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A cratera vulcânica de Wau Al Namus, em Fezzan, uma das zonas desérticas mais inóspitas do mundo: beleza líbia pouco conhecida (Fotos: George Steinmetz/National Geographic)

Durante os mais de 42 anos em que governou com mão de ferro a Líbia, o ditador Muamar Kadafi (1942-2011) fechou tanto as portas do país para o resto do mundo que pouca gente o associa a paisagens bonitas ou construções de grande valor histórico e/ou arquitetônico.

Fotógrafo que acumula prêmios e 26 anos de experiência na célebre revista National Geographic – para a qual já produziu mais de 20 grandes reportagens e três capas -, o californiano George Steinmetz realizou, após a queda e o assassinato do tirano, uma série de ensaios no território norte-africano à beira do Mediterrâneo.

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George Steinmetz, em foto feita em Tamanrasset, Argélia

As imagens revelam uma beleza raramente vista deste lugar marcado pela violência e pela barbárie, e também de sua gente. Mérito de Steinmetz que, nascido em 1957, iniciou-se na fotografia justamente durante uma viagem à África quando tinha 18 anos.

Desde então, retornou em diversas ocasiões no continente, chegando inclusive a lançar um livro a seu respeito, African Air, no qual bancava o aventureiro ao registrar paisagens africanas desde a perspectiva de um parapente motorizado. Confiram algumas amostras de seu trabalho na Líbia, vale a pena:

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A Líbia também tem preciosidades arqueológicas romanas: este teatro na cidade Sabratah, um dos maiores da África, é uma delas. Fica a 60 quilômetros da capital Trípoli
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Garotada se refresca em praia de Trípoli; a economia local aposta na reabertura de hotéis como o Marriot (prédio verde à esquerda) após o fim da Era Kadafi
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Conhecida como Leptis Magna, esta construção também data do período de domínio romano na região, e funcionava como um porto
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Ora, se os romanos passaram por aqui, por que os gregos também não? Com vocês, o Templo de Zeus, de arquitetura tipicamente helênica, erguido há mais de 2.500 anos. É uma das atrações de Cirene, a cidade grega perdida” na Líbia
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Este cidadão líbio se chama Kasim Abdu Salaam Habib e aqui posa orgulhoso em sua casa, que tem nada menos que 600 anos de idade. Em Gadamés, extremo oeste do país, próximo às fronteiras com Tunísia e Argélia
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Enrolada em bandeira líbia, Fatima Shetwan, de 5 anos, participa de um evento escolar em Misurata, noroeste do país, à beira do Mediterrâneo
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Vista aérea das incríveis casas de barro e madeira de Gadamés, construídas há mais de 2 mil anos

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Nenhum comentário

flavio em 15 de fevereiro de 2013

É sempre muito bom ver e ouvir noticias boas no meio de tanto coisa ruim. Excelente.

Mariazinha em 15 de fevereiro de 2013

Gosto muito desse tipo de matéria. Parabéns!

elizio em 12 de fevereiro de 2013

Caro Setti: belíssimo artigo. Sempre nos brindando com excelentes matérias, de encher os olhos! Obrigado. Obs.: sempre acompanho o Boston.com, na parte Big Pictures, com excelentes fotos sequenciais, de tudo o que acontece no mundo. Dê uma passada por lá,vai gostar. Obrigado, caro Elizio, tanto pelo elogio como pela ótima dica. Um abração!

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