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O crânio de uma piranha-vermelha brasileira, presente na exposição “Skulls”, não deixa mentir: ela consegue morder com uma força até 35 vezes maior do que seu próprio peso (Foto: David Liittschwager)

A sempre impressionante visão de um crânio animal pode ser também uma experiência que rende doses de beleza e propicia conhecimento. Um bom exemplo disso é a exposição que a Academia de Ciências da Califórnia, em San Francisco, sedia entre 16 de maio e 30 de novembro deste ano.

Batizada Skulls (“crânio”, em inglês), a mostra conta com mais de 640 peças distribuídas em um espaço de 370 metros quadrados e faz um apanhado geral de caveiras de centenas de espécies, incluindo a humana  – representada com exemplares de vários de nossos ancestrais, a partir dos chipanzés, remontando a até 3,3 milhões de anos atrás. A expectativa é de que mais de 1 milhão de pessoas visite a exposição.

Boa parte do acervo vem da coleção particular do professor de biologia aposentado Ray Bandar. Aos 86 anos, Bandar acumulou crânios desde os 20, quando resolveu levar para a casa dos pais, de transporte público, os restos da cachola de uma foca que encontrou em praia do norte da Califórnia.

A partir de então, ele iniciou o curioso hábito de vasculhar qualquer faixa de areia na qual pudesse encontrar a ossada de algum animal marinho morto, além de sempre averiguar quais eram as últimas baixas de todos os zoológicos que visitava.

Entre os destaques de Skulls estão, além dos ossos de cabeças humanas e pré-humanas, um crânio de elefante que pesa nada menos que 98 quilos, uma altamente eclética seleção de crânios caninos, hipopótamos, vários tipos de peixes e um paredão de 27 metros com 400 esqueletos de leões marinhos californianos.

Para deixá-los limpinhos, os cientistas da academia californiana utilizam um surpreendente método: o primeiro passo do processo é a utilização de uma colônia de besouros cuja comida preferida são restos orgânicos mortos presentes no material ósseo. Abaixo, uma compilação de algumas das melhores caveiras.

 

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O crânio de uma foca, com seus enormes dentes, bons tanto para cortar carne quanto para ajudar o animal a sair da água (Foto: David Liittschwager)
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E por falar em dentões, eis as mandíbulas de um tigre, na exposição (Foto: Ariel Zambelich – Wired)
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A imponência e beleza dos ossos de uma cabeça de javali africano (Foto: David Liittschwager)
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Vários crânios caninos na mostra: O da raça pug, abaixo e à esquerda, é mais comprimido do que os demais (Foto: Ariel Zambelich – Wired)
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Um simpático lêmure e as grandes cavidades oculares que explicam uma de suas especialidades: encontrar alimentos à noite (Foto: David Liittschwager )
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A caveira de 98 quilos de um elefante (Foto: Ariel Zambelich – Wired)
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Outro “cabeção” da exposição: o hipopótamo (Foto: Ariel Zambelich – Wired)

 

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Os olhos bem separados ajudam o búfalo a vigiar melhor a presença de predadores (Foto: Foto: Kathryn Whitney – California Academy of Sciences)
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Crânio de exemplar do grupo de aves calau (Foto: Kathryn Whitney – California Academy of Sciences)
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Golfinho-do-Ganges (Foto: Ariel Zambelich – Wired)
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A parede de caveiras de leões marinhos, uma das grandes atrações do evento (Foto: Ariel Zambelich – Wired)

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4 Comentários

DK em 19 de maio de 2014

Lindo!

Carlos Alfredo em 18 de maio de 2014

O crânio dito de foca (segunda foto) é na verdade de uma morsa.

Vera Scheidemann em 17 de maio de 2014

Muito interessante !

Luiz em 17 de maio de 2014

Outras espécies com Lula, Polvo, não tem crânio...

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