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Com Sarney, quando Roseana bombava nas pesquisas de intenção de voto

Roseana Sarney, filha do ex-presidente José Sarney, estava naquele dezembro de 2001 quase encerrando o primeiro dos quatro mandatos de governadora do Maranhão e bombava nas pesquisas de intenção de voto como eventual aspirante à Presidência, ainda pelo PFL (depois DEM), que posteriormente trocaria pelo PMDB.

“Cada nova pesquisa que sai, é mais um Lexotan que eu tomo”, confidenciou-me o ex-presidente, durante uma conversa propiciada por meu amigo Orlando Brito, o maior fotógrafo do poder da imprensa brasileira, autor também desta foto.

Fui levar a Sarney exemplares do livro A História Secreta do Plano Cruzado, edição particular que fiz da reportagem publicada na revista Playboy em 1986 com a qual recebi o Prêmio Esso de Reportagem daquele ano, e de que o então presidente da República, naturalmente, era personagem fundamental.

A conversa evoluiu para a situação política e, como não podia deixar de ser, para a possível candidatura de Roseana.

Uma bem feita campanha nos horários gratuitos de propaganda do PFL catapultara a governadora ao primeiro lugar nas preferências — mas sua curva ascendente sofreria um duro golpe em abril: a Polícia Federal descobriu mais de 1 milhão de reais não declarados à Receita nas dependências do escritório da empresa do marido da governadora, Jorge Murad, da qual ele era sócia.

As várias e pouco convincentes explicações fornecidas por Murad levaram Roseana a desistir do projeto presidencial e concorrer ao Senado, para o qual foi eleita.

Naquele dia, porém, Sarney espichava o bigodão, sorrindo, ao falar da filha e xodó.

Escrevi para o site NO.com sobre a conversa, sob o título “Cauteloso, Sarney vê chances para Roseana — e articula”.

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