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Com o mítico repórter “Pena Branca” e o ex-guerrilheiro “Clemente”, em 1984

Como redator-chefe da revista IstoÉ (à dir.), apareço nesta imagem com o lendário repórter policial Otávio Ribeiro, o “Pena Branca” (em pé) e o ex-chefe da organização clandestina de luta armada Aliança Libertadora Nacional (ALN), Carlos Eugênio Paz, o “Clemente”, a 28 de março de 1984.

Otávio havia descoberto o paradeiro do Cabo Anselmo, líder de uma rebelião de marinheiros no final do governo João Goulart, em 1964, que posteriormente se tornou delator de seus companheiros de extrema esquerda e levou à prisão, tortura e morte dezenas deles. Ofereceu entrevistá-lo a diferentes veículos, mas só eu aceitei a aposta.
Feita a entrevista, precisamos convidar vários ex-integrantes da luta armada para escutar partes da gravação de modo a ter certeza de que se tratava mesmo de Anselmo e também para ouvi -los sobre fatos narrados.

“Clemente”, o único dirigente da ALN que não foi morto, celebrizou-se nos “anos de chumbo”, entre outras ações, por ter feito parte em 1971 de um suposto “tribunal revolucionário” que condenou à morte o estudante Márcio de Leite Toledo e também ter participado de seu “justiçamento”. Márcio foi assassinado a tiros nas proximidades da Alameda Casa Branca, na região dos Jardins, em São Paulo. “Pena Branca” morreria precocemente dois anos depois de ter feito a entrevista com Anselmo.

Foto: João Farkas

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