A designação do diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, para o lugar de Henrique Meirelles na presidência do BC pela presidente eleita Dilma Rousseff tem dois significados básicos, no entendimento do mercado e de fontes de Brasília:

1. Dar um sentido de continuidade à gestão de Meirelles, tanto é que a notícia foi muito bem recebida pelo mercado e foi aplaudida pelo próprio presidente do BC atual.

2. Prestigiar os funcionários de carreira do Banco Central. Jamais o BC terá tido, como no começo da gestão de Dilma, uma diretoria cujos sete integrantes sejam oriundos dos quadros do próprio BC, exclusivamente prata da casa, sem nenhum nome pinçado do mercado financeiro.

Uma diretoria do BC constituída exclusivamente por técnicos de carreira não é necessariamente uma boa coisa: eles entendem bem do riscado, mas apenas de um dos lados do balcão.

De todo modo, o currículo de Tombini é de primeiríssima e sua experiência, inclusive internacional, são sinal de uma boa escolha.

Confira o currículo do novo homem forte do BC aqui.

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celsoJ em 24 de novembro de 2010

Putz, com a grana que ele mama poderia ter feito um implante de cabelo melhor. Pergunta pro Ophir.

Maurício em 24 de novembro de 2010

Ricardo: A turma do contra está na ativa. Infelizmente, leio o comentário da gaúcha indignada que diz: "Muito fraca a “equipe econômica” da criatura. Estou adorando. Ela não vai dar conta….." Que ela tenha votado no Serra, tudo bem: é um direito dela. Mas torcer CONTRA um governo que ainda não começou, é demais! Temos que pensar positivamente, e não torcer para que dê tudo errado, pois TODOS nós sairemos prejudicados. Indignada ela deveria estar com o fraquíssimo candidato que a coligação PSDB-DEM e outros partidos escolheu tanto para presidente quanto para vice... isso sim, NÃO DEU CERTO MESMO! Abraços.

carlos nascimento em 24 de novembro de 2010

Um bom técnico. Agora, sómente isso não basta. Todos sabem que prá gerenciar um BC com autonomia é preciso ter força de personalidade e ser comandante em Chefe, coisa que o nosso conceituado funcionário ainda não possui, falta rodagem. FINALIZANDO, será "comandando" pelos Petralhas, Mantega (fazenda) e o próximo Ministro do planejameno vão deitar e mandar. Eu aposto minhas fichas nesse enfoque. SEGURE O DRAGÃO DA INFLAÇÃO, OS GASTADORES VENCERAM.

Nélio em 24 de novembro de 2010

A questão não são as credenciais técnicas de Tombini, arrasadoras se comparadas com as de Mantega ou Miriam Belchior. O problema é que ele foi escolhido para ser mais dócil às intenções do Planalto, mesmo que elas colidam com a manutenção da saúde monetária do país. E nisso o governo não tem limites.

Siará Grande em 24 de novembro de 2010

Tem outra maneira de ver a demissão do Minstro Henrique Meireles. O governo do ex-Presidente Lulla tem 40 ministérios e apenas um ministro, o Meireles, o único que tem luz própria e uma careira bem sucedida na iniciativa privada. Os outros não passam de um bando de bajuladores incompetentes, tipo o Chanceller Cellso Amorim. Com a demissão do Meireles, a PhD Dillma Russffe está sinalizando que quer um ministério 100% de bajuladores incompetentes. Aliás, aqui na Capitania do Siará Grande, se comenta que o grande economista Ciro Family Gomes vai ser o novo dono dos bilhões do BNDES. Tem fundamento esta notícia alvissareira? Caro Siará, cheguei a postar um comentário sobre a possibilidade de Ciro Gomes assumir a presidência do BNDES, sim. Embora a tendência seja a continuação no posto do economista Luciano Coutinho.

Rosa Maria Pacini em 24 de novembro de 2010

Pelo menos ele tem um belo currículo. Setti parece que com esta indicação, a presidente buscou também marcar posição de certa "independência" frente às interferências de Lula, pois escolheu dar continuidade sem manter o Meirelles no cargo.Ou estou equivocada? Cara Rosa Maria, não sei se é isso. A presidente parece que realmente não gostou das declarações de Meirelles em Frankfurt de que só aceitaria continuar se tivesse completa autonomia e também de que não aceitaria ser um presidente-tampão, por 3 ou 6 meses, como Lula andou sugerindo. Mas não deixa de ser um gesto de relativa independência de Dilma em relação a Lula, sim. Abraços

gaúcha indignada em 24 de novembro de 2010

Muito fraca a "equipe econômica" da criatura. Estou adorando. Ela não vai dar conta.....

