principais dirigentes do país mantêm-se em silêncio diante do kafkiano propósito de um grupo de deputados de recusar-se a falar espanhol nas Cortes, em Madri – mesmo que, em catalão, não sejam entendidos pela maioria dos colegas. Ignora as distorções da história do país ensinadas nas escolas do País Basco e da Catalunha. Pelo contrário: faz agrados aos nacionalistas, como a aprovção, este ano, do uso do catalão no Senado e no Congresso de Deputados, em certas circunstâncias.

A questão linguística é levada a extremos, não raro ridículos, como o ocorrido há alguns meses quando da visita de uma delegação da Nicarágua ao Parlamento catalão. Os deputados, todos, é claro, absolutamente fluentes em espanhol — com frequência, mais fluentes em espanhol do que em catalão –, exigiram a contratação de especialistas em tradução simultânea durante as tratativas com os nicaraguenses, como se estes fossem turcos, iranianos ou uzbeques, e não produtos da colonização hispânica das Américas.

E não dá um pio quando, violando a lei, muitos cidadãos catalães ocultam o “E” de “Espanha” nas placas de seus automóveis, padronizadas pela União Européia, cobrindo-o com adesivos com as letras “CAT” de Catalunha, sob a cumplicidade da polícia local.

SAI O “TORO BRAVO”, ENTRA O BURRO CATALÃO

Para não falar, naturalmente, de uma série de atitudes já incorporadas ao dia-a-dia dos catalães. As cidades da região são cobertas de bandeiras catalãs – mas ai de quem ousar hastear uma bandeira da Espanha, que só tremula em edifícios públicos. A vitória na Copa do Mundo deste ano da seleção espanhola de futebol, recheada de craques catalães, amenizou um pouco essa situação.

Algumas manifestações, inevitavelmente, são bem-humoradas. Para se contrapor à célebre silhueta negra de um toro bravo que é praticamente um símbolo nacional na Espanha – na Andaluzia, a figura, usada nos anos 50 para promover uma marca de vinho, foi tombada como parte do patrimônio histórico –, muitos catalães agora esgrimem em adesivos, bandeiras e camisetas a figura de um burrico originário da região, como resultado de uma vasta campanha pró-jumento.

Mas, embora não haja pesquisas de opinião sobre até onde vai, precisamente, esse sentimento anti-espanhol, quanto da população abrange, e em que grau, ele é sintoma de uma malaise preocupante que atinge um dos países mais ricos, democráticos e agradáveis do mundo.

O governo eleito amanhã precisará dar respostas a essa situação. Do ponto de vista legal, tudo o que se pode fazer é tentar renegociar uma reforma no Estatuto que devolva poderes aos catalães de uma forma que não trombe com a Constituição. Missão difícil. Mais ainda será um eventual caminho para a independência.

Ninguém prega a violência ou a luta armada, naturalmente. Mas um plebiscito, que a coligação CiU gostaria de realizar em 2014, não se revestiria de validade jurídica. Só o governo central pode convocá-los, e uma eventual decisão sobre a independência da Catalunha precisaria ser tomada pelo conjunto dos cidadãos espanhóis, e não apenas pelos catalães. Sem contar que jamais uma Catalunha independente obteria apoios na União Européia, em cujos principais países, como o Reino Unido, a França e a Itália, existem minorias nacionalistas.

Além de todas essas dificuldades, a coligação CiU, que deverá vencer a eleição, provavelmente não alcançará maioria sozinha. Por afinidade nacionalista, precisará aproximar-se de duas forças que, ideologicamente, lhe são estranhas — a Esquerda Republicana do líder Joan Puigcercós ou a Iniciativa pela Catalunha-Verdes de Joan Ridao, deputado tão hostil às instituições da Espanha que jamais se permitiu colocar uma gravata no plenário do Congresso, em Madri.

