Enquete: você confia em que o Supremo Tribunal vai ser isento no julgamento do mensalão? Responda à direita deste post e… comente!

Ministros durante o julgamento do mensalão, em Brasília - STF

Ministros do STF em sessão, hoje, durante o início do julgamento do processo sobre mensalão, em Brasília (Foto: STF)

São 38 réus, alguns de altíssima voltagem política, de um caso deplorável que já completou 7 anos e envolve vários crimes, como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, compra de votos e peculato: este é o pacote de uma trama complexa que o Supremo Tribunal Federal começou a julgar hoje.

Será essa a nova velha história do preâmbulo de uma indigesta pizza?

Ou será um novo capítulo democrático e justo na história muito maltratada do Brasil?

Queremos saber de vocês: qual é seu grau de confiança em que o Supremo Tribunal Federal fará um julgamento isento do mensalão?

Não deixe de responder, aí do lado direito da home page, à nossa enquete. E, claro, comente aqui mesmo.

Vamos lá!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nenhum comentário

  • Caio Ottoni

    Porque os juízes são nomeados e não por merecimento isso já deixa bastante dúvida, um dos juízes nomeado pelo o sr Lula (quando presidente) já diz tudo se ele não se afastar e por aí vai, não, não tenho confiança no STF, vamos ver o final desse julgamento o Mensalão, comprovado até pelo ex- presidente pedindo desculpas e depois afirmando que iria provar que o mensalão não existiu. Não quero acreditar que essa vergonha vai terminar em pizza, somente vamos saber no final … CADEIA PARA ESSA QUADRILHA liderada pelo sr. José Dirceu CADEIA !!!

  • Dexter

    Apesar do festival de tentativas dos apaniguados, ainda acredito que a maioria dos ministros vai optar por mostrar a força e independência do tribunal.
    Dessa atitude depende o futuro da credibilidade do STF.
    Votei em alto grau de confiança.

  • relume romano

    entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno.” fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos,deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de acção, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação optimista, optimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua acção não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.”

  • Bruno

    eis juízes que devem sempre seu juramento na ética sejam justos!!

  • Luiz Alberto

    Todos os três poderes estão desacreditado no País. Espero que reflitam no que vão fazer. Pois será o caminho que o brasil vai tomar. Democracia ou Fascismo. Quero ter orgulho novamente de cantar o Hino Nacional onde aprendi com minha família e na disciplina de educação que recebi.

  • Marco

    Dom Setti; Minha percepção é q num julgamento como esse é quase impossível não haver condicionamentos. Só espero q não se torne apenas ou somente um julgamento conceitual. Voto no médio!
    Abs.

    Cá pra nós, caro Marco, eu também…

  • bereta

    Quando uma entidade cuja envergadura é a envergadura do Supremo, toda opinião precisa ser pensada, medida e calculada. Mas….. estaria o Supremo fazendo uso da mesma cautela? Vistas a decisão de desalojar os arrozeiros que nasceram, cresceram e labutaram nas terras ditas como Raposa do Sol. Numa decisão arbitrária, apenas para alojar índios, teriam eles sido justos? Não conheço leis, não sou jurisconsulto, sou ninguém. Gosto de pensar, gosto de ler, gosto de ouvir aqueles que sabem mais que eu. Se os índios não tivessem um mísero lugar para ficar, aí sim se justificaria a decisão. Mas o espaço ocupado pelos arrozeiros era insignificante diante dos milhares e milhares de hectares alcançados pelos limites impostos. Se o dito mensalão, que juridicamente não existe, mas que promoveu peculato, fuga de divisas, corrupção ativa e passiva e outros crimes mais, que tem conotações partidárias e que causa celeuma bem maior que Raposa do Sol, ou terra do Sol, vai ser julgado bem ou mal, só o desenrolar dos acontecimentos poderá dizer. Mas ambos os casos tem raízes ideológicas. Quando se fala em meio ambiente e questão indígena, parece que são duas entidades constituintes do 0limpo. Na cabeça de indigenistas e ambientalistas, bem entendido. E quando se fala em pt, tendo a frente lula, seu presidente de honra, então, melhor nem falar. Por que essa blindagem de lula, homem tão comum quanto eu? Apenas por ser metalúrgico, nordestino, semianalfabeto e que galgou o maior posto da república através do voto? A imprensa jamais o julgou pelo que ele é, realmente. Seus disparates verbais, suas tiradas despropositadas, seu comportamento sem ética, tudo isso ficou acobertado pela excessiva preocupação com os pobres. Ocupar-se dos pobres é divino, mas Jesus nos deixou um legado importante, ao dizer que os pobres sempre os teríamos. E para se ocupar com os pobres não é preciso fazer demagogia. A ocupação fazia e faz parte do projeto de poder. E com o poder,político, lula e o pt pensam que tudo podem! Não respeitam ideais democráticos, massacram leis, massacram adversários, cooptam, corrompem e falseiam. Penso, com toda sinceridade,que se os componentes do Supremo, grande parte nomeada pelo próprio lula, não se despir da toga da ideologia, seja por convicção ou para ouvir o clamor das ruas, ou para agradar presidente e partido, teremos um julgamento parcial, que poderá ser a ruína do país. Dizem que a Justiça é cega. Deveria ser cega e surda, lendo em braile as barbaridades cometidas por tantos e quantos fazem do país um balcão de negócios escusos, sendo o último deles, a Delta, grande empreiteira do PAC. Vão querer me dizer que ele e ela não sabiam? Vão pentear macacos!

