Já imaginaram quantos botões é preciso apertar para ultrapassar a atmosfera terrestre e navegar no éter? As cabines dos ônibus espaciais, os extraordinários space shuttles que a NASA aposentou em 2011 após 30 anos e centena e meia de missões espaciais, possuem mais de mil.

Vocês leram corretamente: mais de mil.

Para facilitar a vida da tripulação, essa infinidade de botões, a partir da qual se controlavam computadores, foguetes, circuitos, aquecedores, válvulas e todos os outros componentes da nave, era dividida em setores: “O” para cima, “C” para o centro, “F” para a frente, “A” para a ré, “L” para a esquerda e “R” para a direita.

É claro, porém, que mesmo astronautas supertreinados estavam sujeitos a se confundir. Por isso, quando as células cerebrais falhassem, os centros de controle terrestres possuíam dispositivos que permitiam orientar milimetricamente quem estava em órbita.

E para quem acha mais de mil botões um número exagerado, imaginem como era tripular o Endeavor, construído em 1987, quando ainda não se utilizava a sofisticada tecnologia de touchscreen nem a de controle de voz.

Quem sabe, no futuro, os astronautas poderão contar a bordo com a Siri, assistente do IPhone, para verificar a posição das células de luz solar ou fazer pequenos ajustes.

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Partida de um ônibus espacial (Foto: Nasa)

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Um ônibus espacial decolando com o auxílio de motores externos alimentados por supertanques (Foto: Nasa)

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Cabine de comando, com sua infinidade de botões (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

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Visão lateral de uma cabine de comando (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

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Detalhe de uma cabine de comando, mostrando a posição de um dos dois pilotos  (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

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Vista de outro ângulo de uma cabine de comando  (Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

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Detalhe de parte dos dos botões dos painéis frontais(Foto: Stephen Clark / Space Flight Now)

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1 comentário

Reynaldo-BH em 14 de abril de 2012

Além de mil botões, certamente existem mais de três mil controles via algum tipo de eletrônica embarcada. este número - tr~es vezes - é o mínimo exigido em sistemas chamados de missão crítica. A "ordem" dada por um computador terá que ser a mesma dada por outro (que analise os mesmos dados) e se não for, um terceiro entrará para "definir" a escolha correta. Em aviação, a redundância (da Boeing, ao menos) é fator 5, ou seja, 5 análises para cada decisão. São famosos os "mecanismos contra bobeira" (tradução livre do termo) que impede - exemplo mais conhecido - que um trem de pouso de avião seja recolhido enquanto o avião ainda corre na pista. Mesmo que os pilotos ordenem. (e mesmo assim, o Fokker 100 abriu o reversor na decolagem e o AIRBUS entendeu que a manete de aceleração na posição idle permitia a aceleração do avião quando a outra estava em posição diversa...) Eu imagino o fator de segurança que uma nave espacial deva ter, com estes mil botões. Haja processamento! E cada vez mais nossa confiança em que NÃO ESTÁ a bordo precisa ser maior! (Os engenheiros de software nunca estão a bordo.. hehehee). Abraços e bom domingo!

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