Com Augusto Nunes (à dir.), entrevistando o recém-empossado governador de Alagoas, Fernando Collor, na primeira matéria que projetou nacionalmente o futuro e desastroso presidente da República, publicada com destaque em edição dominical do respeitadíssimo Jornal do Brasil. Foi no dia 5 de abril de 1987, um sábado, na casa do irmão mais velho de Collor, Leopoldo, no bairro de Cidade Jardim. Falo mais a respeito neste post e neste outro aqui.

Collor havia assumido há 20 dias o governo de Alagoas e avisava que iria cortar privilégios dos poderosos usineiros de açúcar do Estado, combater o “sindicato do crime” que assassinava impunemente e – atenção! – já tomara as primeiras medidas para acabar com os “marajás” do funcionalismo. Em duas semanas, Collor ganhava destaque nas “Páginas Amarelas” da revista Veja, às quais se seguiria a célebre reportagem de capa “O Caçador de Marajás”, título de que ele se apropriaria e se transformaria num de seus cavalos de batalha para se eleger presidente na eleição de 1989.

E – juro – tudo começou com essa matéria feita a quatro mãos por Augusto Nunes e por mim. É uma cruz que ambos carregamos.

Foto: José Carlos Brasil

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