  • Marta Machado

    Confiança se TEM ou NÃO TEM…para mim não tem meia confiança, um pouco mais, um pouco menos…esta enquete teria que ter só duas alternativas: SIM ou NÃO …não existe meia verdade!Eu NÃO confio no STF!

  • Paulo

    Não confio. Só para início de conversa, o Toffoli, egresso do PT, está julgando os ex-companheiros. Pizza à vista.

  • Paulo

    Marco Aurélio e Lewandowski já mostraram por estão ali, toffoli, este trabalhou para o PT, tem amigos no PTe foi indicado por lula, votei medio

  • bereta

    RELUME ROMANO…. Prezado comentarista, com a autorização de Setti, permito-me dizer o seguinte: como trecho literáio, ainda que bonito, está a faltar algo. O começo, talvez. A impressão que se tem é que o texto não começou ali onde parece ter início. Eu deixo uma pergunta no ar: um câncer novo deve ser extirpado ou deve permanecer no organismo do homem? Sei que nem todos os males podem ou devem ser extirpados. Há localizações intrincadas, cujo acesso é impossível. Assim, com a evolução da doença, o paciente vem a falecer. Diante de tantos fatos, não seria hora de extirpar esse câncer moral que se abateu sobre a nação? Não faço pré julgamento. Os fatos estão aí. Não sou daqueles que se apegam a máxima de que os fins justificam os meios. Já disse que lulla poderia ter feito o melhor governo que o país já teve. Poderia ter feito tudo em prol de todos, mas a preocupação do partido era o projeto de poder, de perpetuação no poder. Quando se desrespeita a Carta Magna de um país, e quando até de países vizinhos tentamos desrespeitar ou patrolar sua constiuição, boa coisa não pode advir daí. Se estiver errado, aceito correções. Meus respeitos ao seu texto, embora sinta nele falta de algo mais.

  • Kitty

    Caro Ricardo,
    O meu voto foi Médio porque dei uma chance ao STF, os ministros que fazem parte da mais alta corte da Justiça têm nesta tão importante oportunidade de reerguer a sua maculada imagem! É peremptório que haja uma ilibada isenção sem chicanas jurídicas ou protelações que leve a pensar que tudo não passa de uma triste encenação de cartas marcadas com antecedência. Há muitos interesses em jogo, inclusive poupar o ex-presidente Lula. Não posso esquecer que dos 11 ministros do Supremo foram escolhidos por o ex-presidente Lula e a presidente Dilma. Por muito que Lula diga que o mensalão é um invento da imprensa e a oposição, ele continua a mentir, em afirmar na sua inexistência. Se o Lula sabia, ele demostra que foi “conivente”. Se ele não sabia foi no minimo “inepto”. Ele sairá deste processo chamuscado, não há como evitar que a roubalheira de dinheiro público carregado em malas, cuecas ou mochilas por “mulas” que tiravam dos Bancos sob forma de empréstimos fictícios, para os locais onde a dinheirama seria convenientemente distribuída para os partidos, e depois repassada em forma de coima para os que apoiavam as medidas do governo. Um vergonhoso esquema do “toma-lá-dá-cá”. Dai o nome que o deputado Jefferson o apelidou: Mensalão!Uma mesada mensal aos congressistas que apoiavam o governo!
    Caro Ricardo estou convicta de que o mensalão do PT existiu, de que os acusados são culpados, especialmente Dirceu, a mão direta do então presidente Lula. Claro que teremos de ter paciência e esperar o resultado do Supremo.
    Enquanto a possível atuação do ministro Toffoli no processo dos réus do mensalão é no minimo lamentável, uma vez que ele teve atuação na defesa de um réu do mensalão: Marcos Valério.Ele não inspira confiança pela longa atuação com o PT e Dirceu.. Novamente reitero que espero um julgamento correto.A democracia merece isto! Corrupção e impunidade a enfraquece!
    Um abração//Kitty

