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Salve, simpatia!

Deles – os animais – já disseram muitas coisas: que não têm alma, nem inteligência; que são inferiores – todas questões discutíveis e muito relativas.

O consenso, porém, dita que eles têm, sim, muito estilo, simpatia — vergonha na cara (!) — solidariedade, carinho, curiosidade, malandragem, graça e ainda esbanjam beleza…

 

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6 Comentários

salomão torrres em 13 de fevereiro de 2014

Ricardo vê essas fotos é como receber uma lufada de ar frio no calor sufocante do dia a dia.Obrigado.

Lucyyene Vanessa em 14 de novembro de 2013

Cara amaei mas é muito paia só umas 10 por isso é paia se voce mais não seria paia mas é legal que amor os cachorinhos tentando erguer o dono e o macaco pasando a mão na pomba deu vontade de apertar a tela do meu PC

ivana em 05 de agosto de 2013

As pessoas sempre que querem acusar alguém de um ato vil o chamam de animais. A coisa mais errada do mundo porque os animais dito "irracionais" só tem atos, ações elevadas de amor, de ajuda, de acolhimento. Essas fotos provam isso. os humanos precisam mudar o discurso já!!!!

Ismael Pescarini em 05 de agosto de 2013

Pô o cara começou a semana inspirado. Pena que, por dever de ofício, tenha de tratar da política e dos políticos com "p" minúsculo nacionais. A fotos do garoto lendo para o elefante - que será que ele ouve? - e do filhote de cão esforçando-se para colocar o bebe humano de pé estão demais. Pura filosofia!

Dulce Regina em 04 de agosto de 2013

Setti, lindas as fotos. Gostei do pombo dividindo o pão com o pardal, um bom ensinamento para o dias de hoje. Falando nisso.. Dr. Milton, muito esclarecedor o seu texto. Tenho quatro netos pré- adolescentes, fico com pena deles por tanta informação, sem dar-lhes tempo de processá-las. O mesmo acontece comigo, hoje nosso receio de tudo e de todos, ultrapassa nossos limites de aceitação desse mundo cruel em que vivemos. Bingo !!! Para o termo: " distúrbio de estresse pós-traumático " coletivo. Ontem, lendo a coluna do Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, fiquei muito preocupada com o destino do nosso Brasil. Dulce Regina

MILTON SIMON PIRES em 04 de agosto de 2013

ADOLESCENTES NA ESCOLA - A BATALHA PELA CULTURA Milton Simon Pires Cada vez que alguém discorre sobre a estratégia gramsciana, fica muito claro que é no campo da cultura, do comportamento, dos hábitos...enfim do próprio pensamento, que se trava a batalha pelo controle da sociedade. Pouco se aborda, ao meu ver, aqueles aspectos que dizem respeito ao mecanismo de persuasão utilizado. Ninguém duvida da eficácia dos ataques contra a ideia de Deus, da família e da heterossexualidade...todos sabemos do apelo fanático à defesa do meio ambiente, mas pergunte-se: Por que funcionam tão bem? Aí a resposta começa a ficar mais difícil... Nesse pequeno artigo vou sustentar que a natureza emocional do discurso, o apelo à modernidade, e o eterno medo nacional de uma espécie de dissincronia com o primeiro mundo são as bases psicológicas da Revolução Cultural no Brasil. Talvez o que exista de mais importante a dizer no início seja o seguinte – toda natureza “moralista” do discurso revolucionário constitui em si mesma uma tremenda falsidade. Já sabemos que, segundo a teoria marxista clássica, a moral é simples resultado das relações de produção e é cômico assistir um comunista acusar um empresário de ser imoral nas suas atividades pois o tal “comunista” estaria empregando valores que ele mesmo busca destruir enquanto “burgueses”. Nesse sentido, eu diria que esse tipo de contradição não existe em Gramsci – não podemos acusá-lo tão facilmente de contradizer-se da mesma forma que os marxistas ortodoxos. É no apelo à “educação” e a “liberdade” que sua pedagogia destrói qualquer valor clássico sem propor tão abertamente uma nova ordem política. Suas palavras tocaram profundamente os corações e mentes de uma Itália rural cuja recente unificação não lhe conferia ainda unidade cultural alguma. Presa entre o latifúndio e o fascismo, desconfiada do comunismo bolchevique e distante do anarquismo espanhol a Itália, berço do Renascimento, foi o ambiente ideal para “revolução dentro da revolução”. Depois de Gramsci, o comunismo nunca mais foi o mesmo e revestiu-se de uma sutileza, de um apelo intelectual tão elaborado, e de uma conexão tão forte com a pedagogia que não há, ao meu ver, em todo século XX, pensamento capaz de lhe oferecer resistência. Esse apelo à “integração com o mundo”, com uma “educação libertária” e com a a “democratização da cultura” funciona perfeitamente até hoje encantando os estudantes da área da Educação na Universidade Brasileira que depois vão integrar a rede pública de professores. No Brasil, some-se a isso que escrevi acima, uma espécie de “distúrbio do estresse pós-traumático” coletivo, entidade que não existe, mas que invento aqui para justificar esse medo desesperado de “repetir 64”, de apresentar-se como conservador, reacionário e finalmente tornar-se perante si mesmo e as crianças das escolas brasileiras, um representante da Inquisição no nosso país. Dia após dia, em nome da “modernidade”...da “não repressão ao estudante”...da “democracia na sala de aula” permite-se a destruição lenta, mas contínua, dos valores mais simples que uma família de brasileiros pobres ainda possa tentar transmitir a seus filhos. As crianças apreendem que rezar antes das aulas pode ofender “coleguinhas” que não são daquela religião, são forçadas a lidar com temas como o homossexualismo quando ainda sequer completaram a descoberta da própria sexualidade, e precisam esquecer rapidamente a ideia do Brasil como nação para que entendam a “raça humana”' como uma só. Sem que lhes seja dito com toda franqueza, os alunos são expostos a uma quantidade de informações cuja quantidade e o número de temas impossibilitam qualquer reflexão e que tem como objetivo gerar esta sensação de “estar em sintonia com o mundo”...de não ter “ficado pra trás” ou de estar “preso àquilo que já passou”.. Essa distorção da percepção do tempo faz com que sua importância seja subestimada e obriga o aluno a aceitar o mais novo como sinônimo do mais verdadeiro. Faz-se uma tábula rasa da experiencia prévia ao mesmo tempo (desculpem o trocadilho) em que não se tem tempo para uma experiencia própria original. Incapaz de ser compartilhado, de ser “curtido”, ou enviado por e-mail nada daquilo que eu vi, que me contaram ou que aprendi sozinho pode ser verdade. Preso entre a “casa dos pais que quer (e precisa) deixar” e a escola que não lhe oferece coisa alguma, o adolescente brasileiro é um soldado sozinho – vai ser mais uma baixa na Batalha pela Cultura. Porto Alegre, 4 de agosto de 2013.

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