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A nota de 1 dólar: será que você conhece mesmo esta cédula?

Amigo do blog, esta é a cédula de dinheiro mais conhecida do planeta.

Ela já passou por bilhões, talvez trilhões de mãos desde que foi lançada em sua atual versão, há 55 anos.

Conhecida? Mas será que, apesar dessas incontáveis operações, todo mundo realmente conhece essa cédula? Você conhece mesmo a cédula de 1 dólar?

Confira parte do que ela encerra:

Primeira novidade: a cédula de 1 dólar não é de papel.  O “papel-moeda” de 1 dólar na verdade é dinheiro impresso em folhas especiais que misturam algodão e linho, com pequenas fibras de seda azuis e vermelhas entrelaçadas. É por isso que, quando alguém esquece uma cédula no bolso da roupa que vai para a máquina de lavar, ela escapa ilesa da operação.

Para imprimir as cédulas, o Tesouro americano utiliza uma tinta de mistura secreta, inclui os diversos símbolos constantes do dinheiro e depois submete as cédulas a um processo que lembra o de engomar — o que a torna resistente à água. Finalmente, máquinas especiais “passam” as cédulas, como se passa roupa, para que elas, quando postas em circulação, fiquem com o característico estalar de novas.

Os símbolos

A figura histórica ligada inexoravelmente ao dólar é, como se sabe, a do primeiro presidente, George Washington (1789-1797).

Os símbolos estão por toda parte nas cédulas. No anverso, na parte direita da cédula, por exemplo, fica o principal deles, o selo do Tesouro dos Estados Unidos:

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O selo do Tesouro dos Estados Unidos

Na parte de cima do selo, a balança significa a necessidade — cada vez mais distante nos dias que correm — de um orçamento equilibrado.

No centro, um esquadro de carpinteiro, ferramente utilizada para planejar cortes precisos. Sugere que há que cortar gastos quando o orçamento não está equilibrado.

Na parte inferior, está a chave simbólica do cofre do Tesouro.

O verso da cédula

No verso da cédula, esses dois grandes círculos, juntos, compreendem o chamado Grande Selo dos Estados Unidos, obra de um grupo de pais da pátria liderados por Benjamin Franklin.

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O verso da cédula: os dois círculos significam o Grande Selo, formulado por um grupo de pais da pátria tendo à frente Benjamin Franklin

A pirâmide e seus significados

O círculo da esquerda contém uma pirâmide — nada, naturalmente, relacionado ao Egito. A pirâmide era e é um símbolo utilizado em diferentes culturas e circunstâncias.

É interessante notar que a face oeste da pirâmide é escura. Com isso, os idealizadores do símbolo quiseram significar a interrogação que ainda constituía, para os independentistas situados nas então 13 colônias britânicas da costa Leste do país, o futuro dos territórios do Oeste.

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As frases em latim: “Deus ajudou na nossa empreitada” e “uma nova ordem começa”. Na base da pirâmide, o ano de da Declaração da Independência — 1776 — em números latinos

Notem — até porque é óbvio — que a pirâmide não está concluída. Está como que decepada. O significado seria o de uma nação ainda em construção. No que seria a “tampa da pirâmide”, colocou-se um olho que tudo vê, símbolo ancestral de divindade.

A frase latina annuit coeptis, sobre a pirâmidde, significa algo como “[Deus] colaborou na nossa empreitada”. A outra inscrição latina, novus ordo seclorum, tem o sentido de “uma nova ordem que começa”. Na base da pirâmide, em sua primeira carreira de pedras, está 1776, ano da Declaração de Independência, em algarismos romanos: MDCCLXXVI.

Deus nos símbolos do país, e também na moeda

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Apesar de ser uma República laica, lá está também no dinheiro: “Nós confiamos em Deus”

Embora uma República laica, os fundadores da nação decidiram, desde o começo, pela frase “Nós confiamos em Deus” em vários de seus símbolos, inclusive na moeda. A iniciativa foi de Benjamin Franklin, e obteve a aprovação geral.

Uma figura quase onipresente: á aguia americana

A figura que se situa dentro do círculo direito no verso das cédulas está presente em todos os Cemitérios Nacionais dos EUA, bem como na maioria dos monumentos aos heróis. Com pequenas modificações, é o Selo do Presidente dos EUA, e está sempre em posição de grande visibilidade quando o presidente discursa.

