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Mario Vargas Llosa recebe o Nobel de Literatura das mãos do rei da Suécia, Carlos Gustavo, em Estocolmo, em 2010. Sua nova obra estará nas livrarias nesta terça, 3.

Amigos, já está nas livrarias O Sonho do Celta, o mais recente romance do escritor peruano Mario Vargas Llosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2010, que recebeu dia 10 de dezembro das mãos do rei Carlos Gustavo, da Suécia.

Vargas Llosa penetrou profundamente nos horrores do colonialismo britânico e belga na África para descrever a trajetória de seu principal personagem, um diplomata britânico que existiu na vida real. Saiba como foi seu trabalho para criar a nova obra, inclusive o mergulho que o autor fez nas trevas do horror e da miséria que grassam no Congo.

A entrevista cujo trecho publico abaixo me foi concedida a 13 de outubro passado, na sede da Editora Abril, em São Paulo, 6 dias depois de Vargas Llosa receber a notícia de que ganhara o Nobel. Até agora, só estava disponível em vídeo.

RS – O anúncio de que você ganhara o Nobel coincidiu com o lançamento em língua espanhola seu romande O Sonho do Celta. Em que você se baseou para escrever essa obra?

VL – Poderia escrever uma obra de ficção sobre a maneira como me foram surgindo as ficções. Isso sempre ocorreu de uma maneira inesperada e surpreendente. Neste caso, foi lendo a biografia de Joseph Conrad, um escritor que admiro muito. Quando ele foi pela primeira vez ao Congo, acabava de ser nomeado capitão de um barco e estava muito orgulhoso. Viajou ao país com um contrato de vários anos e a primeira pessoa que conheceu foi um irlandês que vivia há muito tempo no Congo e que se chamava Roger Casement. Casement seria fundamental para que Conrad escrevesse O Coração das Trevas – certamente uma de suas obras-primas – porque ele abriu os olhos de Conrad para o que estava acontecendo no Congo.

RS — Só para lembrar: o que estava acontecendo no Congo?

VL — Havia nessa época a ideia de que o Congo era uma empresa redentora, cristianizadora, modernizadora, empreendida pelo rei Leopoldo II, da Bélgica, que tinha fama, e era chamado, de O Grande Humanitário. Na realidade, porém, o que ocorria ali era o horror mais espantoso. A extração da borracha gerou um sistema de exploração monstruoso que estava dizimando, literalmente, as comunidades africanas, muito primitivas, que haviam sido recrutadas para trabalhar na extração e no trato da matéria-prima da borracha.

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“O Sonho do Celta”: Alfaguara, tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman, 392 páginas, 47,90 reais

RS – E como Casement constatou essas barbaridades?

VL – Roger Casement descobriu isso antes que todo mundo porque foi à África muito jovem, aos 20 anos, guiado pelo exemplo dos grandes exploradores ingleses que admirava, como toda a sua geração. Casement conheceu a África por dentro e viveu o que foi a colonização do Congo e a indústria da borracha. Ficou tão chocado com a situação que começou a documentar as atrocidades que eram cometidas. Bom, a biografia de Conrad falava rapidamente sobre a vida de Roger Casement: que ele havia feito uma campanha durante anos para que a Europa conhecesse o que acontecia no Congo, que, ao final, conseguiu gerar uma grande mobilização na Europa contra a colonização na África e que havia estado também na América Latina – passara muito tempo na selva, na Amazônia, justamente visitando os locais processadores de borracha e documentando o que ocorria ali, o que resultou em relatórios que também haviam tido enorme repercussão na Europa.

RS – Foi nesse momento que você viu que ali havia material para um romance?

VL – Esse personagem me intrigou mas, sem ainda pensar em um livro, comecei a pesquisar sobre ele e descobri que realmente havia tido uma vida típica de um personagem de romance de aventura. Sua vida havia sido extremamente aventureira, e o personagem me pareceu tão fascinante que comecei a tomar nota sobre ele e, em um dado momento, já estava trabalhando em um romance, sem ter me proposto a isso.