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Constrangimentos no mensalão

    06:40, 2/08/2012 PAULO MOREIRA LEITE POLÍTICA, ELEIÇÕES
    Sabemos que os esquemas financeiros da política brasileira são condenáveis por várias razões, a começar pela principal: permitem ao poder econômico alugar o poder político para que possa atender a seus interesses. Os empresários que contribuem com campanhas financeiras passam a ter deputados, senadores e até governos inteiros a seu serviço, o que é lamentável. O cidadão comum vota uma vez a cada quatro anos. Sua força é de 1 em 100 milhões. Já o voto de quem sustenta os políticos é de 100 milhões contra 1.

    Por isso sou favorável a uma mudança nas regras de campanha, que proíba ou pelo menos controle essa interferência da economia sobre a política. Ela é, essencialmente, um instrumento da desigualdade. Contraria o princípio democrático de que 1 homem equivale a 1 voto.

    Pela mesma razão, eu acho que todos os fatos relativos ao mensalão petista precisam ser esclarecidos e examinados com serenidade. Casos comprovados de desvios de recursos públicos devem ser punidos. Outras irregularidades também não devem passar em branco.

    Não vale à pena, contudo, fingir que vivemos entre cidadãos de laboratório. Desde a vassoura da UDN janista os brasileiros têm uma longa experiência com campanhas moralizantes para entender um pouco mais sobre elas. Sem ir ao fundo dos problemas o único saldo é um pouco mais de pirotecnia.

    No tempo em que Fernando Henrique Cardoso era sociólogo, ele ensinava que a opinião pública não existe. O que existe, explicava, é a “opinião publicada.” Esta é aquela que você lê.

    O julgamento do mensalão começa em ambiente de opinião publicada. O pressuposto é que os réus são culpados e toda deliberação no sentido contrário só pode ser vista como falta de escrúpulo e cumplicidade com a corrupção.

    Num país que já julgou até um presidente da República, é estranho falar que estamos diante do “maior julgamento da história.” É mais uma opinião publicada. Lembro dos protestos caras-pintadas pelo impeachment de Collor. Alguém se lembra daquela da turma do “Cansei”?

    Também acho estranho quando leio que o mensalão foi “revelado” em junho de 2005. Naquela data, o deputado Roberto Jefferson deu a entrevista à Folha onde denunciou a existência do “mensalão” e disse que o governo pagava os deputados para ter votos no Congresso. Falou até que eles estavam fazendo corpo mole porque queriam ganhar mais.

    Anos mais tarde, o próprio deputado diria – falando “a Justiça, onde faltar com a verdade pode ter mais complicações – que o mensalão foi uma “criação mental”. Não é puro acaso que um número respeitável de observadores considera que a existência do mensalão não está provada.

    A realidade é que o julgamento do mensalão começa com um conjunto de fatos estranhos e constrangedores. Alguns:

    1. Roberto Jefferson continua sendo apresentado com a principal testemunha do caso. Mas isso é o que se viu na opinião publicada. Na opinião não publicada, basta consultar seus depoimentos à Justiça, longe dos jornais e da TV, para se ouvir outra coisa. Negou que tivesse votado em projetos do governo por dinheiro. Jurou que o esquema de Delúbio Soares era financiamento da campanha eleitoral de 2004. Lembrou que o PTB, seu partido, tem origens no trabalhismo e defende os trabalhadores, mesmo com moderação. Está tudo lá, na opinião não publicada. Ele também diz que o mensalão não era federal. Era municipal. Sabe por que? Porque as eleições de 2004 eram municipais e o dinheiro de Delúbio e Marcos Valério destinava-se a essa campanha.

