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Os recipientes para recolher material reciclável, os “contenedores”, há anos fazem parte da paisagem de qualquer cidade espanhola, como Barcelona (Foto: elperiodico.com)

Nas mais de 8 mil cidades, vilas e vilarejos da Espanha, na mais remota agrupação de casas onde vivam pessoas, eles estão lá — os contenedores para recolher a parte reciclável do lixo: papel, papelão, plásticos, embalagens tetrabrik, garrafas, latas, metais. Não é diferente na maior parte dos países da Europa e do Primeiro Mundo — e, embora praticamente ausente de grandes cidades brasileiras, como São Paulo (um absurdo!), aos poucos e ainda que muito devagar a mesma prática se estende pelo Brasil.

Mas até no lixo se reflete a brutal crise econômica por que passa a Espanha desde 2008 — da qual 27% de desemprego é a cifra mais dolorosa. Na Catalunha, região mais rica do país, divulgou-se hoje que o volume de lixo reciclável diminuiu 11,23% do começo do ano até final de junho em relação ao mesmo período de 2012.

A crise, naturalmente, por ter reduzido o consumo, é uma das razões da queda. Mas as autoridades atribuem a diminuição dos recicláveis principalmente à coleta de materiais feitas por particulares — “o roubo nos recipientes de material reciclável”, nas palavras de Josep Maria Tost, diretor da Agência de Resíduos da Catalunha. O item em que mais se nota o problema é o papel/papelão (depositado em contenedores azuis), cujo total arrecadado desabou de 408 mil toneladas para 318 mil.

A coleta por particulares, em boa parte desempregados, é uma prática ilegal ao pé da letra — por se tratar de propriedade pública — mas para a qual a polícia, compreensivelmente, fecha os olhos.

A figura dos “catadores”, tão familiar aos brasileiros e inédita até há poucos anos na Europa, torna-se comum nas ruas de países como a Espanha.

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5 Comentários

Denny Doherty em 19 de julho de 2013

Dois pitacos: 1. Socialismo SEMPRE acaba nisso: miséria, fome, morte, concentração de renda nos bolsos dos "mais iguais" 2. Ao Marco, das 15h40: Sugiro que leia, se puder conter o vômito, a opinião de um acadêmico da PUCRS, professor de Ciências Criminais. Está na página 19 da edição de 18/07 da Zero Hora. Verá, então, a origem dessa onda de demência.

Marilene L'Abbate - São Paulo em 19 de julho de 2013

O Planeta Terra está aprendendo a ser HUMILDE!

Titus Petronius em 18 de julho de 2013

Uma curiosidade, caro Setti. Fiz recentemente um cruzeiro pelo Mediterrâneo em um navio de bandeira italiana. A tripulação do, digamos, hotel do navio (a turma que cuida da limpeza, dos quartos, da comida) era formada quase que totalmente por asiáticos. A tripulação mais graduada, incluindo o capitão, era européia. Fiz amizade com a gerente do "hotel", uma alemã com fama de durona parecida com a Angela Merckel. Intrigado, perguntei a ela porque a maioria da tripulação do navio italiano era asiática se a Europa enfrenta uma crise braba com altas taxas de desemprego. A resposta foi mais ou menos esta: "Porque os europeus não se sujeitam a fazer o serviço sujo". O serviço sujo, no caso, é arrumar camas, fazer faxina, lavar louça, etc. Quer dizer, os caras numa draga desgraçada mas mantêm a pose. Um outro amigo, este dono de um pequeno hotel em Palência, me disse que encontrava dificuldades para contratar funcionários porque os espanhóis não queriam pegar no pesado. Ele acabara de contratar um ajudante argentino. Quando se tem saúde pública gratuita de boa qualidade, seguro desemprego e outros benefícios, pode-se recusar emprego até em meio à crise. Assim fica difícil a Europa se recuperar.

Marco em 18 de julho de 2013

Don Setti, esses manifestantes esquerdistas da Ufrgs, deixaram hoje, a Câmara de Vereadores de Poa. Dá uma olhada na feiura deles nus, como símbolo de ocupação. Q coisa desprovida esses alunos, sustentado por dinheiro público. Não sei qual a necessidade do estado bancar esses abusados e preguiçosos. Só mesmo o PT, e as esquerdas para dar guarida e palco, para esse tipo fração e facção " Bob Marley ", sem futuro. Abs.

Marco em 17 de julho de 2013

Don Setti, Aqui em dias de manifestações, q acho de militantes esquerdistas da Ufrgs, são cortadas ao meio ou em pedacinhos ou arremessadas em lojas. E a maioria desses militantes "falam" na conservação e preservação do meio ambiente. Com cartazes de informações voltadas para isso. Vou te contar ter q aguentar esses abusos e péssimos procedimentos universitários. Abs.

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