Em sua irritação por estar na lista do procurador-geral da República, Renan poderá complicar a recondução de Janot

Janot (gravata vermelha) visitando Renan no Senado em setembro: agora a história é outra (Foto: Jane Araújo/Agência Senado)

Janot (gravata vermelha) visitando Renan no Senado em setembro: agora a história é outra (Foto: Jane Araújo/Agência Senado)

Na foto acima, de setembro do ano passado, tudo são flores. Sentados sobre sofá de couro centenário trazido do antigo edifício do Senado, no Rio — que, como outros móveis de época, ainda povoam alguns gabinetes da Casa, em Brasília, como o do presidente –, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, levou pessoalmente ao presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), um relatório sobre suas atividades após um ano à frente do Ministério Público.

Agora, Renan anda furioso com o procurador-geral desde que soube que seu nome está na lista dos políticos a respeito dos quais Janot solicitará ao Supremo Tribunal Federal investigação sobre possível envolvimento na roubalheira do petrolão.

Não são apenas as atitudes e declarações públicas do senador que contam, como suas críticas de que o procurador-geral está “cerceando o direito de defesa” dos integrantes da lista, por exemplo. Os comentários que ele faz junto a colegas de partido e de Senado são em tom bem mais elevado — sente-se que Renan, se puder, pula na carótida de Janot.

Publicamente, porém, o senador deixou escapar uma declaração que poderá ser uma pedra no caminho de seu atual alvo, dizendo que acharia muito interessante alterar normas que regulam a indicação do chefe do Ministério Público, sobretudo em caso de a(o) presidente da República propor a recondução do titular para mais um mandato de dois anos.

O mandato de Janot expira daqui a pouco mais de seis meses, a 17 de setembro deste ano. Tudo indica que não está nos planos da presidente Dilma romper com uma espécie de tradição e NÃO reconduzir o procurador-geral — cenário mais provável ainda para uma presidente que quer tudo, menos causar marolas.

Mas prestemos todos atenção: dependendo do curso que seguirem as relações entre Renan Calheiros e Rodrigo Janot, eu não estranharia nem um pouco se, em elas azedando, o presidente do Senado tornasse muito difícil a aprovação do nome do procurador-geral, quando chegar a vez de sua indicação ser submetida ao voto dos senadores. Ele tem a maioria do Senado na mão.

 

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18 Comentários

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Renan tá zangadinho,tá de mal hummmm fazendo biquinho.

  • Munir Arbex

    Esse senador se acha acima de lei e da ordem. Só quer privilégios. Ele deve achar que o País todo é igual a capitania de Maceió, onde ele é sua turma fazem o que querem, agindo como coronéis. Vá se catar.

  • Mario Vieira

    Noto que a opinião do povo em geral é tão indiferente e alheia às mudanças de ministério, como as cadeiras do Governo são indiferentes a suportarem a pesada corpulência do gordo ministro A, ou a inquietação nervosa do esguio ministro B. Sabem, pois, qual seria o Governo útil, profícuo, necessário, neste deplorável estado de espírito público?
    Aquele que o País, chamado a pronunciar-se por um plebiscito negativo, declarasse terminantemente e compactamente – que não queria. Porque então a opinião acordaria talvez, viveria, lutaria, e apareceriam dois partidos que não existem agora, e sobre os quais gira como nos seus pólos naturais a lei do aperfeiçoamento: para um lado a Reação, para o outro a Revolução.
    Até lá os poderes do Estado subsistem, tendo perdido a sua significação.
    O corpo legislativo há muito não legisla. Criado pela intriga, pela pressão administrativa e pelo eleitor da camada baixa da população, vem apenas a ser uma assembléia muda, sonolenta, ignorante, abanando com a cabeça que sim. As vezes procura viver e demonstra então, em provas incessantes, a sua incapacidade orgânica para discutir, para pensar, para criar, para dirigir, para resolver a questão mais rudimentar de administração. Não sai dela uma reforma, uma lei, um princípio, um período eloquente, um dito fino!
    A deputação é uma espécie de funcionalismo para quem é incapaz de qualquer função. É o emprego dos inúteis.
    Por isso o parlamento é uma casa mal alumiada, onde se vai , à uma hora, conversar, enviar emails particulares, maldizer um pouco, e combinar partidas de pôquer ou porrinha.
    Do jeito que está, o ministério, o poder executivo, deixou de ser um poder do Estado. É apenas uma necessidade do programa constitucional. Está no cartaz, é necessário que apareça na cena. Não governa, não tem idéia, não tem sistema, nada reforma, nada estabelece, está ali, é o que basta.
    E assim se passa, diante de um povo enojado e indiferente, esta grande farsa que se chama intriga constitucional. Os lustres estão acesos mas o espectador, o País nada tem de comum com o que se representa no palco, não se interessa pelos personagens e a todos acha impuros e nulos, não se interessa pelas cenas e a todas acha inúteis e imorais. Só as vezes, no meio do seu tédio, se lembra que para poder ver, teve que pagar seu ingresso!
    Pagou – é a única coisa que faz além de rezar. Paga e reza. Paga para ter ministros que não governam, deputados que não legislam, soldado que não o defendem. Paga àqueles que o espoliam, e àqueles que são seus parasitas. Paga os que o assassinaram, e paga os que o atraiçoam. Paga seus presidentes e seus carcereiros. Paga tudo, paga para tudo.
    Em recompensa, dão-lhe uma farsa.
    No entanto, cuidado! Aquele pano de fundo não está imóvel: agita-se como impelido por uma respiração invisível. Alguém decerto está do outro lado. Enquanto a farsa se desenrola na cena, alguém, por trás do fundo, espera, agita-se, prepara-se, arma-se talvez…
    – Quem é esse alguém? As suas consciências que vos respondam. O que apenas digo é que não é o senhor bispo.
    Perde-se através de tudo isto o sentimento de cidade e de pátria. Atualmente todo o país não é mais do que uma agregação heterogênea de inatividades que enfastiam.
    É uma Nação talhada para a ditadura – ou para a conquista.

