Amigos, é impressionante e altamente revelador da gravidade da situação o conjunto de infográficos mostrando, quase fisicamente, o tamanho colossal da dívida pública dos Estados Unidos montado pelo economista, e administrador de empresas e consultor Denilson Forato, de Santo André (SP).

Colaboração preciosa do leitor e amigo do blog José Carlos Bolognese. Mantenho o texto de Forato, tal como escreveu quando montou os infográficos com base em datos e imagens do site usdebt.kleptocracy.us e outros que menciona.

Confira:

Vai abaixo um infográfico para tentar te ajudar a entender e visualizar o tamanho da encrenca. Não tenha dúvida, meu caro amigo, minha cara amiga: não é porque vivemos no país do PAC, do Bolsa-Família, da prosperidade Antonio Palocciana… Se os EUA dançam, o mundo inteiro vai atrás deles até o fundo do buraco. Nunca antes na história deste planeta valeu tanto aquela expressão… No mundo globalizado com economia on-line, estamos todos no mesmo barco.

Agora, vamos enxergar o tamanho do buraco dos nossos irmãos do norte através de um infográfico criado pelo WFTnoway com dados do US Debt Clock, o reloginho que marca em tempo real o tamanho da dívida do estado norte-americano.

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100 dólares

100 dólares: a nota de dinheiro mais conhecida do mundo.

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10 mil dólares: grana suficiente para torrar numas férias caprichadas ou num carro usado. É o valor médio equivalente a um ano de trabalho de um cidadão no planeta Terra

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1 milhão de dólares: prêmio de reality show brasileiro. É o valor equivalente a cerca de 92 anos de trabalho de um humano médio no planeta Terra.

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100 milhões de dólares: opa, já dá para arrumar a vida de qualquer bom gastador. Ladrão que botar a mão numa bolada dessa já vai precisar de uma empilhadeira para levar o tutu para casa.

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1 bilhão de dólares, agora a coisa ficou séria. Brincadeira de cachorro grande, o clube do bilhão é só para pesos pesados.

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1 trilhão de dólares: Se você gastasse 1 milhão de dólares diários desde o dia 1 do ano em que Jesus nasceu, não teria gasto até hoje a soma de 1 trilhão de dólares, mas “apenas” cerca de 700 bilhões.

Quando o governo dos EUA reconhece um déficit de 1,7 trilhão de dólares, isto representa apenas o valor que ele tomou emprestado em 2010 para manter a máquina do Estado em movimento.

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Para facilitar sua visualização do tamanho da encrenca: o trilhão de dólares comparado a um jato ou um campo de futebol.
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15 trilhões de dólares

Se o governo americano não resolver o déficit, a dívida alcançará 15 trilhões de dólares até o Natal deste ano, 2011. Estoura o teto máximo permitido por lei, hoje fixado em 14,3 trilhões. Um volume capaz de assustar a Estátua da Liberdade.

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114,5 trilhões de dólares: empilhados, os montes de notas de 100 dólares seriam tão largos e muito mais altos do que as Torres Gêmeas destruídas em 2001

115,5 trilhões de dólares é o endividamento dos EUA sem lastro, que fica a descoberto, sem garantias. Representa o valor necessário para o país financiar previdência social, serviços médicos e remédios, seguro-desemprego, despesas militares e pensões para os civis… Enquanto isso, eles continuam acelerando nos gastos. Só a guerrinha no Afeganistão custa a bagatela de 2 bilhõezinhos de dólares por semana!

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8 Comentários

Rosana em 13 de junho de 2013

E o Brasil no mesmo caminho de gastar sem incentivar a produção dos que recebem os benefícios. O melhor é continuar plantando o nosso feijãozinho que esse pelo menos fica garantido.

Razumikhin em 22 de agosto de 2011

E, a dívida total brasileira..?

j. bastos em 16 de agosto de 2011

E em termos de peso? Simples: 1 milhão de dolares pesam 9 Kgs. 150 trilhões pesarão 1.350.000 toneladas ou Um bilhão,trezentos e cinquenta milhões de Kgs. EM NOTAS DE US$ 100,00.

Kleyner Arley em 15 de agosto de 2011

Contrariando o leitor Paulo Bento: A grana dos ricos estadunidenses não é dinheiro produtivo, mas eminentemente especulativo. Os conservadores choram para não se taxar os ricos mas são incrivelmente ágeis para se cortar programas sociais.

Leonardo Carvalho em 14 de agosto de 2011

O que vemos é que o Presidente Obama nada fez para resolver esse problema, que só aumentou com a criação dos seus programas sociais ( exemplo é o seu programa de saúde) e não dá para colocar a culpa no Tea Party ou no Partido Republicano, a turma do Partido Democrata é famosa na defesa da gastança irresponsavel do dinheiro do contribuinte americano. (ou "estatudinense" como dizem os camaradas de esquerda).

José Figueredo em 14 de agosto de 2011

Caro Setti,de "ECONOMIA" eu só entendo da minha agigantada maratona mensal para manter as minhas contas em dia.Essa montanha de dinheiro,em foco,não daria para fabricar um País?comprar terras,erguer edificios,pontes,estradas,fábricas e tudo o mais necessários para uma convivência humana harmoniosa e feliz.Ah! no Brasil,com este vicio insano de superfaturamento,este dinheirão não daria nem para o esquento.hehehe.Rir-se para não derramar lágrimas de dececpeção,desespero,desesperança.Este declinio acentuado dos EUAS já havia sido profetizado pelos idos anos de setenta,oitenta,sei-lá noventa.Acho que já davam mostra de desequilíbrio na gastança e ostentação,consumo desenfreado e irresponsável.Será que este filme não passou por aqui recentemente?

Paulo Bento Bandarra em 13 de agosto de 2011

Pô, cara palida, e a nossa? Podia ilustrar. Em vez da PEC 300 ilegal e imoral, podia mostrar a nossa irresponsabilidade. Em precatórios apenas o RGS deve 7 bilhões. E deve e não pretende pagar... . A cada eleição os candidatos prometem cada vez mais para os eleitores, mas responsabilidade mesmo que é bom, nada. Fora o buraco negro da corrupção, o sumidouro que destrói a república e enriquece partidos e crápulas. . Por isto, Setti, eu não concordo contigo quando defende Obama que quer taxar os ricos. É dar mais dinheiro produtivo para o governo esbulhar e destruir. É ir para a vala mais rápido. É agigantar ainda mais o Estado gastador.

Pedro Luiz Moreira Lima em 13 de agosto de 2011

O que vem a provar - Tamanho só,não satisfaz. Pedro Luiz

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