Por afinidade ideológica, a CiU tem como opção aliar-se aos direitistas do Partido Popular o que, porém, constitui maldição de tal natureza na Catalunha que é altamente improvável. Resta uma também complexa, dificílima possibilidade: um governo de coligação com os adversários socialistas catalães, no seio dos quais também cresce o nacionalismo mas que ainda mantêm fortes laços com o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de Zapatero.

Os socialistas catalães defendem a tese, exposta no passado pelo ex-presidente da Generalitat Pasqual Maragall, de que há, sim, lugar para a Catalunha “en esta nación de naciones que es España“.

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andréia C. Ferreira em 28 de outubro de 2012

Texto tendencioso a favor da espanha e contra os catalãs. VIVA A CATALUNHA INDEPENDENTE . Chega de encher a paciência. Você já enviou vários comentários iguais. Quer apostar que, num plebiscito, a independência perde?

andréia C. Ferreira em 28 de outubro de 2012

O texto foi tendenciosamente a favor da Espanha e não da Catalunha . FOOOOORÇA CATALUNHA!!!!!!!!

andréia C. Ferreira em 28 de outubro de 2012

È uma pena que o texto tenha sido tão tendenciosamente a favor da Espanha. O povo da Catalunha tem o direito de sonhar e conseguir sua liberdade. Os espanhois e suas touradas que eles insitem em dizer que é cultura é um absurdo

Eduardo D Soares em 09 de junho de 2012

Viva a Catalunha independente! Coragem!

tico tico em 15 de janeiro de 2012

E se os touros votassem? Continuariam ora na brasa, ora no espeto. Naqueles quadrantes dissolução de ambas as partes é a solução.

Allejo em 13 de janeiro de 2012

Uma aula, obrigado Setti ! como amante deste maravilhoso país sou um grande apreciador de seus posts sobre a Espanha (e Catalunha também). Abraço !

João Lavador. em 13 de janeiro de 2012

No meu entendimento: No Canadá, uma das mais verdadeiras democracias desse planeta,foi dado o direito ao povo da província de Quebec de decidir pela continuação, ou não, na união canadense.O povo decidiu continuar. Nada foi imposto! Por que negar esse mesmo direito aos catalães?

Mari Labbate *44 Milhões* em 12 de janeiro de 2012

Pois bem! O Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil, desde o Dia 31/10/2010, tornaram-se independentes do Brasil, visto que 44 Milhões de Eleitores Mais Atentos não iludiram-se com as FALSAS PROMESSAS dos "Reis Absolutistas", que encontram-se sorrateiramente em luxuosos hotéis e em outros pontos de São Paulo. É o terceiro mandato, totalmente anticonstitucional! Após o brilhantismo dos Senadores Álvaro Dias, do Paraná, e Duarte Nogueira, de São Paulo, na maravilhosa DEFESA do Sul do País, NADA SERÁ COMO ANTES! O petista Humberto Costa (PE) escancarou o abismo político existente entre nortistas e sulistas. Não dá mais para negar: o SUL agiganta-se como uma GRANDE NAÇÃO! Respeitemos, senhores, o PLEBISCITO já realizado em 2010! SÃO PAULO, em seu territótio original do Século XVII, desponta como uma Nação-Irmã do Brasil! Parlamentarismo Unicameral e Bipartidário para nós! LIVRES, finalmente! Salve a Revolução Constitucionalista de 1932! NINGUÉM segura mais, porque JESUS CRISTO está conosco!

Catalunha Livre ! em 25 de setembro de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=miWP1JWeatY Só faltou informar aos leitores do blog que os independentistas da Catalunha não ultrapassam os 20% da população, conforme indicam as pesquisas de opinião pública.