RS — Mas tem mais de romance ou mais de história?

VL — É um romance propriamente dito, não um livro de história, nem uma biografia dissimulada, mas um romance. É um livro com mais imaginação do que memória histórica, mas o personagem principal é ele, Casement, e eu respeitei os fatos básicos de sua história. Sobre isso, contudo, construí muita fantasia, muita imaginação, como fiz em outros romances inspirados em fatos históricos. Para mim, essa é uma experiência muito fascinante porque me levou a conhecer e estudar mundos que me eram completamente desconhecidos como o Congo, por exemplo, onde nunca havia estado antes, e a Irlanda, onde havia estado, mas de passagem, sem entretanto jamais haver entrado nas intimidades históricas fascinantes do país.

RS – O que você diria, em breves palavras, sobre a vida de Casement?

VL – A vida de Roger é interessantíssima. Ele nasceu em uma família importante da Irlanda do Norte, muito comprometida com a Inglaterra, pró-britânica, anglicana. E este foi ele quando jovem: um jovem convencido de que o Império Britânico era o caminho da civilização para a Índia, a Ásia, a África, e que a civilização chegava com a colonização e com o Império. Convencido também de que a Irlanda era parte integral do Império Britânico, do qual se orgulhava. Na África, ao descobrir o que significava a colonização para o Congo, muda radicalmente.

RS — Muda como?

VL — Ele se torna um anticolonialista e um independentista irlandês e começa a trabalhar clandestinamente – porque nessa época era um diplomata britânico – com os independentistas irlandeses e contra o Império a que servia como diplomata. Sua vida foi uma contradição permanente. Por um lado, foi um herói e atuou de tal maneira que sua trajetória constitui uma demonstração de que os heróis não são personagens superiores, são seres humanos com todas as deficiências, contradições, erros e falhas de um ser humano. Esse aspecto do personagem me pareceu realmente fascinante e, bem, fiquei trabalhando nessa história de 2008 a 2010. Escrevê-la também foi para mim uma experiência fascinante.

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Crianças trabalham em mina de diamantaes: “É preciso ir ao Congo para ver até que ponto o ser humano é capaz de animalizar-se pela ambição de poder”

RS – Como foi o seu contato, a sua experiência com a África?

VL – Com o Congo foi terrível. Acreditava que conhecia a pobreza porque meu país é muito pobre, porque a América Latina é muito pobre e eu a conheço muito bem. Tenho um filho [Gonzalo Vargas Llosa, o segundo de seus três filhos] que trabalha há 20 anos no ACNUR [Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados], um organismo para refugiados que atua nos piores países da Terra. Eu fui visitá-lo no Afeganistão e em Sarajevo [capital da Bósnia-Herzegovina], durante a guerra [civil que, de 1992 a 1995, envolveu as comunidades muçulmana, sérvia e croata dessa ex-república integrante da ex-Iugoslávia]. Acreditava que conhecia o horror, mas não estava preparado para ver as coisas que vi no Congo.

RS – O que, por exemplo?

VL – Ao norte do Congo, vi milhares e milhares de pessoas deitadas em um território onde não existiam árvores, apenas pedregulhos, sem ânimo para levantar ou para falar. Gente incapaz de fazer os movimentos mínimos para espantar as moscas que pousavam em seus olhos, em suas orelhas. Gente que sobrevivia exclusivamente da ajuda de organismos como a ACNUR, a Unicef [Fundo das das Nações Unidas para a Infância] e outras organizações humanitárias.

RS — Você mencionou antes de começarmos a entrevista a barbárie dos estrupros em massa.

