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Hoje, sinto nostalgia. Mas naqueles dias não sabia que esta conferência internacional de “Playboys” em Barcelona seria minha última

A conferência das edições internacionais de Playboy em Barcelona, entre 9 e 13 de maio de 1999, seria a última das cinco de que participei, mas eu não sabia.

Em outubro seguinte, exatos cinco anos depois de assumir o cargo de diretor de Redação da revista, o vice-presidente e diretor editorial da Editora Abril Thomaz Souto Corrêa me convocou para ser seu diretor adjunto, função que eu já ocupara antes e que ficara vaga com a saída da empresa, por vontade própria, do jornalista Matinas Suzuki Jr.

Eu duraria poucos meses na função, embora houvesse tempo, nesse curto período, de tomar decisões de alguma relevância, como designar novos diretores de Redação para as revistas Placar e Boa Forma. Uma das periódicas transformações na estrutura da Abril ocorrida quando eu mal esquentara a cadeira me transformou em diretor editorial do grupo Revistas Femininas — com responsabilidade, santo Deus, pela supervisão da qualidade de duas dezenas de publicações, entre mensais e semanais, dirigidas à classe A e populares. Uff…

Voltando à conferência de Barcelona, ela acabou se tornando especial para mim porque toda a pauta do encontro resultou de sugestões minhas. David Walker, o diretor editorial que tratava com as edições internacionais da revista, solicitara a seus respectivos editores, meses antes, sugestões e temas para o encontro.

Acabei sugerindo que tudo partisse de uma única pergunta: “O que você tem feito com sua revista — e por quê”. A seguir, detalhei 14 diferentes itens que poderiam ser debatidos a partir da pergunta básica. David Walker adorou a ideia, e a adotou.

Viajei com o diretor de Revistas Masculinas da Abril, Mauro Calliari, que respondia pela parte negocial da revista como seu publisher. Um grande parceiro, inteligente, culto e com um belo currículo, que incluía pós-graduação na Itália.

Fizemos um encontro muito útil, como os anteriores — de que voltava sempre com 2 ou 3 quilos de material e uma infinidade de ideias na bagagem — e também divertido: a fantástica cidade à beira do Mediterrâneo estava no período agradabilíssimo que antecede o verão saariano, luminosa e acolhedora como sempre.

Eu não imaginava, então, que logo no ano seguinte minha filha, Adriana, jornalista, acabaria se fixando ali, e que mais tarde também seu irmão, Daniel, igualmente jornalista e também músico, iria viver na cidade, na qual posteriormente toda a família se fixaria.

 

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