Radares, satélites, GPS, wi-fi, fibra ótica…

Hoje em dia há toda uma parafernália tecnológica capaz de localizar objetos, veículos e ruídos nos mais longínquos pontos. Mas, claro, nem sempre foi assim.

O radar, Radio Detection And Ranging (Detecção e Telemetria pelo Rádio, na sigla em inglês), essa maravilha criada em 1904 pelo alemão Christian Hülsmeyer, só foi mesmo viabilizado em 1935, quatro anos antes do início da II Guerra Mundial, mas não tinha, evidentemente, a enorme sofisticação tecnológica que ostenta hoje — e nem todos os países tinham acesso à tecnologia.

Como faziam no passado, então, exércitos e soldados para prever a aproximação de aeronaves inimigas na I Guerra Mundial (1914-1918) e, dependendo do caso, também na II Guerra (1939-1945)? Usando enormes aparelhos auditivos, oras bolas!

O acervo fotográfico abaixo é um registro histórico dos tataravô dos radares de hoje:

ORELHAS ACÚSTICAS AMERICANAS

 

ORELHAS ACÚSTICAS ALEMÃS

 

ORELHAS ACÚSTICAS INGLESAS

 

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Em fotos adulteradas, mentiras sobre a História

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6 Comentários

José Carlos Lopes de Oliviera em 01 de abril de 2013

Sensacional. Excelente.

Antonio Marmo em 01 de abril de 2013

Fantástico tudo isso...Todas as grandes descobertas tem um histórico assim...

Sergio the original since 1ª Leitura em 01 de abril de 2013

Olha só, nunca tinha ouvido falar nisso! Abs

Marcello Castellani em 01 de abril de 2013

Sensacional apanhado meu caro! Eu que sou um entusiasmado acompanhante destas relíquias de tempos nem tão antigos assim, confesso que nunca tinha visto tais imagens. Parabéns por ter-nos brindado com estas pérolas! Muito obrigado, caro Marcello. Espero que continue nos visitando sempre! Abraços

Alberto Porém Jr. em 01 de abril de 2013

Sem comentários, achar que estas fotos servem para rir é zombar da criatividade humana que nos trouxe até aqui. Sentar e dar risada de quem tenta buscar o novo é muito fácil o difícil é criar algo novo com base em tentativas e erros, são poucos os corajosos que não tem medo de avançar na cabeça de praia e são muitos os que vem atrás...rindo.