VL — Sim. Lembro-me de um médico, por exemplo, em um dos povoados na fronteira entre Congo e Ruanda, que me disse: “O problema número um desse país são os estupros. Aqui, há muito anos, não se estupra para satisfazer um desejo sexual, por prazer. A violação de mulheres é uma arma sistemática para humilhar o adversário, para ofender e machucar o inimigo. As mulheres são violentadas da maneira mais sistemática para conseguir, simplesmente, fazer chegar ao seu adversário uma mensagem: ‘Eu posso fazer isso, eu posso violar suas mulheres, destruir suas filhas, suas irmãs, suas mães’. O médico me disse: ‘Você não pode imaginar as proporções disso. Na cidade não há uma única mulher, uma única, que não tenha sido violada desde criança. As crianças são violadas quando ainda estão na puberdade’. Ele me dizia isso e, de repente, começou a soluçar. Esse médico, que era congolês, que havia vivido toda a sua vida lá, começou a soluçar de uma maneira atroz.

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Vargas Llosa durante a entrevista comigo, no auditório da Editora Abril, quando falávamos de temas menos tristes do que a situação do Congo

RS – Você constatou, então, uma situação sem esperança de solução?

VL – Não quero exagerar se digo que, provavelmente, o país mais desgraçado da Terra não é o Haiti. Apesar de tudo, no Haiti há experiências humanitárias que coexistem com os horrores vividos pelos haitianos. Já no Congo, o horror, a desumanidade, a atrocidade tomou conta do país inteiro.

RS — Mas você não vê esperança de melhora?

VL — A vida dos congoleses, com exceção de pouquíssimas pessoas, é um verdadeiro inferno, uma verdadeira via crucis. Com o agravante de que o mundo inteiro já não olha mais para o Congo porque os governos e as grandes organizações não-governamentais chegaram à terrível conclusão de que não há solução. E talvez estejam certos.

RS – E a maior culpa por essa situação estaria, a seu ver, na colonização brutal sofrida pelo Congo?

VL – Se governos e ONGs estiverem certos, a culpa, a responsabilidade principal por esse país ter chegado a essa situação de espanto, é a colonização belga. Os belgas fraturaram, destroçaram de tal maneira o país, explorando a borracha, que o Congo nunca mais pôde se levantar. Tiveram a ditadura espantosa de Mobutu [Sese Seko, de 1965 a 1997], que criou uma ordem artificial através de matanças horríveis. Depois tiveram todas as invasões do mundo. É um país potencialmente muito rico porque tem muitos recursos, mas todos eles estão em mãos de bandidos, de pequenos exércitos, de invasores estrangeiros que usam mão-de-obra escrava, que fazem funcionar as muitas minas existentes com pessoas que capturam, sem sequer lhes dar de comer.

RS — Qual foi o impacto que você, pessoalmente, sentiu diante de tanto horror?

VL — Alguns irão dizer que se trata de imaginação do romancista… Mas é muito pior do que tudo o que eu digo! É preciso ir ao Congo para ver até que ponto o ser humano pode animalizar-se pela ambição de poder e pela falta de instituições que regulem a vida das pessoas, e produzir esse fenômeno de uma atrocidade cotidiana para milhões e milhões de seres humanos. Foi a experiência mais espantosa da minha vida. Nunca tive uma experiência tão desoladora, tão triste, tão deprimente, como nos quinze dias que passei no Congo.

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14 Comentários

Adriano Carvalho em 07 de janeiro de 2012

Estou imerso no universo d'O Sonho do Celta: é realmente uma obra que vale a leitura. Senhor Llosa, novamente, chegou lá!

Lilian em 07 de janeiro de 2012

Caro Setti, Só agora tive o prazer de ler essa entrevista sua com Vargas Llosa. Excelente. E parabéns pelas perguntas tão pertinentes. Sou fã de Vargas Llosa. Adorei O Sonho do Celta, que dei de presente a minha filha, quando fui visitá-la no Canadá, onde ela mora. Li o romance, não vou dizer que de um fôlego pois o livro é extenso, mas de alguns fôlegos. Muito bem escrito - o que, você sabe, não é novidade em se tratando de Mário Vargas Llosa - , comovente,... Nem sei como descrever o interesse e as emoções que ele despertou em mim. "Humano, demasiado humano" é o que me ocorre dizer agora, parodiando Nietzsche. Abração.