    2. Embora a opinião publicada do procurador geral da República continue afirmando que José Dirceu é o “chefe da quadrilha” ainda é justo esperar por fatos além de interpretações. Deixando de lado a psicologia de botequim e as análises impressionistas sobre a personalidade de Dirceu é preciso encontrar a descrição desse comportamento nos autos. Vamos falar sério: nas centenas de páginas do inquérito da Polícia Federal – afinal, foi ela quem investigou o mensalão – não há menção a Dirceu como chefe de nada. Nenhuma testemunha o acusa de ter montado qualquer esquema clandestino para desviar qualquer coisa. Nada. Repito essa versão não publicada: nada. São milhares de páginas. Nada entre Dirceu e o esquema financeiro de Delúbio.

    3. O inquérito da Polícia Federal ouviu 337 testemunhas. Deputados e não deputados. Todas repetiram o que Jefferson disse na segunda vez. Nenhuma falou em compra de votos para garantir votos para o governo. Ou seja: não há diferença entre testemunhas. Há concordância e unanimidade, contra a opinião publicada.

    4. A opinião publicada também não se comoveu com uma diferença de tratamento entre petistas e tucanos que foram agrupados pelo mesmo Marcos Valério. Como Márcio Thomaz Bastos deve lembrar no julgamento, hoje, os tucanos tiveram direito a julgamento em separado. Aqueles com direito a serem julgados pelo STF e aqueles que irão para a Justiça comum. De ministros a secretárias, os acusados do mensalão petista ficarão todos no mesmo julgamento. A pouca atenção da opinião publicada ao mensalão mineiro dá a falsa impressão de que se tratava de um caso menor, com pouco significado. Na verdade, por conta da campanha tucana de 1998 as agências de Marcos Valério recebiam verbas do mesmo Banco do Brasil que mais tarde também abriria seus cofres para o PT. Também receberam aqueles empréstimos que muitos analistas consideram duvidosos, embora a Polícia Federal tenha concluído que eram para valer. De acordo com o Tribunal de Contas da União, entre 2000 e 2005, quando coletava para tucanos e petistas, o esquema de Marcos Valério recebeu R$ 106 milhões. Até por uma questão de antiguidade, pois entrou em atividade com quatro anos de antecedência, o mensalão tucano poderia ter preferência na hora de julgamento. Mas não. Não tem data para começar. Não vai afetar o resultado eleitoral.

    É engraçada essa opinião publicada, concorda?

  • Kitty

    corrijo:dos 11 ministros do STF, 9 foram escolhidos../Desculpe a desatenção!Obg.

  • Luiz Pereira

    Setti, boa noite,
    Não existe imparcialidade. O homem é um animal político.
    Mas pode, e deve existir, a melhor aplicação da Lei.
    Nesse caso, a postura de Ricardo Lewandowski hj fere a melhor aplicação da Lei.
    Se somarmos o fato de que Toffoli não se declarará impedido, creio que teremos um julgamento faccioso.
    abs

  • Rodrigo

    Pedro Luiz Moreira Leite, o que você e Paulo Moreira Leite queriam? Um documento com o PT ordenando o pagamento do mensalão?

  • A. Fernandes

    Quem não confia em juiz, suborna os bandeirinhas…

  • Rodrigo

    Não houve mensalão, berram os petistas. Que tal ler essa reportagem de Veja? Link:http://veja.abril.com.br/270705/p_058.html
    PS. Escolhi a opção médio. Desconfio de qualquer autoridade brasileira. E espero que o chmado mensalão tucano tenha a mesma cobertura dispensada ao mensalão do PT.

  • Turco

    Apesar de a maioria dos ministros ter sido escolhida pelo Lula, o julgamento está sendo amplamente coberto pela imprensa e acompanhado pela sociedade. Talvez, por isso, possamos acreditar em grau médio de confiança.