Maria Dantas em 05 de abril de 2011

O meu último comentário, e desde já, agradeço o seu artigo. Gostaria de dizer que o tema "Independència de Catalunya" é bastante sério, como é o da Irlanda, Quebec, Kosovo, Sudão, Cachemira, Tibet, Sicilia, Patagônia, Bangladesh, Montenegro, Wallonië, Padania, Sahara, Escócia, e um longo etc. Há rios de tinta sobre cada uma das histórias de cada região/nação/país (como queiram chamar), que reivindicam o direito do seu povo a decidir sobre o seu futuro e sobre a sua forma de Estado/Governo, portanto é muito importante saber bastante sobre o tema, viver no lugar, "respirar" a vontade das pessoas, dos seus habitantes, para poder ter uma idéia do que realmente ocorre. Um abraço.

Maria Dantas em 05 de abril de 2011

A propósito, não estou de acordo com a sua frase: "Ignora as distorções da história do país ensinadas nas escolas do País Basco e da Catalunha". Na minha época da escola primária, no Brasil, os professores nos ensinavam as "maravilhas" do Governo e os "demônios", que eram os exilados e os assassinados pela ditadura. A História, Sr. Setti, tem vários lados, depende de como, onde e de quem conte, pode ser muito diferente. Um abraço.

Maria Dantas em 05 de abril de 2011

Prezado Sr. Setti, Devo dizer que estou completamente em desacordo com a sua frase: "E não dá um pio quando, violando a lei, muitos cidadãos catalães ocultam o “E” de “Espanha” nas placas de seus automóveis, padronizadas pela União Européia, cobrindo-o com adesivos com as letras “CAT” de Catalunha, sob a cumplicidade da polícia local". Quem mora aqui, tem um carro e paga os seus impostos, sabe muito bem que isto não ocorre. Um abraço. Não inventei nada, prezada Maria. Meus filhos moram em Barcelona, conheço a cidade há 30 anos, visito-a com frequência e eu próprio cansei de ver veículos exatamente como o descrito, sob a complacente vista de policiais.

Maria Dantas em 05 de abril de 2011

A propósito, Joan Ridao não é "d'Iniciativa per Catalunya Verds", senão de "Esquerra Republicana de Catalunya". O representante "d'Iniciativa per Catalunya Verds" que disputou as últimas eleições foi Joan Herrera.

Maria Dantas em 05 de abril de 2011

Prezado Sr. Setti, Moro na Catalunha há 16 anos, tenho duas filhas que nasceram e estudam aqui, e faço minhas as palavras do Sr. Marcos, que escreveu o comentário no dia 29/11/2010 às 1:48. Um abraço.

Beto1 em 09 de dezembro de 2010

Prezado Setti Li com muita atenção a sua exposição. Tenho uma filha morando em Barcelona. Para tanto, tomei a liberdade e indiquei a leitura de sua reportagem. Ainda não conheço Barcelona. Pretendo conhece-la no próximo ano. Muito obrigado por sua consideração, caro Beto. E permita-me sugerirr que, quando for a Barcelona, procure não ir no inverno: a cidade fica muito diferente, mais fechada em si, os programas que você pode fazer lá se reduzem muito. Nas demais estações, é uma das mais agradáveis do mundo, disparado, além de ter 2 mil anos de historia que a enriquecem de todo lado. Abração

José Geraldo Coelho em 29 de novembro de 2010

Países como Espanha, Itália, Portugal, França são formados por federações de antigas cidades estado, feudos e até tribos. Seria melhor para eles se manterem sob o mesmo governo, mas as diferenças culturais e até mesmo de línguas, dificultam essa uniões. A própria União Européia é instável. Basta a crise econômica se agravar um pouco mais e ela se dissolve.

jefferson em 29 de novembro de 2010

O separatismo lá na espanha tem o mesmo discursinho pobre que muitos sulistas e paulistas fazem aqui no Brasil. Todos os paises tem esse discurso vazio que enche o corações de pessoas vazias.