Alzira Aymoré em 14 de agosto de 2011

Ler Vargas Llosa é mergulhar num universo fascinante. Li todas as suas obras, exceto essa última e já estou providenciando. Parabéns pela belíssima entrevista. Muito obrigado, prezada Alzira. Volte sempre ao blog, será um prazer. Um abraço

Jacqueline Almeida em 13 de junho de 2011

Olá, Excelente entrevista. Desde a "Guerra do Fim do Mundo" fiquei encantada com Vargas Llosa, e apaixonada por sua personalidade tão vitalista. Um cidadão do mundo, CIDADÃO! Além de escrever de modo a nos cativar e amar as palavras e a "realidade" que só a literatura nos proporciona. Li há poucos dias o livro "O Sonho do Celta", hoje, buscando conhecer mais sobre Roger Casement, deparei-me com esta entrevista. Pensava que as atrocidades no Congo, no nível inimaginável, fossem coisas do passado. Pelo que ele fala, na entrevista, a atualidade da luta pelos direitos humanos e do herói Casement.

Luiz Felipe em 21 de maio de 2011

por puro instinto comprei o romance hoje, em espanhol para praticar e não sofrer com as distorções da tradução e para aprender mais sobre Vargas Llosa e da sua maneira de escrever, depois de ler esta entrevista vejo o quanto acertei,parabéns Ricardo pelo trabalho Muito obrigado, caro Luiz. Ler Vargas Llosa é um prazer, seja qual for seu livro. Não deixe de se divertir muitíssimo com "Tia Júlia e o Escrevinhador" e "Pantaleão e as Visitadoras". Seu primeiro romance, "A Cidade e os Cachorros", é ótimo, emocionante, te pega no fígado. Para mim, o melhor, uma obra-prima definitiva -- inclusive pelo estilo da narrativa, complexo e dificílimo de escrever, mas que o leitor pega e vai entendendo como que submliminarmente -- é "Conversa na Catedral". Um dos melhores livros que li até hoje. E ele escreveu com pouco mais de 30 anos de idade... Seu primeiro livro de memórias, que vai até uma certa parte de sua vida, "Peixe na Água", em que mescla capítulos sobre sua experiência como candidato a presidente do Peru (muito interessante, mas que, se você quiser, pode deixar de lado) e capítulos de sua autobiografia, que são extraordinariamente sinceros e comovedores. Um abração

Victor em 08 de maio de 2011

Mário Vargas LLosa é o maior intelectual da atualidade. Pode parecer um exagero o que escrevo mas o Nobel era algo inexorável. Demorou demais, porém, foi merecidamente entregue ao já consagrado romancista. Li, quando jovem, La Ciudad y los Perros y Conversaciones en la Catedral. Quem le MVL viaja no tempo e no espaço, Lima dos anos cinqüênta e adolescentes na escola militar, por exemplo, A entrevista esteve ótima, graças ao entrevistador que conhece a obra de MVL e, obviamente, ao entrevistado pois sempre está disposto a responder sem rodeios sobre o tema da entrevista. Eu vou comprar o livro. Meus parabéns. Obrigado, caro Víctor. Um abração

Emmy em 03 de maio de 2011

Embora que Vargas Llosa não seja meu autor latinoamericano favorito, sou mais G.G. Márques, o livro Cem Anos de Solidão, é imbatível!!!! e o Aleph de Borges, também vale a pena ler. Mas a entrevista foi excelente, e quem sabe se ainda me empolgo com o escritor peruano. Abs Obrigado pelo elogio, Emmy. Se você ler algum dos melhores livros dele, dificilmente deixará de gostar. Se for para rir, muito, sugiro os divertidíssimos "Pantaleão e as Visitadoras" e, sobretudo, "Tia Júlia e o Escrivinhador". "A Casa Verde" é um belíssimo romance com tintas autobiográficas. "A Cidade e os Cachorros", seu primeiro romance, tem suspense e um estilo muito interessante de narrativa, já que a cada capítulo muda o narrador e o ângulo da história. Gosto muito de "Conversa na Catedral", para mim uma obra-prima. Um abração