  • Observador100

    Pois é meu caro Setti, fugindo do assunto, mas não poderia deixar passar em branco, veja que as teles “punidas” pela Anatel já estão de volta. Como comentei sobre o seu post à época, que elogiava a atitude da Agência, tudo não passou de um “ajuste” na propina. E vamos Levandowski este julgamento…
    abraço

  • Vera Scheidemann

    Ah, Ricardo, a julgar pelo início deplorável,
    com o looooongo voto do Lewandowski (e ainda
    a participação do Toffoli), acho que
    a coisa começou muito mal.
    Ainda sobre o voto do Lewandowski, não causa
    espécie que ele já tivesse prontinho aquele
    voto, concordando em gênero, número e grau com
    o T. Bastos ?!
    Um abraço !
    Vera

  • Fernando

    +1 vez: o STF não está nem aí para o Brasil!

  • Aldo Matias Pereira

    Ricardo,
    Tenho um grau de confiança nesse julgamento próximo de zero. Pela qualidade dos dois votos contra apresentados ontem fica uma grande interrogação sobre o comportamento dos demais ministros, quase todos, com rabo preso a quem lhes brindou com esse mimo de nomeação. Mas, lá no fundinho de minha alma, no recôndito de minhas melhores recordações dos grandes juristas que passaram pela Suprema Corte e imprimiram uma marca de dignidade e apego à Norma Constitucional, ainda sonho que seja possível algum tipo de condenação dessa quadrilha. Isso, se as chicanas dos advogados de defesa, coordenados por aquele ex-ministro e de ministros como lewandowski, não inviabilizarem o julgamento!

  • Angelo Losguardi

    Infelizmente acredito que vai se dar o pior. O total apoio à impunidade e à roubalheira, bem como à formação da cleptotadura do partido único. Ficaria muito feliz, e como, em estar errado. Vamos ver. Mas esperança realmente eu não tenho. Esse supremo virou o escritório de advocacia do pt. Talvez ao final os ministros não saiam no tribunal cantando e carregando nos braços os réus, acho que aí seria demais, mas provavelmente vai ser uma palhaçada.

  • João Fonseca MG

    Eu não acredito na justiça brasileira, para mim tudo não passa de um teatro, só que o suremo é um teatro da elite. onde o pobre nem pagando pode entrar; e, outra, esse negócio de inocentar o ex-presidente Lula é um absurdo por que ele foi o Lider do Mensalão. Que governo é esse que não sabe nada duque estar passando em sua própria casa política. Na minha opinião o Lula tem que ser condenado com a pena maior… porque ele foi realmente o protagonista de todo o mensalão…

  • Artur Souza

    É nos grandes momentos da História que se conhece os grandes homens – e Lewandowski já mostrou que sua estatura moral é daquelas que, como dizia Nelson Rodrigues, uma formiguinha atravessa com água pelas canelas. Não dá para confiar inteiramente numa instituição que tem Lewandowski e Toffoli entre seus representantes.

  • Adi

    Caro Ricardo Setti

    Este é o grande problema, qual o grau de isensão do STF ?
    Quando um jurista assume a cadeira de ministro do STF toda e qualquer relação ou vinculo que houvesse nunca deveria ser maior que a própria relação com o tribunal e às leis do pais.
    O poder de decisão não pode ser pautado por influencias externas, é o que se espera.
    Infelizmente vemos pelo comportamento duvidoso de alguns ministros como Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski expondo a imagem do STF sem necessidade.

  • Geraldo Iunes Filho

    Nossas instituições estão totalmente aparelhadas e comprometida pelo projeto de perpetuação do PT no Governo e o STF não foge do esquema. Acho apenas que vai haver algum tipo de condenação leve muito branda para enganar os trouxas que somos nós.

    Infelizmente este é o País em que vivemos.

    ACORDA BRASIL

  • Luiz Pereira

    Setti,
    Mais um detalhe, importante: juiz age nesses casos se provocado.
    Ou seja, caso Marcio apresentasse, como fez, uma questão de ordem, fosse qual fosse, os juízes dariam seu parecer na hora – como fez a maioria.
    Exceção de Lewandowski, natural e estranhamente.
    Juiz não tem de prever o que os advs das partes farão. Juiz age de acordo com a situação.
    Pelo menos, os normais.
    abs

