Com algum exagero, dá pra dizer que lembra remotamente o começo da Revolução Industrial, no século XVII, quando trabalhadores quebravam máquinas na tentativa de manter empregos braçais.

Produtores argentinos de carne de porco resolveram simplesmente bloquear a partir da próxima quarta, dia 27, uma ponte a 350 quilômetros de Buenos Aires por onde passa quase toda a carne suína importada do Brasil. Querem que o país reduza as importações, destinada à indústria de frios argentina.

Aparentemente não passa pela cabeça dos produtores do país irmão melhorarem sua produtividade, como fizeram os brasileiros, para tornar seu produto competitivo. É mais fácil apelar para medida de força.

A praga dos “piqueteiros” — baderneiros que interrompem estradas, bloqueiam avenidas, fecham fronteiras, tudo em nome de causas políticas, sem serem incomodados pelo governo de Cristina Kirchner — parece que pegou mesmo na Argentina. Tanto que o bloqueio dos criadores de suínos é “por tempo indeterminado”.

Leia detalhes aqui.

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11 Comentários

Pimenta em 24 de julho de 2011

Setti, Aprenderam com Lula, PT e MST.

Dawran Numida em 24 de julho de 2011

A Rússia faz o mesmo e parece, pretende ampliar restrições à carne bovina. Está desenvolvendo a produção interna dessas carnes. O Brasil está sem defesa comercial.

brasileiro preocupado em 23 de julho de 2011

Caro Setti, de fato a suinocultura brasileira está entre as mais eficentes do mundo. O baixo preço dos grãos, 70% do custo dos suinos, proporciona competitividade inigualavel; devemos ainda observar a vastidão do territorio brasileiro que permite agricultura de Norte a Sul e cada vez com maior produtividade. Com piquetes ou sem eles, niguem segura a nossa agropecuaria; ainda bem pois povo alimentado fica facil governar, por pior que seja o governo, abs

Razumikhin em 23 de julho de 2011

"..Aparentemente não passa pela cabeça dos produtores do país irmão melhorarem sua produtividade.." Sim, países irmãos Caim e Abel.

Marcus Borelli em 22 de julho de 2011

Esta notícia é de se lamentar principalmente pelo assassinato de mais de 20 milhões de suínos mortos para o prazer dos seres humanos todo ano. Não como carne há 34 anos mas respeito os que comem, mas lamento. Uma vida é uma vida não sendo importantes só as humanas mas também a de odos os seres deste planeta.

Douglas Correa em 22 de julho de 2011

Se não houver uma posição firme de nosso governo , o que duvido que ocorra , vamos ter mais um milhão de reuniões para resolver a situação. Com certeza por tras disso tudo esta o governo argentino que arrebanha grupos para impor medidas restritivas. Precisamos de um governo forte que pondere mas não se submeta como vem ocorrendo a 8,5 anos.

Corinthians em 22 de julho de 2011

Isso não é de agora. Se não me engano, contra o que foi acordado no Mercosul, a Argentina dos Kirchner já sobretaxou muitos produtos brasileiros - sapatos, eletrodoméstios, etc. E o Brasil não toma atitudes concretas contra isso - fica negociando e renegociando enquanto o Brasil que gera empregos perde dinheiro. O Mercosul falhou - é piada, e quem ri não somos nós.