Mas muita gente — muitos americanos — não sabem o que significa.

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A aguia americana: ave-símbolo dos EUA

A águia americana — conhecida como “águia careca”, por não ter penachos como outros tipos dessas grandes aves de rapidna foi escolhida como símbolo de vitória por duas razões:

1) é considerado um animal valente, corajoso, que não teme adversários nem as tempestades — até porque tem força e inteligência para voar acima das nuvens;

2) por não ter penacho, é como se não usasse coroa — e o país tinha acabado de romper seus laços com o rei da Inglaterra.

O escudo diante da águia significa tratar-se de um país que pode se defender a si mesmo. A barra horizontal na parte superior do escudo significa o Congresso — um fator de unidade nacional.

O círculo que contém a águia é o mais rico em simbologia contido nas cédulas. A frase latina que sustentada pelo bico da águia, E pluribus unum, que se pode traduzir como “De todos, um”, quer dizer que as 13 ex-colônias britânicas formaram um novo país, os Estados Unidos da América.

Da mesma forma, sobre a águia, as treze estrelas representam as treze colônicas originais que se rebelaram contra a Coroa inglesa.

A águia, como se nota, segura com a garra direita um ramo de oliveira, de um país que deseja paz, mas que não hesitará em ir à guerra para defender seus interesses — a outra garra, que leva um feixe de flechas.

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Varlice em 21 de fevereiro de 2012

A nota de um dólar americano, assim como a constituição americana, foi cuidadosamente arquitetada para servir aos propósitos sinceros e altruístas de seus idealizadores - todos maçons, inclusive Washington. Os significados terrenos enumerados por você têm, sem exceção, uma oitava superior. A intenção foi proposital, pois o entendimento de seus idealizadores era o de construir uma nação exuberante em todos os sentidos, inclusive - mesmo sem o conhecimento da maioria da população - na força de sua primeira moeda corrente que, impregnada de símbolos maçônicos representaria, em última análise, seu ideal. Ultimamente, porém, o mau uso do dinheiro americano fez com que o país perdesse em todos os sentidos. Soubessem o que ele significa e teriam vergonha de seu enriquecimento. O esquadro do carpinteiro é um dos ícones da Maçonaria e nos remete ao próprio significado do objeto: traçar linhas retas, perfeitas; ele significa a Equidade, a Justiça e a Retidão. Note que a balança paira equilibrada sobre o seu ângulo. Dentro dele a chave do Conhecimento, mas um conhecimento secreto e bem guardado, para poucos, para os que se interessarem. A pirâmide com sua parte superior separada é outro símbolo: o ternário superior e dentro dele o olho que tudo vê (o olho de Deus). Abaixo, o quaternário inferior da própria pirâmide. Ternário e quaternário somam sete - número famoso em esoterismo e não menos na maçonaria. Entre outras conotações, sete é o número de corpos que constituem o ser humano: quatro densos e três sutis. Por exemplo, o avental do aprendiz maçônico é um quadrado contendo um triângulo invertido: é a harmonização perfeita de todos os corpos almejada por todo maçom. O mais importante nesta nota de um dólar (e na constituição americana também) é exatamente o propósito com que ela foi arquitetada. Cada detalhe ali serve para fortalecê-la. Afinal, estavam construindo uma nação! Bonito, não é? E a fizeram imbuídos dos princípios mais elevados de que poderia dispor um ser humano para tal empreitada. Pode-se inferir na nota, como você bem descreveu, uma força material. Mas o que verdadeiramente a sustém é sua qualidade secreta, poderosa, única. Acho que não me fiz entender da forma que gostaria porque o assunto é complexo mesmo. Caso lhe interesse este assunto, sugiro que você leia um livro chamado "O Símbolo Perdido" do Dan Brown. Ali você verá que não só constituição e dinheiro foram muito bem arquitetados, como também a capital do país. É o melhor livro para não iniciados que se ler sobre o assunto e dá a perfeita noção do que vai por trás da construção deste país. Abraço Obrigado pela dica do livro, Varlice. Abração

