Ações de propaganda e publicidade são criadas para vender um produto, um serviço ou, muitas vezes, uma ideia.

Falar em propaganda é falar em emoções — pois estudos indicam que elas são responsáveis pelo impulso, a vontade ou mesmo a obsessão de comprar ou fazer algo.

Há campanhas que requerem cenas chocantes ou violentas, que após o impacto emocional causado supostamente levam à conscientização, como é o caso das que versam sobre violência infantil, bebida e direção ou abuso de drogas.

Separamos aqui quatro campanhas com imagens fortes, todas de interesse público. Vejam só:

 

One drop of water!, ou Uma gota de água

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“Bad water kills more children than war” – Água contaminada mata mais crianças do que uma guerra (campanha da Unicef)

Cartaz de Campanha da Unicef — a agência da ONU para a infância — contra a poluição da água em prol da água para consumo, com a finalidade de angariar fundos para a melhoria da qualidade da água, de outubro de 2011.

 

Beber e dirigir é suicídio

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O álcool é pior que uma arma para o motorista. Campanha do governo da China

Campanha criada pela agência de publicidade chinesa Dentsu contra direção e bebida, em janeiro de 2008.

 

Não há velho viciado

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“Não existe essa de viciado velhinho” — é o que diz, em tradução livre, o lema dos cartazes

Essa campanha foi desenvolvida pela agência de publicidade inglesa AMV DDBO, para uma clínica de recuperação no Reino Unido, a Focus 12, em dezembro de 2007.

Em três cartazes e um filme para a televisão, aparecem idosos consumindo drogas pesadas, como heroína, crack e cocaína. A mensagem: dependentes químicos têm vida curta, não vivem até a terceira idade.

 

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Outro dos slogans da campanha, além do mencionado na legenda da foto acima, é “Pegue seu futuro de volta”

 

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Um dos cartazes se refere diretamente ao crack

O filme para televisão

Duas senhoras idosas preparam a cocaína com uma carta de baralho, enquanto lembram dos velhos tempos; um homem aperta o torniquete no braço de sua esposa antes de injetar heroína na veia; em uma cozinha em ruínas, um homem de idade usa um tubo improvisado para fumar crack; e, mais preocupante que tudo, outro idoso injeta droga entre os dedos dos pés antes de cair em sua poltrona. O slogan, em tradução livre: “Não existe essa de viciado velhinho”.

httpv://www.youtube.com/watch?v=ed2qAFfLlHY

 

Dia mundial da AIDS 2009

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Para o slogan “A Aids é um assassino em série”, a campanha não hesitou em usar a imagem do genocida Hitler fazendo sexo com uma mulher

A campanha para promover o Dia mundial da Aids 2009 – World AIDS Day 2009 —, utilizou um apelo fortíssimo, ao associar o número de mortes causados pela doença todos os anos a ditadores assassinos como Adolf Hitler, Josef Stalin e Saddam Hussein.

A agência alemã Regenbogen e.v., de Berlin, responsável pela campanha, criou o slogan: “AIDS is a mass murderer”, ou A Aids é um assassino em série.

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Também o ditador iraquiano Saddam Hussein foi utilizado na campanha, da mesma forma como…

 

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… o tirano assassino Josef Stalin

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11 Comentários

Oldair Bianco em 20 de fevereiro de 2012

SEM COMENTÁRIOS, É 10!

Petista arrependido em 19 de fevereiro de 2012

Setti, Muita falta de criatividade. Nossas agências fariam campanhas melhores!!!

V Dias em 18 de fevereiro de 2012

Besteira. O "führer" não gostava do artigo.

Teresinha em 17 de fevereiro de 2012

Ainda sob mal estar, ficou a impressão que não surte o resultado planejado, pois as imagens sempre tem um poder maior de memorização e pode provocar o efeito contrário de normalidade, arrepiante mas a sociedade anda estranha em seus conceitos.

Angelo Losguardi em 17 de fevereiro de 2012

Na última campanha faltou o Mao Tse Tung, talvez o maior genocida de todos os tempos. Mas no caso dele ia ser complicado fazer o cartaz, já que ele era um pedófilo.

Tuco em 17 de fevereiro de 2012

. fora do tópico Uns entendem por gafe, eu vejo pura lucidez: http://goo.gl/WvLss .

Observador100 em 17 de fevereiro de 2012

Legal aquela campanha chinesa. Pelo visto, apenas os negros(?) dirigem embriagados. Enquanto isto, os chineses trabalham 12 horas por dia, de pé, na Foxtron, produzindo iPads para a Apple. Muito Legal!!

patricia m. em 17 de fevereiro de 2012

Gostaria de saber se as campanhas chocantes fazem mais efeito do que as ditas normais. Eu tenho a impressao que nao. Afinal, a AIDS continua infectando, os usuarios de droga continuam aumentando, e por ai vai.

Tuco em 16 de fevereiro de 2012

. O Hitler é inconfundível, mas entre o Stalin e o Hussein penso ter havido um cochilo. É certo que os desenhos são péssimos, fazendo um Stalin mais parecido com o Hemingway do que com ele próprio. .

MARISTELA ARAUJO em 16 de fevereiro de 2012

QUE HORROR!

Tuco em 16 de fevereiro de 2012

. >>> CASO ELOÁ <<< E não é que a advogada tinha razão? Pela dosimetria aplicada à pena, melhor mesmo essa juizinha voltar pra escola... .

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