Parceiro de longos anos em VEJA, o reencontro com Augusto Nunes na grande sucursal paulista do Jornal do Brasil, onde ingressei em agosto de 1986, foi uma festa.

Nosso entendimento era “de ouvido”. Ele diretor regional, responsável por tudo o que disesse respeito à sucursal, inclusive com um olhar para questões como a publicidade e a circulação, eu tocando uma redação dinâmica e ativa de 30 profissionais.

Fazíamos muitas vezes juntos contato com fontes, em visitas, entrevistas — como a da foto acima, ao gabinete do governador paulista Franco Montoro, no Palácio dos Bandeirantes — ou almoços.

Trocávamos ideias sobre os artigos semanais que um e outro produziam para a Op-Ed page do JB, a página de opinião, espaço nobilíssimo frequentado por nomes como Barbosa Lima Sobrinho, Fernando Pedreira, Millôr Fernandes e Wilson Figueiredo, e chegávamos a escrever reportagens a quatro mãos: um ia do lead, do início chamativo da matéria, até a metade, o outro prosseguia dali até o final.

A foto foi feita a menos de dois meses de o governador deixar o posto que honrou administrativa e politicamente. Aparece no cantinho da foto o excelente jornalista João Russo, secretário de Imprensa.

Montoro talvez tenha sido o melhor governador de São Paulo, sem contar sua coragem de, em pleno regime militar, ter, com o peso do cargo, desencadeado a histórica campanha das Diretas Já, no final de 1983.

Na foto, ele me mostra um documento e, bem à esquerda, aparece seu assessor de imprensa, o competente jornalista João Russo.

A 27 de janeiro de 1987. (Foto: José Carlos Brasil )

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