carlos nascimento. em 18 de fevereiro de 2012

Reza a "lenda" que a América iria triunfar - como de fato triunfou - pela força de sua moeda, chegaria ao topo,cuidando com respeito e equilíbrio monetário, mas também cairia em desgraça, caso abusasse e aviltasse o seu uso e valor, a manutenção de sucessivos DÉFICITS IMORAIS, está fazendo com que a profecia possa se cumprir. O Estados Unidos sofrerá grande revés, em razão do dólar ter sido aviltado, produzido irresponsavelmente, custeando guerras inúteis, além de desequilíbrios sociais pelo planeta, quando o mundo começar a tirar as cédulas de debaixo dos colchões, das latas enterradas, dos porões, estará dado a "senha" para o DECLÍNIO do Império. Quem viver verá. Abusaram da moeda. Em tempo: uma dica para saber se o dólar é verdadeiro: apanhe uma folha de papel em branco, arranhe com a unha em cima do símbolo verde, virado para a página, se desprender um pouco de tinta verde, o mesmo é legítimo.

marcos moraes em 16 de fevereiro de 2012

Penso que o simbolismo da nota tem mais a ver com a MAçonaria, não? MAM

Eduardo em 16 de fevereiro de 2012

Bom dia Setti. Não precisa publicar esta mensagem, pois é apenas um agradecimento pela atenção que você dispensou a essa troca de informações e opiniões sobre o caso Garzón e dizer que concordo plenamente com você sobre a distância abismal que existe entre a esquerda europeia (democrática) e o que se costuma chamar de esquerda na A. Latina, assim como, dizer que o tom com o qual me referi à “esquerda” na Espanha não foi comparativo às versões bananeiras do socialismo, mas um tom de reprovação do uso político do Poder Judiciário da Espanha pela autodeclarada militância esquerdista do Garzón e de seus apoiadores dos partidos esquerdistas espanhóis, que, neste particular, diferem totalmente das práticas de seus correlatos nos demais países europeus e que, em minha opinião, vulnera de forma inaceitável a democrática e higiênica separação de poderes estabelecido na Constituição espanhola de 1978, garantidora do estado democrático de direito. Deixo à sua disposição meu email aí no registro caso seja necessário. Um renovado abraço. Eduardo. Caro Eduardo, publico, sim, sua mensagem, pois sua opinião é importante e sua atitude para comigo, muito gentil. Um abração

Pedro Luiz Moreira Lima em 15 de fevereiro de 2012

Amigo Setti e todos da lista: Bom humor e inda mais sendo ingles - impossivel não assistir.Assistam esse http://www.youtube.com/watch?v=7Qfrjz4RTQs de rolar de rir mas de muito pensar também. Amigo Setti assista e recomenda - fantastico. Abraços a todos,boas risadas Pedro Luiz

