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O grande vencedor “The Ice Bear”, ou “O Urso Polar”, de Paul Souders

Publicado originalmente em 18 de fevereiro de 2014 às 18h40.

Campeões-de-audiênciaO já tradicional concurso anual de fotografia da revista National Geographic premiou, no final do ano, três  vencedores nas categorias Natureza, Local e Pessoas dentre 7.000 imagens enviadas por fotógrafos de mais de 150 países, mas fez menção honrosa a 10 fotografias dignas de serem vistas.

A foto acima, O Urso Polar, levou o grande prêmio. O fotógrafo Paul Souders, sediado em Seattle, nos Estados Unidos, conseguiu clicar um urso polar abaixo da superfície congelada das águas da baía de Hudson, iluminada pelo sol da meia-noite, como se o animal estivesse sendo esmagado por alguma força invisível.

A população de ursos polares de Manitoba, no Canadá — a mais austral do mundo –, está particularmente ameaçada por um clima mais quente e redução do gelo do mar.

Com essa foto, Souders ganhou 10.000 dólares e a participação no seminário anual de fotografia da National Geographic, em janeiro.

Vencedor na categoria Pessoas

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“Together, alone”, ou “Juntos, Sozinho”, de Cecile Baudier

Este retrato de dois gêmeos idênticos (Nils e Emil, 15 anos de idade) em Fyn, Dinamarca, é parte de uma série de imagens que retratando as pessoas uma ligação tão forte que passaram a se considerar “nós” em vez de “eu”.  O fotógrafo é o dinamarquês Cecile  Baudier.

 

Vencedor na categoria Locais

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“Long Road to Daybreak”, ou “Longo caminho ao amanhecer”, de Adam Tan

A foto do neozelandês Adan Tan que mostra uma mãe trabalhadora, saindo bem cedinho carregando seu filho na cesta, através da névoa que toma conta das ruas de Laocheng, na China, retrata ainda o rápido crescimento econômico chinês em contraste com a beleza do país milenar.

 

MENÇÕES HONROSAS

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“Crows Nest”, ou “Ninho de corvos”, de Yosuke Kashiwakura

Os corvos de Tóquio, no Japão, acabam por usar cabides de aço, que conseguem pegar de apartamentos, para fazer seus ninhos, pois a modernérrima cidade sofre com escassez de árvores e materiais naturais adequados.

O lado menos ruim disso é que os ninhos acabam parecendo obras de arte, como mostra a fotografia do japonês Yosuke Kashiwakura.

 

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“Indian Rhino, Canadian Winter”, ou “Rinoceronte indiano, inverno canadense”, de Stephen De Lisle

Esta bela foto do canadense Stephen De Lisle mostra um rinoceronte indiano no fim de inverno no zoológico de Toronto, no Canadá.

 

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“Flying Egrets”, ou “Voo das garças”, de Réka Zsirmon

A foto de Réka Zsirmon mostra um campo às margens do rio Danúbio, na Hungria, em que bandos de enormes garças se reúnem e empreendem seu belo voo.

 

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“Cows And Kites”, ou “Vacas e pipas”, de Andrew Lever

O fotógrafo-viajante inglês Andrew Lever conta como clicou este flagrante que mereceu menção honrosa da National Geographic, num país que ele não identifica:

“Eu estava dirigindo ao longo da rodovia quando notei o gado se bronzeando na praia vazia. Inicialmente eu pensei que eu estava vendo coisas, mas realmente as vacas e touros estavam tomando sol! Eu tive que estacionar o meu carro a uma distância que significou uma longa caminhada ao longo da praia no calor de 35 graus. Não importava, porque eu tive que tirar a foto! Quando cheguei mais perto delas, eu tomei cuidado para não assustá-las, e rastejei de barriga na areia quente para obter esta boa foto. Valeu a pena o esforço!”

 

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“Graveyard”, de Julie Fletcher

A fotógrafa australiana Julie Fletcher conta que seguiu por vários quilômetros a enorme tempestade, em busca de uma cena especial, digna de registro, e mesmo assim não esperava a cena que encontrou: uma água verde leitosa surreal, um fenômeno natural causado pela atividade eletromagnética do raio atingindo a superfície da água.

No local não havia chuva nem muito vento, e no horizonte o céu estava carregado.

