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Uma placa solar para carregar smartphones e outros equipamentos eletrônicos integra a lista de bagagens dos nômades mongóis que transitam pelo Deserto de Góbi; carros e motos são usados como transporte, além dos velhos amigos camelos e cavalos (Fotos: Michele Palazzi)

Vizinha de china e Rússia, duas potências do atual cenário mundial, a Mongólia vem vivendo desde o início da década um relativo boom econômico de seu setor mineral, baseado principalmente na exploração de carvão, cobre e ouro.

Como inevitável consequência, muitos dos mongóis que sempre viveram como nômades, montando suas tendas sob o criterio básico da proximidade de fontes de água, estão migrando e se estabelecendo em cidades. Ainda assim, este ancestral estilo de vida persiste em algumas regiões do país de pouco mais de quase 3 milhões de habitantes.

Só que agora, além de toda a parafernália que seus antepassados costumavam carregar, figuram objetos modernos como placas solares, utilizadas para alimentar smartphones e outros dispositivos eletrônicos. Como meio de transporte, fazem companhia aos eternos aliados camelos e cavalos automóveis e motocicletas.

Nascido em Roma em 1984, o fotógrafo Michele Palazzi passou boa parte de 2012 e 2013 captando de perto nômades habitantes do distrito de Tsogttsetsii, provincia de Ömnögovĭ, no Deserto de Gobi, sul do país. A iniciativa que resultou no projeto Black Gold Hotel. Confiram as belas fotografias:

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O nômade Tuvshinbayar e sua esposa preparam o abate de um camelo, que antes serviu de transporte, fonte de leite e agora será comido
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Uma motocicleta, item usado pelas novas gerações para o transporte
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O menino mongol Munkhdul toma chá com leite de camela
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O único espaço público do distrito é esta quadra de basquete
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Homem bem abrigado em meio a camelos
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Ponto de ônibus solitário rumo à cidade mais próxima, Dalanzadgad
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Cavalos também acompanham os nômades em suas mudanças
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Tuvshinbaya, família e camelos em meio a tempestade de areia
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Tuvshinbayar dorme em tenda com o filho Tuyshintugs
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Um centro de produção de carvão perto da fronteira com a China
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Meninos se protegem de tempestade de areia

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2 Comentários

Claudio em 12 de janeiro de 2014

Oi setti, como e onde você arranja isso? Que viagem! Essa foi meu filho, o Daniel. Esqueci de assinar o post. Imperdoável. Vou fazê-lo agora. Abraço

jarvik em 11 de janeiro de 2014

O duro dilema de povos ainda a caminho de tempos modernos. Este tipo de vida primitiva é celebrado pelos adeptos de Rousseau. Mas os próprios defensores sequer a vivem. Menos ainda os poos em questão que preferem o medicamento e a vida confortável ao Xamã.

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