  • Fernando

    Ninguem é isento.
    E nenhuma forma de escolha de membros da suprema corte é perfeita.
    A suprema corte americana, por exemplo, na sua criação esteve a frente de um escandalo no caso Marbury x Madison, além disso, em muitos estados a nomeação de membros da corte estadual ( segundo grau)se dá por eleição, e o poder econômico lá também mostra as suas garras, como nas eleições legislativas.
    Melhor do que questionar a legitimidade ou isenção de uma corte é entender como fuciona e repassar esse conhecimento para não ficarmos reclamando pro vento.
    No mais o seu blog é muito bom, é leve e aborda assuntos chave sem excesso de postagens, gostaria até de comentar mais, porém virar “rato de blog” não combina comigo.
    abs

  • Ruy

    Eu tenho certeza que a maioria dos Ministros do Supremo votará a favor da condenação de mutos réus. Não todos, é claro, mas dos principais, como Delúbio, Genoino, Marcos Velerio e o mais importante, Zé Dirceu, que muitos dizem que não há provas suficientes para condená-lo. Eu acho que há.
    Agora, o principal mesmo não está em questão. Sim, ele mesmo, Lula, o canalha que jamais soube de nada, nunca foi com ele, foi traído e a culpa foi sempre dos outros. Este sim, deveria ser condenado e tudo que amealhou por intermédio de seu filho, ex monitor do zoológico e hoje multi milionário, voltar aos cofres públicos.
    Só esperamos que estes meliantes venham ser punidos com os rigores da lei.

  • Luiz Pereira

    Setti,
    Repliquei o meu comentário das 11:25 em outro post, onde acho que faz mais sentido.
    abs

  • kelson

    Apesar de ter poucas esperança num julgamento realmente isento, em que as pessoas que cometeram mais de um crime e por tanto ” criminosos ” venham a ser punidas eu acredito que é extremamente importante isto funcionar! É a prova de que nosso parlamento não manda mais que as leis!Tomara que sejam punidos!

  • SergioD

    Pedro Luiz, excelente o texto do Paulo Moreira Leite que você postou. Crimes foram cometidos nos dois casos, no mensalão do PT e no Valerioduto mineiro do PSDB. Porém, no que depender de nossa mídia, os acusados do Mensalão do PT já estão condenados e sujeitos a serem trancafiados. Quanto ao esquema original, o do PSDB, praticamente nada na mídia. Por que será? Só o PT errou nesse caso? E o PSDB? Por que não se fazem as mesmas recriminações contra os tucanos? Com o mesmo estardalhaço? Em termos de grana os valores se equivalem, 110 milhões para o mensalão do PT e 106 milhões para o Valerioduto. Por que a mídia não publica que inquérito da PF não se encontra nada que relacione José Dirceu às maracutaias do Delúbio, como aponta o Paulo Moreira Leite? O estão acusando somente por insinuações do Procurador Geral da República?
    Outra pergunta que costumo me fazer. Por que o maior escândalo de corrupção da história? Pelo número e importância dos envolvidos? Sim, por que em termos de grana o dos Bancos Marca e FonteCindan, em 1999, foi muito mais impactante. Com o beneplácito do Banco Central surrupiou-se mais de 1,5 bilhão de dollares de recursos públicos da noite para o dia.
    Gente, crimes sérios foram cometidos, e para eles deve haver o indicativo de punições. Mas na medida exata dos crimes apurados e das provas existentes nos autos. Está-se aproveitando do caso para fazê-lo maior do que na verdade é por aproveitamento político, assim como estão tentando reduzir o que ocorreu em 1998 em Minas.
    Por essas e outras nada se investigou em 1997 quando da compra de votos para a emenda da reeleição, apurada pelo excelente jornalista Fernando Rodrigues da Folha de São Paulo. Sua investigação foi tão correta que ele ganhou o Prêmio Esso naquele ano.
    Para não dizer que nada sai sobre o Valerioduto tucano, a revista Piauí de agosto publica uma matéria, que ainda não li, da jornalista Daniela Pinheiro, sobre o Mensalão Mineiro. Segundo o seu subtítulo, o texto discorre sobre como anda a situação desse processo. Mais tarde, depois de lê-la, comento por aqui.
    Na enquete ao lado, votei “muito alto”, pois acho que os ministros do STF irão desfiar todas as suas convicções nesse julgamento, com já vimos com as discussões de ontem. E é exatamente esse comportamento que espero. Cada um mostrando sua verdadeira opinião, sem temer a “opinião publicada”, como muito bem salientou certa vez FHC.
    Calma gente. Não comessem a pensar que sou contra a liberdade de imprensa, um dos direitos mais sagrados da democracia. No entanto, se a opinião da mídia, ou o que ela publica, influenciasse tanto a verdadeira opinião pública, Dilma Roussef não teria ganhado as eleições em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, e perdido de tão pouco em São Paulo e no Rio Grande do Sul.
    Abraços

