Amigos, tudo indica que os Estados Unidos mudaram totalmente a forma de lidar com o terrorismo islâmico – e a execução do líder da organização Al Qaeda, Osama Bin Laden, seria o primeiro grande resultado da nova estratégia.

Jornalistas de diferentes grandes veículos da mídia internacional vêm divulgando, aqui e ali, fragmentos de informação que permitem formar um quadro.

O presidente Barack Obama teria chegado à conclusão de que o alto custo em vidas e em recursos da “guerra ao terrorismo” deflagrada na gestão do presidente George W. Bush (2001-2009) pela mobilização maciça de forças – incluídas as guerras do Iraque e do Afeganistão, os EUA enterraram mais de 1 trilhão de dólares na empreitada –, embora haja blindado até agora o país de novos atentados desde o 11 de setembro, obteve resultados magérrimos.

“Cortar as cabeças” e inspiração no Mossad

No final do ano, Obama convocou um grupo de alto nível dos serviços de inteligência e das Forças Armadas para estudar o problema e propor uma alternativa eficaz, sobretudo diante da decisão de retirar em prazo relativamente curto as forças americanas dos dois países.

Dias depois, e inspirados no que ao longo de décadas vem fazendo o Mossad, o serviço secreto de Israel, contra quem considera “inimigos do Estado”, o grupo sugeriu voltar energias para o rastreamento, localização e prisão ou morte dos principais líderes terroristas “globais”.

Ou, como se chegou a dizer, “cortar a cabeça das serpentes” ou “cortar as cabeças da Hidra”, em referência ao monstro aquático da mitologia grega com 9 cabeças, uma delas imortal – mas que enfim foi derrotada pelo semideus Hércules.

A diretriz que Obama teria omitido prefere a captura das “cabeças”, mas liquidá-las será sempre uma opção de reponsabilidade do líder do comando que estiver em ação.

A sorte de Bin Laden não dependeu dessa decisão, porque estava tomada há quase uma década. Mas o sucesso da operação teria indicado à Casa Branca de que o caminho seria esse.

Um papel fundamental para as agências de inteligência

Nessa nova estratégia, a CIA – que não por acaso passa a ser dirigida pelo general David Petraeus, o militar americano que mais conhece as frentes do Iraque e, principalmente, do Afeganistão onde a Al Qaeda teve por anos a fio território livre – exercerá papel fundamental, com ainda mais participação do que a que já vinha protagonizando, junto à Agência Nacional de Segurança (NSA), a central de inteligência das Forças Armadas, que utiliza intensamente a espionagem eletrônica.

O problema – problemaço – dessa nova estratégia será decidir o que fazer com os países, não raro aliados dos EUA, em que forem localizados cabeças do terrorismo: os serviços americanos de inteligência confiam muito pouco eu seus congêneres de países árabes e muçulmanos, vários deles com simpatizantes do integrismo em seus quadros. Dessa forma, haverá ações que não serão objeto de consulta prévia a esses países, que sofrerão violação de soberania.

Um trabalhão para a secretária de Estado, Hillary Clinton.

O novo líder da Al Qaeda encabeça a lista

Seja como for, já existe uma lista de macroterroristas na mira dos EUA para ter a “cabeça cortada”. Ela é, encabeçada, naturalmente, pelo substituto de Bin Laden na Al Qaeda, o outrora médico pediatra egípcio Ayman al-Zawahiri.

A ele se segue um assassino em série cada vez mais importante na rede mundial de terror dos muçulmanos radicais, o dirigente da chamada Al Qaeda no Maghreb Islâmico, Abdel Hamid Abu Zeid, responsável por dezenas de atentados. (O Maghreb é a região ocidental do norte da África, constituída por Marrocos, Mauritânia, Argélia e Líbia, mais, se fosse um país independente, o Saara Ocidental em parte ocupado ilegal e brutalmente pelo pelo Marrocos).

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10 Comentários

Ailton em 18 de maio de 2011

Pelo que entendí, Osama Binladen era apenas o 'dinheiro' da organização. O médico Egipicio Ayman al-Zawahiri era o mentor de todas as ações terroristas da organização. Segundo a TV All-Jazira, BinLaden já havia deixado em testamento o Al-Zawahiri como o seu único herdeiro dos U$800,0 milhões de dolares da fortuna pessoal. Então a morte do Osama foi apenas emblamáticas, foi apenas simbolica, porque a cabeça e o dinheiro da organização continuam preservados.

Roberto Kastro em 16 de maio de 2011

logo logo este novo numero um vai ser eliminado. parabens aos eua por essa nova politica de eliminar os terroristas!!!

José Geraldo Coelho em 14 de maio de 2011

Ô Romolo Saporito. Vá Saporitar em outra freguesia.