 

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“Arabic in Gambia”, ou “Árabe na Gâmbia”, de Bisig Maurin

A fotógrafa suíça Bising Maurin apresenta ao mundo esta menina de apenas 13 anos.

Nascida e criada no Bronx, em Nova York, umas das maiores cidades do mundo, foi mandada pelo seu pai, aos 13 anos, para morar com sua família em uma pequena vila no meio do nada, chamada Baja Kunda, na Gâmbia.

A pequena árabe sente agora o contraste, vivendo sem energia elétrica, a uma distância de duas horas de ônibus da cidade mais próxima. Ao invés de ir para a escola, como fazia em Nova Yorque, agora trabalha todos os dias, de manhã bem cedo até tarde da noite.

Apesar de ser a única pessoa na cidade a possuir um passaporte americano, sua tradição familiar a impede de usá-lo novamente.

 

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“Ida”, de Cecile Baudier

Esta é Ida, groenlandesa de 7 anos de idade que foi morar com sua mãe na Dinamarca.

Mesmo sendo ligados historicamente, os dois países têm culturas muito diferentes. Na Dinamarca os naturais da Groenlândia são vistos como cidadãos de segunda classe, e esta foto faz parte de um ensaio em curso que tenta mostrar um lado diferente da minoria groenlandesa  na Dinamarca. Mais uma foto da vencedora Cecile Baudier.

 

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“Francesca”, de Michele De Punzio

A moça da foto, Francesca, é a namorada do fotógrafo italiano Michele De Punzio.

 

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“Life Along The Polluted River”, ou “A vida ao longo do rio poluído”, de Andrew Biraj

Nesta foto, registro do fotógrafo de Bangladesh Andrew Biraj, um menino carrega seus balões ao longo do rio Buriganga,  em Dhaka, tão poluído que seus dejetos produzem essa fumaça tóxica que se vê na imagem.

 

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“Laurentiu”, de Aurélie Geurts

O fotógrafo belga Aurélie Geurts criou uma série chamada “Frumoasa”, que em romeno significa “beleza”, onde retrata o menino da foto acima, Laurentiu, e sua família.

Eles vivem em barracas junto à estação ferroviária, perto da Ghent Dampoort, e têm que lidar com todo o tipo de obstáculos no seu dia-a-dia, começando pela falta de um endereço legal, que lhes impede de encontrar um trabalho decente. Apesar das dificuldades, é uma família feliz e acolhedora.

 

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7 Comentários

Avelino Taveiros em 30 de maio de 2014

Sr. Setti: Há uma impropriedade na legenda da foto “Long Road to Daybreak”, ou “Longo caminho ao fim do dia. Como você bem sabe, "daybreak" significa amanhecer e não "fim do dia". Tem razão, Avelino. Obrigado por apontar o erro. Abraços.

Cezar em 23 de fevereiro de 2014

Tekpix certamente é a marca das máquinas que fizeram a maioria delas.

Paulo Arantes em 21 de fevereiro de 2014

Ao ver a fotos da National Geographic, percebo que tenho muito a aprender com fotografias. Então deixo minhas fotos totalmente original e sem recurso de tratamento. Acesse o link no facebook. https://www.facebook.com/terrasgoianas

Alan Medeiros em 21 de fevereiro de 2014

Gostaria de ver as fotos sem tratamento!

marcio vallini em 19 de fevereiro de 2014

ás fotos são sensacionais!

JT em 19 de fevereiro de 2014

Há alguns dias comprei uma câmera com alguns recursos interessantes e, no último domingo, percorri algumas estradas vicinais perto de casa, para curtir meu carro, a câmera e as paisagens. Ao ver este post, percebi que nunca serei um fotógrafo profissional (como nunca serei várias coisas profissionalmente). Mas, como a Internet é uma Mãe Joana, deixo o link com algumas fotografias que captei: http://www.mplafer.net/2014/02/estradas.html

Marco em 18 de fevereiro de 2014

D. Setti, belo evento, gostei das mais raras como do Urso,corvo, garças, vacas e tempestades. Por ser fotos difíceis como fundo. Abs. São obras de arte, não, caro Marco? Se fossem pinturas, estariam nos melhores museus e galerias do mundo. Um espanto! Abração pra você.

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