Marcos em 29 de novembro de 2010

L´autonomia que ens cal, es la de Portugal! A autonomia que nos falta, é a de Portugal! Os partidos de direita limitaram o uso do idioma galego, o mais próximo idioma do português, no ensino escolar na Galiza. O governo das Asturias se recusa a reconhecer o asturiano como idioma oficial, e não pode ser usado em nenhuma forma oficial. A Espanha é uma construção artificial de povos conquistados por um poder opressivo e colonial. Esses países que tiveram antiga glória imperial como a Rússia e a Espanha continuam buscando por onde reviver seus impérios. O castelhano foi o idioma de muitos carrascos, ditadores, e genocidas. não só grandes escritores como foi mencionado aqui. A Catalunha hoje paga impostos altíssimos que desaparecem nas províncias hispano-parlantes do sul. Seus filhos e filhas são mandados para guerras ridículas como a do Iraque pelo poder central de Madri. Barcelona é sempre foi um centro cultural, uma cidade metropolitana, enquanto Madri sempre foi o centro do caudilhismo espanhol mais primitivo. Foi esquecido aqui que o catalão também é falado nas ilhas baleares. Eu espero que a Espanha de amanhã, seja a Tchecoslováquia de hoje. Uma separação pacífica das nações que são subjugadas. O idioma isola a cultura, vemos isso aqui na América do Sul onde o idioma português conseguiu criar um país muito mais próspero e muito mais individual que seus tristes vizinhos. O catalão é um idioma que pertence ao grupo occitano, junto com o provençal e a langue d'oc falados na França e algumas cidades da Sardenha, não pertence ao grupo de idiomas ibéricos como o português, o asturiano, o leonês, o mirandês, e o castelhano. O basco não é um idioma indo-europeu e portanto também não é uma língua néo-latina. São povos diferentes, que tem seus próprios ideias, suas próprias maneiras de ser e de como ver o mundo. O País Basco e a Catalunha estão anos à frente do resto da Espanha em matéria de desenvolvimento cultural, social, industrial, e tecnológico. As duas comunidades tem tudo para dar certo como países independentes. Se a Catalunha se separasse hoje da Espanha, o estado teria de sobra quase 4000 euros/ano para gastar em cada cidadão. É ridículo que hoje, no século XXI, a Espanha ainda possua colônias como possuia nos séculos XV, já é hora de isso acabar. Direito de auto-determinação para os povos. Países de porte pequeno funcionam e muito bem. Suécia tem 9 milhões de habitantes, Luxemburgo 500.000, Finlândia 5 milhões, Eslovênia tem 1,9 milhões, são todos países riquíssimos com altíssimo nível de qualidade de vida. Pois então visca Catalunya lliura i independent! Viva Catalunha livre e independente! Caro Marcos, independentemente de concordar ou não com suas opiniões, muito ilustrado e muito interessante seu comentário. Não incluí as Ilhas Baleares como área em que se fala o catalão porque eles próprios consideram que o balear é um idioma próprio, embora parecido com o catalão. Conheço as Baleares e pude constatar que o idioma das ilhas é de fato diferente -- pessoalmente, longe de ser um especialistas, como simples turista achei mais difícil do que o catalão. Um abração pra você.

José Geraldo Coelho em 29 de novembro de 2010

Sabe Zu. Meus avós paternos nasceram num lugarejo conhecido como Bagagem (hoje Estrela do Sul), Província de Goyas. Eles eram goianos. O Triangulo é Mineiro por interesses escusos dos governantes mineiros, que viviam sentados no colo do Imperador. O Triangulo tem identidade própria, economia própria, e se identifica mais com paulistas e goianos e muito pouco com os mineiros. Emancipado, como estado, o país teria um membro da federação mais desenvolvido como são os estados do sul e São Paulo. Os governantes mineiros só querem votos e impostos do Triangulo. Só vão aí para pedir votos em época de eleição. Os mineiros, lá da região de Belo Horizonte, preferem ser chamados de "cariócas do brejo" e muitos não sabem onde fica o Trangulo Mineiro.