Eduardo em 15 de fevereiro de 2012

Olá Setti. Obrigado por publicar meu comentário. Quanto à sua pergunta, se eu acho que o “El País” tem linha editorial de esquerda, a resposta é que sim. Você está certo ao dizer que é um poderoso grupo midiático espanhol, mas isso não subtrai a possibilidade de prestar apoio midiático a essa ou aquela ideologia política. De fato, ser um poderoso grupo midiático reforça a necessidade de uma ligação íntima com a política, mas não por razões meramente ideológicas e sim, por causa das SUBVENÇÕES do governo. Mas respondo afirmativamente à sua pergunta não porque eu “acho”, mas sim porque desde 1982 o jornal se colocou lado a lado com Felipe Gonzalez (presidente do governo espanhol do PSOE durante os 8 anos seguintes) em uma relação mutualista de linha editorial favorável ao governo e subvenções públicas às entidades do vasto império do Grupo Prisa, ao qual o “El País” pertence juntamente com a “Rádio Ser” (e muitos mais meios), outro veículo midiático de apoio ao grupo esquerdista “Felipista”. Desde então, a parceria segue firme e forte e hoje, com o Felipe Gonzalez atuando nos bastidores socialistas da Espanha, o jornal apoia seu sucessor na atividade política de frente que é o atual secretário geral do PSOE, Alfredo Perez Rubalcaba. Notar que, dentro do PSOE há divisões e as mais fortes são as facções “Felipista” (apoiada pelo Grupo Prisa) e a “Zapaterista”, apoiada pelo jornal “El Público”, de linha editorial de extrema esquerda e que pertence a um milionário comunista convicto, mas tem pouca tiragem e só sobreviveu bem economicamente durante o governo Zapatero e suas subvenções e com a crise e a saída de Zapatero do governo, já começou a demitir. Não foi por acaso, mas sim para apoiar a candidatura de Rubalcaba às eleições de novembro/2012, que o jornal “El País”, um dia depois de Zapatero convocar essas eleições, publicou um enorme e ácido artigo contra Zapatero colocando a culpa nele pelo desastre da economia espanhola. Bem, para não parecer que falo sem apontar referências, aqui vai um link que explica a trajetória de editorial “esquerdista” do “El País” http://es.wikipedia.org/wiki/El_Pa%C3%ADs_(Espa%C3%B1a) . Evidentemente, esse link não esgota o assunto e há na internet muitíssimos sites que falam das características editoriais dos jornais espanhóis, pelo simples fato de que os próprios jornais se declaram apoiadores desse ou daquele grupo político ou o não negam quando outros jornais apontam esse fato (só não falam das subvenções..rs). Em relação ao “El Público” e seu radicalismo, aqui vai um link que pode mostrar um pouco de seus conteúdos: http://tribunadeljurista.foroes.net/t2440-el-diario-publico-voz-del-comunismo-en-contra-de-los-malvados-capitalistas . Bem Setti, agradeço a oportunidade de apresentar aqui algumas opiniões e os fatos que as sustentam neste interessante e complexo assunto que envolve a atuação política do Baltazar Garzón no Poder Judiciário da Espanha. Aceite um abraço. Eduardo. Aceite também meu abraço, caro Eduardo. Mas você se refere a "esquerdista", sobretudo no caso do Felipe González, grande estadista e modernizador da Espanha, como se se tratasse de uma camarilha à Fidel Castro, quando, sabemos nós dois, estamos na Espanha a anos-luz disso. Uma esquerda europeia, moderna, civilizada é uma coisa bem diferente do que se considera "esquerda" na América Latina, não é mesmo? Ainda assim, como leitor do "El País" desde que foi fundado, praticamente, eu o consideraria no máximo um jornal de centro-esquerda.

José Alberto Scur em 15 de fevereiro de 2012

é o pior dinheiro do mundo: 1º GRANDE DEFEITO: TODAS NOTAS TEM MESMA COR; 2º GRANDE DEFEITO: TODAS NOTAS TEM MESMO TAMANHO. trabalhei 3 anos nos EUA como garçon e chef, com manudeio de valores, para dar troco. Muitas vezes se passava notas de 20 por 2. Na hora da correria, é comum trocar as notas, afinal todas tem mesma cor e tamanho.

Mendes em 14 de fevereiro de 2012

Interessante é que os americanos adotaram a ordem descendente de importância histórica na escolha de quem vai figurar nas notas: 1 Washington, 2 Jefferson, 5 Lincoln, 10 Hamilton, 20 Jackson, 50 Grant, 100 Franklin, 500 McKinley, 1000 Cleveland, 5000 Madison, 10.000 Chase, 100.000 Wilson. Como sou do tempo do cruzeiro, lembro que o Brasil adotou na época o inverso: 1 Tamandaré, 2 Caxias, 5 Rio Branco, 10 Vargas, 20 Deodoro, 50 Princesa Isabel, 100 D. Pedro II, 200, D. Pedro I, 500 D. João VI, 1000 Cabral. Talvez os americanos se achassem imunes à inflação e não imaginassem que um dia a supressão da nota de 1 dólar seria discutida seriamente. Fui verificar minha nota de 1 dólar e, armado de lupa, descobri entre surpreso e horrorizado que a faixa horizontal no escudo da águia tem 12 listras e não 13. Será que minha nota é falsa ou foi um descuido?

