Nesta primeira conferência das edições internacionais de Playboy a que compareci em Acapulco, no México, o dia começou com um “café da manhã de trabalho” às 8h30 e, pontualmente às 9 horas do dia 25 de setembro de 1996, estávamos reunidos, os representantes de 13 países e mais os americanos, neste salão iluminado que mostra a foto mal tirada por mim.

Na véspera, à noite, havíamos participado de um evento com a imprensa e, depois, de uma recepção oferecida pelo governo do Estado de Guerrero, onde fica Acapulco, no Centro de Convenções da cidade.

Na foto deste post é possível reconhecer alguns personagens, que dão ideia da variedade de nacionalidades representadas.

À esquerda, dirigindo-se aos interlocutores, Gary Cole, editor de Fotografia de Playboy USA e o encarregado de contratar as playmates. Em contraste com a vida louca e aventureira que se poderia imaginar para quem estava há anos lidando com celebridades estelares — entre as quais estrelas de Hollywood e modelos famosas –, Gary era na verdade um pacato apreciador do golfe, bem comportado marido e pai de cinco filhos.

Ao lado de Gary, a miúda, delicada e muito jovem Lolita Hu, editora-chefe assistente do Playboy de… Taiwan — sim, até em Taiwan já houve uma edição da revista, com a peculiaríssima característica de ter 50% de leitores mulheres. Muito talentosa e criativa — ela se tornaria uma escritora de sucesso no futuro, com obras circulando em Taiwan, na China e em Hong Kong –, havia estudado nos Estados Unidos e tinha inglês tão fluente quanto o dos americanos.

Atrás de Gary e Lolita, mal aparecendo na foto, com camisa avermelhada, um boa praça profissional chamado Jeff Cohen, encarregado das edições especiais da revista americana. Mais acima, outro cara muito boa gente, Vladimir Tomic, editor-chefe da revista mais recentemente incorporada à rede, a da Croácia. A enorme influência que a Itália exerce ainda hoje na Croácia — em toda uma ampla região fronteiriça, até as placas de sinalização vêm escritas também em italiano — deve ter contaminado Vlado, como o chamávamos: contador de piadas, exuberante, apreciador da boa mesa.

Depois, de camiseta preta, o diretor editorial da área internacional, David Walker, jornalista talentoso e experiente, qua havia lançado publicações em diferentes lugares, inclusive Nova York e Londres, para gigantes como o grupo Hearst e que, durante um período, dirigiu uma divisão da prestigiosa editora de livros Simon & Schuster. Um grande e atento interlocutor.

Na cabeceira da mesa, o editor da edição francesa, Stan Barets, a ironia em pessoa, interessante o suficiente para merecer um post só para ele, mais a faz-tudo de David Walker, Karen Ziffra. De camiseta preta, Andrew Cowell, editor-chefe de Playboy Austrália que, como em geral ocorre com seus compatriotas, bebia quantidades industriais de cerveja sem se alterar.

Seguem-se Masato Oniki (de bigode e cavanhaque) o editor-chefe da original edição japonesa de Playboy, com uma direção de Arte inteiramente diferente das demais revistas, clean no design e discretíssima na nudez, e o publisher, Kiyoshi Nagasawa.

Embora simpáticos e cordiais durante o transcurso da conferência de quatro dias, durante as reuniões não me recordo de ter ouvido uma só palavra dos dois japoneses, exceto quando precisaram fazer suas curtas apresentações.

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