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Em 2 de dezembro de 1984, o astronauta Bruce McCandless II realizou uma série de exercícios que o permitiram manter a maior distância entre um tripulante e uma nave espacial até então, 97 metros: imagens que poderiam estar em “Gravity”, só que de verdade (Fotos: Nasa)

Mesmo sem ter abocanhado o mais cobiçado prêmio dos Oscar 2014, o de melhor filme – ao qual era dado como favorito -, o sensacional Gravidade “fez a rapa” na premiação, levando o maior número de estatuetas, sete, entre as quais a de melhor diretor, para o mexicano Alfonso Cuarón.

A película, que mostra com realismo sem precedentes as aventuras de uma astronauta (vivida por Sandra Bullock) cuja missão espacial dá errado, deixou sua marca também fora de Hollywood, e comoveu aquele que pode ser considerado o seu mais precioso público-alvo: a equipe da NASA, a agência espacial norte-americana.

Na semana posterior à premiação, o Goddard Space Flight Center, laboratório de pesquisa espacial criado pela NASA em 1959, publicou no Flickr uma série fotográfica intitulada justamente “Gravity”(“gravidade”) para homenagear, desta vez com takes reais, o triunfo da superprodução de Cuarón.

De tão parecidas que são as imagens produzidas pela agência espacial às criadas em estúdio para o filme, a seleção acaba servindo para coroar ainda mais o trabalho do diretor. Não à toa, entre os prêmios conquistados por Gravidade está o de efeitos especiais.

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Os mais de 580 mil quilômetros quadrados da Península Ibérica couberam nesta fotografia, feita pela ISS (Estação Espacial Internacional) em data incerta a partir de dezembro de 2011 (quando foi adquirido o equipamento que propiciou a realização da imagem). Atenção para a “mancha” de luz central, da capital espanhola, Madri

Estação Espacial Internacional (ISS

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A astronauta Sunita L. Williams faz um reparo na ISS em 31 de janeiro de 2007
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“Gravity”? “2001 – Uma Odisseia no Espaço”? Não, apenas uma fotografia rotineira do sol feita em 23 de novembro de 2009 na ISS
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Tempestades sobre o Rio Madeira, na Amazônia, fronteira do Brasil com a Bolívia, em data indeterminada

 

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Durante a missão Gemini 4, em 3 de junho de 1965, o astronauta Ed White foi o primeiro americano a fazer um “space walk” conectado a uma nave sobre o estado americano de Novo México
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Close no astronauta Paul Richards na ISS, em data indeterminada
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A ISS e o sol vistos de uma nave russa a 22 de novembro de 2013
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O telescópio Hubble em missão de “atualização e conserto” em 13 de maio de 2009
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O Oceano Atlântico próximo à costa brasileira e á Linha do Equador clicado em 4 de julho de 2013 pela; a nave que aparece na imagem é russa (Fotos: NASA)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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3 Comentários

SergioD em 17 de março de 2014

Ricardo, um ponto importante desse imbróglio da Criméia é o fato de se os EUA imporem sanções à Rússia, como vai ficar o seu relacionamento em relação à ISS? Lembro que os EUA, hoje, dependem das naves russas Soyus para levar seus astronautas até a órbita. A se conferir nas próximas semanas. Abraços PS: Gostei muito do Gravidade, mas existem diversas licenças poéticas no filme. Tipo, não haveria condição de com uma simples mochila a jato como a utilizada pelo personagem de George Clooney possibilitar uma mudança de órbita como executou. O Hubble se encontra a 600 km e a ISS a 450 km. Mesmo com a massa de somente duas pessoas aquela mochila não tem energia suficiente para alterar a altitude, quiçá alterar a inclinação da órbita. Bem, mas cinema é fantasia, né? Eu é que sou chato mesmo. Abração

Leonardo Saade em 17 de março de 2014

Achei o filme muito bom. Mostra a necessidade de um bom diretor para conduzir uma história. Com um roteiro simples e com poucos personagens, o filme prende a atenção de qualquer pessoa do início ao fim. Otimo entretenimento.

Marco em 16 de março de 2014

D. Setti, é, não superou Apollo 13. Abs. Grande Marco, vi o filme ontem e concordo INTEIRAMENTE com você. Abração

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