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Esta é a segunda e poderosa porta de acesso ao cofre, 36 metros abaixo do nível da rua

Publicado originalmente em 30 de agosto de 2013 às 18h58.

Banco da Espanha, criado como Banco Nacional de San Carlos em 1782 e que equivale ao Banco Central do país, dispõe de um cofre forte considerado um dos mais seguros do mundo, uma fortaleza formidável abrigada por uma série de galerias no coração de Madri.

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A primeira porta, no nível da rua, é por si só um portento: pesa 16 toneladas

Lá estão guardadas mais de 62 toneladas de ouro, em cerca de 5 mil lingotes de ouro, barras numeradas, em formato trapezoidal, com cerca de 12,5 quilos cada uma, além de 2 milhões de moedas do metal de diversas épocas.

O valor dessas reservas varia diariamente, conforme as cotações do ouro.

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A sede do Banco da Espanha, na calle de Alcalá, no centro de Madri

Para chegar ao cofre-forte é preciso percorrer um labirinto, começando no piso térreo, depois de aberta a primeira porta, que pesa 16 toneladas. Depois, há que descer por um elevador os 36 metros de túnel vertical, bem abaixo das águas do grande chafariz da Praça de Cibeles.

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Atrás da segunda porta fica um fosso que só pode ser superado mediante uma ponte retrátil no melhor estilo da Idade Média

Neste nível, mais uma porta poderosa de 16,5 toneladas protege uma ponte  retrátil, que leva à última porta não tão pesada – 8 toneladas –, mas extremamente sensível: existe um ângulo correto para se encaixar, em seu mecanismo de fechadura, uma chave especial. Qualquer desvio e o mecanismo trava.

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Esta é a porta que guarda o santuário de ouro

O cofre foi escavado em 1933, à base de dinamite, pá e picareta, envolvendo 260 homens que extraíram 22.000 metros cúbicos de terra em uma obra que custou o equivalente, hoje, a 15,8 milhões de euros (perto de 50 milhões de reais).

As portas vieram de uma empresa especializada, a York, do Estado norte-americano da Pensilvânia, e necessitaram de gruas especiais para serem baixadas ao seus lugares correspondentes.

Cofre-forte e a fonte de Cibeles

A fonte de Cibeles homenageia a deusa da mitologia grega símbolo da fertilidade da natureza e é a guardiã do tesouro espanhol, pois faz parte do esquema de segurança do cofre. A presença de algum estranho nas dependências de segurança faz soarem alarmes, todas as portas fortificadas se fecham automaticamente e os corredores são selados. A fonte é o derradeiro recurso de defesa do supercofre.

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A água da fonte faz parte do esquema de segurança

Acima do cofre forte corre um canal de águas subterrâneas, o canal das Pascualas ou de Oropesa, um extenso rio subterrâneo que abastece a fonte. Em caso de uma emergência que até hoje não ocorreu, um sistema permite inundar todas as instalações subterrâneas do banco em segundos.

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