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Felipão é assediado por microfones enquanto abraça o jogador Deco, durante recente partida entre Fluminense e Palmeiras (Wagner Meier/Fotoarena)

O técnico Felipão, do Palmeiras, vem recebendo críticas de cartolas e jornalistas por fazer o possível e o impossível para que seus jogadores, e ele próprio, não sejam sufocados por microfones dentro do gramado dos estádios em que atuam.

Felipão está absolutamente certo. Ele quer que as entrevistas sejam realizadas, civilizadamente, nos locais adequados para tal – em salas de imprensa, nos estádios que as possuem, ou na chamada “zona mista”, por onde passam os jogadores ao saírem dos vestiários.

É assim que se faz na Europa, onde Felipão passou quase sete anos, dirigindo a seleção portuguesa, depois o time do Chelsea, de Londres, e finalmente o Bunyodkor, de Tashkent, capital do Uzbequistão.

A prática de jornalistas invadirem gramados e vestiários para entrevistar jogadores é um exemplo de subdesenvolvimento, quando não de cafajestismo, que precisa acabar. Boa parte da culpa cabe a cartolas preguiçosos e incompetentes, que não se preocupam com o trabalho dos profissionais de imprensa, não providenciam áreas específicas para essa atividade fundamental e, no caso das federações e da CBF, não baixam normas regulamentando a movimentação de jornalistas e fotógrafos no curso das partidas de futebol.

Dá-lhes, Felipão!

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7 Comentários

carlos nascimento em 15 de setembro de 2010

O felipão está corretissimo, é necessário darmos um padrão de País civilizado, chega de bagunça primitiva, os jogadores no calor do momento final da partida acabam prejudicados e falando besteiras. Valeu, Carlos. É isso mesmo. Abraço do Ricardo Setti

Marco em 14 de setembro de 2010

Quanto ao Felipão: Ele como meu Ex Rival aqui no Sul, e ainda por cima ter desprezado a chance de ser bi pelo meu Inter, com o pretexto de ser torcedor tricolor, te digo q Felipão é uma criança quando ganha e outra quando perde. Não gosto de Treinador torcedor mas sim do profissional. Mas reconheço q sou suspeito para opinar !

Marco em 14 de setembro de 2010

Caro Setti: Aqui no Sul, os Atletas e Profisionais do Futebol já tem a consciência de q eles não dão entrevistas para os Jornalistas, mas sim para a torcida, alguns jogadores q são repatriados ou vem de fora já são orientados quando chegam. Na Argentina chegam a cobrar entrevistas. Não sei se na Europa chega a isso. Aqui Jornalistas não sairiam de suas casas se não fossem profissionais para ouvir os personagens. Mas claro q tem q ser organizado com Bom Senso. Abs. Caro Marco, Obrigado por seu email. Na Europa, que eu saiba, pelo menos na Europa Ocidental, não se cobra por entrevista. isto é impensável. Os jogadores não têm culpa de nada. A maioria sabe que fala para a torcida. O que o Felipão não quer é a atual desordem. Basta organizar, colocar regras simples e não autoritárias e a coisa funciona. Um abraço do Ricardo Setti

B. José Bauducco em 14 de setembro de 2010

Não dá pra discordar do Felipão, é um inferno a bagunceira nos jogos de futebol antes, no intervalo e no final. No Brasil, parece que nada tem jeito, ainda mais o futebol com esse Ricardo Teixeira.

Acácio Gomes em 14 de setembro de 2010

Felipão está certíssimo!

João Carlos Parron em 14 de setembro de 2010

Sou fã do Felipão até nisso! Não aguento ver a bagunça nos campos de futebol do Brasil, o atraso nas partidas, aquele mundo de gente dentro do gramado. Como diz você, dá-lhe, Felipão!

Nausícaa em 14 de setembro de 2010

Caro Ricardo Setti, Apesar de seu extenso currículo, só agora eu leio seu trabalho, e já vi que o senhor vem com tudo!!! Parabéns! Grata, mesmo. Eu fui ao dicionário para entender uma pegadinha, talvez, com o termo acediado na legenda da foto; daí, acedia, acídia, assediar, assediado, que tal? No mais, eu concordo consigo em gênero [risos], número e caso, ou seja: dá-lhes, Felipão, manda mesmo por ordem neste, ou melhor, nesta zona. Você tem toda razão. Deixamos passar um "acediado" em vez do correto "assediado", já prontamente corrigido, graças a você, na nota do Felipão. Muito obrigado por sua atenção de leitor. Um grande abraço do Ricardo Setti

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