Robert em 14 de fevereiro de 2012

Existem outras versões ... O vértice da famosa pirâmide de 13 degraus seria o "olho que tudo vê", símbolo da maçonaria. 13 é um número que está muito presente na nota do dólar: 13 estrelas sob a águia 13 andares na pirâmide 13 cartas em ANNUIT COEPTIS 13 cartas em E PLURIBUS UNUM 13 barras verticais sobre o escudo 13 listras horizontais na parte superior do escudo 13 folhas no ramo de oliveira 13 frutos 13 flechas É encontrado tantas vezes o 13 porque eles foram os 13 Estados que se tornaram independentes da Inglatera, para formar o que é hoje os Estados Unidos. No entanto, também dá pistas para reflexão quando consideramos que o número 13 para os Maçons, é o número da transformação. Além disso, existe um outro símbolo associado com os maçons: A pirâmide do dólar pode formar a Estrela de Davi, se juntar as letras 'A' de "Annuit", 'S' de "Coeptis", 'N' de "Novus", 'O' de "Ordo Seclorum" e 'M' de "Seclorum". Estas bem letras, colocadas em ordem, formam a palavra "Mason No topo da pirâmide, lemos "Annuit Coeptis", que significa 'Nossa empresa tem sido bem sucedida'. Se olharmos agora na parte de baixo da pirâmide, podemos ler o slogan "Novus Ordo Seclorum", o que seria traduzido 'Nova Ordem Mundial', referindo-se à ideologia dos Illuminati. Notando a base da pirâmide encontramos um algarismo romano, o MDCCLXXVI, que é a notação decimal de 1776, coincidindo com o ano da independência dos Estados Unidos, mas também com o ano em que Adam Weishaupt fundou a ordem dos Illuminati.

Aero Willys em 14 de fevereiro de 2012

Por favor; Permita-me acrescer: 1) O Grande Selo passou a integrar a nota a partir das cédulas emitidas durante a Grande Depressão. Roosevelt cria que aquilo "animaria o povo". 2) O Grande Selo foi idéia de Franklin, sim. Mas só teve seu formato final dado por Charles Thompson em 1782. 3) A parte Leste da pirâmide é a mais iluminada, porque é o lado do Oriente, de onde provém a Luz do sol nascente e é no Oriente que teve a origem da moralidade dos Founding Fathers, ou seja, judaico-cristã. 4)A nação surgente, laica porque sem religião oficial; mas guiada por princípios cristãos posto que os Founding Fathers eram TODOS cristãos fervorosos.

Eduardo em 14 de fevereiro de 2012

Olá Setti. Minha mensagem é totalmente fora do assunto, mas como sei de seu apreço jornalístico pelo assunto Baltazar Garzón resolvi trazer mais material de debate. Ontem (13/02/2012) o processo que o Garzón respondia pelas verbas recebidas para dar palestras em NY foi declarado prescrito, ou seja, tarde demais para ser julgado. O fulcro desse processo é o seguinte, em breves palavras: há uns 3 ou 4 anos atrás ele pediu patrocínio a grandes empresas espanholas (Banco Santander, BBVA, Telefónica, etc.) para poder dar palestras em NY e conseguiu amealhar mais de UM MILHÃO DE DÓLARES. Ocorre que essas grandes empresas todas eram réus em processos que corriam na corte onde o Garzón era titular. O delito, segundo a lei espanhola, poderia ser de “prevaricación” (prescreve em 5 anos) ou de “cohecho” (prescreve em 3 anos). O Min. Público descartou a prevaricação por não haver sentenças do Garzón MANIFESTAMENTE INJUSTAS nos casos que julgou das empresas patrocinadoras e a imputação foi de “cohecho” e, por isso, prescreveu e não poderá ser julgado. Contudo, os fatos permanecem como estão, ou seja, o Garzón, como todo bom esquerdista, é adorador de "dólares" recebidos em prol da "militância da causa". Esse é o Baltazar Garzón, auto denominado juiz de “izquierdas”. Aqui vai o link do “El País”, jornal de linha editorial esquerdista que apóia Grazón, mas que, neste caso não conseguiu dourar a pílula, embora tenha tentado: http://politica.elpais.com/politica/2012/02/13/actualidad/1329132282_892204.html Abraço. Eduardo. Você acha o "El País", integrante do maior, mais rico e poderoso grupo de mídia da Espanha, "de linha esquerdista"? De todo modo, obrigado por suas informações e opiniões. Um abração