Reynaldo-BH em 22 de julho de 2011

O Brasil não tem uma política industrial formulada. É só tentar procurar UM ÚNICO documento oficial que seja ao menos um arremedo disto. idem, sobre Educação ou Tecnologia. Ou Agricultura e Pecuária. Avançamos - sim, avançamos! - como um bêbado ao siar de um bar. Aos trancos e barrancos! Apesar do Governo e não com apoio deste. Ainda assim queremos assento no Conselho Permanente da ONU e queremos (eles querem!) ser reconhecidos como potência mundial. Assustamos nossos vizinhos, acostumados a serem colonias de Espanha ou dos USA. É histórico e não ideológico. Trocar uma dependência com os USA para outra, com o Brasil, é troca que sequer maluco aceitaria! Reclamamos da agressividade da China, com uma (falsa e desumana) produtividade absurda quando coloca produtos a preços irrisórios no Brasil E defendemos nossos avanços, mesmo reais e defensáveis, quando temos resistência às nossas exportações. No Perú há um desconforto imenso com o "Cristo do Pacífico" (estatua cópia do Cristo redentor) que Alan Garcia ergueu (e a Odebrecht construiu!) na baía de Lima! Ao invés de ser visto como um símbolo religiosos, os peruanos entenderam como um sintoma do "imperialismo brasileiro", pela cópia do monumento do RJ. Virou debate nacional sobre a prepotência e o novo papel do Brasil na AL. Isto só reforça, ao meu ver, a falta absoluta de planos estratégicos que possam ser demonstrados a todo mundo, por parte do Brasil Ninguém sabe (nem nós!) o que, como e de que forma o Brasil pretende ser uma potência mundial e assumir - o que de fato já é - hegemônico na AL. Enfim, creio que o peronismo e o neo-peronismo-kirchnista é mais um triste episódio da argentina. Um país em eterna busca de estabilidade. Se o Brasil se notabiliza sempre em ser o país do futuro, a Argentina é sempre o país do passado. A forma está errada. Cristina, a Dilma de Nestor, está somente copiando os delírios do finado marido. Estes piqueteiros são usados como forma de pressão, sob o incentivo da Casa Rosada. Fazem o trabalho sujo que Cristina adoraria poder fazer. Mas creio que a forma (errada e imbecil1) não desmerece o conteúdo. Embora o deixe menos defensável. Há uma necessidade de exposição CLARA de que e como o Brasil quer ser visto e inserido na Comunidade Mundial. Especialmente no Mercosul. Não temos. De resto, eles (o mundo) ainda não entenderam que sequer temos governo que preze este nome.

Kitty em 22 de julho de 2011

Bom dia caro Ricardo. Noticia péssima esta que você está postando. Amo Argentina, porque é um País hospitaleiro que recebe as pessoas, de boa vontade como os meus pais e muitos outros que deixaram a suas terras de origem em busca de uma vida melhor.É dificil ser cidadã de três patrias e amá-las querendo o melhor para elas. Mas, também sou crítica ao ponto de protestar quando as coisas não estão certas, como agora que leio esta incoerente atitude do desgoverno populista e intervencionista de C. Kirchner. Este governo teve atritos muito graves com a agricultura e pecuaria ao ponto de causar prejuizos serios à produção e aos investimentos na área, por uma teimosia incompreensível. Por isso esta medida arbitraria para reduzir as importaçoes de carne suína do Brasil é aviltante.Você está mais do que certo quando fala dos grupos de baderneiros ou piqueiteros, que foram criados e alimentados por Nestor K.quando convinha a seus interesses demagógicos, e agora a Presidente se tornou reféns do monstros como H. Moyano do sindicato dos camionheiros, que sempre ameaçam que vão inviabilizar o País com uma greve geral. Cristina se treme toda diante desta ameaça! E assim, se comportam quando não deixam circular os jornais críticos ao governo, como Clarín, La Nación e outros, querendo amordaça-los para que não revelem as malfeitorias que forem cometidas. Caro amigo, espero que o bom senso impere. Fiquei triste!! Abraços da Kitty

Paulo Toshiharu Watanabe em 22 de julho de 2011

Ricardo, esta coluna fez-me lembrar da piada baseada num "comercial de vodka", que o "slogan" era: EU SOU VOCÊ AMANHÃ! Ou coisa parecida. A minha dúvida é se o BRASIL DE ONTEM É A ARGENTINA DE HOJE ou se a ARGENTINA É O BRASIL DE AMANHÃ. Uma vez que, Cristina não está gostando "dos porcos brasileiros" , mas o pessoal da Dilma está desconfiado de que tem "parafusos chineses" entrando no Brasil como "made in Argentina", para montadoras de "4 rodas".

José Geraldo Coelho em 22 de julho de 2011

O que me incomoda é que o Brasil sempre está envolvido em pendengas sobre produtos primários. Um país que começou a vida como exportador de açucar, café, ouro e 500 anos depois tem que brigar por exportação de porcos. Ferro, alcool, carnes, soja e milho até hoje são os nossos principais itens de exportação. Tecnologia e manufaturados são uma merréca diante dos produtos primários exportados.

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