Reynaldo-BH em 31 de março de 2013

Setti, o único ponto de contato com meu comentário abaixo e o post acima (divertidíssimo) é a data: 31/03. Sou meio que maniado com datas. Elas marcam nossas vidas, para o bem ou para o mal. Assim, meio que deslocado no blog (e absolutamente deslocado no tema!) ouso ser ainda mais espaçoso que sou! Feliz Páscoa e uma boa semana! ------------ Sei que este meu comentário irá desagradar a muitos. Paciência. Volto ao tema da Comissão da Verdade. Pelas notas oficiais dos Clubes Militares, que funcionam como o Instituto Lula quando divulgam posições em nome de terceiros. Apoio integralmente a Comissão da Verdade. Um país que não conhece o seu passado jamais conseguirá construir um futuro. Uma nação se fortalece quando aprende a se conhecer. Até mesmo nos momentos dolorosos em que parte desta mesma nação, erroneamente apoiou. Quem tem medo da verdade tem algo a esconder. Que seja revelado. Por diversas razões. Pelo resgate de quem sofreu as barbáries da tortura, perseguição e ódio presentes na ditadura militar. Por quem teve a voz cassada, em uma censura que envergonhava o Brasil. Pelos esclarecimentos de como manietaram o Poder Judiciário, criando uma odiosa Lei de Segurança Nacional e suspendendo o direito a habeas corpus. E comandavam, de quartéis, os Tribunais. Para expor às novas gerações o medo (real!) de expor ideias, debater pontos de vista, reunir-se com outros, etc. Para que nunca mais aconteça! Para que entendam que ainda hoje, tenta-se implantar uma censura, impedir debates, rotular adversários, ingerir em outros poderes (agora não mais a partir de quartéis, mas de Palácios), impedir que se recepcione uma dissidente cubana, ter “companheiros” substituindo a “tropa” como categoria social diferenciada, entre tantas repetições. Que quando acontecem na história, são somente farsas. A Comissão da Verdade tem uma função histórica. Não é – como muitos desejam – um tribunal revisor. Este sim seria de exceção. Desejo a verdade. O esclarecimento não mais ofertado por “brazialinistas” ou sociólogos e cientistas políticos (todos válidos e que nos permitiu conhecer mais a fundo a longa noite de trevas) , mas de depoimentos, documentos e provas. A Comissão da Verdade não pode ser atacada por quem deveria ser investigado! Nem pode ser instrumentalizada pelo Governo que deseja a exposição de “fatos impactantes” como produto final. E que foi exigido por Dilma. Impactante ou não, nojenta ou não, dolorosa ou não, tanto faz. A verdade não admite adjetivos. Ela é por si, completa e inteira. Há quem defenda o fim da anistia. E que a CV funcionasse com o fio condutor de processos a serem propostos. Não é meu caso. Não se pode esquecer que a anistia nasceu de negociações políticas aprovados pelo frágil poder legislativo (aqueles que o honraram) e pelo povo nas ruas. Era o possível. Seria mais justo (ou adequado) ter-se uma punição a torturadores? Sim. Mas não seria Anistia. Muito menos ampla, geral e irrestrita. Expressão cunhada pelas oposições de então, pois – para quem se esqueceu – a que os militares aceitavam excluíam os crimes de sangue praticados por grupos armados e/ou assaltantes de bancos vinculados a estes grupos. A oposição exigiu que fosse irrestrita. Abrangendo a tudo e a todos. Sem distinção de crimes de opinião ou de ação. E deste modo, também o foi para os torturadores. Foi a possibilidade factual que se impôs como solução política negociável. Não foi pressão. Foi negociação. Que resultou no desmonte da ditadura. Valeu? E como! Mas, eu conheço o nome dos participantes dos grupos armados. Como se financiavam. De que modo tentaram – na cidade e nos campos – ganhar a confiança popular (e porque não conseguiram), o credo de cada grupo, os “rachas” e as feridas. E conheço pouco dos ditadores. Ou dos porões abaixo dos amantes de cavalos ou de radinhos de pilha. Elio Gaspari (a série Ditadura), Heloisa Starling (Os senhores das Gerais), Thomas Skidmore, Bertram Hutchinson, Richard Morse, Alfred Stepan, nos oferecem uma visão ampla. Somente podemos contar com o relato das vítimas, precioso e essencial. Mas incompleto. Ou de estudos acadêmicos. Mas, as vítimas não puderam falar! O que levou a classe média do Brasil a apoiar o golpe? O golpe foi fruto de uma deterioração do tecido social, desde Getúlio? Quais eram os industriais que apoiaram o movimento? De que empresas? O que levou as FFAA a admitirem – em um abjeto contraponto às mesmas FFAA da campanha da FEB! – ter em seus quadros monstros que tinham prazer no ofício criminoso? Por que a reação contrária ao golpe se intensificou, com a opção da luta armada, que era previsível ser derrotada? Qual o papel dos USA (e da Quinta Frota) no golpe e de Cuba e URSS nos grupos armados? O que levou o Brasil a ser um tabuleiro de xadrez de interesses externos? Tortura era critério de promoção? Fleury parece ser exemplo disto. Ulstra outro exemplo. Ao invés de punição, medalhas de “Honra ao Mérito”. Até onde os porões enfrentavam uma parte (Qual? De que tamanho? Onde?) das FFAA que não compactuavam com a barbárie? Enfim, quem tentou (e porque falhou) evitar a ignomínia e a ruptura entre “nós x eles”? (De novo, a história se repete!). São centenas de perguntas que merecem respostas. Também não sou adepto das ilações de “aonde iríamos parar” se os grupos de esquerda tivessem tomado o poder. Tenho minhas opiniões e visões. Que nunca caberiam em uma Comissão da Verdade. A esta deveria interessar somente os fatos. Históricos. Deixemos as intepretações para a ciência política. E respeitemos o Estado de Direito. Neste 31 de março – a data que marca o início de uma longa noite que jamais aceito viver!- não houve Ordem do Dia nos quartéis. Como era tradição, a saudar o golpe e tentar reescrever a história. Um avanço. Manchado pelas notas oficiais de fantasmas em uniformes de guerra e pelo pedido de maior midiatização que Dilma fez (ou exigiu?) por parte da Comissão da Verdade. Que seja também uma data de reflexão. Para que os poderosos de hoje (muitos, vítimas de ontem) não queiram transformar o nosso direito à história em um palanque eleitoreiro, com este desejo de “fatos impactantes” solicitados pelo PT e Dilma. Que ambos não reescrevam (ou tentem!) a história. E respeitem duas gerações que souberam interromper a noite, com uma nova esperança. Recolha-se um, à própria insignificância e vergonha do que fizeram. E outro, que respeite a própria história (e de outros milhares anônimos) e não queira transformar esta longa noite em um argumento de continuidade do que fazem. Com outros métodos, mas com os mesmos objetivos. Que a história seja contada. Inteira. Plena. Sem disfarces. E que seja um antídoto para que nunca, JAMAIS, tenhamos trevas onde deveria sempre haver sol! Meus bons fotos e bons fluidos pra você também, caro Reynaldo. Abração!

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