João em 14 de fevereiro de 2012

Caro Setti, muito interessante e instrutivo seu texto. Parece, porém, que a história de que George Washington colocou uma estrela de David na cédula de um dólar (mais precisamente, no "Great Seal of the United States") para homenagear Haym Solomon parece ser apenas uma lenda, sem base em documentos. Isso é dito explicitamente em, http://www.greatseal.com/symbols/starsflagseal.html que dá uma outra explicação para a origem do símbolo. Encontrei essa referência na página da Wikipedia dedicada a Solomon. Talvez valha uma boa investigação jornalística. Por fim, ainda no tema principal do seu texto, uma vale lembrar uma velha anedota. Parece que "In God we trust" era para ser originalmente "In Gold we trust"... Abraços, João. Vou checar a história da Estrela de David, caro João. Obrigado pelo toque. E o "In Gold we Trust" é ótimo, hahaha. Abraço

Maximiliam Luppe em 13 de fevereiro de 2012

Gostaria de comentar que os algarismos utilizados para representar números são algarismos romanos, e não latinos. Você tem absoluta razão. Vou corrigir. Desculpe a mancada! Abraço

Think tank em 13 de fevereiro de 2012

O amuleto da sorte segundo a americana que me deu a moeda é a moeda de U$ 1 . "In god we trust" parece ser coisa mais recente e não iniciativa do Franklin, " E Pluribus Unum" foi criado pela turma do Franklin. The original National Motto was E Pluribus Unum (a Latin phrase translated as "from many, one"), created by John Adams, Benjamin Franklin and Thomas Jefferson in 1776.

Joe em 13 de fevereiro de 2012

Prezado Setti, peço-lhe permissão para fazer mais algumas observações em seu iteressante post. Uma das figuras mais controversas é o "Grande Selo", representado pela pirâmide em construção e pelo "Olho que tudo vê" (Olho da Providência). Os Illuminati dizem que se trata de um símbolo "deles", que a maçonaria teria se apropriado, porém o desenho já era conhecido no antigo Egito, como o "Olho de Hórus". Uma corrente bastante aceita é que teria sido colocado por influência maçônica, já que Ben Franklin, G. Washington, possivelmente Jefferson, entre muitos outros Fundadores, eram maçons. Dos signatários da Declaração de Independência, 8 eram maços e 7 mantinham ligações com a maçonaria. Já entre os signatários da Constituição, 9 eram maçons, 13 tinham ligações com a maçonaria e outros 6 tornaram-se maçons posteriormente. O próprio plano urbano de Washington DC obedece a ordem de circulação em uma Loja Maçônica. Também o número 13 tem uma explicação maçônica e aí temos as 13 colônias, os tijolos da pirâmide estão dispostos em 13 "fiadas", a águia tem 13 setas em uma garra a na outra são 13 folhas e 13 bagas. São também 13 as estrelas que compõem uma estrela maior, de 6 pontas, conhecida como a "Estrela de Davi", de grande significado maçônico, a frase "E pluribus unum" tem 13 letras, assim como "annuit coeptis" também possui 13 letras. Enfim, como se vê, as coincidências com a maçonaria são muito grandes, e, como diriam os próprios maçons, "coincidências não existem". Obrigado pelo espaço e um abraço do Joe, 33. Obrigado por sua contribuição, caro Joe. De fato, a repetição dos números 13, impressionante nas cédulas e em símbolos dos Estados Unidos, não pode ser mera coincidência. Abraços

vando coelho em 13 de fevereiro de 2012

Acho que esta cédula se encontra dentro das carteiras da maioria dos meus conhecidos como amuleto.Também tenho uma.Imagine o quanto de dinheiro estão paralisados sem nenhum sentido sério.

Vera Scheidemann em 13 de fevereiro de 2012

Muito legal ! Aprender nunca é demais ! Um abraço. Vera

Joselita santos rosa em 13 de fevereiro de 2012

Muito interessante essa reportagem, sinceramente eu não sabia, agora darei mais valor ainda a uma cedula .

idalba em 13 de fevereiro de 2012

Sempre admirei os americanos pelo seu patriotismo,eles dão valor a tudo que e deles,principalmente o que e deles,tivemos a sorte de ter um Fernando Henrique pelo menos pra nós dar uma moeda forte tamb,e poder admirar o que e nosso valeu pelareportagem

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