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A VSS Enterprise sobrevoa o deserto de Mojave, nos EUA: últimos retoques (Foto: Chirs Van Pelt)

Está cada vez mais próxima a realização do sonho do turismo espacial em caráter permanente. Quem garante é o bilionário inglês Richard Branson, 61 anos, fundador do megaconglomerado Virgin e presença certeira em listas de pessoas mais ricas do Reino Unido (os postos variam entre 4º e 16º lugar, dependendo da fonte) e do mundo.

Mais uma entre as incontáveis empreitadas do cabeludo Branson, a Virgin Galactic, fundada em 2004 no Estado americano de Novo México, promete “para finais de 2012” a inauguração de seus voos comerciais suborbitais, ou seja, realizados a mais 100 quilômetros da superfície terrestre, região caracterizada tecnicamente como “Espaço”.

Teste completo

E, para mostrar que os trabalhos preparativos estão a todo vapor, a empresa realizou na terça-feira da semana passada, dia 26, no deserto de Mojave, na Califórnia, o primeiro voo de planejamento do SpaceShipTwo, protótipo de sua nave principal VSS Enterprise, projetada pelo conceituadíssimo engenheiro aeroespacial Burt Rutan e apresentada oficialmente em dezembro de 2009.

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A VSS Enterprise (centro) será levada pela nave-mãe WhiteKnightTwo e depois lançada rumo ao Espaço (Foto: Virgin Galactic)

Segundo informe da empresa, todos os testes realizados foram bem sucedidos, em uma bateria de atividades que foi considerada “de planejamento” porque envolveu não apenas o lançamento propriamente dito do SS2 – pela nave-mãe WhiteKnightTwo, a mais de 15 quilômetros de altitude -, mas também os exercícios de disparo do motor movido a foguetes RockMotorTwo.

Primeira “linha espacial” propriamente dita

A VSS Enterprise não é tecnicamente a primeira aeronave concebida para levar não-astronautas ao Espaço. Em 2004, a SpaceShipOne, também financiada por empresas privadas e com projeto do mesmo Burt Rutan, realizou voo com dois pilotos e um “turista”.

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O bilionário Richard Branson (esq.), dono da Virgin Galactic, e o engenheiro aeroespacial responsável Burt Rutan (Foto: Virgin Galactic)

No entanto, com seus 18,29 metros de comprimento, a VSS é mais de duas vezes maior que a antecessora e comporta seis passageiros, além dos dois pilotos. Além disso, a Virgin Galactic disporá de um total inicial de cinco aeronaves idênticas, o que deve propiciar uma maior rotatividade de linha.

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Ilustração comparativa mostra a diferença entre os tamanhos da SpaceShipTwo (leia-se VSS Enterprise) e a antecessora SpaceShipOne (Fonte: Virgin Galactic)

Famosos e – possivelmente – paulistanos entre os viajantes

Mais de 500 pessoas com idades entre 18 e mais de 90 anos, oriundas de 46 países, já reservaram assentos nestes inéditos voos comerciais. A WhieteKnightTwo partirá do espetacular Space Port America, projetado pelo superarquiteto inglês Norman Foster e inaugurado em outubro do ano passado no Novo México, carregando a VSS. Uma vez “solta”, a nave poderá voar a até 4 mil quilômetros por hora – cerca de três vezes a velocidade do som – utilizando um sistema híbrido que lhe permite realizar percursos com motor desligado.

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O fantástico Space Port America, lançado em outubro de 2011 por Richard Branson: base das operações (Foto: Mark Greenberg)

Especula-se que estrelas de Hollywood como Demi Moore, o gênio da física Stephen Hawking e a socialite Paris Hilton estejam entre os detentores dos bilhetes, que custam a partir de 200 mil dólares (em torno de 400 mil reais), dependendo do tempo de duração do voo. Eles participarão de curso intensivo de dois dias, durante os quais aprenderão como se comportar quando em órbita.

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Aparência da nave-mae WhiteKnightTwo após lançar a VSS (Foto: Chris Van Pelt)

No mundo há apenas sete agências de viagem credenciadas pela Virgin Galactic para a venda das “espaçoentradas”, sendo que uma delas está em São Paulo.

A animação abaixo, produzida na ocasião do lançaento da VSS Enterprise, projeta como serão as viagens, desde o voo acoplado à nave-mãe até aterrissagem na base no Novo México. Passando, é claro, pelo lançamento “para valer” – já a aproximadamente 15 quilômetros de altitude (minuto 2) – e a experiência de gravidade zero dos passageiros no interior:

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1 comentário

Nelson Roberto de Oliveira em 03 de julho de 2012

É o mundo passando por estes extremos opostos e a gente aqui,observando,pasmos de espanto este momento mágico e sinistro que a humanidade atravessa.Isto tudo é de fato emocionante e eu gostaria de estar vivendo este momento de uma maneira mais participativa.

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