Eduardo em 28 de novembro de 2010

Sr. Ricardo, envio esta mensagem totalmente fora do contexto de seu post, mas que pode ter alguma relevância. Penso que o tema da enquete (FFAA no lugar da polícia) é equivocada, pois, se as FFAA forem corrompidas pelo tráfico, quem iremos chamar para substituí-las? Penso que a enquete deveria perguntar o que fazer com a polícia que temos. Se o sistema de segurança judicial/policial nao cumpre seu papel, para que continuar com ele? Para que continuar pagando por ele? Penso que as instituiçoes (polícias, MP, Judiciário, OAB, mídia, partidos políticos, etc), por culpa das pessoas que as ocupam, estao tao desgastadas com corrupçao e tao voltadas para seu próprio umbigo que se afastaram completamente de seus propósitos públicos. Nesse contexto, as FFAA iriam dar certo no primeiro momento, mas pouco depois iriam afundar no mesmo lamaçal. Concluindo, penso que a soluçao nao é pontual e sim sitêmica, ou seja, o povo brasileiro está tentando construir uma civilizaçao com valores duvidosos em que ninguém é responsabilizado por nada, que a demagogia é bem vinda se trouxer uma "bocada", que altos impostos e nenhum retorno é aceitável desde que haja muitos feriados e festas, que aceita empregar mao-de-obra barata em casa desde que seja "boazinha", que aceita a existência de favelas como fornecedora de mao-de-obra barata desde que continuem pacíficas, enfim, um sitema de valores que mereceria uma enquete para avaliar se necessita ser profundamente alterado. Um abraço.

Antônio Simões em 28 de novembro de 2010

Caro Setti,eu morei na Espanha durante o período setembro-2008/março-2010,na cidade de San Sebastián,na qual Hemingway,"curava-se" da ressaca adquirida das várias vezes em que foi para a Fiesta de San Fermín,em Pamplona.San Sebastian localizá-se em Gipúzcoa,província que faz parte do País Basco.Posso assegurar para vc,que esse separatismo não é seguido por uma maioria absoluta da população basca.Conversei com várias pessoas autóctones da região sobre o tema,e eles apenas expressaram no máximo uma indiferença com relação ao resto da Espanha,respondiam:"me dá igual a los espanholes"(tanto faz).Também viam com desagrado e profunda vergonha a atuação do grupo terrorista e separatista ETA.Advogados,professores,trabalhadores e vizinhos diziam que eu deveria tomar cuidado quando perguntasse sobre tal assunto,porque,existe de fato uma minoria fanática por lá.Eu,de forma divertida,respondia-lhes que "¡yo soy brasileño,nada mi sorprende o atemoriza,y los tontos nacionalistas no harián temblar a mis huesos!".Todavía,é verdade que os catalães tem sido mais lamentavelmente radicais no que diz respeito a expurgar toda manifestação cultural ou referência histórica que tenham alguma relação com o que,eles chamam absurdamente,de "costumbres y cosas de Espanha".Em San Sebastián,derrubaram nos anos 80 a arena secular de touradas no bairro do Txofre(vi as fotos na Prefeitura)e construíram prédios residencias e comerciais no local,tudo isso na empolgação que seguiu-se com a derrocada do Franquismo e o estabelecimento da democracia.Muitos bascos disseram-me que lamentam hoje em dia essa perda.Um abraço Setti!! Outro abraço pra você, caro Simões. Sim, sei muito bem que, como você diz, os terroristas bascos não têm apoio popular -- embora o medo que eles disseminam altere a vida das pessoas. Você há de ter reparado que lá pouco se fala publicamente de política, por exemplo, não é mesmo? E você tem razão: o separatismo puro e simples também não é majoritário ali. O pessoal de fato se arrepende da derrubada da velha arena, mas as touradas -- espanholíssimas -- são muito populares ainda no País Basco, que abriga várias arenas, inclusive em sua maior cidade, Bilbao. Que privilégio, o seu, morar por um bom tempo em uma cidade tão agradável, bonita e hospitaleira como San Sebastian, não? Gosto muito de lá, onde temos bons amigos. Abraços