  • Ciro Lauschner

    Tenho verdadeira ojeriza à Renan,mas em uma coisa ele tem razão;O tal Janot fez algo mal explicado com o ministro Cardoso.Cardoso é uma figura que em qualquer democracia já teria sido exonerado desde o ataque a PM de S.Paulo, passando pela palhaçada do CADE, fora o resto. Citar o nome do Aécio, foi só para criar tumulto e aí tem o dedo do Cardoso com absoluta certeza.Cardoso não é ministro, é um militante do mais ****.Janot não quer fazer o correto, quer salvar sua carreira!

  • edrei solano

    Petrolão da Noruegua. A lista .
    Tiririca e a Turma da Monica. 6
    Os Nerds DO cqc. 6
    O Comendador do Imperio. 3
    Os Metralhas do Mensalão. 9
    A Dilmanoka e sua Femea da Argentina.
    O Calheiro encalhado.
    O Lulaloko e sua Nébula ( Cuba ) 8
    O lobão,o lobo mal.
    O Sarney em seu estado de aminesia.
    O Bernarde e sua Tarantula.
    O Maduro apodrecido e seu escroto da Bolivia.
    O PT estupefado,emestadode putrefação. 22

  • fernando

    Tá na cara que só vai sobrar para os tesoureiros, diretores da Petrobras e empreiteiros.

    Acho muito difícil ter alguma prova ou condenação dura contra esses políticos.

    Os políticos devem ser cassados, mesmo se não sabiam que tinha direiro ilícito na campanha. Afinal, eles são responsáveis pelas contas de campanha.

  • Angelo Losguardi

    Se não for reconduzido, resta como uma escolha pra ministro bolivariano do STB (supremo tribunal bolivariano). Se bem que teria que ter o nome aprovado pelo senado…

  • Antonio Henriques Cardoso

    Saudades do Gurgel…

  • domenico

    Irritado e furioso está o povo por ter que engolir esse Renan e suas falcatruas ! Toma tento véi, pois sua batata está assadinha e dessa vez você não escapará ! Aliás, não escapou ! Vixe !!!

  • vitorio

    Setti desculpe as palavras mas não sei qual é o pior o *** **** Janot ou o ***** do Renan, se os dois saíssem o povo ganharia.

  • Fernando Duque

    O Brasil é mesmo a mais completa tradução da palavra cafonice. Mobiliário e obras de arte do antigo Senado, da antiga Câmara dos Deputados, da antiga sede do governo da República (Palácio do Catete), muitos aindacdos tempos imperiaus, rasportados e instalados naqueles palácios HORROROSOS, projetados por Oscar Niemayer, uma das piores TRAGÉDIAS da História da Arquitetura Brasileira. Nunca me esqueço da visita de Lech Walessa a Brasília, nos anos 90. Perguntado sobre o que achou da cidade, o lider polaco respondeu: “só podia mesmo ter sido obra de um arquiteto comunista”. Ou seja, Walessa, um ferrenho anticomunista, achou Brasília o horror dos horrores ! No que lhe dou totam razão !

  • Maurício

    Ricardo
    Isto se Dilma não conseguir arranjar um candidato ainda pior que Janot para o cargo. Um petista de carteirinha por exemplo? Janot é só um fraco e interesseiros; pior seria um certo procurador da república junto ao TSE.

  • Marcelino Sonhador

    O que não falta aos detentores do poder (todo o ordenamento jurídico nacional) é o barrigão. Estão muito gordos. Em José Eduardo Cardozo a gravata salientava esse detalhe. No Procurador Geral da República o mesmo detalhe. O barrigão do chopp é predominante.

  • Edson

    Bela autonomia, essa- um procurador indicado pelo executivo, prestando contas a um ***** que sofre processo no Supremo há anos!(eita negócio demorado). Tem que mudar a forma de ascender à posição de procurador, isso sim. Precisa ficar no âmbito exclusivo do judiciário,com concurso.

  • Teresa

    Os cangaceiros de Alagoas acham que o Brasil é o curral do cangaço? REnan e Collor é o exemplo do que temos de pior na politica do Brasil. Quanto a Janot, se há algo em que ele nem cogita é a recondução ao cargo.Ele é funcionário público de carreira, não precisa dessa recondução para continuar vivendo- e bem.

    Todo procurador-geral GOSTA do cargo. Claro que ele é procurador da República de carreira, um posto importante, valorizado e bem remunerado. Mas é ÓBVIO que ele cogita, sim, de recondução para um novo mandato de 2 anos, como todos os seus antecessores.

  • soninha

    A única coisa que me preocupa, é o Senador Renan, ficar tão nervoso, e perder os fios, de cabelo, caríssimos, que pagamos. Não acredito que ele será investigado como se deve, e certamente teremos que arcar com o novo transplante capilar.

  • Pedro

    O janot faz parte *** ***** do Ludilma , Cardozao e petezada, muitos petezadas ficaram de fora.Incluir Aecio Neves e Anastasia e o cumulo da safadeza, eles nao fazem parte do projeto Boliviano e Cubano que o Ludilma projetam ,quando estorquiram a Petrobras.

  • Paulo

    O mineiro conterrâneo de Aécio só não enganou o PT,fiel escudeiro dos petralhas.