Maurício em 24 de novembro de 2010

Ricardo: Me desculpe por estar utilizando esse post para tecer meus comentários sobre os problemas do Poder Judiciário (que é minha área de atuação). No post específico não abre a caixa de comentários, então sou impelido a postar por aqui mesmo. Eu já havia comentado dias atrás a respeito da demora das decisões do Judiciário por "n" motivos: falta de estrutura física, pessoal, e outras. Coloquei, também, que o Poder Público é o principal descumpridor das leis e que dá azo a uma enxurrada de ações judiciais e que, renitente, utilize de uma gama incrível de recursos, postergando o cumprimento da sentença (normalmente nas ações movidas contra o Poder Público, este fica parecendo cachimbo: só leva 'fumo'). Desculpe a maneira extremamente informal para dizer que o Poder Público normalmente sucumbe nos processos em que figura como Réu. Para resolver o problema, é necessário não apenas da mudança de mentalidade dos ocupantes do Poder Público, mas também agilizar o processo judicial, restringindo a quantidade de recursos, bem como atuando como norma cogente. O ilustre Celso Antônio Bandeira de Mello nos diz que:”Estado de Direito não combina com incertezas. Se Estado de Direito não combina com incertezas, quanto mais se tem medidas governamentais que passem por cima dessa premissa, mais se tem à ilegitimidade dessa atuação." Não podemos nos esquecer da aplicação das Súmulas Vinculantes que têm o seguinte significado constitucional: "O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei." (Redação dada pela Emenda Constitucional n° 45, que adicionou o artigo 103-A à Constituição Brasileira). Com isso, poderemos reduzir os recursos meramente procrastinatórios, tão comuns no Judiciário. Bem... vou deixar que outras pessoas também comentem. Abraços. Em tempo: pode mudar esse comentário de local, retirando deste post e inserindo no comentário sobre o Poder Judiciário, por favor.

Maurício em 24 de novembro de 2010

Ricardo: A escolha de Tombini demonstra uma despolitização na escolha dos mandatários do BC. A meritocracia deveria ser uma constante em todos os segmentos específicos, deixando a nomeação política para assuntos essenciais da POLÍTICA, e não em assuntos técnicos. Aguardo ansioso (e esperançoso) o início do governo Dilma. Que melhore para todos nós. Abraços.

Fernanda em 24 de novembro de 2010

Esperemos apenas que Dilma deixe o homem trabalhar em paz, Setti...currículo e experiência ele parece ter de sobra...tomara que ele não se digne a ser uma marionete ao sabor das vontade da Presidente e que tenha pulso firme na manutenção das metas de inflação. Isso é a única coisa que me preocupa no próximo governo, pois, de resto, não tenho muitas esperanças não...a inflação ser mantida sob controle já é mais do que espero dela, visto que continuo a duvidar da adoção de política de austeridade e responsabilidade fiscal...

joselito em 24 de novembro de 2010

"De todo modo, o currículo de Tombini é de primeiríssima e sua experiência, inclusive internacional, são sinal de uma boa escolha." Foi muito claro nos elogios, Setti. ZERO comentários em 3 horas e meia. Daqui a pouco vão te chamar de petista e comunista, igual aconteceu com o Olavo de Carvalho.

Caio S em 23 de novembro de 2010

Setti, um comentário fora de lugar mas de algo que me deixou muito preocupado: a entrevista de Roberto Freire ontem ao Roda Viva. Bem, achei muito interessante a entrevista mas não gostei de um ponto: a visão que Freire tem da direita. Não posso admitir que Freire faça a distinção entre Velha Esquerda e Nova Esquerda (ele, claro, na nova) mas trate toda a direita como farinha do mesmo saco. Senhor Freire, existe uma Nova Direita também, uma direita liberal democrática (liberdade individual, economia de mercado, democracia representativa e estado regulador). Nesta Nova Direita um programa como o Bolsa Família (que Freire diz ser de direita) nunca, NUNCA, teria lugar. Admiro Freire, acho interessante seu pensamento mas não poderia deixar de fazer a ressalva. Vale um post Setti!

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