Zu em 27 de novembro de 2010

Nada disso, José Geraldo Coelho! Estado do Triângulo vai servir só para criar cargos. Não é necessário, só seria mais uma despesa e fonte de mamatas. Continuemos todos mineiros!

carlos nascimento em 27 de novembro de 2010

Ricardo, Ainda não tive a oportunidade de conhecer a Espanha, tenho lido alguma coisa sobre o problema étnico dessa civilização, gostaria de me aprofundar sobre isso, vc que já morou por lá, conhece bem, me explique uma coisa:- Qual seria a verdadeira diferença que possa existir entre Catalães, Espanhois e Bascos ? Comparando - analogia - com as regiões do Brasil, a Catalunha seria SP, os Bascos seriam os nordestinos e os Espanhois seriam o Sul do País, é mais ou menos isso ? Outra curiosidade, no quesito feminino, quem seria mais atraente a Catalã ou a Espanhola ? Carlos Nascimento. Caro Carlos, todos são espanhóis, vivem no território que já há 2 mil anos, sob o Império Romano, se denominava Hispania. Mas os catalães e os bascos têm características étnicas, culturais e linguísticas próprias, como, em grau menor, os galegos. Nessas comunidades, há grupos que gostariam de vê-las separadas da Espanha e constituídas como países independentes, mas são minoria. Não há muitas equivalências a fazer com o Brasil. O País Basco, no norte da Espanha, é uma região verdejante, rica e de clima frio, com um povo educado, elegante e de renda per capita acima da média espanhola. Seu litoral fica no Mar Cantábrico, parte do Oceano Atlântico. Os catalães se localizam a leste, na fronteira com a França, a Catalunha é menos verdejante e tem clima mais quente do que o País Basco, e sua renda per capita também fica acima da média espanhola. Um abração

José Geraldo Coelho em 27 de novembro de 2010

Uai!

José Geraldo Coelho em 27 de novembro de 2010

Viva o Estado do Triangulo (Mineiro)

jfaraujo em 27 de novembro de 2010

Eu não entendo por que ainda existe tanta onda separatista na Europa. Para um continente tão desenvolvido social e culturalmente, é um comportamento vergonhoso das populações de certas regiões, que teimam em se achar mais inteligentes que as outras.

Lilian em 27 de novembro de 2010

Setti, A população considera Catalunha como "independente" de fato da Espanha a questão é política desde o final do século X. O que é melhor para o povo catalão será decidido pelo voto, sem conflitos. Abraços!

Paulo em 27 de novembro de 2010

Algumas pequenas correções: a província do castelhano é Castilla y León, e não Aragón. E são três províncias de Castilla: León, La Mancha e La Vieja. E a penetração do catalão em Aragón pode ser considerada minúscula, sem qualquer representação. Como uma das províncias "originais" da reconquista, Aragón não tem qualquer relação mais profunda com a Catalunha. Caro Paulo, você tem razão quanto às Comunidades Autônomas de Castilla y León (dentro da qual há várias províncias) e de Castilla-La Mancha (idem). Misturei por engano León com Aragón, vou corrigir. Quanto à penetração do catalão em Aragón, é maior do que você supõe, caro Paulo. Conheço a região. E não se esqueça de que Catalunha e Aragão foram um dia um reino. Obrigado por sua atenção para com o blog. Abraços

Marcos Aarão Reis em 27 de novembro de 2010

Caro Setti, publique o post se considerar conveniente. Eu não me sentirei censurado caso você o elimine. Mas divirta-se, pois na Catalunha muita gente votou com extraordinária satisfação: http://www.youtube.com/watch?v=mc9eHI3ieQk Caro Marcos, este vídeo eu publiquei há vários dias como post do blog. Obrigado, de todo modo. Os leitores em geral gostaram muito. Um abração

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