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O camburão da Guardia Civil que levou Bárcenas para depor: da cadeia para o tribunal (Foto: El País)

Se fosse no Brasil, como foi um poderoso, ele chegaria em carro blindado particular, com vidros enegrecidos, cercado de advogadões, e entraria no tribunal ou juizado por alguma porta especial — não tenhamos dúvida.

Mas a Espanha, apesar da crise econômica, apesar de ter podres na política, mantém saudáveis traços de seriedade.

Luís Bárcenas, ex-senador, ex-tesoureiro do governista Partido Popular por 20 anos, figurão da política espanhola, pivô de um escândalo de caixa 2, contas na Suíça e distribuição de dinheiro “negro” a políticos, foi depor hoje na Audiência Nacional, em Madri, perante o juiz Pablo Ruz, dentro de um camburão da Guardia Civil, uma das duas polícias nacionais.

Saiu direto da prisão de Soto del Real, a 43 quilômetros do centro de Madri, para a Audiência, e de lá voltou para a cadeia.

Há duas semanas, o juiz enviou-o à prisão, sem direito a fiança — outra boa diferença com nosso país –, diante do que considerou perigo de fuga e ameaça de destruição de provas se permanecesse em liberdade.

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12 Comentários

GEROLDO ZANON em 24 de julho de 2013

Se fosse aqui no BRASIL eles chegariam de carro blindado e rindo da nossa cara

Mauro Almeida em 24 de julho de 2013

Sinto a falta dos comentários daqueles que em massa defendem a qualquer custo esses que estão no poder.

wagner em 23 de julho de 2013

No Brasil ele seria (atendido) pela justica em casa.rsrsrs

Paulo Sebastião de Oliveira em 19 de julho de 2013

Só conseguiremos acabar com a corrupção, quando acabar os recursos que protelam as sentenças da Justiça.De nada adianta aumentar as penas para os corruptos, pois os recursos impossibilitam qualquer possibilidade de punição.No Brasil o "amigo" aí em cima, dificilmente seria punido.

dexter em 16 de julho de 2013

Semana passada o equivalente ao nosso ministro dos transportes, da China, foi condenado à morte por corrupção. Não sei detalhes mas há chance de que a sentença seja reduzida para prisão perpétua. Que bela idéia , né não? Só não concordo com a segunda hipótese que já cansei de sustentar vigarista!!!

Maria Jose em 16 de julho de 2013

No Brasil chegaria de helicóptero, com toda pompa.

Bruno Sampaio em 16 de julho de 2013

Fosse aqui, além de não ir preso, estaria escrevendo em blogs, dando entrevistas com ampla cobertura da imprensa "governodependente" e conclamando a militância a botar pra f%$#@der nas ruas! Fazer o quê, é Brasil!!!

Roberto Souza em 15 de julho de 2013

Setti, além de chegar ao tribunal da maneira que você relatou, os nossos "heróis" ainda escreveriam críticas ao judiciário, reclamaria por estar sendo perseguido, e o pior, veríamos seus belos textos reproduzidos por um sem número de blogs, jornais, revistas e emissoras de TV como se fossem grandes pensadores. Provavelmente também seriam homenageados pelo partido que também promoveria eventos, jantares em desagravo ao meliante e que também arrecadariam fundos para pagar advogados (como se eles precisassem. Alguns, ao invéz da cadeia, sairiam do congresso direto para a audiência

toninho malvadeza em 15 de julho de 2013

Se fosse no Brasil estaria livre, leve, solto e milho nário igual ao Zé Dirceu e muitos outros.(2)

Leonardo em 15 de julho de 2013

Se fosse no Brasil estaria livre, leve, solto e milho nário igual ao Zé Dirceu e muitos outros.

bereta em 15 de julho de 2013

Quando adolescente,fui contínuo no Bradesco. Marcada uma pescaria para sábado, sairíamos rumo a Panorama no primeiro trem. As varas iam como despacho, no vagão de carga. Quase hora do trem partir e dois companheiros ainda não haviam chegado. A esplanada da estação tinha ligação com uma ruela que subia até o pátio da delegacia. Fomos até a frente do prédio da estação para ver se os amigos estavam a caminho. Quando voltamos o olhar para a ruela, vimos os dois faltantes. Chegaram e foram logo explicando o motivo da demora. Haviam passado a noite no corredor das celas. Delito? Carteado em casa residencial. No caminho, após muitas risadas, pois o ato policial era mais para dar satisfação a sociedade, afinal eram cidadãos de bem, recolhedores de impostos, com residência fixa, comerciantes, enfim, tinham como muitos tem (vide sérgio cabral), o hábito de jogar um carteado quase a "leite de pato". O engraçado na situação foi a aflição de um dos detidos. Dentro do "guarda-louças", aquele célebre jipe de capota de aço usado pela polícia no início dos anos sessenta, faltou-lhe ar. Quase sufocado, bateu no vidro interno, gritando para que os policiais detivessem a viatura e abrissem a porta dos fundos.-Tenho falta de ar. Preso eu vou, mas não posso chegar morto. Lembrei-me desse passagem em função do que foi dito sobre os figurões na república, que só andam acompanhados de seus advogados, em carrões de altíssimo luxo. Quem sabe lhes faltará ar,caso sejam levados no camburão. São a elite da escória, sabemos como são. Estamos no Brasil e aqui tudo é diferente. Ainda prevalece o SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?

ricardo carvalho em 15 de julho de 2013

Um dia quero vê Lula andando num carro brindado... da polícia.

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