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O Hunt Club, que já em 1933 possuía um moderno cadastro com 32 mil clientes, era dos que melhor uísque servia (Fotos: Margaret Nourke-White)

Neste 5 de dezembro completam-se 80 anos do fim da Lei Seca nos Estados Unidos, que transformou em ilegal a venda de bebidas alcoólicas, e que tanto pano para manga deu ao longo da história.

Nos quase 14 anos nos quais vigorou no país (1920-1933), a Prohibition foi o cenário de fundo para alguns dos maiores acontecimentos daquela era, como a Grande Depressão e a explosão do jazz. Inevitavelmente, causou uma terrível proliferação de gangues criminosas, que enriqueciam abastecendo os incontáveis pontos de fornecimento ilícito de drinques de toda a espécie.

Alguns destes lugares secretos, frequentemente escondidos em estabelecimentos de fachada, ficaram conhecidos como os speakeasy, expressão cuja tradução livre poderia resultar em algo como “fala baixo”. Muitos não passavam de espeluncas, enquanto outros eram muito estilosos e concorridos. E é claro que toda esta atmosfera de perigo associada à boemia criou uma grande mitologia ao redor do período.

Uma das primeira fotógrafas fixas da revista Life, a nova-iorquina Margaret Bourke-White (1904-1971) realizou em junho de 1933, apenas seis meses antes do final da proibição, um ensaio em outra publicação lendária, a Fortune, no qual mostrava algum dos speakeasy mais notáveis (ou não notáveis, já que era importante também guardar o segredo). O material acaba de ser compilado pela Life e republicado em seu site. Confiram:

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Puro estilo no balcão de mais um dos muitos “speakeasy”
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Este era reduto de pilotos de avião – incluindo o dono – em momentos de folga
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As “atividades” neste bar clandestino em um segundo andar de prédio começavam às 8h30 da manhã; frequentado sobretudo por imigrantes irlandeses
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A sofisticação deste local era tanta que, segundo a fotógrafa, ali trabalhavam 29 garçons e oito chefs de cozinha
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Homens e mulheres dividem espaço no balcão deste outro “point”…
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4 Comentários

Jo Lima em 06 de dezembro de 2013

Proibiram a bebida para ninguém poder beber. E o que aconteceu é que , talvez, nunca tenha se bebido tanto ( e bebida de tão pouca qualidade ) quanto nesse período. Toda droga é um problema de saúde - do álcool ao crack. Só que no século XX os governos decidiram que as drogas eram um problema de polícia e não saúde. E deram de bandeja para o crime organizado um mercado que nunca terá fim. E chegou num ponto em que as autoridades não liberam todas as drogas não por uma questão de saúde pública, mas, sim de segurança: como o crime organizado obtém a maior parte de sua renda com o tráfico, no momento em que este fosse legalizado, os criminosos perderiam bastante mercado e teriam que partir para outros crimes, como sequestro,assalto, etc.

Magno em 06 de dezembro de 2013

Um falso ar de requinte encobrindo o vício e a decadência. As cracolândias são mais realistas...

razumikhin em 06 de dezembro de 2013

Uma diferença significativa entre o álcool e as outras drogas "mudernas" é que para se ficar doido (bêbado) com o álcool demora, e a loucura não dura muito; há vômitos, cansaço, a própria fisiologia do corpo se encarrega de derrubar o cidadão de pança cheia de "árcu" etc. Com as drogas "pesadas" é diferente. Apenas umas poucas gramas da substância fazem, quase que imediatamente, a loucura chegar ao maluco, e o "barato" dura muito mais tempo. Além, disso, a droga muderna, sintética, por exemplo o LSD, é tão ou mais barata, fácil de transportar etc. que o álcool. A droga é o diabo. Aquele mesmo demônio que Dilma e o PT fazem aparecer - invocam - nas eleições. Mas, o demônio anda lado a lado com o PT não só nas eleições.

LJVA em 06 de dezembro de 2013

..coisa chata esse anuncio de banco.... não sai nunca de cima do texto....

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