Kitty em 03 de maio de 2011

Caro Ricardo, Não tenho palavras para lhe elogiar!!A entrevista está magnífica e o consagrado escritor nos revela o conteúdo da história. Em Baires eu lí a sipnosis de O Sonho do Celta,mas sem coragem de ler tantas atrocidades. A vergonhosa exploração do homen pelo homen, que entendí em aquele momento de fraqueza, de não ter a coragem que enfrentar uma leitura que seguramente iria me deixar por baixo. Covardemente, preferí a Tia Julia e o Escrivinhador que considerei mais amena. Parabéns Ricardo!!! Você mais do que ninguém, por ser ele seu amigo,ter tido merecidamente esta grande oportunidade!!! Abraços

Marco em 03 de maio de 2011

Amigo Setti: Tenho uma opinião particular, sobre a Àfrica, acho uma bobagem e pretensão essas ongs de tentar criar ou organizar a sociedade africana de forma determinada, ou de manipular intencionalmente. A África é um fenômeno d muita complexidade muito além do q possa ser entendido por qualquer dessas agências. Não se pode moldar a África através de pressões com a hierarquia e culturas de valores globais predeterminados. O q se pode fazer de útil é q eles criem uma observância de regras gerais de direito e legislação para q não sejam tratados de forma desigual, por comando, para q tenham liberdade de lutar em prol do seus próprios objetivos. Acho q somente isso conseguirá fazer a reconstrução das relações sociais. Por lá. Abs.

JT em 03 de maio de 2011

O cartunista belga Hergé, criador do famoso personagem Tintin - que inspirou os filmes de James Bond e Indiana Jones - dedicou um álbum inteiro ao Congo. Recentemente, um congolês residente em Bruxelas, entrou na justiça para censurar o conteúdo racista da obra. De acordo com a nota do site português SOL, "o queixoso pretende que seja incluído um prefácio explicando o contexto histórico no qual a obra foi criada e que seja retirada das prateleiras das livrarias destinadas às crianças." Mais informações aqui: http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=17001 Pois bem, quem leu "Tintin no Congo" quando garoto, agora precisa ler "O Sonho do Celta", de Vargas Llosa, para aprumar a consciência.

Luiz Almeida em 03 de maio de 2011

Excelente entrevista! Comprarei o livro na expectativa de que seja tal qual o A Guerra do Fim do Mundo, que fala da "nossa" Guerra de Canudos. Sempre é bom ler Vargas Llosa. Saudações! Obrigado, caro Luiz. Você precisa ler, para se divertir muito, "Pantaleão e as Visitadors" e "Tia Júlia e o Escrevinhador". Em outro plano, são maravilhosos "A Casa Verde", "A Cidade e os Cachorros" (seu primeiro romance, ótimo) e "Conversa na Catedral", para mim uma das obras-primas da literatura do século XX. Abração

Feliciano Swerts em 02 de maio de 2011

Muito boa a entrevista. Comprarei o livro, o Vargas Llosa sempre nos traz um olhar revelador. Se me permite uma sugestão, acho que deveria trocar a foto tirada durante a entrevista. Ela e o tema do livro são incompatíveis. abraço Você tem razão, caro Feliciano, mas não há outra disponível outra foto da entrevista.

Gabriel Birkhann em 02 de maio de 2011

Li "Tia Júlia e o Escrivinhador" e adorei

Mauro Pereira em 02 de maio de 2011

Caro Ricardo Setti, boa noite. Nós somos mais privilegiados do que o escritor e Prêmio Nobel de Literatura, Vargas Llosa. Não precisamos ir até o Congo para presenciarmos cenas sub-humanas. Basta irmos até algum lixão desses espalhados por esse Brasil imenso, para vermos até que ponto o ser humano é capaz de animalizar-se pela ambição de comer. Esse privilégio me faz mal.

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