  • Luciano Jorge

    Não há como confiar em um julgamento feito por um Poder Judiciário nomeado pelo Poder Executivo, marcando profundamente nossa distância com a independência entre os Poderes da República. O Brasil permanecerá uma fraude democrática até que isso seja corrigido. A solução passa por concurso público para Ministros do STJ e STF. Assim, nos aproximaríamos da independência das decisões e provavelmente não teríamos que nos envergonhar com Lewandovski e Tofolli decidindo como se fossem pessoas isentas. Até quando? Trata-se de uma piada de muito mal gosto.

  • relume romano

    Bereta;Parabens mais um detalhe: “Não é necessário que os relógios conspirem para dar praticamente a mesma hora ao mesmo tempo, é suficiente que inicialmente fossem colocados na mesma hora e dotadas do mesmo tipo de movimento, de modo que seguindo o seu próprio movimento cada um deles concordem em geral com todos os outros. A semelhança do mecanismo exclui qualquer maquinação.”O Brasil conhecerá, pela primeira vez em sua história contemporânea, uma alternância pacífica no poder.Porque as coisas simples devem ser simples e as coisas complexas, possíveis.”

  • Jaguaré Teixeira

    Não acredito que estes juízes tenham isenção e dignidade moral para condenar esta quadrilha. Todos os integrantes do STJ são de duvidosa conduta moral, basta ver a relação de bens de cada um deles!!

  • Thales Bruno

    Tudo depende de como se comportará o ministro Dias Toffoli (jurando suspeição), o supremo não voltar atrás em desmembrar os casos, e terminando com a condenação pesada dos réus. Na verdade, é isto que tem que acontecer mesmo…

  • Ana Ramos

    Sobre o mensalão… Eles estão se aproveitando das olimpíadas, assim ninguém estará interessado na soltura dos bandidos! É uma pena que não dê pra confiar nesse supremo!

  • Ana Ramos

    Então… é realmente uma pena, não acho que eu não tenha sido moderada!Eu ainda acredito na liberdade, de expressão.Espero que o supremo, faça com que o povo, volte a confiar neles! Por que a final, nem todos alí dentro compactuam com bandidos!Está na hora do nosso supremo mostrar o poder!

  • Ana Ramos

    Retiro a palavra Bandido! realmente não pegou bem! Mas não falo do supremo…e sim dos participantes do mensalão!

  • silvio carlos leite

    Eu confio na mais alta Corte de Justiça dêste meu Basil, assim como confio plenamente em todos os ministros do STF. Aconte, porém, que há impedimenos de ordem juríca que prejudicam o bom andamento de todo processo ; haja vista a aposentadoria compulsória de um ministro que ocorerá em setembro de 2012. Isso é “um prato cheio” para os advogados que defendem os réus. Vamos aguardar!

  • ANTHONY KUDSI RODRIGUES

    1) Pedro Luiz Moreira Lima:
    O comentário do Paulo Moreira Leite , deve ser leitura obrigatória para quem quer ISENÇÃO.
    2) SergioD:
    Perfeita a sua observação: 1)”No” MARKA e no FONTECINDAN que juntos respondem por 1 bilhão e meio de reais (este seria o “maior escândalo de corrupção da história” e que foi durante o governo de FHC em 1999) “NADA”?.2)Também perfeita a sua observação sobre a compra de votos para a reeleição do Professor Doutor FHC em 1997, e “cadê” os comentários?
    Creio que está faltando ISENÇÃO nestas “bandas”, pois como disse em outros posts, Corrupção não tem lado, partido ou ideologia, ela é contra o Brasil e os brasileiros.
    Um abração à vocês.
    AKR

  • DENISE HEBLING

    Boa tarde
    Sou advogada e como tal defensora da democracia, respaldada pela nossa Carta Magna, espero realmente que o STF cumpra o seu papel, e não sofra posteriormente as represálias próprias de um governo autocrático, hipócrita e ditatorial; tanto é verdade que temos no poder o Senador Collor, depois de um impeachement foi recolocado no poder, portanto tudo é possível num país que não tem memória e cultura…

