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“L’air des choses qui frissonne s’enfuient”

 

Por Rita de Sousa

A fotógrafa francesa Emmanuelle Brisson tem uma visão muito peculiar da vida.

Seus ensaios apresentam, a um só tempo, algo de belo, algo de mórbido, algo que incomoda e encanta. E com a série delicadíssima, intitulada L’air des choses qui frissonne s’enfuient (ou arrepios de coisas que fogem no ar, em tradução livre) não é diferente.

Nas belíssimas fotos deste ensaio, Emmanuelle utiliza cores suaves e neutras para dar o tom à incompletude da mulher, com a leveza de sua roupa gasta – ou sonhos não concretizados, ou ainda a solidão tristonha de algo indesejado.

As borboletas cativam pela beleza e mistério, dando à série uma delicadeza sem igual – e a sensação de arrepios.

 

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10 Comentários

moacir em 04 de dezembro de 2012

Setti, O trabalho de Cecelia Webber é íncrível.Não gosto tanto dos vasos de Long.Agora,Emmanuelle Brisson é impactante.Eu chamaria a série de **morrer pra renascer**.Crisálidas/borboletas.A efemeridade fica por conta do branco,das transparências,da monocromia.O mórbido não me chega da incompletude dos corpos em pedaços.Vem nas asas das borboletas.São elas que pesam,que escurecem, que incomodam .As fotos são belas e inquietantes.

Rita Maria em 23 de setembro de 2012

Ela e as borboletas me lembraram do Livro Sem Anos de Solidão do Gabriel Garcia Marquez e uma personagens que estava sempre rodeada de borboletas amarelas. Não me lembro o nome da personagem.

CRISTINA BENEVIDES em 16 de setembro de 2012

QUE COISA DELICADA, LINDAS FOTOS. "NICOLE BAHLS VOCÊ QUE AGORA ESTÁ DEIXANDO DE "MARIA MACHADÃO" TENTE UM ENSAIO PARECIDO COM ESTE. V E J A A S O U T R A S F O T O S. N I C O L, QUE DOÇURA". É SÍMBOLO DESTA TRANSFORMAÇÃO QUE OCORRE EM SUA VIDA. SINGELO, BELÍSSIMO

Jane Araujo em 11 de setembro de 2012

Muito lindo e singelo, de uma leveza borboletística, digamos!

Ana Luísa em 11 de setembro de 2012

Não sei se a artista quis "dizer" isso com as fotos, mas, eu vi dessa forma: As borboletas tirando a roupa da mulher, ou seja, encarar a vida com leveza (representada pelas borboletas) é uma excelente forma de despir a alma!!!

Pedro em 06 de setembro de 2012

Pois as borboletas me trazem algo de mórbido nas fotos. Muito estranho... N que n tenha gostado, mas traz uma sensação ruim.

oscar em 04 de setembro de 2012

Caro Setti um trabalho intenso com uma morbidez sem agressividade caotico mas com luz propria uma antitese muito bem vinda

Noelia Alves Pessoa em 04 de setembro de 2012

Ah Setti, como comecei bem o meu dia ! nem tudo está perdido....

Teresinha em 02 de setembro de 2012

A beleza das borboletas quebra um pouco o efeito macabro. Tanto a morte ou ausência, como as borboletas podem representar a transformação, deixar um estágio e despor de seus invólucros buscando a completude. Mulher e arte sempre resulta em beleza.

Marco em 02 de setembro de 2012

Dom Setti: Olha só, a Srta Rita, desvendado os segredos da arte intima feminina, muito bom! Abs.

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