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O “Príncipe de Asturias”, navio insígnia da frota da Espanha: logo na proa, uma de cada lado, as torretas com 12 canhões cada (Foto: Armada Española)

Ele é um veterano de combates duros — já esteve em missões nos Bálcãs e no Golfo Pérsico. É uma grande cidade guerreira flutuante, com seus 175 metros de comprimento, 17 mil toneladas, tripulação de 600 homens, um hospital, polícia, bombeiros e até uma capela, além de capacidade de armazenamento para permanecer um mês no mar sem receber víveres.

O porta-aviões Príncipe de Asturias, nau capitânea da Marinha da Espanha (Armada Española), navega com equipamentos que lhe permitem controlar o espaço aéreo num raio de 100 quilômetros, carregando 29 aeronaves, desde jatos de combate Harrier, de decolagem vertical, a helicópteros de ataque e resgate. Em missões, viaja sempre com escolta de fragatas e mais barcos anfíbios, navios de reabastecimento e, eventualmente, submarinos de apoio.

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O “Príncipe de Asturias” navega com jatos de combate e helicópteros (Foto: Armada Española)

Como armamento próprio, o porta-aviões dispõe, na proa e na popa, de ambos os lados, de quatro torretas equipadas com 12 canhões antimísseis/antiaéreos capazes de disparar até 9 mil projéteis por minuto.

Numa eloquente metáfora sobre as dificuldades financeiras e econômicas que assolam a Espanha, todo esse complexo está prestes a ser desativado. O ministro da Defesa, Pedro Morenés, diz que o grande navio se aproxima do final de sua vida útil, além do que — e aqui está a principal razão — seu Ministério está “em uma situação limite”, após quatro anos de cortes orçamentários e de uma perda, apenas em 2012, de 30% do previsto.

Príncipe de Asturias foi projetado e construído num estaleiro da Galícia — não fosse a Espanha o país que ostentava, já no século XVI, a “Invencível Armada”, e que, nos anos finais do século anterior, havia financiado a expedição de Colombo às Américas. Um dado adicional para que a aposentadoria do porta-aviões golpeie o orgulho nacional espanhol.

Veja, no vídeo abaixo, o porta-aviões em meio a manobras com outros navios de guerra, aviões e helicópteros:

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1 comentário

danir em 06 de junho de 2012

Boa Tarde Setti. Só para aumentar a precisão da informação; o P.A. tem 4 torretas do sistema Meroca CIWS (Close In Weapon System)cada um com 12 tubos lançadores de foguetes de 20mm por 120 calibres de comprimento, com a capacidade operacional de 1300 disparos por minuto (dois na proa e dois na pôpa). Embora sua capacidade teórica seja maior, a limitação dos carregadores e dos projeteis acomodáveis no lançador fazem com que este número seja o máximo praticavel. Por serem foguetes, com espoleta de proximidade, não precisam atingir o alvo, saturando a região onde o alvo estaria e aumentando a probabilidade de destruição. É um sistema que pode concorrer com o Phalanx, este sim usado para o mesmo fim, só que com um canhão rotativo de alta cadência. Ambos tem seus prós e contras. Os americanos usam o Phalanx. Alem disto, o navio conta tambem com 12 canhões OERLIKON L120 de 20MM distribuidos pelo costado do navio. Os dois sistemas trabalham em conjunto ou individualmente, mas o Meroca é o sistema antiaéreo de proximidade por excelência, sendo prático para defesa contra miseis anti-navio, que é o mais provável que aconteça em combate (ninguem chega muito perto de um navio aeródromo, que alem de escolta , em situação de combate mantem sempre um ou dois aviões em CAP (Combat Air Patrol) a uma distancia segura, para atacar ou interceptar o que quer que seja que se aproxime da sua "zona de segurança". O navio tambem tem seis lançadores de chafs, para desorientar eventuais misseis ou aeronaves contra ele posicionados. Talvez a perda para a Espanha seja maior para o orgulho do que para sua capacidade bélica. Porta Aviões são sistêmas de armas muito caros e hoje, estão mais vulneráveis do que no passado, alguns apostam que a tendência é que percam o domínio dos mares para conceitos novos de belonaves, como aconteceu com os Couraçados na Segunda Guerra Mundial que até então eram os senhores incontestes do mares. Um grande abraço. Danir

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