José Geraldo Coelho em 14 de maio de 2011

Guerrilheiros tem que ser combatidos com guerrilheiros. Os americanos custaram a entender isso. Depois do Vietnam eles já deveriam estar agindo assim. Agora explica prá nós: quem é esse tal de Romulo. Ele deve ser uma íngua.

duduvieira10 em 14 de maio de 2011

Certamente meu Prezado RS; O EUA estão certíssimo. Gastar bilhões com amigos tipo Paquistão e ser polícia do mundo não é uma boa estratégia, esse povo parece ser canibais!. Como funciona: O EUA elimnou o líder do Al Qaeda! O Al Queada para vingar mata 80 jovens inocentes Paquistanês. Os Pasquistanês não protesta contra Al Queada, sim contra os EUA, que fez um favor e matou o líder causador de mais de 3 mil mortes, e gasto de muitos bilhões que servira para matar a fome de muito gente. Então meu caro a matemática não fecha, é necessário reiniciar a equação, senão vai se formando uma cadeia de erros. Atenciosamente, bom descanso!!

Vera Scheidemann em 14 de maio de 2011

Tomara que funcione, porque essa Hidra tem muito mais que nove cabeças. Vera

veiaco em 14 de maio de 2011

Essa estratégia também foi utilizada com as FARC, no caso do Raul Reyes e a invasão do país do Correa. Num primeiro momento se reuniram no Rio para protestar e inclusive declarar guerra a Colombia. O presidente colombiano ameaçou jogar no ventilador o conteúdo apreendido no computador do narcotraficante e todos saíram da reunião como bons amigos. Todos, inclusive o Brasil estava com o rabo preso.

Joe em 13 de maio de 2011

Prezado Setti, embora o tempo esteja escasso para deixar comentários aos seus excelentes posts, não abro mão de dar uma passadinha por aqui para banhar-me em bom senso. Já tivemos oportunidade de tecer comentários semelhantes em outros posts seus, mas entendo que sempre é enriquecedor (ao menos para mim) trocar ideias sobre o que se passa, particularmente quando se trata de teoria geral do Estado. Países não têm amigos, somente interesses, e esses interesses, aos olhos de quem está distante, podem parecer prescindir da moral e da ética. Ocorre que ética é um conceito que se amolda a cada sociedade. Agir com ética, é, pois, agir de acordo com o pensamento comum de uma determinada população. No dizer do filósofo Roberto Romano, a ética "constitui um fato coletivo" e entre as suas práticas encontra-se a retórica, que é "o modo pelo qual devem os cidadãos dirigirem suas falas à assembléia na defesa de pontos de vista estratégicos, quando se tratava da guerra, interesses grupais ou jurídicos". Nesse contexto, conquanto a estratégia adotada pelo Pres. Obama possa malferir Estados outros - aliados ou não - sob o padrão ético norteamericano as ações são plenamente lícitas, estando o país em permanente estado de alerta após os pavorosos atentados de 11 de setembro. Qualquer um que tenha estado nos USA antes e depois daquela data fatídica, facilmente observará a paranóia e o desconforto que tomou conta daquele povo, temendo novos atentados, não devendo ser esquecido que não havia ações de guerra em andamento, mas tão somente a sanha assassina de poucos que resolveram subverter os ensinamentos de seu próprio livro sagrado. Ora, se o padrão ético de um povo exige uma atitude que aos nossos olhos parecer ser menos civilizada, é preciso levar em conta que não somos nós as vítimas em potencial de um novo atentado. Se queremos falar sobre ética governamental, podemos trazer a discussão mais para baixo da linha do equador. Apenas para ficar em assuntos periféricos, aponto que o Brasil acaba de dar um aumento substancial para o energia adquirida do Paraguai, que se constitui no excente de Itaipu. A usina de Itaipu consumiu enormes recursos somente do Brasil, tendo contribuído decisivamente para a hiperinflação que se viu no período pós-militarismo, ou seja, além do custo financeiro, tivemos um custo social imenso. Ao triplicar o valor pago pela energia, unicamente por razões ideológicas, contrariando o interesse dos brasileiros que arcarão com os custos, teria sido ético o governo brasileiro ? Acredito que nesse quesito Mr Obama saiu-se melhor. Pode parecer um pouco estranho fazer a ligação entre Bin Laden e Itaipu, mas o que pretendi, na realidade, foi somente comentar os aspectos filosóficos do conteúdo ético que move um Estado.

Romolo Saporito em 13 de maio de 2011

Faça a gentileza de não aparecer mais por aqui. Suma.

Romolo Saporito em 13 de maio de 2011

Suma daqui, vá procurar sua turma.

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