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O cão Danny se despede do dono, Dave Ross, morto em um tiroteio na semana passada (Foto: AP Photo/The Canadian Press/Sean Kilpatrick)

Por Tamara Fisch

Moncton, cidade de 110 mil habitantes na província de New Brunswick, no Canadá, presenciou um traumático incidente na semana passada — raríssimo, diga-se de passagem, num país com taxas de criminalidade mínimas. Na noite de quarta-feira, 4, um atirador matou três policiais e feriu outros dois antes de se render às autoridades.

Milhares de membros da lendária Real Polícia Montada do Canadá se deslocaram do país inteiro para o funeral de Fabrice Gevaudan, Douglas Larche e Dave Ross.

Um membro muito especial da força também marcou presença: Danny, o cão policial de Dave Ross. O oficial trabalhava com serviços caninos na polícia. Aos 32 anos, deixa a mulher, Rachel, grávida, e um filho.

Durante a cerimônia, o pastor alemão acompanhou um policial que carregava um chapéu de seu dono. Mais de uma vez, sempre comovendo os presentes, ele se colocou de pé sobre as patas traseiras para farejar o chapéu, ganindo baixinho, como se lamentasse o desaparecimento de Ross.

A família de Ross descreve o policial assassinado como um pai e marido maravilhoso, e destaca a afinidade que tinha com o cão Danny, seu companheiro de trabalho há anos, e com pastores alemães em geral.

Vejam as fotos da despedida dos parceiros:

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(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Sean Kilpatrick)
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(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Sean Kilpatrick)
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(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Sean Kilpatrick)

(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Sean Kilpatrick)

(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Sean Kilpatrick)

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(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Andrew Vaughan)
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(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Marc Grandmaison)
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(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Andrew Vaughan)
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(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Sean Kilpatrick)
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(Foto: AP Photo/The Canadian Press/Marc Grandmaison)

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Nenhum comentário

Tereza-MG em 17 de junho de 2014

Luiz C. - 16/06/2014 às 16:57 Gostei do nome, Panki. Depois de adotar mais de uma centena, tenho até dificuldade em escolher nomes diferentes e interessantes, mas a adotada desta semana ja terá o seu, com sua licença, claro. Adoro cachorro e suas lindas histórias, Setti. Abraços.

TERMINATOR em 17 de junho de 2014

É, comparar o lixo do Brasil com um país como o Canadá é covardia. Mas o Brasil é penta!!!, não é não??? País lixo, lixo, lixo, isso sim.

Luiz Augusto em 17 de junho de 2014

Note, Ricardo, que no Canadá a morte de policiais é considerada um atentado ao Estado. Logo, o Estado faz bonita cerimônia e honra os servidores que morreram no cumprimento do DEVER. Aqui o policial é desvalorizado e nenhum governador se digna a honrar o policial morto com sua presença no funeral.

J.B.CRUZ em 17 de junho de 2014

Animais também tem sentimentos..E mais puros do que os seres humanos..

Alexandre Sampaio Cardozo de Almeida em 16 de junho de 2014

São Paulo, 16 de junho de 2.014 Prezado Setti, Que inveja dos países civilizados, onde oficiais da lei são valorizados! Enquanto no Canadá, Três policiais mortos foram homenageados em cerimônias fúnebres pela população, aqui, quando um policial morre, muitos comemoram! Essa é a diferença entre A civilização e Banânia!

ZEBEDEU em 16 de junho de 2014

País civilizado é assim. Por aqui, homenagens só são feitas a traficantes de drogas mortos e seus cúmplices.

Luiz C. em 16 de junho de 2014

Tive um caso familiar parecido; quando um cunhado faleceu, a Cachorrinha PANKI, que estava a 12 anos com eles, correu várias vezes pela casa, ganindo desesperada. Não sei como, mas com certeza ela sabia!

Siará Grande em 16 de junho de 2014

Aqui neste país dos PT, quantos policiais são assassinados por ano? E são enterrados sem a menor cerimônia nem gratidão pelo sacrifício que fizeram.

wilson em 16 de junho de 2014

Setti esta cerimonia deve chocar nossos "progressistas" que torcem para o bandido criminoso e acham que policia tem que fazer beau geste e dar um beijinho no ombro. E inconcebível para eles que lei e ordem sejam a base da democracia.

Platão em 16 de junho de 2014

Soube de um caso em um país da Europa, em que o cachorro, tendo acompanhado o enterro do dono, e sabendo o local de seu túmulo, passava o dia todo deitado sobre o jazigo, só voltando para a casa da viúva para se alimentar, tomar água e dormir...

Marta em 16 de junho de 2014

Comovente. Para mim, que também tenho um pastor, mais ainda. São animais excepcionais.

Cidadão Quem em 16 de junho de 2014

Belo e organizado: é como defino o Canadá. Além disso, eles combinam o zelo britânico pela ordem e a charmosa criatividade francesa. Maravilha de lugar. Esse episódio é uma pena, mesmo.

Bajulador em 16 de junho de 2014

Parece mais um Pastor de Mallinois.

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