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O músico Dudu Tsuda: estreia solo surpreendente(Foto: Felipe Costa)

Por Daniel Setti

Quem frequentou o circuito musical de São Paulo nos últimos dez anos tem grandes chances de conhecer o trabalho do onipresente Carlos Eduardo Tsuda, mais conhecido como Dudu Tsuda.

Tecladista, performer, produtor, compositor, blogueiro, estudioso da moda e agora cantor, este multidisciplinar paulistano de 33 anos ostenta no currículo um balaio lotado de colaborações, com nomes que vão de bandas pop como Cérebro Eletrônico e Jumbo Elektro a novas caras da MPB da talha de Junio Barreto e Tulipa Ruiz. Também integrou a banda mineira Pato Fu por alguns meses em 2008.

Mais eclética ainda é teia de influências a qual recorre para seu trabalho individual, batizado Dudu Tsuda Soloworks, que acaba de se materializar no surpreendente disco Le Son par Lui Même, produzido pelo próprio Tsuda, lançado na semana passada com show no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Com reverberações de folk rock americano, experimentalismos europeus e delicadas melodias absorvidas de mestres da música erudita contemporânea, o repertório do álbum é uma aposta ousada, “pretensiosa no bom sentido”, ansiosa por fugir do lugar comum. A maioria das letras foi escrita em francês, idioma que Dudu aprendeu após uma temporada em Paris no começo da década passada, mas também há espaço para o japonês, língua de seus avós.

Abaixo, vídeo de 2011 de Dudu Tsuda tocando em estúdio a versão nipônica de “Music to Fade Away”, de Tsuda (piano e voz) e Ryosuke Itoh (violão e voz), uma das faixas de Le Son par Lui Même. Acompanha a dupla a cantora Liliana Morais e o violoncelista/baixista Bruno Serroni. (Para escutar mais amostras do álbum e de outros trabalhos do compositor, clique aqui)

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2 Comentários

anderson Brito em 03 de julho de 2012

o cd ja chegou nas lojas? não consigo encontrar? Infelimente não sei responder, caro Anderson. Veja se você consegue alguma coisa xeretando no Google. Boa sorte e um abraço.

Marco em 08 de maio de 2012

Dom Setti: Daniel, Orientalização ou estrangeirismo musical, não acho um problema, até pelo contrário é uma boa mescla de cultura estrangeira q pode ser transmitida e sempre moderna, apesar dos diferentes rítmicos. Abs.

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