Fotos: a incompletude da mulher num delicadíssimo ensaio

"Arrepios de coisas que fogem no ar"  L'air des choses qui frissonne s'enfuient

“L’air des choses qui frissonne s’enfuient”

 

Por Rita de Sousa

A fotógrafa francesa Emmanuelle Brisson tem uma visão muito peculiar da vida.

Seus ensaios apresentam, a um só tempo, algo de belo, algo de mórbido, algo que incomoda e encanta. E com a série delicadíssima, intitulada L’air des choses qui frissonne s’enfuient (ou arrepios de coisas que fogem no ar, em tradução livre) não é diferente.

Nas belíssimas fotos deste ensaio, Emmanuelle utiliza cores suaves e neutras para dar o tom à incompletude da mulher, com a leveza de sua roupa gasta – ou sonhos não concretizados, ou ainda a solidão tristonha de algo indesejado.

As borboletas cativam pela beleza e mistério, dando à série uma delicadeza sem igual – e a sensação de arrepios.

 

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10 Comentários

  • Marco

    Dom Setti: Olha só, a Srta Rita, desvendado os segredos da arte intima feminina, muito bom!
    Abs.

  • Teresinha

    A beleza das borboletas quebra um pouco o efeito macabro. Tanto a morte ou ausência, como as borboletas podem representar a transformação, deixar um estágio e despor de seus invólucros buscando a completude. Mulher e arte sempre resulta em beleza.

  • Noelia Alves Pessoa

    Ah Setti, como comecei bem o meu dia ! nem tudo está perdido….

  • oscar

    Caro Setti um trabalho intenso com uma morbidez sem agressividade caotico mas com luz propria uma antitese muito bem vinda

  • Pedro

    Pois as borboletas me trazem algo de mórbido nas fotos. Muito estranho… N que n tenha gostado, mas traz uma sensação ruim.

  • Ana Luísa

    Não sei se a artista quis “dizer” isso com as fotos, mas, eu vi dessa forma: As borboletas tirando a roupa da mulher, ou seja, encarar a vida com leveza (representada pelas borboletas) é uma excelente forma de despir a alma!!!

  • Jane Araujo

    Muito lindo e singelo, de uma leveza borboletística, digamos!

  • CRISTINA BENEVIDES

    QUE COISA DELICADA, LINDAS FOTOS.
    “NICOLE BAHLS VOCÊ QUE AGORA ESTÁ DEIXANDO DE “MARIA MACHADÃO” TENTE UM ENSAIO PARECIDO COM ESTE.
    V E J A A S O U T R A S F O T O S. N I C O L, QUE DOÇURA”. É SÍMBOLO DESTA TRANSFORMAÇÃO QUE OCORRE EM SUA VIDA. SINGELO, BELÍSSIMO

  • Rita Maria

    Ela e as borboletas me lembraram do Livro Sem Anos de Solidão do Gabriel Garcia Marquez e uma personagens que estava sempre rodeada de borboletas amarelas. Não me lembro o nome da personagem.

  • moacir

    Setti,
    O trabalho de Cecelia Webber é íncrível.Não gosto
    tanto dos vasos de Long.Agora,Emmanuelle Brisson é
    impactante.Eu chamaria a série de **morrer pra renascer**.Crisálidas/borboletas.A efemeridade fica por conta do branco,das
    transparências,da monocromia.O mórbido não me chega da incompletude dos corpos em pedaços.Vem nas asas das borboletas.São elas que pesam,que escurecem, que incomodam .As fotos são belas e inquietantes.