  • SergioD

    Pessoal, mais um jornalista que pensa como eu quanto ao tratamento diferenciado para os dois mensalões, o do PT e o Valerioduto Tucano. Jânio de Freitas, da Folha de São Paulo, em artigo de hoje, 05/08/2012.:
    JANIO DE FREITAS

    Dois pesos e dois mensalões

    A premissa de serem crimes conexos os atribuídos aos réus do mensalão do PT não valeu para o mensalão mineiro

    Na sua indignação com o colega Ricardo Lewandowski, o ministro Joaquim Barbosa cometeu uma falha, não se sabe se de memória ou de aritmética, que remete ao conveniente silêncio de nove ministros do Supremo Tribunal Federal sobre uma estranha contradição sua. São os nove contrários a desdobrar-se o julgamento do mensalão, ou seja, a deixar no STF o julgamento dos três parlamentares acusados e remeter o dos outros 35, réus comuns, às varas criminais. De acordo com a praxe indicada pela Constituição.

    Proposto pelo advogado Márcio Thomaz Bastos e apoiado por longa argumentação técnica de Lewandowski, o possível desdobramento exaltou Barbosa: “Essa questão já foi debatida aqui três vezes! Esta é a quarta!” Não era. Antes houve mais uma. As três citadas por Barbosa tratavam do mensalão agora sob julgamento. A outra foi a que determinou o desdobramento do chamado mensalão mineiro ou mensalão do PSDB. Neste, o STF ficou de julgar dois réus com “foro privilegiado”, por serem parlamentares, e remeteu à Justiça Estadual mineira o julgamento dos outros 13.

    Por que o tratamento diferenciado?

    Os nove ministros que recusaram o desdobramento do mensalão petista calaram a respeito, ao votarem contra a proposta de Márcio Thomaz Bastos. Embora a duração dos votos de dois deles, Gilmar Mendes e Celso de Mello, comportasse longas digressões, indiferentes à pressa do presidente do tribunal, Ayres Britto, em defesa do seu cronograma de trabalho.

    A premissa de serem crimes conexos os atribuídos aos réus do mensalão petista, tornando “inconveniente” dissociar os processos individuais, tem o mesmo sentido para o conjunto de 38 acusados e para o de 15. Mas só valeu para um dos mensalões.

    Os dois mensalões também não receberam idênticas preocupações dos ministros do Supremo quanto ao risco de prescrições, por demora de julgamento. O mensalão do PSDB é o primeiro, montado já pelas mesmas peças centrais -Marcos Valério, suas agências de publicidade SMPB e DNA, o Banco Real. Só os beneficiários eram outros: o hoje deputado e ex-governador Eduardo Azeredo e o ex-vice-governador e hoje senador Clésio Andrade.

    A incoerência do Supremo Tribunal Federal, nas decisões opostas sobre o desdobramento, é apenas um dos seus aspectos comprometedores no trato do mensalão mineiro. A propósito, a precedência no julgamento do mensalão do PT, ficando para data incerta o do PSDB e seus dois parlamentares, carrega um componente político que nada e ninguém pode negar.

    A Polícia Federal também deixa condutas deploráveis na história do mensalão do PSDB. Aliás, em se tratando de sua conduta relacionada a fatos de interesse do PSDB, a PF tem grandes rombos na sua respeitabilidade.

    Muito além de tudo isso, o que se constata a partir do mensalão mineiro, com a reportagem imperdível de Daniela Pinheiro na revista “piauí” que chegou às bancas, é nada menos do que estarrecedor. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com seu gosto de medir o tamanho histórico dos escândalos, daria ali muito trabalho à sua tortuosa trena. Já não será por passar sem que a imprensa e a TV noticiosas lhes ponham os olhos, que o mensalão do PSDB e as protetoras deformidades policiais e judiciais ficarão encobertas.

    É hora de atualizar o bordão sem mudar-lhe o significado: de dois pesos e duas medidas para dois pesos e dois mensalões.

  • Wilma Acioly

    Sou cidadã e tenho certeza que não veremos este dia, fica dificil acreditarmos de maneira diferente, infelizmente ‘Politica’ se tornou sinonimo de picaretagem, hoje já tem até escola, pois os filhos deles estão indo no mesmo caminho, absurdo e vergonhoso para o nosso tão amado Brasil.